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Atualizar a informação . "Jornal das Três", com José Rafael Lopes. José, quase 50 mil estudantes foram colocados na primeira fase de ensino superior. Ainda sobram vagas, mas mais de metade dos candidatos conseguiu entrar na primeira opção que escolheu.
É a notícia que marca este sábado e quase 85% dos candidatos foram admitidos numa das três principais opções. Os dados foram conhecidos hoje, um dia antes do previsto, depois de uma fuga de informação na última noite. Ainda assim, os resultados não foram ainda entregues aos reitores. É o que revela o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, na Rádio Observador. Luís Loures diz que não lamenta a divulgação precoce dos colocados, mas sublinha que há um problema, uma vez que os resultados dos colocados ainda não foram enviados aos estabelecimentos de ensino superior.
O lamento não é que saiba antes. O que eu acho que não é tolerável é, tanto eu como o presidente do CRUP, começarmos a ser contactados pela comunicação social para reagirmos a resultados que não conhecíamos. Obviamente, a tutela tem todo o direito de fazer a comunicação mais cedo. Eu acho é que também a devia ter feito aos reitores das instituições de ensino superior públicas, que são uns dos principais interessados em que o processo corra bem. Posso lhe dizer que aquilo que é o ficheiro de vagas que está a circular, não recebemos oficialmente.
Luís Loures, na Rádio Observador, o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos admite que este ano a diminuição de provas de acesso ao ensino superior pode ter permitido um aumento dos candidatos.
Posição semelhante tem o Conselho de Reitores de Universidades Portuguesas, que admite que a diminuição de provas necessárias pode ser uma razão para o aumento de candidatos.
Luís Ferreira explica que este ano as instituições de ensino superior pediram apenas uma prova de ingresso como requisito mínimo. O ano passado eram pedidas pelo menos duas para o ensino superior. Como tal, esta redução das provas pode explicar o aumento do número de candidatos. O presidente do Conselho de Reitores da Universidades Portuguesas explica também que as revisões das notas pode ter levado a este aumento.
Talvez devido ao número muito elevado de reapreciações de notas, como nós sabemos, foram muito superiores àquilo que é costume. Tivemos mais de 20 mil reapreciações, sabendo que mais de 70% dessas reapreciações conduziram a notas mais elevadas do que tinham anteriormente e, portanto, provavelmente também terá tido alguma influência nisso.
Luís Ferreira acrescenta ainda que as universidades estão a saber das colocações através da comunicação social, devido a essa fuga de informação.
Nós ainda não recebemos nenhuma comunicação formal do ministério com essas informações. Essas informações são públicas, são dos meios de comunicação social. Neste momento, já estão também no site da DGES e, portanto, podemos saber que são verdadeiras, mas não foram dadas às universidades nem aos institutos politécnicos.
As universidades estão a saber das colocações pela comunicação social.
Nós estamos a saber pela comunicação social, exatamente.
Luís Ferreira, presidente do Conselho de Reitores das Universidades, no dia em que foram divulgadas as colocações para o ensino superior, um dia mais cedo do que era suposto.
A Federação Académica do Porto considera que o aumento no número de colocados vem aumentar a responsabilidade das instituições.
Francisco Porto Fernandes pede atenção acrescida. O presidente da Federação Académica do Porto quer também que seja garantida a equidade para todos os estudantes.
Temos um recorde absoluto de entradas no ensino superior e é algo que é muito positivo. Apesar do caos nos exames nacionais, o acesso ao ensino superior funcionou. Mas este sucesso é também uma responsabilidade acrescida, uma responsabilidade que o ensino superior tenha de ser verdadeiramente o elevador social que o país precisa e que os estudantes portugueses tenham condições de equidade, que sabemos que devido à crise do alojamento, muitas das vezes não acontece.
E depois de serem conhecidas as colocações, milhares de alunos vão agora ter de mudar de cidade ao longo do próximo mês e o presidente da Federação Académica do Porto critica a falta de investimento do Estado em habitação estudantil.
O economista António Nogueira Leite considera que o governo não deve ir além dos ajustes que tem feito semanalmente no ISP para controlar a subida do preço dos combustíveis.
Quando na segunda-feira está previsto novo aumento quer do gasóleo e da gasolina. O governo anunciou ontem que vai aumentar o desconto no ISP, devido a essa nova subida que está prevista para segunda-feira. No Explicador, António Nogueira Leite diz que apesar da pressão externa para o fazer, o Executivo não deve tentar combater estas subidas com mais do que tem feito até aqui, porque os efeitos podem até ser piores.
Acho que o governo não deve, em termos da política de combustíveis, eu sei que não é isso que as pessoas querem ouvir, mas o que deve ser não é necessariamente aquilo de que se gosta. E não me parece que deva dar nenhuma ajuda suplementar àquela que existe, porque não só há distorções, não só isso custa e pagamos uns para os outros, como depois no futuro isso pode nos pôr numa posição mais difícil.
António Nogueira Leite, em declarações na Rádio Observador, a defender que o governo não deve ir além dos ajustes no ISP para tentar combater a subida dos preços dos combustíveis.
Na Suécia, a polícia revelou que a vítima mortal do ataque com uma espada no liceu de ontem é uma aluna de 17 anos.
A informação foi revelada hoje. A polícia sueca diz ainda que a família desta aluna já foi informada ontem. Um jovem de 18 anos, armado com uma espada, invadiu a escola secundária, onde provocou uma morte e deixou ainda três feridos antes de ser alvejado e detido pela polícia. O chefe da polícia local explicou, em conferência de imprensa, que os agentes encontraram uma pessoa morta no interior do estabelecimento de ensino, essa tal aluna de 17 anos, depois de terem neutralizado o agressor. Foram depositadas flores e velas nas proximidades do liceu, onde o primeiro-ministro da Suécia prestou homenagem esta manhã. Não há, para já, indicações sobre o que terá levado este aluno a cometer o ataque.
José, vamos agora às notícias de âmbito local.
Começamos na Amadora. O trânsito no IC19 vai estar condicionado entre hoje e amanhã, devido a trabalhos de manutenção do separador central. A via da esquerda vai ser cortada desde as 11 da noite até às 6 horas da manhã, no sentido Lisboa-Sintra. Em Ourém, a Câmara Municipal vai investir cerca de 2,5 milhões de euros na remoção e no transporte de lenha, que ainda está em propriedades privadas. Depois da tempestade Cristine, esta madeira recolhida vai ser transportada para cinco parques da localidade. A autarquia pretende começar a operação durante os meses de setembro e outubro, vai abranger todas as freguesias do concelho. Em Aveiro, a Universidade de Aveiro preencheu cerca de 96% das vagas. É a terceira universidade com mais vagas ocupadas, depois do Porto e de Lisboa. Estão preenchidas mais de 2200 vagas, sendo que restam 118 para a segunda fase do concurso nacional. Em Benavente, os centros de recolha oficial de animais estão sobrelotados. A presidente da Associação Refúgio Vital admite que chegam a alojar os animais na enfermaria devido à falta de espaço. Cátia Gonçalves aponta a falta de investimentos como o principal problema. Em Almada, o Fórum Saúde 21 e a Escola Egas Moniz assinaram um protocolo de cooperação. O objetivo é estabelecer as bases para o desenvolvimento de iniciativas conjuntas que contribuam para melhorar a saúde e a qualidade de vida das populações. Em comunicado, as instituições dizem ainda que vão estar atentas aos desafios na área da saúde a nível nacional. E na Póvoa de Varzim, decorre hoje mais uma edição da Noite Branca, entre as 10 da noite e as duas da manhã. Há diferentes DJs e números de circo no elenco. O evento vai contar com o reforço de segurança, composto por quase cinco dezenas de operacionais e ainda uma área de psicologia. Estas psicólogas do Projeto Signa vão estar identificadas com quispes vermelhos durante a Festa Branca, vão circular pelos vários espaços da festa a desenvolver um trabalho de proximidade, prevenção e apoio.
Notícia de fecho do Jornal das Três.