Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Notícias. Jornal das Quatro com o Luís Soares. Luís, começamos com a Operação Marquês. Apesar do anúncio da renúncia do advogado de José Sócrates, a sessão de julgamento de hoje foi retomada com normalidade depois de almoço.

O coletivo de juízes, presidido por Susana Seca, decidiu prosseguir a sessão de julgamento, apesar desse anúncio de renúncia por parte do advogado José Preto, anúncio conhecido durante a interrupção dos trabalhos para o almoço. O recomeço estava agendado para as duas da tarde, mas acabou por atrasar-se um pouco. Só pelas duas e meia da tarde é que o coletivo e os magistrados do Ministério Público entraram na sala e pediram à oficial de justiça para contactar a próxima testemunha e assim a sessão foi retomada com normalidade. O advogado José Preto invocou a necessidade de conceder o prazo de 20 dias a José Sócrates para constituir um novo advogado, face à recusa de uma defesa assegurada por advogados oficiosos, mas a sessão acabou mesmo por ser retomada, uma vez que há uma advogada oficiosa a representar José Sócrates. O redator principal do Observador, Luís Rosa, explica que a decisão do tribunal, que não suspendeu os trabalhos, é legal.

A justificação para José Preto renunciar ao mandato é que o tribunal não adiou a sessão de hoje. O tribunal tem um entendimento diferente. A decisão foi legal, ou seja, não estando o advogado presente devido a uma doença, o tribunal tem legitimidade para nomear um advogado oficioso. É normal que quando um advogado está doente, que substabeleça outro advogado. Às vezes, um colega de escritório ou um colega que está a acompanhar também o processo. Quer José Preto, quer Pedro Delito nunca fizeram isso. Isso não é normal. Não fez. Em segundo lugar, é normal que o tribunal indique um advogado oficioso.

Luís Rosa, redator principal do Observador. A sessão de julgamento da Operação Marquês foi retomada com normalidade esta tarde.

Vamos à campanha presidencial. Gouveia e Melo evoca o general Ramalho Eanes pela primeira vez nesta campanha.

E diz que não o fez mais cedo por respeito, é o que explica num almoço com fuzileiros em Setúbal, num discurso em que puxa dos valores da carreira militar em liderança e disciplina, traz uma novidade nesta segunda semana de campanha com um agradecimento.

O General Ramalho Eanes é vivo. Nunca o quis trazer para esta discussão por respeito ao General Ramalho Eanes. Não o envolver neste discurso político ou na discussão, mas deixo-lhe como português, um muito obrigado, senhor general, por tudo o que nos deu, pela liberdade e por ter sido um militar valoroso , exemplar e um português, um verdadeiro português. Muito obrigado!

Neste almoço-comício, Gouveia Melo contou também com o apoio de Fernando Negrão, o antigo ministro da Justiça do PSD defende que o próximo presidente da República deve ser uma figura singular, como foram outros nomes, como Mário Soares. Fernando Negrão desvaloriza os adversários do almirante.

Mais do que nunca, Portugal, a Europa e o mundo precisam de personalidades singulares. Por isso, o próximo presidente da República em Portugal tem que ser o almirante Gouveia Melo. E tem que ser também por outras razões, porque nós olhamos para os concorrentes às presidenciais e perguntamo-nos se Portugal não tem melhor do que isso.

Fernando Negrão num discurso no almoço de campanha em Setúbal. Nesta fase da campanha, Gouveia Melo tem apostado em várias fatias de eleitorado onde sabe que pode angariar votos, entre eles estão os militares.

Marques Mendes foi surpreendido por um discurso da mulher num almoço onde admite perder as eleições.

O candidato apoiado pela AD esteve com empresários em Leiria depois de ter começado a manhã em Fátima e continua a insistir no erro de João Cotrim Figueiredo, mas no almoço em que foi surpreendido pelas palavras da mulher, Luís Marques Mendes já fala na possibilidade de derrota. Embora, Miguel Vítor Dias, Marques Mendes continue a insistir nos votos que tenham escapado para o candidato liberal.

À procura não de milagre, mas à procura do reforço da confiança nos portugueses.

Luís Marques Mendes começou a manhã de dia 13 em Fátima. Não espera milagres, mas contou na véspera com uma dádiva de João Cotrim Figueiredo, que continua a aproveitar.

Na minha campanha, não muda nada. Na decisão dos portugueses, acho que pode mudar muito, porque aquilo que Cotrim Figueiredo ontem disse é uma desilusão. Provavelmente, para alguns que já votaram na Iniciativa Liberal no domingo e que perante estas declarações de associação ao CHEGA, se sentem enganados, provavelmente pudessem voltar atrás.

O candidato apoiado pela AD a fazer caminho para recuperar os votos que possam ter escapado para Cotrim Figueiredo, num dia em que a mulher, que tem estado ao lado do candidato em todas as ações de campanha, saltou para a ribalta.

Todos os dias me consegues surpreender com a tua generosidade, com o teu sentido de missão. Pelos filhos e netos de todos nós, ajuda Portugal. Obrigada.

Uma curta mensagem de dois minutos num almoço em Leiria por parte da mulher que tem feito toda a campanha, num dia em que Marques Mendes já admite a possibilidade de derrota.

Se entenderem de outra maneira, ganhar ou perder é a democracia e respeito os votos de todos. Tento ganhar, mas respeito os votos de todos.

E por isso, há cinco dias da ida às urnas, a ordem é mesmo para carregar sobre o deslize de Cotrim Figueiredo.

É um falso arrependimento. O que esta última declaração significa é que este candidato é um exemplo de imaturidade e um exemplo de precipitação.

Luís Marques Mendes, neste encontro com empresários, em que contou ainda com o antigo responsável pela pasta da Economia, Pedro Reis, que contribuiu para a narrativa da campanha.

Menos eleição e mais ação.

Miguel Vítor Dias a acompanhar a manhã de campanha de Luís Marques Mendes. O candidato termina o dia num comício em Ansião, já no distrito de Leiria.

António Filipe e Catarina Martins marcam presença na manifestação desta tarde da CGTP contra o pacote laboral do governo. O candidato apoiado pela CDU defende que as eleições do próximo domingo também são uma oportunidade para lutar contra as alterações a essa lei.

Catarina Martins e António Filipe, que se encontraram na manifestação, começaram em lados diferentes, mas encontraram-se depois à frente do Largo do Calhariz. António Filipe lembra que foi logo contra as mudanças que o governo quer fazer na lei laboral e que se chegar a Belém, vai agir em conformidade e explica também que protestos como este em Lisboa ajudam a justificar como um presidente da República deve agir.

Só a luta dos trabalhadores derrotará o pacote laboral. Isso está a acontecer. E afirmei que como presidente da República, usaria todos os poderes constitucionais para impedir que um retrocesso desta magnitude fosse por diante. Que o próximo dia 18, as eleições presidenciais, também podem ser um momento de luta contra o pacote laboral, confiando numa candidatura que se opôs desde a primeira hora a essa medida.

António Filipe, candidato apoiado pelo PCP na corrida a Belém, considera particularmente graves as mudanças na licença de amamentação e classifica como liberalização dos despedimentos entre a revisão à lei laboral que o governo quer fazer. Já Catarina Martins, apoiada pelo Bloco de Esquerda, apela a todos os candidatos para que se pronunciem sobre esta legislação.

Todos os candidatos têm de se posicionar sobre o que o governo pretende fazer das alterações da legislação laboral. Para que os senhores tenham noção, o governo adiou o debate para tentar que não fosse tema das presidenciais, ou seja, para fazer a vida fácil aos candidatos que apoiam o governo neste projeto de tornar mais precária a vida de toda a gente que vive do seu trabalho. O que o governo está a fazer é um assalto aos direitos de quem trabalha.

Catarina Martins, apoiada pelo Bloco de Esquerda, também a marcar presença nesta manifestação da CGTP. Para dia 20 está marcada a reunião entre a Intersindical e o primeiro-ministro e também a Ministra do Trabalho, uma reunião que já foi adiada por duas vezes.

A campanha de André Ventura divulgou esta tarde a lista de donativos.

De acordo com os dados divulgados à imprensa, a candidatura presidencial recebeu um total de €675. Na lista enviada aos jornalistas, estão nomes de 17 pessoas que contribuíram, sendo que os nomes não podem ser divulgados para garantir a proteção de dados. A maior parte dos donativos são de €50, há seis nesse valor. O valor mais baixo é de €10, o mais alto de €100. Os donativos foram feitos entre 31 de dezembro e 11 de janeiro deste ano.

A livraria Lello, no Porto, vai ser reclassificada como monumento nacional.

Anúncio do primeiro-ministro no dia em que se assinalam os 120 anos da emblemática biblioteca do Porto. Na cerimónia, Luís Montenegro adiantou que está em marcha o processo legislativo para essa reclassificação.

O governo já tem em circulação legislativa o diploma que vai reclassificar este edifício da livraria Lello como monumento nacional.

Anúncio feito por Luís Montenegro, sendo que a presidente da administração da livraria Lello, Aurora Pinto, fala no marco importante há muito aguardado.

Foi muito importante, porque nós já estamos há uns anos à espera que efetivamente nos classifiquem, porque o processo desenvolveu-se todo, correu tudo bem e só faltava mesmo o arranque final. E 120 anos com um final destes, podemos dizer que foi um final muito feliz.

Feliz. A felicidade de Aurora Pinto, presidente do Conselho de Administração da livraria Lello, à margem da cerimónia que assinalou os 120 anos da livraria no Porto. Luís Montenegro não fez declarações à comunicação social.

Vamos a outras notícias que também estão a marcar a atualidade.

Donald Trump diz que a ajuda está a caminho do Irão, pede aos manifestantes para controlarem as instituições estatais e continuarem os protestos. Apelo deixado na rede social Truth Social. O presidente norte-americano adianta que cancelou todas as reuniões com dirigentes iranianos até que a morte de manifestantes pare, numa mensagem em que não especificou que tipo de ajuda vai a caminho. Os bombeiros vão pedir uma audiência urgente ao primeiro-ministro e aos grupos parlamentares. As três associações representativas da classe estiveram reunidas hoje, querem apresentar propostas para o setor, incluindo organizar melhor e reforçar o socorro em Portugal. Já a nova Lei Orgânica da Proteção Civil está pronta, entra em vigor este ano. Anúncio feito pelo secretário de Estado da Proteção Civil à margem de uma cerimónia em Vila Nova de Poiares, distrito de Coimbra. No entanto, o responsável não adiantou uma data concreta.

Fica por aqui o jornal das 16h com o Luís Soares. Já de seguida vamos ter gabinete de guerra.