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Na Rádio Observador. Jornal das quatro, com Luís Soares. Luís, o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional diz que se evitou uma catástrofe no sistema prisional. Foi descoberto um plano de fuga de seis reclusos do estabelecimento prisional de Coimbra.
Que, por isso, esteve ontem à noite em estado de alerta máximo. Foi detectada uma situação que indiciava atos preparatórios para uma hipotética tentativa de evasão. A Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais explica à Rádio Observador que a tentativa foi descoberta no âmbito do trabalho cotidiano e permanente de vigilância e segurança. O presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional confirma também à Rádio Observador que foram chamadas duas equipes do grupo de intervenção da guarda prisional e que os turnos dos guardas foram prolongados a par de um esquema de vigilância às instalações montado pela PSP de Coimbra. Frederico Morais garante que a atuação rápida e articulada das autoridades foi essencial para evitar a fuga.
Foi dado um alerta por volta das 20h para o máximo possível de elementos se apresentar no estabelecimento, devido aos indícios de uma fuga de seis elementos que pertencem ao PCC do Primeiro Comando Capital do Brasil. E cumprimos aquilo que nos foi pedido e graças a isso acionaram 30 elementos que estavam de férias e de folga. Acionaram a equipe do grupo de intervenção e segurança prisional destacada no Porto e garantimos a segurança do estabelecimento e fizeram-se buscas às celas dos indivíduos, onde apanhámos estupefacientes e telemóveis e conseguimos evitar mais uma catástrofe no sistema prisional português.
Frederico Morais, o presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional, espera agora que os detidos sejam transferidos para a prisão de alta segurança de Monsanto.
Para já, continua no estabelecimento prisional de Coimbra, mas o sindicato está à espera e esperamos não ter que pedir à direção-geral uma coisa que é competência dela, que é tirá-los dali para Monsanto, porque é a única cadeia de alta segurança e que, por natureza, tem um inibidor de sinal de telemóveis, natural, que é o excesso de antenas de televisão que há em Monsanto e de comunicações que cortam qualquer sinal do telemóvel. E nós precisamos ter estes indivíduos ali colocados em Monsanto com medidas especiais de segurança e não terem contato nenhum com o exterior.
Expectativa do presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, depois de descoberto o plano de fuga de seis reclusos da prisão de Coimbra, que foi evitado a tempo pelas autoridades.
Luís, já terminou o Congresso do PCP com uma mensagem de confiança no futuro.
Paulo Raimundo, o secretário-geral, garante que o partido está pronto para todas as batalhas, incluindo as eleitorais. No discurso de encerramento do Congresso, Inês Batista, Paulo Raimundo recusou a ideia de que o partido esteja a perder força junto do eleitorado.
Quem achava que vínhamos para o 22º Congresso para carpir mágoas, mais uma vez se enganou. Quem esperava que confundíssemos resistência com desistência, encontrou aqui um partido consciente do torrente que pisa.
Como a resposta a quem anunciou a morte do PCP. É assim que o secretário-geral comunista encerra os trabalhos do 22º Congresso do partido. Paulo Raimundo avisa que o PCP sai da reunião magna, que durou três dias, ciente das dificuldades que enfrenta e com a estratégia alinhada.
Identificamos as dificuldades e o chão que pisamos. Tomamos decisões para reforçar o partido e relançá-lo na tomada de iniciativa. Afinamos a tática, sublinhamos a estratégia.
Mas Paulo Raimundo sublinha que este não é o momento de desânimos, apesar da situação enfrentada pelo partido ser de grande exigência.
O inimigo tem muita força e tem meios poderosos, como sabemos. Mas este não é o momento para desânimos. E àqueles que perdem a esperança, dizemos olhos nos olhos: olhem para este Congresso, confiem neste partido e juntos, ombro a ombro, vamos resistir, vamos acumular forças e vamos criar as condições para avançar e para vencer.
Confiante e de olhos postos nas eleições autárquicas, o líder do PCP pede ainda aos militantes do partido um esforço no recrutamento e mobilização a nível local.
Nos próximos tempos, em todo lado, contactar, esclarecer, conversar, mobilizar para assinar.
E encerra o Congresso a avisar:
Quem nos queria ajoelhados, aqui estamos de pé, com os olhos postos na felicidade do nosso povo. A luta continua.
Inês Batista e as ideias essenciais de Paulo Raimundo, que neste discurso de encerramento do Congresso do PCP, também aproveitou para criticar as políticas de direita do governo, nomeadamente na gestão dos serviços públicos e também nos baixos salários.
Nas reações, o secretário-geral adjunto do PS acusa o PCP de estar a perder tempo com o alvo errado.
João Torres reagiu às críticas que os comunistas fizeram ao PS durante o Congresso. Diz que para fazer frente ao governo é necessária uma esquerda unida.
É muito importante que a esquerda esteja unida no combate a este governo, que é um governo incompetente, é um governo sem credibilidade e é um governo que não responde às necessidades das portuguesas e dos portugueses. Quando o Partido Comunista Português, como sucedeu em alguns momentos deste Congresso, faz do Partido Socialista, ou fez do Partido Socialista, um dos primeiros alvos, a verdade é que está a perder a sua energia e o seu tempo.
João Torres, secretário-geral adjunto do PS, numa reação ao Congresso do PCP, onde também deixou farpas aos comunistas por não terem condenado imediatamente a invasão à Ucrânia
Ainda à esquerda, o Bloco sublinha os pontos em comum entre os dois partidos, mas com naturais diferenças políticas.
Foi o que focou Luís Fazenda, os pontos em comum que PCP e Bloco de Esquerda partilham para uma união à esquerda.
Temos que encontrar as forças, os caminhos, a capacidade de convergência necessária para derrotar essas políticas e procurar criar alternativas que verdadeiramente empurrem o país para outro desígnio, para um desígnio de progresso, desenvolvimento, justiça social, de combate às alterações climáticas, defesa e proteção da vida das populações. Portanto, nesse aspecto, temos campo em comum, unidade na ação, apesar de diferenças políticas que são naturais e são notórias.
Luís Fazenda a sublinhar as semelhanças e as diferenças entre Bloco de Esquerda e PCP à saída do Congresso Comunista.
Já à direita, Carlos Coelho, do PSD, diz que as críticas dos comunistas ao governo não são objetivas.
Ainda assim, o social-democrata vê com normalidade que haja crispação entre Executivo e oposição.
Espera-se de um partido da oposição que seja crítico. Numa democracia estabilizada, isso é positivo, porque os governos que sabem ouvir também ouvem as críticas e devem tirar consequências. Agora, os partidos da oposição, quando fazem críticas à esquerda e à direita, por tudo e por nada, correm o risco de serem mais ouvidos com a perspectiva de que estão a cumprir um papel do que serem relativamente focados e objetivos.
A reação de Carlos Coelho, do PSD, também a este congresso do Partido Comunista Português.
Também o bispo de Setúbal foi um dos convidados do PCP para assistir ao congresso que decorreu em Almada.
D. Américo Aguiar justifica a presença com a importância dos partidos para a democracia, nega quaisquer favoritismos e garante que fará o mesmo com qualquer partido com assento parlamentar.
Nós, no quadro democrático onde vivemos, temos que respeitar e conhecer aquilo que é a atividade de todos os partidos que exercem a sua função e estão aprovados, da esquerda, da direita, do centro. E a mim me dá particular prazer acompanhar, conhecer, respeitar e fazer caminho com todos aqueles que querem que Portugal, que o nosso país, que os portugueses tenham uma vida melhor. Eu estou aqui hoje, como estarei amanhã no Congresso do Chega, do PSD, do PS, do Bloco de Esquerda, da Iniciativa Liberal, do PAN, e acho que não esqueci ninguém.
Reação de Américo Aguiar, bispo de Setúbal, também esteve presente no encerramento do Congresso do PCP.
Noutros temas, Luís, o presidente do Brasil já teve alta do hospital. Lula da Silva foi internado na terça-feira devido a um hematoma na cabeça.
Foi, entretanto, operado de urgência, uma cirurgia que correu como o previsto. Em entrevista às televisões brasileiras, Lula da Silva reconhece que não tinha noção da gravidade do quadro clínico.
Eu só fui tomar ciência da gravidade do que aconteceu comigo depois da cirurgia, na terça-feira à noite. O doutor Marco foi conversar comigo, junto com o Tuma, junto com o José Guilherme, junto com o Kalil, junto com a doutora Ana, e me contaram a gravidade do que aconteceu comigo. Ou seja, eu só fui ter noção da gravidade já depois da cirurgia pronta, depois da cabeça estar nova, doendo ainda, porque o trabalho ortopédico para mexer numa cabeça também não é fácil, mas eu estou tranquilo. Me sinto bem.
Lula da Silva garante que se sente bem depois da cirurgia. Segundo a equipe médica, o chefe de Estado brasileiro não sofreu sequelas. Ele apareceu de chapéu na cabeça, teve agora alta, mas deve manter o repouso pelo menos nas próximas duas semanas.
Vamos agora ao desporto. O treinador do Futebol Clube do Porto quer vencer na recepção amanhã ao Estrela da Amadora, a contar para a jornada 14 do campeonato.
E assim recuperar do empate frente ao Famalicão de última jornada. Na antevisão da partida de amanhã, Vítor Bruno desvalorizou o facto do Estrela ainda não ter vencido fora e assegurou que o jogo é para ganhar.
Temos que estar muito atentos. Nós falámos muito com os jogadores sobre isso. É um jogo que nós temos que entrar para ganhar ou ganhar, entrar muito forte no jogo, impor aquilo que é nosso, muito autoritários, muito mandões, porque vimos de um resultado para o campeonato que não nos favoreceu em nada. Colocou-nos a dois pontos de distância, quando víamos estar neste momento no topo da classificação. Não estamos, temos que ir à procura de retomar novamente essa diferença pontual, dois pontos para o primeiro lugar, e continuar o nosso trabalho.
Vítor Bruno, treinador do Porto, na antevisão do jogo de amanhã no Dragão, frente ao Estrela da Amadora, a contar para a jornada 14. A esta hora já decorre o primeiro jogo da tarde, a contar também para esta jornada. O Arouca recebe o Santa Clara, um jogo que está perto do intervalo, vai-se mantendo o nulo no marcador, 0 x 0 entre o Arouca e o Santa Clara.
Já o jogo entre Porto e Estrela da Amadora está marcado para amanhã, às 20h15. Vai ter relato e comentários aqui na Rádio Observador.