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Seis graus. Arranca agora o Jornal das Três da Rádio Observador, com a edição do José Rafael Lopes. José, mais de 25 mil doentes críticos não foram socorridos pelo INEM com os meios mais adequados no ano passado.
A taxa de paragem das ambulâncias de emergência médica melhorou. Ainda assim, ficou acima dos 38% e esses mais de 26 mil doentes foram socorridos, sim, mas sem que o INEM tivesse disponíveis os meios ideais para as ocorrências. A informação é dada pelo INEM no relatório de atividade dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes e Meios de Emergência Médica, documento a que a Agência Lusa teve acesso. Esta taxa de ineficácia deve-se, sobretudo, à falta de técnicos de emergência pré-hospitalar. O mapa do pessoal previa mais de 1300 técnicos, mas apenas mil lugares estavam ocupados no final do ano passado. Há um déficit na quantidade de técnicos disponíveis para o socorro. Segundo o relatório, as falhas identificam um déficit de quase 25% do quadro previsto para o número de funcionários. O relatório diz ainda que as escalas das ambulâncias foram organizadas para concentrarem a disponibilidade nos períodos de menor procura para tentar minimizar o impacto, embora não seja possível apurar o que aconteceu nos períodos em que estas ambulâncias estiveram indisponíveis.
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar quer a demissão dos quatro dirigentes do INEM nomeados para chefias regionais. José, parece que essas nomeações estão a ser consideradas ilegais, não é?
Em causa a notícia avançada pelo Público de que algumas nomeações feitas pelo atual presidente do Conselho Diretivo do INEM são ilegais. Luís Cabral escolheu quatro médicos para cargos de liderança de serviços regionais, sem que estes tenham a categoria de assistente graduado, um estatuto previsto no regime de carreiras médicas para funções de chefia. A direção do INEM contesta esta interpretação e, em resposta ao público, garante ter seguido as regras previstas no estatuto do SNS quando nomeou estes quatro novos médicos para cargos de liderança. Na Rádio Observador, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar diz que o instituto devia ter escolhido médicos graduados que, além de terem essa categoria, têm mais experiência para desempenhar funções de chefia.
O INEM devia ter escolhido médicos assistentes graduados ou assistentes graduados seniores. As motivações vão além dos imperativos legais, é que são estas categorias médicas que detêm a competência e a experiência necessárias para o desempenho de funções de chefia. É este o entendimento da lei e é também o entendimento da própria Ordem dos Médicos. Aparentemente, não é o entendimento do seu presidente do INEM, apesar de ter médicos com esta categoria nos quadros do INEM há vários anos, com uma vasta experiência.
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar já tinha pedido na semana passada a demissão do presidente do INEM. Rui Lázaro reitera essa necessidade, diz que é uma vontade da esmagadora maioria dos trabalhadores do INEM e acusa Luís Cabral de já não ter margem política para ocupar o cargo.
Esse pedido de demissão que nós fizemos, já subscrito algumas semanas atrás à senhora Ministra da Saúde e ao senhor primeiro-ministro, é de alguma forma ultrapassado pelo pedido de demissão votado e aprovado na Assembleia Geral de Trabalhadores. Se uma assembleia geral, uma reunião magna, entende e aprova por esmagadora maioria a demissão do dirigente público, deixa de haver qualquer margem política para se manter em funções. E não sendo o próprio a pedir a sua exoneração, terá que ser o governo a exonerá-lo tão breve quanto possível, sob pena das consequências para os cidadãos se vinham a agravar.
Palavras de Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. O sindicato vai pedir a demissão dos quatro dirigentes do INEM nomeados para as chefias regionais, por não terem a categoria de médicos graduados. É o que avança também Rui Lázaro.
Três horas, quatro minutos. Destaque agora para o reforço dos apoios do Estado às regiões do Oeste devido aos estragos do mau tempo. A Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos considera que o reforço fica muito aquém dos orçamentos para os danos avaliados, José.
O governo decidiu reforçar o Fundo de Emergência Municipal com cerca de € 4 milhões, que vão ser transferidos para os municípios afetados pelas tempestades. Arruda dos Vinhos é um dos locais contemplados com o valor mais alto. Ainda assim, o presidente da Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos, Carlos Alves, diz que o valor não chega para cobrir o arranjo dos estragos causados na rede rodoviária do município. Carlos Alves não culpa o governo, mas alerta para um tic tac meteorológico com a aproximação do fim do verão.
O governo central peca porque é tardio, obviamente, mas ninguém está preparado para situações destas e temos que ser rigorosos e intelectualmente honestos também com isso. Aquilo que nós recebemos em Arruda dos Vinhos foi cerca de € 580 mil até à data. Vai haver este reforço de adiantamento com € 1.250.000,00 para encargos de R$ 20 milhões. Mas há aqui um tic tac meteorológico, um timing que é muito exigente, porque as condições meteorológicas, a expectativa é que possa acontecer também algo grave, não direi semelhante ao que aconteceu, e ponha tudo isto em causa e que ainda torna a situação mais grave.
Carlos Alves, presidente da Câmara Municipal da Arruda dos Vinhos, um dos municípios contemplados com maior valor, um dos maiores valores neste reforço do governo. Além da Arruda dos Vinhos, os municípios de Alenquer, Sobral do Monte Agraço e Torres Vedras também vão receber esse reforço de € 4 milhões divididos pelas localidades.
E de acordo com o despacho dos Ministérios das Finanças e Economia, Arganil foi também agora adicionado aos municípios apoiados.
Segundo explicou o governo, este apoio vai servir para a recuperação imediata de escolas, estradas municipais e outros equipamentos do município. Até o momento, os Ministérios das Finanças e da Economia autorizaram a transferência de € 75 milhões para o Fundo de Emergência Municipal, para serem transferidos a título de adiantamento para 84 municípios do país que tiveram estragos com o mau tempo este ano e agora a essa lista junta-se também Arganil.
Destaque agora neste Jornal das Três da Rádio Observador para a atualidade política nacional, com o PCP dizer que a reforma da Segurança Social seria muito apetecível para o governo.
O líder do PCP diz que o estudo sobre a sustentabilidade da Segurança Social encomendado pela ministra do Trabalho é prova disso mesmo. Paulo Raimundo fala num executivo apressado, à procura de encontrar uma forma de regressar ao tema E que esse estudo é uma forma de sondar essa possibilidade para o futuro.
Nós estamos perante um governo que está apressado, um governo que está com pressa em procurar cumprir o mais possível os compromissos que tem com os grandes grupos económicos. E convenhamos que o assalto à Segurança Social, o assalto ao dinheiro da Segurança Social, é muito apetecível. Não é para mim, não é para si, é muito apetecível para os grandes grupos económicos. E, portanto, o governo está, desculpe a expressão, a apalpar o terreno. Se perceber que há aqui uma possibilidade, vai arranjar uma argumentação qualquer.
O líder dos comunistas deixa ainda críticas à recompra da REN anunciada pelo primeiro-ministro. Diz que é difícil acreditar no Executivo, que ao mesmo tempo anuncia a intervenção numa empresa e está a alienar participações noutra, como é o caso da TAP.
Sete minutos depois das 15h, José Rafael Lopes, é a altura de fazermos o ponto da situação nos fogos em Portugal. Isto porque há quatro incêndios em fase de resolução e todos a norte do país.
Ainda assim, há mais de 1400 operacionais no terreno, em conjunto com 450 meios terrestres e vários meios aéreos, que trabalham na resolução das frentes ainda ativas, mas controladas. Os bombeiros estão mobilizados para os incêndios de Torre de Moncorvo, Santo Tirso, Arouca e Boticas. O incêndio que mobiliza mais meios é o de Arouca, conselho do distrito de Aveiro, que deflagrou na segunda-feira. Estão no local quase 600 operacionais, 191 meios terrestres e três meios aéreos. Ainda assim, estes quatro incêndios estão em fase de resolução.
Lá fora, na Ucrânia, subiu o número de mortos após os ataques russos desta madrugada.
Pelo menos 16 pessoas morreram nos bombardeamentos. Kiev foi atacada em força pela Rússia com o uso de mísseis balísticos que não foram interceptados na totalidade pelas defesas aéreas da Ucrânia. O balanço anterior dava conta de 12 mortos e mais de 30 feridos. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a acusar Moscovo de optar pela escalada do conflito e deixou um apelo para que sejam fornecidos mais sistemas de defesa Patriot à Ucrânia. Entretanto, a presidente da Comissão Europeia acusa a Rússia de atacar civis por estar a perder a guerra na Ucrânia. Nas redes sociais, Ursula von der Leyen diz que está a coordenar-se com os Estados Unidos e os estados da União Europeia para reforçar as capacidades de defesa da Ucrânia.
Como é hábito, no final do jornal das 15h, temos espaço para a informação local e José Rafael Lopes, é para ela que vamos olhar a partir de agora. E começamos em Estarreja.
Precisamente, na freguesia de Beduino. O abastecimento de água está interrompido desde o meio-dia, deve retomar o funcionamento normal às 17h. A suspensão é necessária para trabalhos de manutenção da rede de abastecimento, deve afetar a Rua Canto do Esteiro, a Travessa Canto do Esteiro e a Estrada do Molarinho. Em Vila Nova de Famalicão, a Unidade de Saúde Familiar de Ribeirão regressa amanhã às instalações habituais, depois de concluídas as obras de requalificação. A intervenção durou dois meses e representou um investimento de cerca de €192 mil. A unidade tinha sido afetada pelas cheias de novembro e durante os trabalhos funcionou provisoriamente em Calendário. E em Loures, está a decorrer até dia 17 de setembro a discussão pública sobre a proposta de alteração da área de reabilitação urbana da região e de Santo António dos Cavaleiros. Durante este período, os interessados podem apresentar reclamações, observações e até pedidos de esclarecimento sobre este período. Em Santarém, a Câmara Municipal colocou em consulta pública a proposta para criar o cartão do munícipe. Este cartão deve reunir o acesso a serviços, benefícios e apoios municipais. Poderá ainda incluir descontos e vouchers no comércio local. As pessoas de Santarém podem apresentar sugestões até o dia 28 de setembro. No Seixal, começam amanhã as Festas Populares de Corroios. O evento decorre no Parque Urbano da Quinta da Marialva até 30 de agosto. Conta com dois palcos, vários artistas, entre eles Santa Maria, Valete e Diogo Piçarra. O dia 23 vai estar dedicado à solidariedade. Atuam os Quarto e Meia e também Miguel Araújo. A entrada é livre na maioria dos espetáculos, apenas no dia 23, dedicado à solidariedade, é que há uma entrada paga. Em Leiria, começa hoje a 15ª edição do Festival Extramuralhas. São 23 bandas e artistas que atuam até sábado em quatro espaços da cidade. O cartaz inclui os britânicos Chameleon e Moonspell. Há ainda 11 concertos de entrada livre no Jardim de Luís de Camões.
Informação local também atualizada neste jornal das 15h. Todas as notícias desta quinta-feira estão também atualizadas a cada instante no site do Observador, observador.pt. Até já, José Rafael Lopes.
Até já.
Três horas