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Jornal às 17h com o Miguel Cordeiro e em destaque, Miguel, a NASA diz que houve uma pausa nas reparações da Estação Espacial Internacional e que por isso pediu aos astronautas para regressarem à estação. Acontece que depois de se terem abrigado por precaução, devido a uma fuga de ar nesta Estação Espacial Internacional.
Sim, desta vez foi Houston, a sala de controle em Terra, a dizer para o espaço: "We have a problem". Os astronautas foram alertados para a possibilidade de evacuação da Estação Espacial Internacional, devido a esta fuga de ar. Neste momento, os quatro astronautas da Crew-12, que estão na Estação Espacial Internacional, já regressaram ao trabalho. Tinham sido obrigados a procurar abrigo na nave por terem começado esses trabalhos de reparação da fuga de ar a bordo da estação. A NASA tinha colocado os astronautas em prontidão para um possível regresso à Terra. Neste caso, estamos a falar de dois norte-americanos, um francês e um russo, os astronautas que estavam em prontidão para esse regresso. Uma fonte da NASA conta à Agência Reuters que se têm registado fugas de ar, episódios considerados menores, que se têm vindo a agravar desde o início desta semana. As operações de manutenção foram marcadas para hoje, depois da Roscosmos, a Agência Espacial Russa, ter relatado um agravamento dessas fissuras e dessas fugas de ar. Desde que foram conhecidos estes problemas, a Roscosmos tomou medidas para mitigar o problema e ficou responsável por esta reparação. À Rádio Observador, Frederico Francisco, engenheiro aeroespacial, explica o que está a acontecer nesta altura na Estação Espacial Internacional.
Verificou-se que a estação estava a perder pressão atmosférica a um ritmo maior do que aquele que se esperava. E havia um conjunto de fissuras já identificadas num dos túneis de acesso ao módulo de serviço russo, e verificou-se que era necessário fazer reparações mais extensas e reparações mais abrangentes do que aquelas que tinham sido feitas até então para assegurar a estanquicidade da estação. E durante essas reparações, uma vez que as reparações vão mexer com componentes, com equipamentos, com sistemas em que aumenta o risco de acontecer alguma coisa durante as reparações, por uma questão de segurança, ou nas palavras que estão no comunicado da NASA, por uma abundância de cuidados, pediu-se aos astronautas que ficassem dentro de uma das naves de transporte de tripulação, que pode ser fechada, pode ser isolada em caso de necessidade.
E depois do aviso para a possibilidade de vir a ser necessário evacuar a Estação Espacial Internacional, por agora, há uma pausa nas reparações. Connosco temos em direto José Augusto Matos, astrónomo. José, boa tarde. Neste momento temos uma reparação que está em pausa, mas é mais um caso em que tudo tem que ser feito com muito cuidado, devido ao ambiente hostil em que estão, neste caso, o espaço.
Sim, olá Miguel, boa tarde. De facto, a NASA tomou aqui uma série de precauções porque esta reparação foi feita no módulo de serviço russo, portanto, esse módulo tem uma porta traseira de acesso onde as naves que vão da Terra encostam e ficam acopladas nessa porta. E essa porta, de facto, há uma série de anos, desde 2019, têm sido detetadas fissuras nessa estrutura. Já agora, para os nossos ouvintes terem uma ideia, estamos também a falar de fissuras que são inferiores ou dentro de um cabelo humano. São coisas muito ínfimas, mas que levam à perda de ar e levam à perda daquela parte em termos de pressurização. E o que é que acontece? De facto, foram tomadas essas medidas por quê? Porque os dois cosmonautas russos que foram tratar dessas fissuras e que aplicam depois vedantes e selantes que são aplicados nessas fissuras, depois detetadas, como estão a mexer na estrutura dessa porta de acoplamento, se houvesse uma rutura catastrófica desse lado, obviamente que seria uma situação grave na estação e, portanto, nesse caso, os outros cinco que estão dentro da Crew Dragon estariam preparados para voltar de emergência à Terra. Portanto, foi uma questão de precaução, porque a operação é um bocadinho complicada e pode haver, embora a probabilidade seja baixa, mas pode haver, de facto, uma rutura repentina nessa parte que iria pôr em risco a estação espacial e, portanto, a atmosfera, o ambiente pressurizado dentro da estação. Embora os módulos possam ser trancados, ou seja, os módulos têm portas de acesso que podem ser trancadas. Se há uma fuga no módulo, há uma porta que é trancada e portanto os outros ficam seguros. Mas foi uma questão de precaução e foi de facto, como se diz no ditado, mais vale prevenir do que remediar.
Neste caso, a estação espacial tem sete astronautas, dois ficaram a fazer reparação, dois russos, e os restantes ficaram preparados para uma possível fuga ou evacuação. Isto é uma reparação rápida, uma reparação que pode demorar muito tempo? Estamos a falar aqui de que tipo de situações?
Neste caso, é uma reparação longa, porque esta situação, embora tenha sido detetada já desde 2019, que esta situação está reportada, a verdade é que esta porta de acoplamento tem tido ao longo do tempo fugas frequentes de ar. Embora sejam fugas, eu diria, que não são muito acentuadas, mas que vão existindo. No entanto, esta porta de acoplamento tem também uma escotilha que habitualmente está fechada e que faz com que o módulo de serviço russo, o Zvezda, não está em contacto direto com esta porta. Ou seja, pode haver fugas, mas estão controladas porque aquela secção está isolada.
Mas, de facto, de vez em quando essa secção tem que ser aberta porque as naves vão atracar lá. Eles têm que abrir e têm que controlar esta questão. Eu diria que são reparações complexas, porquê? Primeira questão: é preciso perceber onde está a fuga. Como eu há bocadinho referi, são fugas em fissuras na estrutura de alumínio que são inferiores a um cabelo humano. Não é fácil tratar isso. Há várias maneiras de tratar isso. E depois de tratado, de se saber onde está a fuga, é preciso aplicar os tais vedantes, os tais selantes, que vão ser aplicados nessa zona para selar isso. Só que repara, se às vezes há uma fissura num lado, depois pode aparecer do outro, não é? Porque isto são estruturas já antigas, e que vão ganhando fissuras ali, fissuras acolá, e portanto, isto é sempre uma dor de cabeça reparar estas fissuras.
E mais vale prevenir do que remediar neste tipo de situações. José Augusto Matos, muito obrigado por ter estado conosco, a ajudar-nos a explicar esta situação em que alguns astronautas da Estação Espacial Internacional foram colocados em prontidão, preparados para deixar a estação espacial devido a uma fuga de ar.
E agora em plano mais terreno, Luís Montenegro promete esclarecer todas as dúvidas que têm sido manifestadas sobre a nova prestação social única.
É uma nova prestação que serve para substituir 13 prestações sociais não contributivas. A atribuição deste apoio não está dependente de contribuições para a Segurança Social. O Parlamento já aprovou nesta semana, na terça-feira, o pedido do Governo para discutir com urgência a autorização legislativa sobre a criação da prestação social única. Prevê uma discussão nas especialidades até um máximo de 10 dias. Luís Montenegro hoje veio dizer que, apesar desta urgência, não quer deixar nada por esclarecer.
Há uma coisa que nós temos é que desafiar todos a fazer. Querem ou não querem concentrar numa prestação social única um conjunto muito diverso de apoios sociais àqueles que são os mais pobres, àqueles que são os mais vulneráveis da sociedade? Querem ou não querem moralizar essas ajudas? Querem ou não querem tratar de fiscalizar melhor e de dar maior reciprocidade à solidariedade uns com os outros?
Mas vai responder às dúvidas que foram colocadas antes do debate no Parlamento?
Com certeza, vamos responder às dúvidas antes do debate, no debate e num processo que será rápido, creio eu, por aquilo que está comunicado ao Governo.
Dia 12 de junho, de hoje há oito dias, começa este debate.
O ministro da Administração Interna está orgulhoso do trabalho dos agentes da PSP no dia da greve geral.
Orgulho que foi manifestado publicamente hoje. Foi o ministro confrontado com a resposta da polícia aos desacatos que aconteceram junto à escadaria da Assembleia da República em dia de greve, passada quarta-feira. Luís Neves, o ministro, quis elogiar a atuação dos agentes.
A Polícia de Segurança Pública atuou no cumprimento da lei. Atuou bem, atuou com firmeza e robustez, impondo a força necessária para que a lei seja cumprida. Eu sempre disse e direi: aos homens e mulheres da guarda e aos homens e mulheres da PSP, terão sempre o meu respaldo quando faço o trabalho no sentido de repor a ordem pública. Tenho orgulho no trabalho que fizeram. Não pode haver nem desordem, nem desacatos.
Palavra do ministro. Falou em Castelo de Paiva, no distrito de Viseu, na inauguração de um novo quartel da GNR.
Estão hoje a ser ouvidos os seis detidos pela PSP na sequência desses desacatos em frente à Assembleia da República no dia da greve geral.
Estão desde as 10h no Campo da Justiça em Lisboa, mas só por volta das 15h é que começaram a ser identificados. Seguimos em direto até ao Campo da Justiça, onde está a repórter do Observador, Laura Figueiredo. Laura, boa tarde. Os advogados dos detidos já prestaram algum esclarecimento?
Boa tarde, Miguel. Ainda não. Os advogados saíram há cerca de 40 minutos do tribunal. Na altura, não quiseram falar com os jornalistas, disseram-nos apenas que as medidas de coação deveriam ser conhecidas dentro de meia hora. Entretanto, essa meia hora já passou. Os advogados de defesa também voltaram a entrar no tribunal, possivelmente para irem então ouvir as medidas decretadas pelo juiz. Não ficou claro se serão medidas para os cinco detidos ou apenas para três, isto porque são dois processos diferentes. Por volta das 15h, tivemos a informação de que estavam a começar a ser identificados os primeiros três detidos, sendo que o segundo processo ainda não tinha sido distribuído a essa hora. O prazo de 48 horas em que os cidadãos podem ficar detidos sem serem ouvidos por um juiz estava a aproximar-se do fim, mas pelo menos três dos detidos já terão então sido identificados e, por isso, poderiam agora continuar detidos se fosse isso que o juiz decidisse. No entanto, para estes casos, a pena mais comum costuma ser mesmo o termo de identidade e residência. Há também ainda um sexto cidadão que foi detido na quarta-feira, mas saiu em liberdade nesse mesmo dia e, por isso, foi ou estará a ser ouvido, não temos essa informação precisa, mas num outro tribunal que não este. Agora, estamos então à expectativa de dentro de pouco tempo ficarmos a conhecer as medidas de coação. Esperamos então que os advogados voltem a sair do tribunal para nos darem a conhecer essas medidas que vão ser aplicadas aos cidadãos que foram detidos na sequência dos desacatos na manifestação de apoio à greve geral na quarta-feira.
O desenvolvimento destas audições é para acompanhar ao longo desta tarde informativa na Rádio Observador.
Passam agora 11 minutos das 17h. É hora também de atualizarmos outras notícias, Miguel Cordeiro.
No desporto, seleção nacional de futebol. Amanhã há jogo de preparação no Estádio do Jamor, frente ao Chile, às 18h45. Vai ter relato em direto aqui na Rádio Observador. Roberto Martínez vai falar nos próximos minutos, antevisão a este jogo. Nesta altura fala Samu Costa, jogador do Maiorca, convocado para a seleção nacional. Já disse que não está preocupado com o tempo de jogo que pode ter nesta equipa. Diz que o importante é ajudar o grupo a preparar da melhor forma o mundial. Falamos também da vereação do Partido Socialista na Câmara Municipal de Lisboa, que voltou a deixar críticas à falta de transparência do executivo liderado por Carlos Moedas relativamente às auditorias do acidente do elevador da Glória. Os socialistas acusam o vice-presidente da autarquia, Gonçalo Reis, de não esclarecer o estado das auditorias, os objetivos ou os prazos de conclusão. A oposição diz também que continua sem informação sobre indenizações e apoios às vítimas e familiares.
O Miguel Cordeiro regressa às 17h30 para atualizar todas as notícias na Rádio Observador.