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Quatro horas em ponto. Temos notícias com edição de José Rafael Lopes. José, o ministro da Administração Interna garante que a permanência enquanto ministro está nas mãos de Luís Montenegro.
O ministro da Administração Interna reitera que o lugar enquanto membro do governo está sempre à disposição do primeiro-ministro.
O meu lugar está permanentemente à disponibilidade do senhor primeiro-ministro. O que eu quero dizer é que nós estamos a fazer o nosso trabalho na esfera da segurança interna, em todas as suas áreas, das forças de segurança, na proteção civil, conforme hoje aqui tivemos, na questão dos incêndios, na questão da segurança rodoviária. Estamos muito motivados para fazer o nosso trabalho e digo como comecei: ninguém gostaria que isto tivesse sucedido.
Luís Neves diz que as imagens da carga policial são difíceis de ver na reação à carga policial desta madrugada no Porto e em Lisboa, na Marinha Grande, fala em sentimentos contraditórios, mas deixa essa garantia de que ninguém quer ver o que aconteceu esta madrugada.
E o deputado do CDS, João Almeida, sai em defesa da carga da PSP, diz que os manifestantes não deixaram outra hipótese aos polícias.
Reação do partido à carga policial que aconteceu na madrugada em Lisboa e no Porto, durante os protestos pela habitação. O deputado centrista lamenta os acontecimentos. Ainda assim, João Almeida sublinha que a polícia agiu com ponderação.
Lamentamos também o que aconteceu do lado dos manifestantes, mas é muito importante salientar uma coisa: os manifestantes estavam no terreno por sua vontade e tiveram várias oportunidades de evitar o que aconteceu. A polícia estava no terreno por obrigação de cumprimento da lei e não podia, de maneira nenhuma, ter evitado o que aconteceu. Pelo contrário, durante quatro horas procurou evitá-lo.
O deputado do CDS, João Almeida, em declarações aos jornalistas no Porto. Aqui um registo captado pela RTP. João Almeida considerou ainda irresponsáveis as declarações do líder do PS, que disse hoje que se fosse primeiro-ministro, já tinha remodelado o executivo.
E o Partido Socialista, precisamente, vai chamar com urgência o ministro da Administração Interna ao Parlamento para esclarecer os acontecimentos da última noite.
Em conferência de imprensa, José Luís Carneiro pede também a Luís Montenegro que convoque o sistema de segurança interna para garantir que este caso é acompanhado.
O primeiro-ministro deve também convocar, com caráter de urgência, o sistema de segurança interna, onde reúnem as forças e os serviços de segurança, com a presença dos representantes da Assembleia da República, para garantir que se faça o acompanhamento institucionalmente devido, mas também para que ocorra o escrutínio democrático em tudo o que se tem vindo a passar no país.
José Luís Carneiro diz ainda que se estivesse à frente do governo, já teria avançado com uma remodelação no executivo. Fala no uso de força policial sem justificação.
E ainda sobre a carga policial de ontem, o presidente da República já falou com o primeiro-ministro e com a Provedora de Justiça.
Informação enviada ao Observador por fonte oficial da Presidência da República, que dá conta dessa conversa de António José Seguro com Luís Montenegro e com Luísa Neto. Aconteceu nas últimas horas. Fonte de Belém já tinha indicado que António José Seguro tinha pedido informações e esclarecimentos sobre os incidentes da última madrugada e ainda sobre a situação dos manifestantes detidos e de todas as pessoas que ficaram feridas. Ao todo, foram detidas 13 pessoas, seis em Lisboa, sete no Porto, já todas libertadas. Há ainda 13 polícias que apresentaram ferimentos.
Os manifestantes da Acampada do Porto vão voltar à Praça Dom João I já esta tarde.
A manifestação está agendada para às 17h, daqui a menos de uma hora. É já o 21º dia de protestos na cidade portuense. Em comunicado, o movimento Acampada do Porto criticou a carga policial durante a madrugada, que terminou com sete detidos, que já foram, entretanto, libertados. Denunciam também aquilo que consideram ter sido uma atuação inconstitucional e sem fundamento legal por parte da polícia contra um protesto pacífico. Em Lisboa, os manifestantes também prometem voltar à rua já esta tarde. Vai acontecer no Rossio, um protesto convocado pela Acampada de Lisboa, novo momento de protesto, agora contra a violência policial e pela habitação. À semelhança do Porto, este protesto está também marcado para às 17h, na Praça do Rossio.
E agora no desporto. O Benfica joga amanhã com o Alverca. Marco Silva diz que a equipa conseguiu preparar o encontro da melhor forma.
O encontro está marcado para às 20h15. Décima jornada do campeonato. O Benfica entra neste jogo pressionado após as vitórias de Sporting e Futebol Clube do Porto. Na conferência de imprensa antes do jogo, Marco Silva, o treinador do Benfica, diz que os resultados têm sido positivos e que a equipa quer manter a série favorável.
Boas exibições ajudam-nos a sermos mais fortes e a ganhar jogos, sem dúvida. Nós acreditamos nisso e sermos fiéis àquilo que é a nossa identidade e a nossa forma de jogar. Há sempre um adversário pela frente, que por vezes nos complica e bem a tarefa. Portanto, o que é inegociável são características que nós temos que ter como equipa, quer na preparação durante os últimos dias, na preparação para o jogo e depois conseguir executá-la e sermos iguais a nós mesmos, termos uma boa versão de nós mesmos amanhã, porque vamos precisar para ganhar o jogo e para fazer uma boa exibição e para somar os três pontos que estão em disputa e para poderem os nossos adeptos também desfrutar daquilo que é uma boa exibição do Benfica.
Marco Silva, treinador do Benfica, antes do jogo com o Alverca, marcado para amanhã. Do lado ribatejano, Sérgio Ferreira assegura que o Alverca tem noção da equipa que vai enfrentar.
Temos completamente noção do que é a realidade e sabemos perfeitamente quem é que somos e contra quem é que vamos jogar, porque é importante. Pior do que enganar os outros, enganamos a nós próprios e nós também não queremos cair nisso. E logicamente sabemos contra quem é que vamos jogar. Mas acima de tudo, temos que preparar o jogo exatamente da mesma maneira como preparamos todos os outros, com os cuidados que temos que ter em termos mais estratégicos. Em termos de ponto de partida, com suporte sempre na nossa ideia, não vamos abdicar disso, mas logicamente que há aqui alguns lances que mudam.
Sérgio Ferreira em conferência de imprensa antes do Benfica-Alverca, que se joga amanhã, começa quando forem 20h15. Há relato e análise aqui na Rádio Observador.
Viramos ainda as atenções para a atualidade internacional. Em França, o governo reviu em alta o número de manifestantes detidos durante os confrontos de ontem com a polícia.
O governo francês estima que quase 800 pessoas tenham sido detidas ao longo do dia. É o número final de detenções na sequência das manifestações de ontem. O dia ficou marcado pelo clima de tensão e confrontos entre os manifestantes e a polícia, tendo as forças de segurança sido obrigadas a utilizar gás lacrimogéneo. Já ontem, o ministro da Administração Interna de França disse que a atuação policial nos protestos correu bem e deixou críticas ao que considerou serem grupos de vândalos que atacaram as forças de segurança com violência. Foram detidas essas quase 800 pessoas. Ainda assim, os números estão abaixo dos mais de 1300 detidos nas mobilizações do dia 24 do mês passado e das mais de 2 mil detenções a 17 de outubro, um dia que ficou marcado por motins e saques em todo o país.
E é o ponto final no Jornal das 16h, edição de José Rafael Lopes. José, até já.
Até já.