Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Luís Félix. O movimento Acampada vai voltar a ouvir-se este sábado. Há manifestações hoje marcadas um pouco para todo o país.

O movimento Acampada promete que os protestos não vão parar enquanto não houver ação por parte do governo, principalmente no que diz respeito à reversão da nova lei do arrendamento. Em Lisboa, está marcada para às 15h, uma manifestação a começar no Marquês de Pombal, para uma marcha pela Avenida da Liberdade fora, até chegar à Praça do Rossio, onde os manifestantes querem voltar a montar as tendas. No Porto é às 16h que os manifestantes se vão fazer ouvir, numa marcha lenta entre a Praça da Batalha e a Praça Dom João I, onde tem estado a acampada do Porto. Estas manifestações vão estender-se a outras cidades como Aveiro, Braga, Coimbra e Faro.

São momentos que vamos acompanhar ao longo do dia aqui na Rádio Observador. Já o dia de ontem, Beatriz, terminou de forma diferente nos principais focos das manifestações.

E na cidade Invicta acabou com acusações. Ontem a acampada negou os contactos classificados pelo presidente da Câmara do Porto como muito cordiais. O movimento diz que apenas tem em mãos o convite formal que foi feito inicialmente por Pedro Duarte. Uma garantia dada por Sérgio Bastos, representação da comunicação da Acampada, que partiu para o ataque contra o autarca do Porto, acusa Pedro Duarte de tentar provocar uma rutura no protesto.

Em Lisboa, cerca de 300 pessoas participaram ontem numa vigília solidária em Chelas.

E para apoiar uma viúva, mãe de dois filhos, que terá recebido uma ordem de despejo. Apesar da mudança de local, do Rossio para Chelas, foi feita a habitual assembleia popular, onde os manifestantes votaram a favor de hoje erguer novamente as tendas e dormir no Rossio. Devem ser montadas depois das 17h, já na sequência da manifestação, a começar no Marquês de Pombal. Foram ainda votadas outras ideias, como o acréscimo das reivindicações às manifestações, com turnos de acordo com a disponibilidade das pessoas acampadas. E está também pensada a realização de uma aconchada massiva no aeroporto de Lisboa, mas ainda sem data prevista. Os manifestantes continuam a reivindicar a revogação imediata da lei do arrendamento e outras questões, como a garantia da habitação pública do Estado para que não venha a ser vendida e também a canalização do dinheiro do setor da defesa para a habitação pública, já no orçamento de Estado para 2027.

Manifestações também hoje em França, onde foi convocada uma nova ronda de protestos.

E já cerca de 70 mil membros das forças de segurança estão mobilizados para vigiar as manifestações, que têm sido promovidas sobretudo pelo movimento dos coletes amarelos e movimentos estudantis. Está agora previsto um novo reforço desses meios. O país tem estado sob alerta máximo, mas em particular depois de o governo francês ter feito a promessa de que os distúrbios do fim de semana passado não vão voltar a acontecer. Por isso, hoje, em Paris, os museus principais da cidade, como o Museu do Louvre, estão de portas fechadas.

Em Espanha, dezenas de organizações convocaram uma manifestação para este sábado em defesa das pensões públicas.

Este é um dos temas que têm estado nos debates da pré-campanha para as eleições legislativas espanholas de 29 de novembro, estas que são eleições antecipadas. A manifestação pelas pensões junta-se a outros protestos, por exemplo, pela habitação e também em defesa dos direitos dos professores, que diariamente têm estado nas ruas de Madrid nas últimas semanas.

Vamos agora ao Brasil. Na última noite aconteceu o último debate entre os candidatos às presidenciais, antes dessa segunda volta marcada para amanhã. Um dos temas em destaque foi os impostos.

E Flávio Bolsonaro insiste em questionar Lula da Silva sobre este tema. Acusa o atual presidente de promover aquilo que vai ser o maior imposto do mundo.

Você simplesmente invade o bolso do contribuinte. Você implementou a carga tributária mais alta desse país na história. Até agora, com a reforma tributária, ninguém sabe quanto vai ser o valor do imposto de valor agregado, o IVA, que é o novo imposto que ele vai começar a cobrar a partir do ano que vem. Estima-se que seja de 28%. Ele já tinha que ter enviado pro Congresso Nacional um projeto de lei, falando qual é a alíquota. Sabe por que ele não fez? Porque vai ser o maior IVA do mundo. O brasileiro vai pagar o maior imposto do mundo na era Lula.

Acusações feitas por Flávio Bolsonaro. Lula da Silva desvaloriza este tema dos impostos, diz que essa é uma conversa de elite e relembra que foi no anterior mandato que retirou o Brasil do mapa da fome, sendo que Jair Bolsonaro, antecessor de Lula da Silva, fez o país regredir nesse sentido.

Ele se incomoda com pobre na universidade, com pobre no instituto federal, com a pessoa ganhando um salário mínimo, com filha de pedreiro virando engenheira, virando médica. Isso incomoda. Ele fica no mesmo discursinho. Eu tinha acabado com a fome nesse país em 2012. Eu voltei em 2023 com 33 mil pessoas passando fome. Ele se importa com isso? Não, porque onde ele mora, as pessoas não passam fome. No condomínio dele, as pessoas não passam fome, a família dele não passa fome e ele não sabe o que é fome. Essa é a verdade.

Foi a intervenção de Lula da Silva, que desvaloriza as acusações de cargas fiscais excessivas, neste que foi um debate com alguma tensão entre os dois candidatos e com foco no tema da segurança. Flávio Bolsonaro lança uma pergunta a Lula da Silva. Pergunta se é contra classificar a maior organização criminosa do Brasil, o Primeiro Comando da Capital, como milícia terrorista. Ora, o atual presidente opta por invocar a história da mãe de uma menina chamada Ana Clara e que foi morta a tiro por um polícia, sendo que Flávio Bolsonaro, enquanto advogado, defendeu o agente da autoridade. E esta pergunta causou instabilidade, fez mesmo com que Bolsonaro se enganasse a responder. Chamou Ana Clara, não à menina, mas à mãe desta criança.

Sabe o que aconteceu ali? É um território dominado por esses narcoterroristas que ele defende. Ana Clara, eu quero falar pra senhora, prestar de verdade a minha solidariedade, foi uma tragédia o que aconteceu. Eu não consigo imaginar o que é perder uma filhinha de cinco anos de idade. Eu tenho uma filha de 14 e uma filha de 12. Era uma troca de tiros numa comunidade conflagrada. A senhora sabe que tem o tráfico de drogas aí. E o que eu estou fazendo, eu quero ajudar a senhora, inclusive, a saber quem foi o autor desse disparo.

Flávio Bolsonaro deixa promessas de classificar o primeiro comando da capital como narcoterrorista. Lula da Silva responde, diz que Flávio Bolsonaro quer entregar o combate do crime no Brasil a Donald Trump.

Quando ele fala do narcotráfico, é porque ele quer entregar pro Trump cuidar daqui. E eu quero cuidar do território aqui. Aprovada a PEC de segurança, eu vou criar o ministério e aí você vai ver o que é um governo acabar com a polícia e deixar o território livre. Você vai ver a gente colocar em prática de verdade pro trabalhador, segurança, pro bandido, cadeia. Isso vai acontecer, vamos criar o ministério, fortalecer a Polícia Federal, fortalecer a Polícia Rodoviária Federal e acabar com essa bandidagem de miliciano e narcotráfico aqui no Rio de Janeiro e no Brasil inteiro.

Lula da Silva, que promete acabar com a bandidagem de miliciano, estas foram as palavras do presidente do Brasil, que diz estar associada à família de Bolsonaro. No final, cada candidato fez uma declaração. Lula da Silva opta por um apelo aos eleitores para votarem pela democracia, pede aos brasileiros que evitem o governo de um miliciano, acusações que foram feitas ao longo deste debate ao adversário, Flávio Bolsonaro. Já precisamente o candidato a destronar Lula da Silva pede uma reflexão ao povo brasileiro e questiona se a vida melhorou ou piorou nos últimos quatro anos do governo Lula.

Na Rádio Observador há uma emissão especial no domingo à noite para acompanhar os resultados das eleições brasileiras. Vai poder acompanhá-la na rádio e também através do YouTube do Observador. Vamos ao desporto. O Futebol Clube do Porto volta hoje a entrar em campo defronta em Barcelos o Gil Vicente.

Os Dragões vêm de duas derrotas consecutivas para as competições europeias, mas mantêm o registro 100% vitorioso para este campeonato. O técnico do Futebol Clube do Porto relembra que muitos atletas só agora é que se estão a estrear na Liga dos Campeões. Já quanto ao desafio frente ao Gil Vicente, Francesco Farioli prevê uma partida num estádio hostil para os azuis e brancos e deixa também elogios a Luís Pinto.

O Gil Vicente é uma equipa que tem diferentes variações e diferentes soluções, uma equipa que está muito bem treinada e que está num bom momento de forma. Sabemos muito bem o quão exigente é ir jogar lá. Foi assim na última temporada e vai ser também este ano com o novo treinador.

E num jogo sem a presença de William Gomes, devido a uma lesão, Francesco Farioli também ainda não desvendou quem vai ser o titular no lado esquerdo da defesa do Futebol Clube do Porto.

Já o treinador do Gil Vicente acredita que o Porto vai apresentar um jogo bastante intenso, mas com algumas diferenças em relação ao ano passado.

E Luís Pinto pede, por isso, concentração máxima aos atletas da formação de Barcelos para um desafio frente a uma equipa com bons resultados nas competições internas.

É uma equipa que vai exigir igualmente que estejamos a um nível de concentração altíssimo, a um nível de atitude competitiva muito alta e que a nível interno tenha um pleno em tudo aquilo que são os jogos, quer na Supertaça, quer no campeonato. E isso, por si só, diz aquilo que é a valia do nosso adversário.

A partida frente ao Gil Vicente está agendada para às 20h30. Acontece em Barcelos. Pouco depois das 20h00, há a emissão especial do desporto com relato e análise para ouvires aqui na Rádio Observador.

Beatriz Félix com o Jornal das Nove. Há mais notícias às 21h30.