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Miguel Vieira com o Jornal das Três. Miguel, são 26, mais um guarda-redes de reserva. Já são conhecidos os jogadores que vão representar Portugal no Campeonato do Mundo de Futebol, que arranca no próximo mês de junho.
Entre as surpresas ou semissurpresas, as chamadas de Samu Costa, médio defensivo do Mallorca, e também Gonçalo Guedes. Há também alguns nomes de peso que ficaram de fora, Pedro Gonçalves, Pote, Paulinho, Rodrigo Mora, médio ofensivo do Futebol Clube do Porto, ou Ricardo Horta, o capitão da equipe do Sporting Clube de Braga. Vinte e sete jogadores convocados, com Roberto Martínez a reforçar que são 27 mais um, Diogo Jota. O selecionador escolheu levar quatro guarda-redes e explicou por quê.
As regras são que só o guarda-redes, se houver uma lesão durante o torneio, nós podemos substituir por outro guarda-redes. E para nós, a metodologia de treino, o trabalho precisa ter alta intensidade em todos os treinos. Há muita finalização, nós trabalhamos muito no último terço e precisamos de mais um guarda-redes. Então a ideia de trazer o Ricardo Velho, saber que não consegue sentar no banco, mas o Ricardo Velho em dois minutos disse que ele estava preparado para ajudar a seleção.
Não faz parte da lista oficial de 26 jogadores. Acompanha, no entanto, a comitiva e vai estar nos Estados Unidos, México e Canadá para representar Portugal se houver algum problema com um dos três guarda-redes que integram essa mesma lista oficial. Na Cidade do Futebol, Roberto Martínez foi também confrontado com as ausências.
E o que é que disse o selecionador sobre esses jogadores, Miguel?
Sobre Paulinha, disse nesta fase, a escolha passa por outro tipo de atletas e que já há várias opções para o meio-campo. Quanto a Ricardo Horta e Pote, Martínez explica que tem jogadores suficientes para jogar nessa zona e que procurou preencher a equipe com outras soluções que podem jogar mais junto à linha. Quanto a Rodrigo Mora, a mesma justificação. Mora ainda é jovem, faz parte do futuro, será a escolha certa depois do mundial. Quanto ao avançado centro, Paulinho, Martínez explica que optou por não levar Paulinho, por ter um jogador mais móvel, mais parecido com Diogo Jota e por isso a escolha recaiu em Gonçalo Guedes. Para os que foram convocados, Roberto Martínez explica o plano das próximas semanas.
O importante agora é recuperar, terminar as épocas. Acho que em geral, nós temos um grupo de jogadores, uma média de idade muito boa, 27,3 anos. Os jogadores tiveram 25 títulos entre eles e há mais. Acho que há, em termos gerais, um bom equilíbrio, mas agora o aspecto é terminar a época bem, desligar, recuperar e começar com o sonho de jogar pela seleção, que é sempre um momento especial na carreira de todos os jogadores.
O estágio vai começar no próximo dia 1 de junho. Até lá, os jogadores podem aproveitar para descansar, sendo que os atletas do Paris Saint-Germain, que vão jogar a final da Liga dos Campeões no próximo dia 30, só vão juntar-se à seleção no dia 6, no dia do jogo amigável contra a Nigéria. Roberto Martínez foi também questionado sobre o futuro como selecionador, garante que o tema não está a ser discutido. Agora, a atenção centrada no mundial. O primeiro jogo da seleção está agendado para o próximo dia 17, vai ser frente à República Democrática do Congo, em Houston, no Texas.
O presidente da República critica a violação de direitos humanos por parte das superpotências mundiais.
Durante a cerimânia de entrega do Prêmio Norte-Sul, atribuído pelo Conselho da Europa, António José Seguro salientou o número de jornalistas mortos pelas Forças Armadas de Israel, entre essas críticas às superpotências que violam os direitos humanos.
As Forças de Defesa de Israel foi a entidade governamental que matou mais jornalistas desde que o comitê começou a documentar os casos em 1992. A maioria das mortes ocorreu no Médio Oriente, sobretudo no Líbano e em Gaza. O empoderamento da violência por parte de países que se transformam em estados bélicos, o apoio dado por superpotências que recorrem a procedimentos iguais de violação dos direitos humanos, tudo isto esmaga a esperança de uma vida justa e em paz.
António José Seguro, as críticas do presidente da República durante a entrega desta distinção atribuída a um correspondente de guerra palestiniano em Gaza e a um especialista islandês em direitos da criança. Quem também marcou presença nesta cerimônia foi o presidente da Assembleia da República. Aguiar Branco deixou avisos. A salvaguarda dos direitos humanos não se faz com discursos, mas com coragem no terreno.
Em matéria de direitos humanos, não pode haver cedências, nem meias-medidas. Não existem meias liberdades, nem garantias pela metade. Existem direitos, liberdades e garantias como um todo. E recorda-nos também que não basta defender os direitos humanos no discurso. São necessárias ações concretas, coragem, capacidade de incomodar.
A reflexão do presidente da Assembleia da República durante a cerimânia de entrega dos prêmios que decorreu no Parlamento.
O Chega pede ao primeiro-ministro que se deixe de reformas da treta.
Foi essa a expressão usada por André Ventura à chegada ao segundo dia das jornadas parlamentares do partido. Luís Montenegro garantiu ontem que o PSD vai obrigar os partidos com assento parlamentar a tomarem posição na hora de votar reformas. Ventura fala numa estratégia de vitimização.
O primeiro-ministro quer vitimizar-se de reformas que faz mal. E eu não vou contribuir para essa vitimização. O primeiro-ministro será avaliado, quando chegar o momento de ser feita essa avaliação, pelas reformas que fez ou que deixou de fazer. E será também avaliado pelas más reformas que fezE que tentou fazer aprovar.
Também notícia dos últimos dias, a moção apresentada pelo presidente do PSD, que prevê a recusa de acordos de governação tanto com o Chega como com o PS. Ventura considera que Montenegro devia aplicar o "não é não" às más reformas.
Não pode dizer que o Chega não lhe deixa aprovar reformas, quando as reformas que quer fazer é para tirar rendimentos a quem trabalha e para aumentar o nível de confusão, em vez de ser para lutar contra a corrupção. Portanto, não pode pedir ao Chega que lhe viabilize reformas, quando as únicas reformas que tem para apresentar são más para o país. O "não é não" não devia ser sobre isto, o "não é não" não devia ser assim. O país não quer reformas da treta. Não é não.
André Ventura, à chegada ao segundo e último dia de jornadas parlamentares. Estará ainda a decorrer a esta hora um painel dedicado ao tema da revisão constitucional.
O secretário-geral do Partido Socialista acusa o primeiro-ministro de governar em função das eleições. Avisa também que o país não aguenta mais uma crise política.
José Luís Carneiro diz que, ao contrário de Luís Montenegro, não está preocupado com eleições. Isto depois de ter sido confrontado com a sondagem, hoje conhecida, que coloca o Partido Socialista em primeiro lugar nas intenções de voto. Sublinha, o secretário-geral do PS, que espera que o governo evite uma nova crise política.
A minha preocupação não é com as eleições. Admito que essa seja a preocupação do primeiro-ministro desde que chegou há dois anos a funções governativas. Parece que está permanentemente preocupado com as eleições. Sempre disse desde a primeira hora que colocaria o interesse de Portugal, o interesse das portuguesas e dos portugueses, acima de quaisquer cálculos partidários. Espero que essa seja a atitude de quem está no desempenho de funções maioritárias, porque já foi responsável pela anterior crise política e espero que não esteja a querer ser responsável por outra crise política, porque o país não aguenta estas crises consecutivas.
Foi isso que disse o líder do PS à margem de uma visita a uma escola em Celorico de Basto, no distrito de Braga, no âmbito da iniciativa Rota pelo Ensino e Formação Profissional.
Miguel, vamos ainda ao antigo presidente do Tribunal de Contas, Vítor Caldeira, defende a reforma do visto prévio, mas alerta para o maior risco de corrupção.
Foi o entrevistado do programa "A Justiça Cega". Vítor Caldeira concorda com a necessidade de reformar o visto prévio do Tribunal de Contas, de flexibilizar limites dos ajustes diretos e da consulta prévia nos contratos públicos. Mas o também antigo presidente do Tribunal de Contas Europeu avisa que sem reforço dos mecanismos de controle interno, o risco de corrupção é maior.
Há aqui todo um conjunto de situações em que o elemento preventivo da sanção desaparece e, portanto, a sanção só tem um caráter quase repressivo, quando ela pode também ter esse caráter pedagógico, que se diz hoje que desaparece com o fato de não haver fiscalização prévia. A pedagogia tem que ser feita também por esta função preventiva da responsabilidade financeira. Eu acho que pode criar-se aqui uma situação com todas estas alterações, em que a desresponsabilização é um risco muito grande.
Vítor Caldeira não concorda com o limite de € 10 milhões para a isenção de visto prévio, defende que deve ficar nos € 5 milhões. É, de resto, isso que defende a atual presidente do Tribunal de Contas, Filipa Calvão, considera que o governo devia ter ouvido previamente o tribunal para recolher os contributos desta entidade.
Vamos ainda ao ténis. O português Jaime Faria venceu o antigo número três mundial Grigor Dimitrov, na primeira ronda da fase de qualificação para Roland-Garros.
Neste segundo Grand Slam da temporada, Jaime Faria venceu por dois sets a um, com os parciais de 3-6, 7-6 e 7-6. Dimitrov ocupa atualmente o lugar 170 do ranking mundial, mas já foi um dos melhores tenistas do mundo, acumulando nove títulos no circuito principal. Para além de Jaime Faria, hoje entram ainda em campo Henrique Rocha e Francisca Jorge.
Vamos às notícias de âmbito local.
O Hospital de Santarém está a organizar um seminário sobre a importância da detecção precoce de problemas de visão nas crianças. O encontro acontece no próximo dia 1 de junho, no auditório do hospital, e serve para assinalar o Dia Mundial da Ortóptica e da Criança. Vão ser abordados temas como os hábitos visuais das crianças e os sinais de alerta em idade pré-escolar. A participação é gratuita, mas requer inscrição online até ao próximo dia 28 de maio. Em Odivelas, está de regresso a Feira Medieval. Vai ocorrer entre 22 e 24 de maio, ou seja, este fim de semana. O evento tem como palco o Largo Dom Dinis, junto ao mosteiro, onde há as típicas bancas e tavernas medievais, com atividades planeadas para toda a comunidade. A entrada é gratuita, as portas abrem às 10h da manhã de sexta-feira e às 15h no sábado e no domingo. A programação vai ser divulgada em breve online. Na Maia, de sexta a domingo, celebra-se o Mercado de Cerveja da Cidade. O festival vai ter mais de 70 cervejas disponíveis. Há também concertos, sunset e street food. O evento é no Jardim Parque Central. A entrada é livre. No Seixal, o Torneio de Xadrez 25 de Abril está marcado para o próximo sábado, 23 de maio. É uma iniciativa da Câmara Municipal e da Comissão Técnica de Xadrez, integrada na comemoração da Revolução dos Cravos. A prova é aberta a jogadores filiados na Federação Portuguesa de Xadrez. Arranca às 10h30 da manhã. A competição é gratuita, mas requer inscrição prévia. Rumamos agora até Leiria. Está de regresso a Think Conference nos dias 12 e 13 de junho, dois dias dedicados ao marketing e ao empreendedorismo. O evento reúne especialistas e oradores nacionais e internacionais para debater tendências e estratégias ligadas a estes dois temas. Os bilhetes já estão disponíveis, custam € 90. Terminamos em Aveiro. Cumpre-se a tradição da Automobilia, do Clube Aveirense de Automóveis Antigos. É de sexta a domingo, perto do Largo das Cinco Bicas. A organização, com 34 anos, divulga carros e outros meios de transporte antigos e muitos de coleção. O evento vai contar com centenas de exemplares do século XX, desde carros a bicicletas.