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Vamos às notícias. Jornal das quatro com José Rafael Lopes. José, começamos com o Paulo Rangel. Voltou hoje a defender uma imigração controlada em Portugal e sublinha que o nosso país é uma referência internacional.

O ministro dos Negócios Estrangeiros falou esta tarde aos jovens na Universidade de Verão do PSD, que está a decorrer em Castelo de Vide. Fala num país preocupado com o futuro e com o mundo inseguro e incerto. Às críticas às políticas de imigração deste governo, Paulo Rangel responde com uma pergunta.

A pergunta que eu faço é o seguinte: se a nossa política externa fosse tão má quanto diz o PS, como é que havia 133 países, sim, posso garantir que nós votamos em nós, que confiaram em nós, porque Portugal é a referência de moderação.

Paulo Rangel volta, por isso, a defender mais controle na imigração.

Nós queremos imigração regulada, imigração controlada, em que nós é que dizemos quem pode entrar, por quanto tempo, para que essas pessoas aqui tenham direito à dignidade e a serem felizes nos seus projetos de vida. Nós não queremos aqui imigrantes explorados.

Palavras de Paulo Rangel na Universidade de Verão do PSD, aqui o registro da RTP Notícias. O ministro dos Negócios Estrangeiros aproveitou ainda o discurso para lançar farpas às políticas migratórias dos antigos governos socialistas. Hoje está prevista ainda a declaração da ministra da Cultura, do Esporte e da Juventude, Margarida Balseiro Lopes, nesta Universidade de Verão do PSD.

Em Albufeira, aumentou o número de feridos no caso do atropelamento na Rua da Hora, são agora 16.

Sendo que dois deles são feridos graves. O aumento para 16 foi feito depois do Correio da Manhã ter avançado que a Unidade Local de Saúde do Algarve confirmou que quatro pessoas se dirigiram hoje de manhã a esta ULS, o que aumenta para 16 o número de ferimentos deste atropelamento. O Ministério da Administração Interna diz que as vítimas são jovens entre os 18 e os 22 anos. O suspeito do atropelamento é um homem, tem 35 anos, acusou uma taxa de álcool no sangue considerada crime quando foi detido. Durante a madrugada, atravessou barreiras de segurança, investiu numa zona movimentada, deixando esses 16 feridos. A GNR esclareceu ao Observador que o condutor tinha uma carta de condução válida, ao contrário do que tinha sido avançado pelo autarca de Albufeira, Rui Cristina. O suspeito, num primeiro momento, mostrou uma carta provisória inglesa que não lhe permite conduzir em Portugal. No entanto, na revista ao carro, foi encontrada uma outra carta de condução angolana, que é válida em Portugal.

Sobre este incidente, a GNR de Albufeira não vê necessidade de reforçar o patrulhamento na zona de diversão noturna da cidade.

A GNR sublinha que já existe esse reforço devido ao verão e considera que este foi apenas e somente um caso isolado. E que só aconteceu porque o condutor ignorou as normas de segurança. É o que explica o major Pedro Pereira, da GNR de Albufeira.

O nosso patrulhamento irá se desenvolver da mesma forma. Estamos a falar de um ato isolado, de uma desobediência total a toda a sinalização vertical que existe e às barreiras físicas. Estamos a falar de uma situação isolada, de um condutor embriagado e que ignorou todas as medidas e sinalizações existentes.

Ele não deu nenhuma justificação para o acontecido, porque é que?

Não. Pedia desculpa, não fez mais que isso.

Pedro Pereira, da GNR, revelou ainda que o condutor não é residente em Albufeira, está de férias na região, era o único ocupante da viatura. O major da GNR diz ainda que as imagens de videovigilância estão a ser analisadas e que o grande aparato policial que existe nesta zona é comum durante a época de verão.

O presidente da Câmara de Lisboa quer mais polícias na baixa da cidade. Diz Carlos Moedas que é uma forma de aumentar a segurança na capital.

Para o autarca, é esse o caminho a seguir. Carlos Moedas discursou no Dia Municipal do Bombeiro, no mesmo dia em que se assinalam 38 anos desde o grande incêndio no Chiado. No final da cerimônia, Carlos Moedas reforça que os focos de insegurança que se sentem na capital só podem ser combatidos com mais agentes e lembra a promessa do governo nesse sentido.

Segurança. E portanto, nós temos que atacar esses focos de insegurança. E só há uma maneira: mais polícia. Sem mais polícia, não se resolve.

Você diz isso há vários anos.

E eu digo isso há vários anos. Este governo prometeu 200 polícias de segurança pública a mais em Lisboa, ainda não temos nenhum. Prometeu 100 polícias municipais, também ainda não temos nenhum. Portanto, temos aqui uma promessa. Esperamos que ela seja cumprida ou tenha certeza.

Quando é que pensa concretizar?

Oiça, estou à espera há meses. Já falei com o senhor ministro da Administração Interna, disse-me que ia avançar, mas continuamos aqui à espera.

O autarca de Lisboa lembrou ainda o recente caso da turista baleada em Lisboa para deixar novamente críticas à Justiça. Diz o presidente da Câmara que não compreende como é que o autor dos disparos continua em liberdade.

O Tribunal Central de Instrução Criminal concedeu mais tempo para a investigação aos casos de tortura na Esquadra do Rato, em Lisboa.

A juíza permite mais seis meses para a conclusão da investigação, mas mantém as medidas privativas de liberdade para os arguidos no despacho a que o jornal "Expresso" teve acesso. É realçado que os suspeitos são quase todos polícias e que não podem ser premiados por terem escolhido vítimas especialmente vulneráveis, o que dificulta a investigação. O Ministério Público já tinha pedido mais tempo para a investigação devido à complexidade do processo. A procuradora responsável admite que o número de envolvidos é muito superior ao que o Ministério Público inicialmente previa e que ainda existem suspeitos por identificar. Neste momento, há 23 arguidos neste processo, sete dos quais estão em prisão preventiva. Há ainda quatro em prisão domiciliar. A denúncia deste caso surgiu dentro da própria PSP e o tribunal concluiu existirem fortes indícios dos crimes de tortura, abuso de poder e de ofensas à integridade física. Os arguidos são também acusados do crime de violação e detenção de arma proibida.

José Luís Carneiro diz que o Hugo Soares foi leviano depois de o ter comparado a André Ventura.

Hugo Soares disse ainda que o líder do PS não está pronto para governar. Em Chaves, José Luís Carneiro respondeu para dar conta do pingue-pongue retórico onde não pretende participar.

São declarações levianas de quem se vê que nunca teve experiência executiva. Quem se entretém nesse tipo de pingue-pongue, verdadeiramente, não sabe daquilo que o país precisa. Eu tenho pena que o governo que foi escolhido pelos portugueses esteja deslocado daquilo que são as preocupações das pessoas. Eu respondo sempre ao Luís Montenegro, que é o meu interlocutor principal, é ele que eu verdadeiramente disputarei a função quando chegarem as eleições.

Palavras de José Luís Carneiro, aqui um registo da RTP Notícias, numa reação às palavras de Hugo Soares, que comparou José Luís Carneiro a André Ventura e o PS ao Chega.

A ministra da Defesa de Espanha considera que a entrada de quase 80 mil migrantes em Ceuta se deveu a uma interpretação enviesada de uma lei.

Margarita Robles foi ouvida no Congresso Espanhol para esclarecer os factos relativos à entrada de quase 80 mil migrantes ilegais em Ceuta. A ministra da Defesa detalha que a invasão teve três fases e explica que o incentivo para a passagem da fronteira foi provocado por uma interpretação conveniente da decisão do Supremo Tribunal Espanhol sobre a proibição de retornos, caso a travessia da fronteira fosse feita a nado.

Há evidências claras nesses dias e nessa primeira fase de um efeito chamada favorecido por uma interpretação interessada da sentença do Tribunal Supremo e por mensagens nas redes sociais que transmitiam uma suposta diminuição de efetivos policiais no lado marroquino, como consequência da celebração da Festa do Trono.

A ministra da Defesa pede ainda que a União Europeia avance com uma política migratória abrangente e coordenada, e reitera que a soberania territorial de Espanha é intocável.

Qualquer agressão ou tentativa de agressão a Ceuta ou Melilha são agressões à Espanha inteira, porque a nossa soberania e integridade territorial são intocáveis. Insisto as vezes que forem necessárias. Ceuta e Melilha são Espanha e que ninguém o esqueça, nem o ponha em dúvida.

Margarita Robles contradiz ainda assim algumas explicações dadas pelo ministro do Interior espanhol sobre a ação policial em Ceuta. Diz que os 25 agentes do Centro de Inteligência Nacional, destacados na cidade, informaram as autoridades locais de uma possível entrada massiva de migrantes pela fronteira marroquina, uma posição que tinha sido desmentida pelo ministro do Interior de Espanha.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirma que é tempo das superpotências se entenderem quanto aos limites do poder que têm.

Em entrevista ao Financial Times, António Guterres dá o exemplo dos conflitos da Rússia com a Ucrânia e dos Estados Unidos com o Irão. Diz o secretário-geral da ONU que ambas as potências planeavam vencer as guerras em pouco tempo, mas que viram limitada a capacidade de impor a vontade, força e o poder. Em relação às críticas sobre a ONU, António Guterres garante que a organização não entrou em colapso e que se mantém relevante. O antigo primeiro-ministro português admite ainda que o cargo que ocupa na ONU não lhe confere poder, mas tem uma voz ativa.

Volodymyr Zelensky confirma que a Ucrânia recebeu mísseis Patriot recentemente.

Ainda assim, o presidente ucraniano mantém o silêncio sobre qual foi o país que disponibilizou estes sistemas de defesa a Kiev, numa conferência de imprensa citada pela agência de notícias Ukrinform. Zelensky também não especifica o número de mísseis Patriot que chegaram, mas sublinha que continuam a não ser suficientes. A disponibilização de mísseis Patriot é uma das principais reivindicações da Ucrânia, numa tentativa de reforçar a defesa aérea da Ucrânia face aos mísseis russos que todos os dias têm atingido o país. Na Cimeira da Coligação das Vontades de ontem, no âmbito das celebrações dos 35 anos da independência da Ucrânia, esse foi um dos temas em cima da mesa.

Vamos ainda a outras notícias que estão a marcar a atualidade.

A Câmara Municipal de Matosinhos entregou hoje as últimas habitações construídas ao abrigo do PRR, um total de 512 casas. Hoje foram entregues as últimas 105. O investimento foi de 122 milhões de euros, o que permitiu criar seis novos bairros, o que fez com que o peso da habitação pública no concelho subisse para 6%. No Afeganistão, há cerca de 1 milhão de crianças em risco de morrer por subnutrição. É um aviso deixado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância. As crianças com menos de dois anos representam mais de 80% dos casos de subnutrição aguda registados no país. E o presidente do Conselho Europeu, António Costa, pede aos líderes da União Europeia responsabilidade para chegar a um acordo sobre o orçamento europeu. Em Bratislava, António Costa apela a um momento aberto e um espírito de responsabilidade coletiva para que seja aprovado o orçamento comunitário da União Europeia para o período entre 2028 e 2034. O presidente do Conselho Europeu diz que o orçamento não diz respeito apenas a números e que se trata de uma escolha política sobre a Europa que se pretende para o futuro.