Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
De 14 graus. Este é o Jornal das Quatro, tem edição do Luís Soares. Luís, a Força Aérea já confirmou um morto e um ferido grave, consequências de um acidente no campo de tiro de Alcochete. São dois civis que realizavam trabalhos fora do perímetro.
É o que adianta em comunicado a Força Aérea, explica que o acidente de trabalho aconteceu por volta da 13h. Os trabalhadores, pertencentes a uma empresa privada contratada pela Força Aérea para a realização de atividades de gestão florestal do campo de tiro, encontravam-se a realizar o corte de pinheiro manso fora dos perímetros das carreiras de tiro. Após a ocorrência comunicada à Força Aérea pela própria empresa, foram de imediato acionados os meios de socorro, estando ainda também meios do INEM no local. A Força Aérea explica também que já abriu um processo de averiguação. O Correio da Manhã, que avançou com a notícia, diz que na origem do acidente estava um engenho explosivo terrestre, mas nesse comunicado, a Força Aérea não adianta o detalhe das causas do acidente. Há instantes, a jornalista Beatriz Félix falou com o porta-voz da Força Aérea, Patrícia Fernandes, que deu conta dos detalhes e dos contornos daquilo que é possível saber sobre o que se passou relativamente a este acidente no campo de tiro de Alcochete.
A Força Aérea lamenta profundamente comunicar que hoje, por volta das 13h, ocorreu um acidente de trabalho no campo de tiro em Samora Correia, que vitimou um trabalhador e provocou um ferido grave. E a Força Aérea endereça as mais sentidas condolências aos familiares, amigos e conhecidos da vítima deste acidente e deseja uma rápida recuperação ao trabalhador ferido. Neste momento, e respondendo à sua questão, é prematuro avançarmos com as causas deste acidente. Não conseguimos averiguar ou não temos informação suficiente que nos possa apontar para uma causa.
E foi avançado que as vítimas deste acidente não são civis. Confirma essa informação?
Tratam-se de trabalhadores de uma empresa, portanto, são trabalhadores civis de uma empresa privada contratada pela Força Aérea para a realização de atividades de gestão florestal do campo de tiro. E encontravam-se, no momento do acidente, a realizar o corte de pinheiro manso, que é uma atividade que é realizada fora dos perímetros das carreiras de tiro.
E neste caso, estão que meios no terreno, consegue avançar?
Eu neste momento, tenho a informação que o ferido grave já foi transportado para o hospital, por meio de um helicóptero do INEM.
Disse que ainda não é possível avançar causas. Vai ser agora posteriormente aberto algum inquérito para apurar as causas do acidente?
Já foi aberto. A Força Aérea, logo de imediato a um acidente, abre um processo de averiguação. Portanto, a Força Aérea, em coordenação com as entidades competentes, está já neste momento a apurar as causas do acidente e abriu, de imediato, um processo de averiguação.
Patrícia Fernandes, porta-voz da Força Aérea, entrevistada há instantes pela jornalista Beatriz Félix, com os contornos possíveis de apurar até esta altura relativamente a este acidente no campo de tiro de Alcochete, um morto e um ferido grave, dois civis que foram apanhados neste acidente. Ainda não são conhecidos exatamente os contornos, mas o Correio da Manhã avança que na origem do acidente esteve um engenho explosivo terrestre.
O primeiro-ministro está a presidir a esta hora a uma reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, onde vai ser aprovado o RASI.
O relatório que aponta para uma subida da criminalidade violenta e grave, apesar de uma descida da criminalidade geral. Reunião que decorre na sede do Sistema de Segurança Interna em Lisboa, onde está a repórter Nadine Soares. Nadine, o primeiro-ministro já chegou?
Ainda não, mas deve chegar dentro de alguns momentos, até porque passam três minutos das 14h e era precisamente esta hora que estava marcado o início desta reunião do Conselho Superior de Segurança Interna. Esta reunião que deve servir para aprovar esta edição do ano passado do Relatório Anual de Segurança Interna, do RASI, como dizia, vai ser presidida por Luís Montenegro. No entanto, algumas figuras já começaram a chegar. É o caso, por exemplo, da ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, mas também do ministro da Economia, Pedro Reis, e ainda Paulo Cangelo, ministro dos Negócios Estrangeiros. Também Amadeu Guerra, procurador-geral da República, já entrou para esta sala, onde vai decorrer esta reunião. Sendo o tema a segurança, também estão representados a Proteção Civil, também representação da PJ, com o diretor nacional Luís Neves também a chegar. Para já, esperamos então por Luís Montenegro. Há indicação de que não fala à entrada, mas será o primeiro-ministro a presidir esta reunião, que como dizias, deverá aprovar os dados provisórios conhecidos, que apontavam para um aumento da criminalidade grave e violenta em 2024, apesar dessa diminuição de criminalidade geral. Este é um ponto de agenda de Montenegro, depois de ter passado o fim de semana em repouso. Deve chegar dentro de momentos aqui ao sistema, esta sede onde vai ser aprovado o relatório anual de segurança interna. Para já, continuamos a aguardar não só a chegada de Luís Montenegro, mas também de outros representantes para esta reunião começar.
Nadine Soares, aqui em direto, na sede do Sistema de Segurança Interna em Lisboa, onde se reúne daqui a pouco o Conselho Superior de Segurança Interna para aprovar o RASI, relatório anual com os dados da criminalidade relativos ao ano passado, sendo que hoje mesmo Luís Montenegro retomou os trabalhos, como dizia a Nadine, depois de na sexta-feira ter sido hospitalizado com uma arritmia cardíaca. Esteve de manhã em Vila Nova de Gaia a falar sobre defesa, depois também em Santa Maria da Feira a inaugurar três unidades locais de saúde durante uma intervenção Na iniciativa sobre defesa, Montenegro mostrou-se pronto para uma nova ida às urnas. Trata de descansar também os portugueses, dizendo que o atual contexto pré-eleitoral vai terminar muito em breve, daqui a sete semanas. Agora já está em Lisboa para presidir essa reunião do Conselho Superior de Segurança Interna.
O primeiro-ministro francês ficou incomodado com a decisão do Tribunal de Paris sobre o processo de Marine Le Pen.
Marine Le Pen, que está impedida de se candidatar às eleições presidenciais francesas de 2027, foi também condenada a quatro anos de prisão, dois de pena suspensa, outros dois com pulseira eletrônica. A decisão foi anunciada de manhã pelo Tribunal Penal de Paris. Marine Le Pen fica proibida de se candidatar a cargos públicos, com efeitos imediatos, durante os próximos cinco anos, por desvio de fundos europeus. A Agência France-Presse explica que a juíza responsável pela condenação de Le Pen justifica a decisão dos efeitos imediatos por haver um grande risco de perturbação da ordem pública, caso a líder da extrema-direita francesa fosse candidata às eleições presidenciais. Além da líder da extrema-direita francesa, outros oito eurodeputados foram considerados culpados pelo mesmo crime de desvio de fundos europeus. Um deles, antigo número dois da União Nacional, já fez saber que vai recorrer desta sentença. O Le Parisien cita fontes da equipa de Berru para dizer que o primeiro-ministro francês ficou incomodado, mas não comenta a situação. Nas últimas horas, têm surgido algumas reações, nomeadamente do partido do Chega. Vamos escutar agora a boleia da RTP3, André Ventura, que reage também a esta decisão francesa.
Isto é mau para a democracia. E é mau, quer quando a pessoa é condenada, mas também quer quando estas suspeitas existem e não são explicadas, porque suspeitas podem existir sobre qualquer pessoa. A diferença dos políticos sérios é que não fogem, explicam e dizem: "Passa-se isto, isto e isto. Isto é falso, isto é verdadeiro, isto é o que acontece". Luís Montenegro não o fez. Continua a deixar avolumar-se sobre ele suspeitas muito maiores do que existem sobre outros casos europeus ou sul-americanos ou de outro tipo. Portanto, a democracia portuguesa está em risco. Neste momento, está em risco se enlamear ainda mais de corrupção com a candidatura de Luís Montenegro. E eu acho que hoje era um bom dia para que o próprio PSD olhasse para a situação e visse: "Este candidato não tem condições, nós não o vamos propor". Acho que era tão simples como isso.
Agora em direto para a RTP3, peço desculpa, recuperar como é que olha para a condenação de Marine Le Pen.
Tal como tive a oportunidade de dizer à sua colega, deixe-me então também dizer quais são as duas nossas propostas para que os eleitores possam votar em consciência no próximo dia 18 de maio, em relação à criminalidade, e depois não fuja ao caso da Marine Le Pen. O Chega vai propor, como já tinha dito na legislatura passada, que todos os que cometem crimes graves, e eu estou hoje no distrito de Setúbal precisamente por isso, que é um distrito onde há muito crime grave, todos os que cometem crimes graves e reincidem neles tenham pelo menos cinco anos de prisão. Pelo menos. E se reincidirem duas vezes, tenham pelo menos 10 anos de prisão. Isto tem sido feito no Canadá, tem sido feito na Suíça e tem funcionado bem. É uma forma de tirarmos bandidos da rua e garantirmos que o sistema português funciona bem, sem as penas suspensas habituais, sem as anistias habituais, sem o olhar para o lado, que muitas vezes acontece, não por culpa dos magistrados, mas porque a lei não o permite. Ponto um. Ponto dois, que num concelho e num distrito também muito marcado pela imigração, nós possamos dizer que quem vem para Portugal trabalhar e ser recebido, se cometer crimes graves, é expulso, cumpre a pena e é expulso. Portanto, são duas propostas que eu gostava de levar na próxima legislatura, se formos governo ou se condicionarmos ou se influenciarmos o próximo governo, e de que não vamos abdicar delas. Vão ser duas propostas essenciais em relação ao Chega.
Em relação ao caso da Marine Le Pen?
No caso da Marine Le Pen, que me questionou e que eu já tive a oportunidade de dizer à sua colega, o Chega tem a mesma posição. Neste caso, como teve sempre noutros, fossem nacionais ou não. Não conhecendo o caso ao fundo, porque é um caso de outro país e, portanto, não o conhecemos em relação aos seus fundamentos, eu tenho esta posição: quem é suspeito de ter usado, de forma errada, fundos públicos, quem é suspeito de ter usado de forma ilícita dinheiro que é de todos e que os contribuintes têm que pagar, não se deve recandidatar a cargos públicos. Não deve. Isto é independentemente da questão aqui poder ser mais correta, menos correta. Deve-se evitar que os tribunais façam perseguição política, isso parece-me uma evidência em todo o mundo, mas deve-se garantir que os políticos estão, pelo menos, acima de suspeitas de utilização indevida do dinheiro público, por outras palavras.
André Ventura, o líder do Chega, aqui a reagir à decisão da Justiça francesa de condenar Marine Le Pen por desvio de dinheiros públicos. Declarações que acompanhamos de André Ventura em Setúbal, à boleia da RTP3.
Olhemos ainda para outras notícias em destaque a esta hora.
O Estado registou um excedente de quase 2100 milhões de euros em fevereiro, uma subida face ao mesmo período do ano passado. Dados divulgados hoje pela Direção-Geral do Orçamento, um desempenho que se deve a um crescimento da receita de 11%, superior ao de despesa, que foi de 4%. O balanço provisório de vítimas do terremoto em Mianmar aumentou para 2056 mortos. Há ainda mais de 3900 feridos. São dados da Junta Militar que governa o país do sudeste asiático.