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Vamos às notícias. Miguel, a Associação Nacional de Municípios quer alargar o leque de apoios a mais conselhos, na sequência dos estragos provocados pelo mau tempo. Pede também isenção de portagens.

É o que resulta da reunião da direção da Associação de Municípios, que tem agendado para esta hora um encontro com autarcas de vários conselhos atingidos pelas tempestades. O encontro decorre em Cascais. É lá que está o jornalista do Observador, João Gama. João, os autarcas querem mais do governo.

Exigem, desde logo, Miguel, a reposição da isenção das portagens nas autoestradas que atravessam os municípios mais afetados. Foi isso mesmo que disse o presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses aqui à entrada desta reunião que está a acontecer no Hotel Pestana, em Cascais. Exigem, como dizias, mais do governo. A reunião começou há instantes, sem todos os autarcas presentes. Vai ser uma reunião à porta fechada. Com alguns minutos de atraso, ouvimos, ainda assim, Pedro Pimpão nas declarações iniciais aos autarcas, com os jornalistas presentes, antes dessa reunião à porta fechada começar, a dizer que deve ser prestado reconhecimento aos presidentes de câmara por serem a primeira resposta, a resposta da linha de frente das populações mais afetadas e que o mau tempo, a sequência de tempestades, comprovou isso mesmo e deixar aqui uma crítica implícita a dizer que todos os municípios têm recursos insuficientes para fazer face a tempestades, calamidades como a que vimos em Portugal nas últimas semanas. Algumas declarações para marcar o início da reunião, que seguirá à porta fechada para lá. Antes disso, aliás, Miguel, esses dois apelos. A Associação Nacional de Municípios Portugueses quer essa tal isenção de portagens nos conselhos mais afetados pela depressão Kristen. Foi o que vimos em vigor no distrito e no Conselho de Leiria e também apoios para os conselhos mais afetados. Vamos ver se esses apelos reúnem consenso nos 50 autarcas que vão ser ouvidos hoje em Cascais.

Nessa reunião com a direção da Associação Nacional de Municípios, que está a ser acompanhada pelo jornalista do Observador, João Gama, que aqui nos dará conta ao longo da tarde das conclusões deste encontro.

Também o secretário-geral do PS veio hoje pedir que o governo avance com a declaração do estado de calamidade, pelo menos até ao final do mês de junho.

José Luís Carneiro fala de uma medida que permita ao Estado dar uma resposta mais ágil e menos burocrática às populações.

O estado de calamidade deve ser alargado nos seus prazos e também deve ser alargado no seu perímetro. Alargado num prazo que nós propomos até fim de junho, porque a calamidade permite procedimentos mais ágeis do ponto de vista legislativo, do ponto de vista administrativo e do ponto de vista burocrático e, portanto, vai ser necessário ter mecanismos ágeis para que o governo possa responder às necessidades.

José Luís Carneiro abordou também a ausência de resposta do primeiro-ministro às cinco cartas enviadas pelo secretário-geral do PS. O líder socialista diz que a paciência tem limites entre críticas a Luís Montenegro.

Queria que ficasse claro, são propostas, mais do que cartas, são propostas devidamente estruturadas e fundamentadas e preparadas por um conjunto de personalidades com uma longa experiência no serviço público. Até hoje, a marca do governo foi a da insensibilidade e a do silêncio.

O lamento em forma de crítica de José Luís Carneiro face à ausência de resposta por parte do primeiro-ministro às cartas com propostas enviadas pelo PS.

Nesta conferência de imprensa, o secretário-geral do PS pediu também a Montenegro que diga qual o impacto das medidas de apoio a famílias e empresas nas contas públicas.

Sublinhando a ideia de que o governo está dividido neste capítulo, aponta contradições entre o que diz o ministro da Economia e o que diz o ministro das Finanças.

O governo está dividido sobre a forma de responder a esta questão. O ministro da Economia veio dizer que em circunstância alguma o Estado poderia falhar às pessoas naquilo que são as suas necessidades fundamentais e, portanto, a questão orçamental não era a questão prioritária. E depois ouvimos as palavras do ministro das Finanças a dizer que em circunstância alguma se colocaria em causa o rigor das contas públicas e o rigor orçamental. Está por conhecer a posição do primeiro-ministro.

O desafio de José Luís Carneiro, depois de, como ouvimos, Joaquim Miranda Sarmento, ter vindo defender que em circunstância alguma o governo vai colocar em causa o rigor das contas públicas, com o ministro da Economia, Castro Almeida, a admitir um regresso ao déficit em nome da ajuda às populações.

Paulo Fernandes, coordenador da estrutura de missão para a reconstrução da região Centro, quer saber quando vai ser restabelecida a energia a todos os clientes no país.

Pede, pelo menos, uma previsão. Pedido feito em Leiria, no primeiro briefing desta estrutura de missão. De acordo com a E-Redes, há ainda 7600 clientes sem eletricidade. Paulo Fernandes diz que sem uma data concreta para a solução do problema, é mais difícil planear o que quer que seja.

Nós precisamos de ter noção do que é que ainda nos falta do ponto de vista de tempo. Precisamos disso para as pessoas, em primeira linha, seguramente, e precisamos disso para as empresas Porque não é a mesma coisa planearmos aquilo que podem ser medidas de mitigação, modelos de cooperação, de sinergia, de solidariedade, o que for, a pensar semana a semana, ou como temos que pensar duas a três semanas, ou pensar que daqui a 48 horas. Não é a mesma coisa e isso tem sido um problema que mina até, às vezes, a confiança que podemos ter uns nos outros nesse tipo de processo.

Paulo Fernandes informa que para a média tensão está prevista uma reposição do serviço a partir de domingo e acredita que nos próximos dias será também possível antecipar quando vão ser superados os problemas com o regime de baixa tensão. O coordenador da estrutura faz também um balanço dos pedidos às seguradoras. Fala em números brutais.

Neste momento, estamos com 115 mil apólices que foram acionadas. Estamos com mais de 2000 apólices acionadas por dia, o que é um número brutal. Dessas 115 mil, cerca de 10% já tiveram resposta por parte das apólices de seguro, ou seja, cerca de 15 mil já têm os processos terminados e com valores já pagos aos afetados.

Destas 115 mil apólices, 85% dizem respeito a particulares, 15% a empresas.

Já foi retirado da água o carro onde foi encontrado sem vida o casal de Montemor-o-Velho, desaparecido há uma semana.

Estava precisamente este casal no interior da viatura localizada próximo da aldeia de Porto Coudinhe, entre os concelhos de Soure e Figueira da Foz. Celso Marques, do Comando Territorial da GNR de Coimbra, avança com algumas possibilidades para o que terá estado na origem deste desfecho.

Muito provavelmente o casal estará desnorteado. À data dos factos, havia inúmeras estradas cortadas aqui no concelho da Figueira da Foz, concelho de Montemor e também em Coimbra, pelo que este casal se terá desorientado. No entanto, é importante aqui esclarecer, vão decorrer agora investigações para verificar de que forma é que a situação ocorreu. Neste momento, não conseguimos descartar a hipótese de crime. O que eu posso dizer é que neste momento vão decorrer as investigações. Já foi detetado o carro e o casal e a vítima e a partir deste momento irá decorrer todo o outro trabalho.

Celso Marques indica também que estava proibido o acesso à via onde foi encontrado o carro do casal com fitas. Não se sabe exatamente em que circunstâncias ocorreu a morte deste casal de Montemor-o-Velho. Fátima e Venâncio foram vistos pela última vez na terça-feira, dia 10, dia em que o casal se deslocou a Coimbra para a realização de um exame médico. Foi agora encontrado, esta manhã, sem vida.

O Benfica assegura que vai colaborar com a UEFA após ter sido anunciado um inquérito sobre as acusações de racismo de Vinicius a Prestianni, no jogo de ontem entre o Benfica e o Real Madrid.

O clube diz que está a encarar o caso com total espírito de colaboração e transparência. Reforça o apoio que já tinha manifestado a Prestianni. Reage desta forma o Benfica, em comunicado ao anúncio da UEFA de abertura de uma investigação a este caso. O organismo que gere o futebol europeu diz que tomou nota da ocorrência e que está a analisar os relatórios do jogo do playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. Vinicius Júnior, jogador do Real Madrid, acusa Prestianni de ter dirigido insultos racistas. Diz o brasileiro que o jogador do Benfica o apelidou de macaco. Prestianni nega as acusações. O incidente aconteceu depois do gol do Real Madrid no Estádio da Luz, o único gol deste encontro com que os madridistas bateram o Benfica por 1 x 0.

Vamos às notícias de âmbito local.

Ainda a este propósito, a Autoridade para Prevenção e Combate à Violência no Desporto acaba de anunciar que foi instaurado um processo de contraordenação na sequência deste caso. E agora sim, Nelson, vamos lá então à informação de âmbito local. Começamos pelo Seixal. Diversas associações ligadas à salvaguarda do património pediram uma intervenção urgente na fábrica da Póvoa de Vale de Milhaços. É explicado que a fábrica foi severamente afetada por inundações de grandes proporções por causa das recentes tempestades. O edifício, monumento de interesse público desde 2012, encontra-se numa situação de acelerada degradação. Os subscritores pedem uma intervenção rápida da Câmara Municipal, que tem a tutela deste monumento. Em Leiria, a Sé reabre hoje com uma celebração pelas vítimas do mau tempo. A cerimônia será presidida pelo bispo José Ornelas. Acontece três semanas depois da depressão Crissem ter atingido o território, o que obrigou ao encerramento ao público da Sé. Em Arouca, a autarquia quer avançar com o programa de apoio à natalidade. Prevê a doação de €400 a €600 às famílias do concelho, por cada nascimento ou adoção. A presidente do município, Margarida Blem, diz à Agência Luz que é necessário adotar medidas concretas para inverter a tendência demográfica. Em Matosinhos, a empresa de publicidade exterior Dimídia avançou com uma ação entre o tribunal contra a Câmara. A decisão é justificada por um alegado incumprimento do contrato de mobiliário urbano. Em causa, um suposto atraso na escolha do design da simbologia municipal para as paragens de autocarro. Terminamos em Santarém. Arranca no próximo dia 6 de março a exposição itinerante Nós do Tejo mostra diferentes períodos da ocupação humana da região. A sessão de abertura acontece na sala de leitura Bernardo Santareno. Vai ficar depois exposta no Jardim da Liberdade. Conta com financiamento do programa Alentejo 2030 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. A exposição vai passar depois pelos 11 municípios da Lezíria do Tejo.