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Vamos às notícias . Jornal das três, com Miguel Videira. Miguel, o novo líder supremo do Irão diz que o estreito de Ormuz vai continuar encerrado.

Numa declaração gravada, transmitida pela televisão pública iraniana e lida, não pelo próprio, mas por um pivô do canal, Mostafa Khamenei disse que o encerramento do estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do comércio mundial de petróleo, vai continuar encerrado, uma forma de pressão sobre a comunidade internacional. Nesta declaração, Teresa Freire, agora aqui conosco em estúdio, o líder supremo iraniano justificou também os ataques aos países vizinhos na região. Que justificação é essa?

O novo líder supremo do Irão justifica os ataques com a presença de bases americanas em alguns dos países vizinhos. Mostafa Khamenei explica que estas bases, ao serem utilizadas para atacar o Irão, não beneficiam a região. Pede, por isso, que estas sejam encerradas. Admite que o Irão não quer ser um inimigo dos países à volta. Se existirem ataques, serão apenas contra as bases norte-americanas.

Mostafa Khamenei fez também alguns agradecimentos.

Sim, foi exatamente por aí que começou o discurso. O novo líder supremo do Irão agradeceu às Forças Armadas do país e a todo o povo iraniano em geral, que se opôs ao inimigo. Khamenei envia ainda condolências a todos os que perderam amigos e familiares durante a guerra e deixa uma promessa: vão ser atribuídas indeminizações às famílias e os feridos vão receber tratamento gratuito. Relativamente ao ataque a uma escola em Minab, que matou dezenas de raparigas no primeiro dia de conflito, o Aiatola garante que o Irão vai vingar as vítimas deste ataque aéreo dos Estados Unidos e de Israel.

Teresa Freire, com os destaques desta intervenção do novo líder supremo do Irão. Por interposta pessoa, garante ainda Mostafa Khamenei que este ataque à escola, que vitimou 175 pessoas, perto de 175 pessoas, a maioria crianças, esse ataque não vai ser ignorado.

Entretanto, Miguel, o barril de Brent continua a ser negociado a um valor muito próximo dos 100 dólares.

Escrevia isto há cinco minutos, Nelson. Cinco minutos depois, o barril de Brent já atingiu mesmo os 100 dólares. Está nesta altura a ser negociado a 100,9 dólares, a quase 101 dólares o barril de Brent. Volta a ultrapassar esta barreira psicológica dos 100 dólares e há uma preocupação um pouco por todo o mundo. Por exemplo, o ministro dinamarquês responsável pela energia fez um apelo à população, pede aos cidadãos que evitem andar de carro para não desperdiçar combustível. Aagaard salienta que o facto do conflito ainda não ter fim à vista está a provocar estes preços de petróleo elevadíssimos e, portanto, sugere que cabe a cada um fazer a sua parte para conter o dispêndio de energia, muito em particular de petróleo.

José Luís Carneiro recusa uma aproximação do PS ao governo no âmbito da reforma do Código Laboral.

O secretário-geral socialista reforça que o atual pacote de alterações à Lei do Trabalho, apresentado pelo Executivo Luís Montenegro, não tem pernas para andar, não tem o apoio necessário e, por isso, não vai contar também, diz José Luís Carneiro, com a luz verde do Partido Socialista.

Os sindicatos dirão o que entendem. Aquilo que o PS diz é isso que eu estou a dizer. Ou seja, a proposta de alteração da legislação laboral apresentada pelo governo ofende os mais jovens, ofende as mulheres, ofende as famílias e ofende os trabalhadores mais vulneráveis. Portanto, não pode contar com o apoio do PS. E outra coisa, o PS não descobriu agora isso. Alguns descobriram isso depois das manifestações dos trabalhadores. Foi o caso do Chega. O PS descobriu isso logo quando o governo apresentou a proposta e por isso é que desde o dia 3 de agosto de 2025, fomos o primeiro partido a dizer que essa proposta não tinha pernas para andar.

Foi o que disse José Luís Carneiro à margem de uma visita à Futural, a feira do ensino que decorre na FIL, em Lisboa. Ainda sobre este tema, criticou Luís Montenegro, diz que o primeiro-ministro procura criar distrações ao colar o Chega à CGTP. Sobre outro tema, José Luís Carneiro comentou também as declarações do ministro da Economia, que responsabilizou as autarquias pelos atrasos na concessão de apoios a quem viu as casas danificadas pelo mau tempo. O secretário-geral do PS considera que esta declaração é uma falta de respeito.

Eu vi nos mesmos termos em que os autarcas da região de Leiria viram. Consideraram isso uma falta de respeito pelo esforço dos autarcas. Logo estarei em Leiria, será aliás uma das minhas últimas sessões de diálogo com a sociedade civil e com os militantes e simpatizantes do Partido Socialista, e vou ouvir presencialmente aquilo que os autarcas têm para me dizer.

José Luís Carneiro, a juntar-se ao coro de críticos da declaração feita por Manuel Castro Almeida.

E os representantes da Comunidade Intermunicipal de Leiria chamam a atenção para o facto de não terem sido os autarcas a definir as regras dos apoios à reconstrução das casas atingidas pelo mau tempo.

Numa reação a essa declaração do ministro da Economia, os autarcas da região de Leiria foram recebidos pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco. No final, Jorge Vale, presidente da Comunidade Intermunicipal, devolveu as críticas ao ministro.

Abraçámos esse desígnio sem esquecer de sermos consultados, mas abraçámos o desígnio Mas não fomos nós que criámos as regras. Não fomos nós que definimos que até 5 mil € se pagava tudo a troco de uma fotografia em apenas três dias. E aquilo que os autarcas entendem é que se a competência é nossa, o rigor tem que ser nosso. Nós temos dois números de contribuintes que vivem na mesma casa e que fizeram pedidos autónomos, por exemplo. E são as câmaras que estão a detetar essa irregularidade. Portanto, se fossem pagas todas as candidaturas que foram feitas, provavelmente estaríamos a desbaratar dinheiro público.

As críticas e explicações de Jorge Vala, o presidente da Comunidade Intermunicipal de Leiria. Jorge Vala diz também que, da parte dos autarcas, tudo está a ser feito para que o processo seja o mais célere possível.

O governo tem a sua opinião. Os autarcas foram agilíssimos a responder. Os autarcas estiveram desde a primeira hora, nalgumas circunstâncias 24 horas por dia no terreno. Ainda hoje estamos no terreno, porque fomos eleitos para isso. Fomos eleitos para estar no terreno. Conhecemos bem a realidade da tragédia que temos, da devastação que aconteceu na região de Leiria e continuamos a estar permanentemente no terreno à procura de resolver aquilo que para nós é fundamental, que é o problema das pessoas.

Jorge Vala, presidente da Comunidade Intermunicipal de Leiria, no final de uma reunião com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco.

Miguel, o PS quer criar um conselho geral independente para a Agência Lusa, à semelhança do que existe na RTP.

Os socialistas vão apresentar um projeto de lei na Assembleia da República para alterar a estrutura de governação da Agência de Notícias Lusa. Numa declaração aos jornalistas, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, diz que o objetivo é criar um sistema semelhante ao que existe na RTP, de forma a evitar a ingerência política do governo. E acusa o ministro da tutela, António Leitão Amaro, de não respeitar o trabalho dos antecessores.

Não compreendemos porque é que este governo decidiu prescindir do caminho trilhado não só pelos governos do Partido Socialista, mas também pelo último governo PPD/PSD, CDS, em que estava na tutela o atual presidente da Câmara do Porto, o então ministro Pedro Duarte. Não compreendemos, porque desvia o caminho e acaba por fazer uma proposta de governamentalização e politização da Agência de Notícias.

Eurico Brilhante Dias, numa declaração aos jornalistas, adianta que o projeto deve dar entrada na próxima semana e visa ainda que a estrutura de governação da Agência de Notícias pode estar a violar a regulamentação europeia. De resto, foi a alteração de estatutos que motivou um protesto dos trabalhadores da Agência Lusa. Temem que esta alteração de estatutos ponha em causa a independência da única agência de notícias em Portugal. Houve uma concentração de trabalhadores em frente ao edifício de governo.

Vamos às notícias de âmbito local.

143 milhões de euros. É este o mais recente balanço dos prejuízos do mau tempo na Marinha Grande. Uma revisão em alta face ao levantamento preliminar feito pela autarquia, apontava inicialmente para o impacto de 118 milhões de euros. No Seixal, mais de metade das 10 escolas do Agrupamento de Vale de Milhaços estão encerradas desde a manhã desta quinta-feira por causa de um protesto. Os mais de 100 profissionais de educação, em plenário junto à sede do agrupamento, exigem a retirada do amianto que ainda existe nos corredores exteriores da Escola Básica de Vale de Milhaços e também melhores condições de trabalho. No Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, entra em funcionamento na segunda-feira a Urgência Regional de Ginecologia e Obstetrícia. É a primeira urgência regional de especialidade a avançar. Vai estar aberta 24 horas por dia, sete dias por semana. Também a partir de segunda-feira, o Hospital de Vila Franca de Xira deixa de atender casos urgentes, mas mantém a atividade programada. Em Santa Maria da Feira, a Polícia Judiciária deteve dois suspeitos de alegados crimes de acesso ilegítimo e burla informática e comunicação. Em comunicado, a Polícia Judiciária explica que em causa está o acesso não autorizado à conta de uma empresa para fazer reservas não autorizadas e que incluíam voos, hotéis e cruzeiros. Os burlões terão lesado a empresa em mais de 14 mil €. Da operação resultaram ainda duas apreensões de armas e dezenas de munições ilegais. Na Póvoa de Varzim, a Proteção Civil criou uma linha telefónica direta para ocorrências que exijam intervenção urgente às equipas. O número está disponível 24 horas por dia para que a população possa comunicar diretamente com o piquete operacional. O número está disponível no site da Proteção Civil Municipal. Em Alcobaça, o projeto Bairros Comerciais Digitais, que deveria ter arrancado em setembro, entrou numa nova fase. Está agora a chegar ao terreno. A iniciativa visa captar comerciantes e promover a digitalização do comércio tradicional do concelho.