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Jornal das quatro com o José Rafael Lopes. José, na Alemanha foi chumbada a moção de confiança ao governo de Olaf Scholz e, por isso, o país vai a eleições.
A moção de confiança foi apresentada depois da dissolução da coligação governamental, uma vez que os liberais retiraram o apoio ao Executivo. Deste modo, e só com o apoio dos Verdes, é que o governo tinha perdido a maioria no Parlamento. Hoje, antes da votação, o chanceler Olaf Scholz já tinha admitido querer antecipar as eleições federais para dar um novo rumo à Alemanha. E é exatamente isso que vai acontecer com este chumbo da moção de confiança. A Alemanha vai enfrentar eleições antecipadas que estão marcadas para dia 23 de fevereiro do próximo ano. Um total de 349 deputados votaram contra a moção de confiança, 207 votaram a favor, 116 abstiveram-se. São os resultados que levam a Alemanha a enfrentar eleições antecipadas em fevereiro.
Viramos atenções para a saúde. Não há acordo entre o Sindicato Independente dos Médicos e o Ministério da Saúde.
A reunião acabou há instantes, foi acompanhada pelo jornalista João Costa Campos. João, junta-se agora em direto neste jornal. O que é que faltou para haver um entendimento entre as duas partes?
O que faltou, no fundo, foi a adequação da proposta do governo às expectativas dos médicos. O que é que isto quer dizer? Que os médicos exigiam 15% de aumento salarial. O governo inicialmente apenas estava disposto a aumentar os médicos em 5%, o que nos trouxe a várias negociações, culminando nesta última, que é a terceira. Não houve acordo porque a reunião foi interrompida, aliás, depois de duas horas, e foi interrompida durante cerca de outras duas horas, porque o governo teve que fazer ligações ao Ministério das Finanças, porque efetivamente o Sindicato Independente dos Médicos não estava a aceitar as várias propostas que estavam a ser colocadas em cima da mesa. O que ficou acordado foi dividir os médicos em três categorias, conforme a progressão na carreira, e vão ser discutidos valores ponto a ponto. Adequado à progressão na carreira de cada médico. Nuno Rodrigues diz que foram dados passos em frente, mas de qualquer forma, fica já marcada uma reunião para 23 de dezembro, aqui no ministério, para ver se finalmente se chega a acordo quanto ao aumento nos salários dos médicos.
O jornalista João Costa Campos esteve a acompanhar esta reunião entre o Sindicato Independente dos Médicos e o Ministério da Saúde, de onde não saiu acordo para aumentos salariais.
Ainda na saúde, o Chega vai entregar um pedido para que Ana Paula Martins dê justificações no Parlamento.
Um requerimento com caráter obrigatório para que Ana Paula Martins dê justificações sobre o modelo que tem adotado na resposta do SNS às necessidades básicas da população. Quer ainda o Chega que a ministra da Saúde explique o modelo de triagem prévia que foi implementado hoje nos hospitais e nos serviços de urgência.
Entretanto, também o LIVRE se mostrou crítico da medida.
Fala num caminho totalmente errado para as grávidas. É a reação à medida que entrou hoje em vigor na região de Lisboa e Vale do Tejo, incluindo também o Hospital Distrital de Leiria. A líder parlamentar do LIVRE defende que é obrigação do Estado proporcionar às mulheres toda a tranquilidade que precisam para viver a gravidez, o que não acontece com esta medida, diz Isabel Lopes do LIVRE.
Um plano que assenta sobretudo numa linha telefónica, em que é preciso ligar para perceber para onde é que se pode ir. Isto não traz tranquilidade, pelo contrário, traz alguma insegurança, alguma intranquilidade que não ajuda a um período que é um período já por si às vezes difícil. E, portanto, este não pode ser o caminho. O caminho tem de ser o reforço do Serviço Nacional de Saúde para garantir equipas de obstetrícia em todos os hospitais.
Declarações da líder parlamentar do LIVRE aos jornalistas na Assembleia da República. O PCP também já reagiu à pré-triagem das grávidas através de telefone. A líder parlamentar comunista acusa o governo de criar obstáculos para condicionar o acesso das mulheres às urgências. Paula Santos diz que é uma medida que acaba por beneficiar a procura pelo setor privado. Importa recordar, esta medida foi implementada hoje. As grávidas da região de Lisboa e Vale do Tejo têm de ligar para o SNS antes de se dirigirem às urgências.
José, é certo é que a Maternidade Alfredo da Costa faz um balanço positivo deste primeiro dia.
Com a ressalva de que há muitas grávidas que desconheciam o processo que arrancou hoje. O ponto de situação foi feito pelo coordenador de enfermagem da urgência da Maternidade Alfredo da Costa. O enfermeiro Fernando Prada descreveu à Rádio Observador como decorreu a manhã desta segunda-feira na Maternidade Alfredo da Costa.
Só uma das senhoras que apareceu na urgência é que ligou previamente à Saúde 24. As restantes ligaram já do próprio serviço à Saúde 24, e uma das senhoras não quis ligar, portanto foi atendida na mesma, mas as senhoras maioritariamente ligaram já depois de estar no serviço, ligaram para a Saúde 24, pelo telefone fixo ou pelo próprio telefone telemóvel.
Fernando Prada, em declarações na Rádio Observador. A partir de hoje, as grávidas da região de Lisboa e Vale do Tejo têm de ligar ao SNS antes de se deslocarem às urgências. É uma medida implementada hoje para ser aplicada mais à frente em outras unidades de saúde.
Mudamos de tema. Luís Montenegro considera que Portugal é um exemplo para a Europa.
O primeiro-ministro fala mesmo num país que é um farol de estabilidade. É a expressão utilizada por Luís Montenegro para se referir ao atual estado do país a nível social, político e financeiro. Em Famalicão, Luís Montenegro lembra que Portugal teve de pedir ajuda financeira, mas ressalva que hoje o país é um exemplo.
Portugal é hoje um farol de estabilidade, de estabilidade política, de estabilidade social, de estabilidade financeira Quem diria que, há uma década, saídos de um processo de recuperação em que tivemos de solicitar ajuda externa, hoje somos, no âmbito da Europa, uma referência de estabilidade financeira, com uma das melhores performances da União Europeia.
Luís Montenegro a discursar em Famalicão. Ainda durante esta intervenção, o primeiro-ministro voltou a falar sobre a segurança e insiste também na necessidade de haver um maior investimento em defesa. O primeiro-ministro Luís Montenegro diz ainda que os apoios militares de Portugal à Ucrânia são para continuar e aumentar até o final do ano para um valor de €220 milhões.
E o Presidente da República destaca as relações francamente boas com a Suíça.
Marcelo Rebelo de Sousa recebeu hoje Viola Amherd, a presidente da Confederação Suíça, que está em Lisboa numa visita de Estado. Numa declaração aos jornalistas a partir do Palácio de Belém, o Presidente da República agradece o ensino do português nas escolas suíças e aponta uma boa relação bilateral entre os dois países.
Queria agradecer a atenção da Suíça em relação ao ensino do português no sistema escolar, que é importante para a integração dos nossos compatriotas. E queria dizer que as relações pessoais, sociais e económicas também sobem. O número de empresas portuguesas na Suíça aumenta todos os meses, tal como o número de empresas suíças em Portugal. E por isso, no plano bilateral, são francamente muito boas as relações que temos.
O Presidente da República lembra ainda os mais de 250 mil portugueses que vivem na Suíça e agradece a forma como esses portugueses são acolhidos na Suíça.
Nós sabemos o que quasi quasi significa depois ser aprovado pelo Parlamento, ser aprovado pelos cantões e ir a referendo. Portanto, é um quasi quasi que ainda implica muito trabalho. Mas é uma boa notícia que se possa chegar, sob a presidência de Vossa Excelência, a um sucesso no acordo entre a União Europeia e a Suíça.
Durante o encontro com a presidente da Suíça, Marcelo Rebelo de Sousa aponta também que, sobre temas internacionais, os chefes de Estado estão de acordo. Viola Amherd, na declaração que fez, sublinhou que a Suíça apoia as ambições da população da Síria e exige que todos os países respeitem o direito internacional.
José, vamos agora a outros temas que marcam a atualidade.
Bashar al-Assad falou pela primeira vez desde a queda do regime na Síria. Afirma que em nenhum momento pensou em demitir-se ou fugir do país. Num comunicado publicado no Telegram, o ex-presidente sírio afirma que o país está nas mãos de forças terroristas. Foi a primeira vez que o presidente deposto da Síria falou desde a queda do regime. Bashar al-Assad afirma ainda que saiu de Damasco para uma base militar russa na província de Latáquia, mas que essa base russa foi alvo de um ataque por parte de drones. Cerca de um milhão de palestinianos vão enfrentar o inverno sem abrigo adequado na Faixa de Gaza. O alerta é do Conselho Norueguês para os refugiados. Em causa está a destruição provocada pela ofensiva militar do exército israelita. De acordo com a ONG norueguesa, apenas 23% das necessidades de abrigo foram cobertas no outono. A organização critica ainda as restrições de Israel à entrada de materiais essenciais para ajudar os deslocados no norte da Faixa de Gaza.
Notícia de fecho do Jornal das Quatro.