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Rádio Observador. É o Jornal das Três, com edição de Miguel Videra. E Miguel, foi um lapso. Não está confirmada a morte de um cidadão português na Croácia, como foi anunciado a meio da manhã pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A indicação era de que se tratava de um dos quatro cidadãos nacionais que seguiam esta madrugada num barco insuflável junto à costa norte da Croácia, quando foram surpreendidos por uma tempestade. As autoridades croatas comunicaram a Portugal que, na sequência das operações de resgate, encontraram um corpo sem vida. Estabeleceram uma relação com o naufrágio dos portugueses, uma conclusão precipitada que, explica o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, levou a que o Ministério dos Negócios Estrangeiros tivesse publicado nas redes sociais uma publicação dando conta da morte de um cidadão português.
Eu penso que houve aqui uma interpretação errada, porque as autoridades croatas disseram que encontraram um corpo, mas o corpo não estava identificado. Portanto, penso que houve aqui uma falha. Neste momento, a informação que temos é que foram encontradas duas pessoas desse grupo de quatro que teve o incidente com o barco, vivas, um homem e uma mulher. Quanto aos outros dois, ainda não temos qualquer informação. Não sabemos se estão vivos ou não. Aguardamos a todo momento. Os nossos serviços estão a acompanhar no terreno.
As explicações do secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, há uma hora aqui na antena do Observador. Prosseguem, entretanto, as buscas para encontrar os restantes portugueses desaparecidos.
E agora seguimos com o eclipse. Sim, vão mesmo formar-se nuvens baixas na zona litoral do norte e centro do país.
A condicionar a observação do fenômeno. Era, de resto, essa a previsão do IPMA, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, no início da semana. Uma previsão para confirmar mais próximo da hora do eclipse. E sim, confirma-se. Disso mesmo deu conta há pouco o Observador, a meteorologista do IPMA, Cristina Simões.
Temos essa possibilidade, aumento na nebulosidade a norte do Cabo Carveiro, como referi, a partir possivelmente às 18h, final da tarde de hoje, que coincide realmente com o fenômeno do eclipse solar. Todas as regiões mais para o interior não deverão ter este problema. Só mesmo as pessoas que se afastem da praia, a probabilidade será sempre maior de conseguirem ver bem este fenômeno.
Os primeiros sinais do eclipse devem poder começar a ser observados a partir das 18h30. Há uma enorme expectativa e grande mediatismo em torno deste fenômeno. Não é para menos, é um fenômeno raro. A última vez foi em 1912. Ora, como percebemos e como aqui escutávamos, vão então formar-se nuvens baixas na zona norte e centro do litoral, a dificultar a observação deste fenômeno, que acontece no mesmíssimo dia em que arranca a edição número 32 do Festival Paredes de Coura. Quatro dias de festival até ao próximo dia 15 de agosto. É nosso convidado desta edição das 15h, João Carvalho, diretor e fundador deste festival de música. Boa tarde, bem-vindo e obrigado pela disponibilidade. As portas, julgo, que abrem daqui a sensivelmente uma hora, 16h, com esta coincidência do eclipse solar. Vai observar? Há também grande expectativa em redor deste fenômeno por parte dos festivaleiros que vão participar em mais esta edição do Paredes de Coura.
Olá, muito boa tarde. É um prazer estar aqui em direto. Sim, há uma enorme curiosidade e eu até sugeri e apelei às pessoas para virem com os óculos próprios. Nós temos algumas centenas de óculos para distribuir, mas não chegará para todos. Portanto, agradeço que as pessoas venham com eles postos. O eclipse vai coincidir com a atuação dos First Breath After Coma e do Salvador Sobral. E obviamente que falamos de fazer algo especial durante esses segundos e então vamos passar nos ecrãs laterais o eclipse filmado por nós. E por coincidência, quando o eclipse acontecer, e acreditem que isto não foi planeado, quer dizer, a gente ia planear alguma coisa, mas de repente aconteceu esta tremenda coincidência, que fomos ver o alinhamento dos First Breath After Coma e no exato momento, parece uma história inventada, mas é verdade, no exato momento do eclipse, era quando eles iam tocar um tema sombra, que fala exatamente da sombra que o eclipse provoca. Portanto, é um dos temas do repertório deles. Não tivemos que inventar nada. Eu ainda tinha sugerido fazer uma versão do Total Eclipse of the Heart, o tema da Bonnie Tyler, mas, na verdade, não foi preciso porque eles têm uma música com essa referência e estava a bater certo com a altura do eclipse. Portanto, é uma coincidência maravilhosa.
João, expectativas para a edição deste ano do Paredes de Coura.
São ótimas.
Muitos bilhetes?
O ano passado tivemos casa cheia. Este ano mantemos as vendas do ano passado, o que é realmente maravilhoso. Eu que gosto de me vangloriar dos grandes cartazes, este ano não digo que é a melhor edição de sempre. Deve ser a primeira vez nos últimos 10 anos, mas é uma edição muito bem conseguida, com grandes nomes. Este é um festival que tem um público fiel, portanto, as expectativas são grandes. A principal preocupação é com as pessoas que estejam aqui durante uma semana, algumas já estão mesmo há uma semana e agora vão manter-se aqui mais uma, é que as pessoas se divirtam, que as pessoas tenham comodidade. Cuidar das pessoas, no fundo, que é o que nós fazemos. E depois que haja grandes concertos, como parece ser o caso neste exato momento Está a começar a Joana Alegre no palco Jazz, nas margens da praia fluvial do Tabuão, onde já estão milhares de pessoas. Hoje é com Joana Alegre e depois com o Janeiro. O grande dia de hoje é com Nick Cave, com Wet Leg, com Asina, com The War on, com Get Down Service, que é uma das bandas que eu quero acreditar que vão sair daqui maiores, porque o Festival Paredes de Coure tem esta força. As bandas pequenas, as médias ficam grandes e as grandes agigantam-se. Tem sido esta a nossa história e hoje acredito muito nos Get Down Service.
Fica apresentada a edição 32 do Festival Paredes de Coure, cujo arranque coincide com este fenômeno raro, o eclipse solar. Uma feliz coincidência e também uma garantia, tendo em conta o cartaz e as preocupações em torno da organização deste festival, que Paredes de Coure não vai seguramente eclipsar-se nos anos vindouros. João Carvalho, obrigado pela sua presença neste Jornal das Três da Rádio Observador.
Muito obrigado.
E seguimos com as notícias. O ministro da Administração Interna está particularmente preocupado com a sinistralidade nas estradas portuguesas.
Fala numa guerra civil. Luís Neves, o ministro, anunciou esta tarde operações de fiscalização de norte a sul do país já no próximo fim de semana. Operações à paisana, numa altura em que o ministro considera particularmente críticos os indicadores relativos à sinistralidade rodoviária.
Fim de semana de transição de férias e têm ocorrido muitos acidentes nestas alturas. Do ponto de vista de análise do passado, estes fins de semana são com dados trágicos, que já ocorreram em julho e em próprio agosto e, por isso, durante esse período irão ocorrer muitas operações com foco na imprevisibilidade e no foco de quem atua no terreno não estar sinalizado.
O anúncio e alertas de Luís Neves perante aquilo que descreve como uma guerra civil nas estradas e face ao balanço da primeira metade deste ano.
Vou vos dizer que nos primeiros seis meses ocorreram 17941 acidentes e tivemos 225 vítimas mortais, com 20700 feridos leves e 1371 feridos graves. São números que nos devem impressionar a todos. São números em que tivemos aqui também um novo dado, temos vindo a falar, temos muitos atropelamentos.
Só este ano morreram já 31 pessoas, vítimas precisamente de atropelamento. Luís Neves falou também sobre o novo Código da Estrada, diz que 70% das alterações já foram consensualizadas.
E Miguel Luís Neves respondeu também às críticas de Carlos Moedas sobre a libertação do suspeito de ter baleado uma mulher sueca em plena baixa de Lisboa.
Depois das críticas, o esclarecimento do ministro.
Essa medida de coação foi aplicada não no âmbito do crime que está a ser investigado, da tentativa de homicídio, mas foi aplicada no âmbito de uma investigação de violência doméstica.
O suspeito foi detido, foi-lhe aplicada a medida de coação menos gravosa, o termo de identidade e residência. Ora explica o ministro da Administração Interna que esta medida de coação foi aplicada no âmbito de outro processo que não está relacionado com esta mulher que foi baleada na baixa de Lisboa.
E agora com nove minutos para lá das 15h, vamos às notícias locais.
Vamos e começamos por Oeiras. Há trabalhos de pavimentação em Porto Salvo a partir desta quarta-feira. A intervenção começa na Rua Conde de Rio Maior, prolonga-se até o próximo dia 18. A autarquia pede aos condutores que evitem estacionar nas zonas sinalizadas, sob pena de reboque. Assim como na Azambuja, o trânsito na Estrada Nacional 504 continua cortado até às 18h da próxima sexta-feira. Um condicionamento provocado por obras da EPAL. Já estava prevista esta intervenção até dia 7, foi agora prolongado. O trânsito está a ser desviado para percursos alternativos que estão sinalizados. Em Ourém, a autarquia lançou o concurso para a construção do novo terminal rodoviário. Tem um preço base de 1 milhão de euros. A obra deve durar sensivelmente um ano, 14 meses, mas só pode começar depois de terminada a intervenção da futura Loja do Cidadão. Seguimos agora até à Póvoa de Varzim. É esta noite o concerto dos Àtoa, na Póvoa Arena. É às 22h, um concerto no âmbito do Festival Emerge. No Seixal, a reunião ordinária da Câmara marcada para as 15h30 não vai ser transmitida através do YouTube. A sessão passa a ser acompanhada em direto pelo canal da Assembleia Municipal. Terminamos em Oliveira de Azeméis. Há um condicionamento pouco habitual na Avenida Dona Maria. Um contentor ocupa parcialmente uma das faixas de rodagem e está a obrigar os condutores a desviarem-se, pois claro, o obstáculo está no local há pelo menos dois dias.
E assim fechamos o Jornal das Três da Tarde, edição do jornalista Miguel Videira.