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Jornal das quatro com José Rafael Lopes. E José, uma colisão entre duas viaturas ligeiras na A13, junto à localidade de Santa Cita, em Tomar, fez um morto e um ferido grave.
E provocou igualmente o corte de estrada no sentido sul-norte, segundo a Proteção Civil, em declarações à Lusa. O Comando Sub-regional de Proteção Civil do Médio Tejo indicou que o alerta foi dado depois da uma da tarde. No local estiveram os bombeiros de Tomar e Vila Nova da Barquinha, que encontraram dois feridos graves, embora um deles tenha sido declarado morto no local. De acordo com a mesma fonte, as duas vias da A13, no sentido sul-norte, ainda estão com constrangimentos, embora uma das vias já esteja a funcionar.
As colocações para o ensino superior foram conhecidas mais cedo do que era suposto. Quase 50 mil estudantes foram colocados na primeira fase de ensino superior.
Ainda sobram vagas, mas mais de metade dos candidatos conseguiu entrar na primeira opção que escolheu e quase 85% dos candidatos foram admitidos numa das três primeiras opções. Os dados foram conhecidos hoje, um dia antes do previsto, devido a uma fuga de informação. Ainda assim, os resultados não foram ainda entregues aos reitores. É o que revela o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos. Luís Loures diz, na Rádio Observador, que não é de lamentar a divulgação dos resultados mais cedo, mas sublinha que há um problema, uma vez que os estabelecimentos de ensino ainda não receberam os dados.
O lamento não é que saiba antes. O que eu acho que não é tolerável é, tanto eu como o presidente do CRUP, começarmos a ser contactados pela comunicação social para reagirmos aos resultados que não conhecíamos. Obviamente, a tutela tem todo o direito de fazer a comunicação mais cedo. Eu acho é que também a devia ter feito aos reitores das instituições de ensino superior públicas, que são uns dos principais interessados em que o processo corra bem. Posso lhe dizer que aquilo que é o ficheiro de vagas que está a circular, não recebemos oficialmente.
Luís Loures na Rádio Observador. O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos admite que a diminuição de provas de acesso pode ter permitido um aumento de candidatos este ano.
Posição semelhante tem o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, que admite que a diminuição de provas necessárias pode ser uma razão para o aumento de candidatos.
Luís Ferreira explica que este ano as instituições de ensino superior apenas pediam uma prova de ingresso como requisito mínimo, tal como era permitido há dois anos. O ano passado foi diferente. Eram precisas pelo menos duas provas de ingresso para o ensino superior. Como tal, esta redução das provas pode explicar o aumento do número de candidatos. Luís Ferreira diz ainda que as revisões das notas pode também ter levado a um aumento.
Talvez devido ao número muito elevado de reapreciações de notas, como nós sabemos, foram muito superiores àquilo que é costume. Tivemos mais de 20 mil reapreciações, sabendo que mais de 70% dessas reapreciações conduziram a notas mais elevadas do que tinham anteriormente e, portanto, provavelmente também terá tido alguma influência nisso.
Luís Ferreira acrescenta ainda que as universidades estão a saber das colocações através da comunicação social, devido a essa fuga de informação.
O presidente da Câmara do Porto lembra que a preferência dada pelos alunos à universidade da cidade traz desafios, sobretudo na habitação.
De visita à Feira do Livro, Pedro Duarte elogiou as instituições de ensino superior do Porto, que continuam a ser das mais procuradas pelos alunos com melhores classificações. Mas o presidente da Câmara da Cidade Invicta apontou a necessidade de garantir habitação acessível a todos os alunos que procurem o Porto.
Nós temos muitos estudantes deslocados que vêm para o Porto e a oferta de habitação ainda não é suficiente. É evidente que tem crescido bastante a oferta de residências universitárias, mas aquelas que são de natureza privadas estão a preços, de facto, muito difíceis.
Além dos problemas de habitação, aqui associados aos universitários que procuram o Porto para viver e estudar, o presidente da Câmara falou ainda sobre outro tema que tem sido abordado de forma recorrente: a segurança. Pedro Duarte quer que sejam dadas condições às autoridades para que exerça o poder de forma inequívoca.
Nós temos de matar esse problema à origem. E, portanto, quando começamos a ter pequenos focos ou os primeiros focos de instabilidade e de violência, nós temos de rapidamente responder. E temos de mostrar que quem manda na cidade não são os delinquentes, quem manda na cidade são as autoridades e é o Estado, para precisamente podermos proteger os cidadãos.
O presidente da Câmara do Porto, na Feira do Livro, aqui a reforçar a importância de combater focos de insegurança pontuais com muito impacto nos trabalhadores.
A Federação Académica do Porto considera que o aumento no número de colocados vem aumentar a responsabilidade das instituições.
Na Rádio Observador, o presidente da Federação, Francisco Porto Fernandes, pede atenção acrescida para que seja garantida a equidade entre todos os estudantes. Depois da colocação, milhares de alunos vão ter de mudar de cidade ao longo do próximo mês. O presidente da Federação Académica do Porto critica a falta de investimento do Estado na habitação estudantil.
No alojamento estudantil, em medidas de curto e médio prazo, eu penso que está a ser feito quase tudo o que é possível, mas ao nível do investimento público em residências extra PRR, ainda é muito insuficiente. Eu dou um simples número: um ano e meio de devolução das propinas dava para fazer um investimento igual ao que o PRR fez em residências em Portugal. E isso vai ser a nossa prioridade, ter um discurso e uma pressão política para que Portugal olhe para o futuro e que as políticas sejam a pensar na próxima geração e não tanto na próxima eleição.
Francisco Porto Fernandes, presidente da Federação Académica do Porto, escutado na Rádio Observador, a dar conta dessa falta de investimento do Estado na habitação estudantil, numa altura em que há milhares de alunos que se preparam para mudar de casa para ingressarem no ensino superior.
E José, João Palhinha já está em Lisboa, mas ainda não vai assinar pelo Benfica.
O médio aterrou na última hora no Aeroporto Humberto Delgado, numa altura em que a imprensa desportiva dá conta de que a transferência do jogador para o Benfica, vindo do Bayern de Munique, está perto de ficar fechada. Os encarnados esperam pelo negócio, mas João Palhinha, na chegada a Lisboa, disse aos jornalistas que veio para Portugal apenas para ver os filhos.
Ainda sou jogador do Bayern. Ainda sou jogador do Bayern. Eu regresso para vir estar com os meus filhos. Tenho dois dias de folga, vim aproveitar com os meus filhos. Domingo regresso para Munique. Mais nada. Mais nada. Vai reunir com alguém do Benfica, João? Agora vou estar com os meus filhos, isso é o mais importante.
As palavras de João Palhinha, que aterrou em Lisboa, mas diz o jogador do Bayern de Munique que não vem para Portugal para assinar, pelo menos para já, pelo Benfica.
É assim que fechamos o Jornal das quatro.