Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Notícias. Jornal das 4 na Rádio Observador. A esta hora olhamos para as notícias com o jornalista Miguel Videira. E Miguel, começamos neste jornal precisamente com o Procurador-Geral da República, falou hoje sobre a relação do Ministério Público com a Polícia Judiciária e diz ele: "Não há nenhum problema".
Amadeu Guerra afasta qualquer mal-estar depois das buscas lideradas pelo Ministério Público às instalações da PJ, na sequência de um inquérito que procura apurar se o atual diretor nacional da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro, participou numa escuta ilegal, sem autorização de um magistrado, no âmbito do processo Football Leaks.
Não há ambiente pesado. Isto é uma situação normal na vida democrática e vamos nos preocupar em não criticar as ações da Polícia Judiciária. A Polícia Judiciária é uma instituição e merece todo o nosso respeito e eu, da minha parte, continuo a respeitar a instituição. Fizemos muitas investigações importantes, sempre colaboramos bem, sempre foram pessoas muito disponíveis. Nós vamos continuar a fazer trabalho com a Polícia Judiciária? Como é óbvio, continuamos todos os dias a fazer isso. Não há qualquer problema.
A garantia do Procurador-Geral da República numa declaração à margem de uma conferência esta sexta-feira na cidade de Bragança.
Da Justiça para a Educação, o ministro Fernando Alexandre acusa a FENPROF de tudo ter feito para que corresse mal o processo de avaliação digital dos exames nacionais.
Foi à margem da visita a uma escola em Guimarães. O ministro Fernando Alexandre foi confrontado com o pedido da FENPROF de intervenção da Provedoria de Justiça. Queixa-se da decisão do governo de pagar € 1 aos professores que classificaram os exames nacionais por cada item corrigido. Querem, ao invés, que sejam pagas horas extraordinárias. Confrontado com esta queixa, o ministro Fernando Alexandre explica por que motivo o governo decidiu não avançar com o pagamento de horas extraordinárias, entre críticas à FENPROF.
No caso da correção de exames, nós chegamos à conclusão que não era possível, porque um professor pode perfeitamente, numa sexta-feira, decidir, por razões familiares, que pode ir dar apoio familiar e depois no fim de semana corrige os exames. Ora, é muito difícil definir. O professor é que decide quando é que vai corrigir. Então isso foi uma situação de exceção. Exatamente. Em que os professores não ficaram disponíveis e até aplicaram- Não é, desculpe. A correção de exames, desculpe, não é. Eu sou professor há 30 anos. Está a falar dos exames nacionais? Não, nos exames nacionais é a mesma coisa. Uma das características de ser professor é a liberdade que nós temos para corrigir. À noite, há pessoas que gostam de corrigir. Mas havia deadline para afixar as notas e havia aquilo que se pode- E foi cumprido e os professores foram fantásticos. E mais uma vez, isso é que incomoda a FENPROF, é que correu bem. E a FENPROF fez tudo para que corresse mal.
A declaração do ministro Fernando Alexandre, captada pela Rádio Fundação de Guimarães. Ora, confrontado com estas críticas do Ministério da Educação, um dos secretários-gerais da FENPROF, Francisco Gonçalves, contrapõe.
Não foi a FENPROF que fez desaparecer provas, ou que não as encontrou, ou que as perdeu. Não foi a FENPROF, eu não digo que o ministério as tenha feito desaparecer, mas não as encontrou, pelo menos, ou não as guardou da forma que deveria ter guardado. Não foi a FENPROF que deu ordens e contraordens durante o processo de classificação dos exames. Não foi a FENPROF que adiou sucessivamente dados. Não foi a FENPROF que não respeitou, digamos assim, a exigência de igualdade e de justiça que é obrigatório existir num processo desta natureza. Foi o governo e foi o governo por ações e omissões que cometeu.
Francisco Gonçalves, secretário-geral da FENPROF, a devolver a crítica feita pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, que hoje, em Guimarães, acusou o sindicato de tudo ter feito para que corresse mal o processo de avaliação digital dos exames nacionais.
Miguel, quais são os três diplomas do governo hoje promulgados pelo presidente da República?
Um deles está relacionado com as ajudas para fazer face ao aumento do preço dos combustíveis. António José Seguro promulgou o decreto de lei que prorroga os apoios excepcionais e temporários de compensação pela escalada do preço dos combustíveis atribuídos aos setores agrícola, florestal, das pescas e da aquicultura. O chefe de Estado deu também luz verde às alterações ao diploma que regula o passe ferroviário verde, uma alteração que prevê o alargamento do título aos serviços de transporte urbano. Por fim, foi promulgado o decreto-lei que vem de forma excepcional prorrogar as licenças atribuídas à Menzies para prestação do serviço de handling nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro.
A Câmara Municipal de Resende decretou três dias de luto pela morte da bombeira. Morreu esta noite de ferimentos no combate a um incêndio florestal.
Sim, a decisão da autarquia foi comunicada pelo altar, que é Fernando Silvério, numa nota de imprensa explica que o luto no município de Resende vai durar pelo período de três dias, é até domingo. Por isso comunicou também o cancelamento de toda a programação da festa prevista para este fim de semana no Conselho, em respeito pela memória da bombeira e em solidariedade com a família e restantes membros da corporação. A bombeira de 24 anos morreu esta madrugada no Hospital de Lamego, depois de ter sofrido ferimentos graves no combate ao incêndio em Resende, distrito de Viseu. Uma árvore de grande porte caiu em cima desta bombeira que acabaria por falecer. O presidente da República também reagiu. António José Seguro diz que foi com profunda consternação que tomou conhecimento da notícia deste desfecho trágico.
Vamos à atualidade internacional. O presidente do Conselho de Ministros do Líbano discursou há pouco na Assembleia Geral das Nações Unidas.
Num discurso firme, Nawaf Salam sublinhou que não faz qualquer sentido tentar alcançar-se acordos de paz sem a participação libanesa e que o futuro do Líbano tem que passar por segurança e estabilidade para a população, no mês em que Israel continuou os bombardeamentos e ataques à região sul do Líbano, sob influência do movimento xiita Hezbollah. O presidente do Conselho de Ministros reforça que é imperativo que as tropas de Israel retirem de todo o território libanês até às fronteiras internacionalmente reconhecidas e sublinha que a posição do Líbano quanto à guerra É clara.
A nossa posição sobre a guerra tem sido clara desde o início. Queremos que termine, queremos que o cessar-fogo seja consolidado, queremos que Israel saia de todo o território libanês, até às nossas fronteiras internacionalmente reconhecidas em conformidade com o acordo geral de 1949 e reafirmado pela Resolução 1701. Queremos a libertação de todos os nossos detidos, o regresso seguro e digno da nossa população às aldeias e cidades e também a reconstrução daquilo que a guerra destruiu.
A declaração do primeiro-ministro libanês durante a sessão número 81 da Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorre em Nova York esta tarde. Até agora falaram também os representantes de Iraque, África do Sul, Kiribati e Maldivas.
O Manchester City foi considerado culpado de quase todas as acusações relacionadas com violações aos regulamentos financeiros da Premier League.
Numa investigação que começou em 2018, após a publicação de documentos confidenciais do Manchester City pelo jornal alemão Der Spiegel. Segundo a acusação, as violações das regras financeiras ocorreram entre 2009 e 2018 e envolvem o não fornecimento de informações detalhadas sobre pagamentos a jogadores e treinadores, assim como o não cumprimento das regras de fair play financeiro, as regras impostas pela UEFA e também as regras de sustentabilidade da primeira liga inglesa. Fontes anônimas confirmam que o clube apenas não foi considerado culpado em uma das 115 acusações, embora o Manchester City sempre tenha negado todas as alegações. Segundo o site desportivo The Athletic, um porta-voz do Manchester City afirma que a posição do clube se mantém consistente desde o início da investigação e manifesta surpresa pelas acusações. As sanções a aplicar ao City ainda não foram determinadas. Espera-se que o clube inglês venha a recorrer da decisão.
Há outras notícias em destaque a esta hora.
Morreram quatro utentes de um lar no concelho de Estremoz, onde foi detetado um surto de gripa. É o que revela em comunicado a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central. Dá conta que existe um surto de doença respiratória no lar de Santa Casa da Misericórdia de Aveiros. Segundo a unidade, 25 utentes têm sintomas compatíveis com gripa. A Unidade do Alentejo Central explica, no entanto, que apenas foi detetada a presença do vírus numa das quatro vítimas mortais e que, por isso, não é possível estabelecer uma relação direta entre as mortes e o surto respiratório. De acordo com as informações agora conhecidas, três utentes estão internados no Hospital Espírito Santo, em Évora. Infetados estão em observação.
Fica por aqui o Jornal das Quatro, edição com o Miguel Vidara.