Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Vamos às notícias. Jornal das quatro com Miguel Vieira. Miguel, ainda decorre a reunião do Conselho de Estado convocada por Marcelo Rebelo de Sousa para analisar a situação na Ucrânia e na Venezuela.
Começou passavam 10 minutos das 15h. Estão presentes todos os conselheiros, à exceção de Pedro Nuno Santos, que entende que, como já não é secretário-geral do PS, não faz sentido participar na reunião do órgão consultivo do Presidente da República. Quem marca presença são dois dos candidatos à presidência, Luís Marques Mendes e André Ventura.
Facto que continua a motivar as críticas do também presidente do CHEGA.
Sim, André Ventura voltou a questionar, nesta sexta-feira, a oportunidade da reunião do Conselho de Estado.
Mas certamente que vou dar nota de duas coisas: da inoportunidade de um Conselho de Estado no meio de umas eleições presidenciais, que não tem uma justificação que não seja colocar o presidente da República em exercício no centro do debate político. E dois: obviamente vou dizer a Marcelo Rebelo de Sousa que aquilo que aconteceu nos últimos dias em Portugal, em termos de saúde, mereceria, e teria merecido, uma ação firme do Presidente da República.
As duas críticas de André Ventura que têm como alvo Marcelo Rebelo de Sousa.
Marques Mendes, como aqui já referimos, também participa nesta reunião do Conselho de Estado. Antes de rumar a Belém, almoçou com Carlos Moedas.
Um almoço com autarcas de Lisboa, Sintra e Cascais. Carlos Moedas foi o porta-voz informal dos três presidentes de Câmara eleitos pelo PSD. E para elogiar Marques Mendes, à entrada para o almoço, Carlos Moedas rejeitou que o eleitorado da AD esteja dividido no apoio a Marques Mendes.
Não acho que está dividido. Eu penso que é muito claro para o eleitorado da AD aquilo que é Luís Marques Mendes, aquilo que ele representa. Mas Luís Marques Mendes não é um candidato da AD, é apoiado pela AD. É um candidato que tem votos à esquerda e à direita, mas tem esses votos naquilo que é hoje o mais importante, que são os moderados, que não é o político deste ou daqueles, mas o político que junta, que é o político, como eu costumo dizer, do "e", destes e dos outros, que junta as pessoas. Eu acho que não há nenhum candidato como ele.
É o que diz o atual presidente da Câmara de Lisboa, que recordou as sondagens negativas que teve aquando da corrida à autarquia de Lisboa há quatro anos e serviu para distinguir os candidatos da dinâmica que cada campanha pode ter.
Hoje, aquilo que nós vemos é um populismo que cresce à direita e à esquerda, que cria personagens políticos que não têm qualquer experiência. A única experiência que têm é de falar, de dizer mal, de criar narrativas. Eu costumo dizer que há uma grande diferença entre fazer campanhas e governar. Há quem saiba fazer grandes campanhas, mas o que as pessoas querem hoje não é isso. Querem alguém que tenham confiança que, no momento certo, toma as decisões certas. E Luís Marques Mendes é essa pessoa.
É o que diz o presidente da Câmara de Lisboa, num almoço com Luís Marques Mendes, em que estiveram também presentes os autarcas de Sintra e Cascais.
António Filipe considera que há cinco candidatos do governo e um deles é António José Seguro.
O candidato à presidencial apoiado pelo PCP foi esta manhã confrontado com a carta enviada por João Cotrim Figueiredo a Luís Montenegro, em que se compromete a ser um aliado do governo a partir de Belém, se forem cumpridas uma série de condições. Ora, António Filipe diz que não fica surpreendido com esta iniciativa por considerar que Cotrim Figueiredo é um candidato do consenso neoliberal. Mas para António Filipe não é o único candidato afeto ao governo.
As políticas do governo têm outros candidatos que estão perfeitamente dispostos e recetivos para apoiar.
Quem é que são?
As políticas que o governo tem vindo a pôr à prática, que são, obviamente, o Luís Marques Mendes, o candidato João Cotrim Figueiredo, o candidato André Ventura, o candidato Henrique Oliveira e Melo, em muitos momentos, e até o próprio candidato António José Seguro não se demarca suficientemente a opções que eu considero desastrosas, que os governos têm vindo a pôr em prática.
António Filipe, em declarações à margem de uma iniciativa em Lisboa com trabalhadores do setor da cultura.
António José Seguro aumenta a pressão sobre o governo na área da saúde. Não alinha nos pedidos de demissão da ministra Ana Paula Martins, mas o candidato presidencial diz que o governo precisa ter coragem e começar a tomar decisões.
Foi no final de uma arruada em Gavião, no distrito de Portalegre, depois de vários dias a evitar atribuir responsabilidades diretas ao governo e à ministra da Saúde. António José Seguro afirma que o diagnóstico está feito e agora é hora de passar das palavras às ações.
Nós temos mais médicos do que a média europeia a nível nacional, mas temos poucos médicos no Serviço Nacional de Saúde. Portanto, estão identificadas as soluções. É preciso é coragem para agir e o governo tem que ter essa coragem.
E tem faltado?
Tem que ter essa coragem.
António José Seguro elegeu a saúde como o principal tema desta campanha e quer reunir-se com o primeiro-ministro Luís Montenegro, precisamente para abordar este tema, isto caso, claro, venha a ser eleito presidente da República.
A FNAM é recebida a esta hora do Ministério da Saúde.
Precisamente, um encontro em que a organização sindical é liderada pela presidente Joana Bordalo e Sá. A FNAM é um dos sindicatos mais representativos da classe médica. É um encontro no Ministério da Saúde que está a ser acompanhado pela jornalista Diana Rosa. Diana, Joana Bordalo e Sá falou à entrada com jornalistas e não foi propriamente meiga com a ministra Ana Paula Martins.
Precisamente, Miguel, considera a líder da Federação Nacional dos Médicos que a ministra Ana Paula Martins, assim como a respectiva equipa, não têm condições para continuar. No início desta reunião, Joana Bordalo e Sá falou sobre, por exemplo, as três mortes registradas esta semana por atraso dos serviços de socorro. A presidente da FNAM critica o silêncio da ministra e de um governo que, diz, deve explicações.
Sem dúvida que é uma escolha, mais uma vez, de Luís Montenegro, que ao manter esta equipa ministerial e esta liderança de Ana Paula Martins, está a ser conivente com tudo o que está a acontecer. E portanto, estas três mortes que muito infelizmente aconteceram, não deveriam ter acontecido. E nós exigimos aqui que haja justiça, que haja verdade e a família tem direito a isso. E nós o que entendemos é que Luís Montenegro devia ter outra opção. E sem dúvida que, quer a ministra quer Luís Montenegro, devem uma explicação ao país, devem uma explicação a esta família.
Baixas expectativas à entrada da reunião, aqui por parte de Joana Bordalo e Sá, que falou também, Miguel Videira, deste anúncio do governo, ainda ontem, de mais 275 ambulâncias para prestação de socorro. Ora, Joana Bordalo e Sá, presidente da FNAM, acredita que naturalmente isto são equipamentos que vão requerer um reforço de equipas médicas e vai questionar precisamente a ministra da Saúde, se Ana Paula Martins aqui estiver presente, ainda não é certo que seja a ministra a presidir este encontro. Ora Joana, como dizia, Joana Bordalo e Sá vai questionar, pelo menos o Ministério da Saúde, sobre este reforço das equipas que estão nas ambulâncias e que condições vão ser dadas a estes médicos que prestam socorro urgente à população.
Diana Rosa, que nos vai trazer as conclusões deste encontro que junta responsáveis do Ministério da Saúde e da FNAM, a Federação Nacional dos Médicos.
Até aqui a enfermeira-diretora do Amadora-Sintra explicou as condições que levaram ao seu pedido de demissão. Entre elas está a falta de médicos e o abandono político do Ministério da Saúde.
Maria Luísa Ximenes denuncia que o Hospital Fernando Fonseca está há mais de dois meses sem o presidente do Conselho de Administração e responsabiliza a ministra da Saúde.
Com a ausência total de apoio que eu senti por parte da ministra da Saúde, na realidade é impossível gerir o que quer que seja num hospital com tantos problemas como o Hospital Fernando Fonseca. Como é que é possível eu ontem estupefacta ter ouvido o senhor primeiro-ministro dizer que os problemas da saúde não se resolviam com demissões, falando de uma senhora ministra da Saúde que é a líder nas demissões e que em dois anos sujeitou-me ao hospital a duas administrações.
Entrevista à Sic Notícias, a enfermeira diz ainda que é necessária uma tutela que apoie, acompanhe e não faça ao mínimo problema, e não encontre ao mínimo problema bodes expiatórios. A enfermeira demissionária elogia ainda os profissionais de urgência, que são excepcionais, mas diz também em número insuficiente.
Donald Trump vai ser derrubado, tal como outros tiranos da história. É um aviso feito hoje pelo líder supremo do Irão.
As declarações de Ali Khamenei foram transmitidas pela televisão estatal. O aiatolá acusa os manifestantes de estarem a agir para agradar ao presidente norte-americano e garante que a República Islâmica não vai recuar perante os sabotadores, numa referência aos protestos contra o regime que entram hoje no 13º dia consecutivo. Entretanto, o presidente dos Estados Unidos recusou o encontro com o autoproclamado príncipe herdeiro do Irão. Uma atitude correta de Donald Trump, na opinião da diretora do Centro de Iranologia da Universidade de Lisboa. Entrevistada pelo jornalista António José Soares, a professora iraniana Sepideh Radfar recorda qual foi a postura de Reza Pahlavi quando Israel atacou o Irão no ano passado.
Ninguém esqueceu no Irão. Ninguém esqueceu que em junho do ano passado, quando Israel atacou o Irão, Reza Pahlavi juntou-se com Benjamin Netanyahu, apoiou o ataque israelita. Para o iraniano é imperdoável juntar-se ao inimigo que está a atacar o país. Agora ele recentemente, aparentemente, mudou de opinião, mas o povo iraniano não tem memória curta. E eu acho que o presidente Trump percebeu muito bem que este príncipe não tem raízes no Irão.
A leitura da diretora do Centro de Iranologia da Universidade de Lisboa sobre a recusa de Donald Trump de receber Reza Pahlavi, o filho mais velho do último xá do Irão, que foi deposto pela Revolução Islâmica de 1979.
Vamos ainda a outras notícias que estão em destaque a esta hora.
A Polícia Judiciária apreendeu documentos nas buscas que fez hoje à Câmara Municipal de Aveiro. O presidente da Câmara, Luís Souto Miranda, encara a visita dos inspetores com total tranquilidade. É isso que diz à agência Lusa e escusa-se a explicar o que está em causa na investigação. Afirma que o processo está em segredo de justiça, mas que os factos têm que ver com mandatos anteriores. Nos últimos dois, quem esteve à frente da autarquia foi Ribau Esteves. As buscas visaram o Centro Cultural e de Congressos de Aveiro e o que se sabe até agora é que há suspeitas da prática do crime de prevaricação e violação de regras urbanísticas. O Tribunal da Relação de Lisboa dá razão à juíza que está à frente do julgamento da Operação Marquês. O caso secundário, que envolve José Sócrates e Carlos Santos Silva, é para julgar à parte do processo principal. A decisão é do juiz desembargador Rui Miguel Teixeira, mas esta decisão da Relação de Lisboa ainda pode ser revertida, porque há um recurso interposto pelo Ministério Público e sobre o qual ainda não há qualquer decisão. Até ao São João, o presidente da Metro do Porto promete concluir as obras da Linha Rosa até ao final de junho, ainda sem uma data concreta definida. O prazo foi hoje traçado pelo presidente da Metro do Porto durante uma visita às obras, acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal da Cidade Invicta, Pedro Duarte.