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Notícias das 17, com a edição do Miguel Videira. Começamos com o presidente da República, António José Seguro, que chegou ao início da tarde a Angra do Heroísmo, palco das celebrações do 10 de Junho, que se assinalam amanhã.

E depois de um encontro com o representante da República para os Açores, na última hora, António José Seguro percorreu as ruas de Angra numa espécie de arruada, uma iniciativa de contacto com a população, a coincidir com os primeiros três meses de mandato do novo chefe de Estado. No encalce de António José Seguro, segue o jornalista do Observador, Vasco Maldonado Correia, que se junta agora a nós nesta edição das 17. Vasco, o que tem dito e o que tem ouvido o presidente da República de quem com o chefe de Estado se cruza?

Por agora, Miguel, vai ouvindo até indicações, quase como de um guia turístico, mas por parte do presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, que se juntou agora a esta arruada improvisada, mas que já vai em mais de uma hora e não mostra sinais de abrandar. Tem também ouvido muita música. Houve uma banda, ou uma secção da Banda Filarmónica da Força Aérea, que tem estado aqui estacionada pela rua a dar pequenos concertos e por isso também a apimentar, a animar esta arruada e vai ouvindo também muitos elogios por parte das pessoas que aqui vai encontrando. Elogios em várias línguas, isto porque vai encontrando aqui pelas ruas tanto turistas como locais. Por isso já falou francês, já falou espanhol, também inglês, sem fazer grandes distinções na hora de dar atenção a essas pessoas. Sempre tem mostrado também muita energia para falar com os locais aqui da Terceira, nestas ruas mais ou menos apertadas. Aparece também muita gente às janelas a mostrar bandeiras, a tirar fotografias. Há pouco, uma senhora mostrava duas bandeiras, uma de Portugal, outra dos Açores, e gritava que primeiro é açoriana e só depois portuguesa. Foi também com essa missão de mostrar a unidade do país, continente e ilhas, que António José Seguro aqui chegou aos Açores. Garantia ao início da tarde, depois dessa reunião com o representante da República a que fazias referência, Miguel, que garantir a independência territorial do país é um desafio importante em tempos de instabilidade do outro lado do Atlântico. Seguro fazia essa declaração numa altura em que assinalava também uma data redonda para o mandato do presidente e com um balanço positivo.

Vim para equilibrar o sistema político e sinto-me feliz, porque nestes três meses, faz hoje precisamente três meses que tomei posse como presidente da República, tenho conseguido.

E essa avaliação positiva também serve para a relação com o primeiro-ministro.

Tem havido uma boa articulação, boas reuniões de trabalho que temos tido semanalmente e naturalmente isso corresponde àquilo que eu também assumi como compromisso com os portugueses. Ser um presidente acima de todos os partidos, um presidente de equilíbrio.

Fica esse sinal positivo dado por António José Seguro, que está há mais de uma hora aqui a passear pelas ruas de Angra do Heroísmo, isto numa altura em que, importa referi-lo também, quem também já foi visto por aqui a passear e a cumprimentar algumas pessoas foi Marcelo Rebelo de Sousa, o antigo presidente da República, que também vai marcar presença nas celebrações do 10 de junho, amanhã, e já está também na rua a sentir o pulso à população.

As celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, acompanhadas aqui na antena do Observador pelo jornalista Vasco Maldonado Correia, a esta hora, nesta espécie de arruada de António José Seguro pelas ruas de Angra.

Pelos Açores anda também o secretário-geral do PS. José Luís Carneiro foi confrontado com a denúncia de irregularidades nas eleições para a distrital dos socialistas em Coimbra.

Vários militantes, incluindo um dos fundadores do partido, António Campos, enviaram uma carta a José Luís Carneiro a denunciar o pagamento massivo de quotas em algumas secções e concelhias, cadernos eleitorais com irregularidades, por exemplo. Questionado sobre o tema, o secretário-geral do PS optou por não fazer quaisquer considerações.

Hoje estou dedicado mesmo à economia do mar e são assuntos do foro interno e da jurisdição nacional.

E mais não disse.

Maria Lúcia Amaral reconhece, em entrevista à Antena um, que não tinha algumas competências necessárias para desempenhar as funções de ministra da Administração Interna.

Maria Lúcia Amaral pediu a demissão na sequência da resposta do ministério ao comboio de tempestades que atingiu o país no início do ano. A antiga ministra diz que este episódio, a juntar aos incêndios do verão passado, conduziram-na a estas conclusões.

Eu tive a noção de que não tinha meios, em toda a dimensão da palavra meios, os conhecimentos técnicos, o domínio do terreno, o conhecimento exato das pessoas, das corporações, até à sua ínfima particularidade, que estão no terreno, para reagir imediatamente com a velocidade que se requeria ao contingente, ao imprevisível, e por isso entendi que nessa dimensão não dispunha de meios.

Não tinha os meios necessários, nem a autoridade que, ressalva Maria Lúcia Amaral, não deve ser confundida com poder.

O poder é a capacidade que se tem para moldar os comportamentos dos outros e para se fazer obedecer.

Autoridade é a capacidade natural para se fazer obedecer por adesão dos outros.

Uma falha que esteve na origem da decisão de abandonar o governo, é o que explica Maria Lúcia Amaral, em entrevista ao podcast da Antena 1, "Ponto de Interrogação".

Saltamos para o pedido de explicações do LIVRE. O partido quer que o governo esclareça a contratação feita pela Agência Lusa de uma empresa com ligações familiares a um elemento do gabinete do ministro da Presidência.

António Leitão Amaro, que tem a tutela da comunicação social e, por consequência, da Agência Lusa. A revista "Sábado" conta que a agência de notícias contratou, por ajuste direto, para a prestação de serviços de consultoria, uma empresa de que é proprietário o tio de um membro do gabinete do ministro. Ora, o LIVRE quer perceber em que condições foi tomada a decisão de contratar, se houve avaliação prévia de eventuais incompatibilidades ou conflitos de interesse e que critérios objetivos justificaram a opção pelo ajuste direto.

Seguimos daqui até à cidade do Porto. A Câmara Municipal decidiu adiar por mais seis meses o contrato de reabilitação do bairro do Aleixo.

Um contrato firmado em 2010 e cuja execução tem vindo a ser sucessivamente adiada. O que, Miguel Pinheiro Correia, voltou a acontecer?

Quase 15 anos depois do início da demolição das torres, o futuro dos terrenos do bairro do Aleixo continua incerto. Hoje foi discutida a sétima modificação ao contrato, mas o presidente da Câmara lançou o tema em reunião com os vereadores com algum otimismo.

E acho que estamos agora finalmente em condições de ver que este projeto vai avançar e temos finalmente a perspetiva de que esta é a última modificação, este é o último adiamento que aqui teremos de votar, porque agora estamos em condições de avançar.

O entusiasmo de Pedro Duarte foi travado pela oposição, primeiro com o ceticismo de Manuel Pizarro. O vereador do PS não questionou o adiamento, mas sim o prazo.

Nós temos dúvidas desta coisa dos adiamentos por seis meses, porque se o anterior já tivesse sido por um ano, poupávamos este. Eu não sei se não era melhor ponderar bem se não há otimismo a mais na ideia de que isto se vai resolver em seis mesinhos, eu acho que é mesmo otimismo a mais.

Depois as críticas surgiram também da parte do Chega. O vereador Miguel Corte-Real quis saber se estes sucessivos adiamentos não prejudicam a autarquia, que ainda tem a receber quase € 3 milhões do contrato.

Nós estamos sempre a adiar, no fundo, que nos paguem o que têm que pagar. É isto que estamos a fazer. E se fosse um qualquer privado a dever dinheiro ao município, nós já estávamos a calcular juros, coimas, um conjunto de outras coisas. E nós aqui continuamos a adiar e isto tem um custo financeiro.

Em resposta, Pedro Duarte esclareceu que não foi o fundo imobiliário criado para investir nos terrenos do bairro que pediu este adiamento, mas sim a autarquia, que ainda não cumpriu a sua parte, isto é, ainda não avançou com o loteamento dos terrenos. A votação acabou sendo aprovada por unanimidade e agora, caso a Assembleia Municipal também apoie esta iniciativa, a Câmara terá mais seis meses, que podem ser prolongados por outro período de meio ano, para avançar com esta obra que se arrasta há vários executivos.

Miguel Pinheiro Correia, jornalista do Observador, que acompanhou esta reunião da Câmara do Porto. Foi aprovado o novo adiamento do contrato de reabilitação do bairro do Aleixo.

Passam agora nove minutos das 17h. Abrimos também espaço para outras notícias que estão a marcar a atualidade.

Já fala Roberto Martínez, selecionador nacional, faz a esta hora a antevisão da partida de amanhã frente à Nigéria, em Leiria. É o último amigável antes do arranque do Campeonato do Mundo. Começa o Campeonato do Mundo na próxima quinta-feira. Vamos, além da RTP Notícias, escutar aqui um pouco do que diz Roberto Martínez.

Isso é o objetivo número um. Queremos ganhar. No futebol precisas de esperar o inesperado. Aconteceu contra o Chile, fizemos uma primeira parte de um controle total, muito bom. Depois com o cartão vermelho e jogar 10 contra 10, atingimos um bom resultado, mas também há aspetos que precisamos de melhorar e contra a Nigéria temos uma oportunidade de trabalhar aspetos que acho que são semelhantes com as pontas fortes que o Congo tem, uma equipa africana diferente, tem muita flexibilidade tática, mas é um adversário exigente e que é mais um teste para preparar o nosso grupo. São muitos jogos que não trabalhamos com 11 inicial. Acho que a força de Portugal é o compromisso de todos os jogadores e a minha responsabilidade e a responsabilidade da equipa técnica é preparar os jogadores para ajudar a equipa e quando estiverem no relvado, utilizam o seu talento e a sua atitude para ganhar jogos por Portugal. Então não é o 11 inicial, não é o 11 que termina. Amanhã ajustamos o que precisamos durante o jogo. A ideia é fazer 11 substituições, a ideia do Diogo Costa jogar os 90 minutos e tentar que todos os outros jogadores tenham minutos.

É isso que vai acontecer amanhã no jogo de Portugal frente à Nigéria, no Estádio Doutor Magalhães Pessoa, em Leiria, partida que está agendada para as 20h45. Nesta conferência de imprensa de antevisão do encontro, também marcou presença o avançado do Sporting, Francisco Trincão. Haveremos, na edição das 18h, de escutar as declarações do atleta e também do selecionador. Já a nova data para a prova de Matemática dos alunos do quarto ano vai ser a 19 de junho. Estava prevista realizar-se na passada sexta-feira, não aconteceu devido à greve dos trabalhadores não docentes agendada para o mesmo dia. A fechar, que os smartphones têm vários efeitos nocivos, como a diminuição da capacidade de atenção e o aumento das perturbações do sono, já sabíamos, mas Miguel, e se o iPhone for responsável também pela queda da fertilidade?

É melhor mudarmos de marca de telefone.

Foi isso que dois cientistas da Universidade de Middlebury, nos Estados Unidos, quiseram perceber. Entre 2007 e 2011, o iPhone estava apenas disponível nos Estados Unidos, através de uma única operadora. Ora, os investigadores decidiram então cruzar as taxas de fertilidade nas áreas cobertas e não cobertas por essa mesma operadora.

E agora a pergunta, à qual não sei se queremos a resposta: a que conclusões é que chegaram esses investigadores?

Concluíram que nos condados com acesso ao iPhone, a queda no número de filhos por mulher era maior do que a dos condados sem acesso. Concluíram ainda que nas mulheres mais jovens, entre os 15 e os 24 anos, a redução foi particularmente acentuada.

E há alguma explicação para o fenômeno?

Os cientistas dizem que à medida que os smartphones se tornaram mais comuns, o tempo passado com amigos e a atividade sexual diminuíram drasticamente. Portanto, não há nenhuma relação das radiações com esta diminuição da fertilidade, mas menor atividade sexual. Por outro lado, o consumo de pornografia aumentou, sobretudo o sexo com o parceiro. Os responsáveis pelo estudo assinalam que esta não é a única causa para o declínio do número de filhos por mulher, mas sim um fator significativo sobre o qual as políticas de natalidade têm pouco efeito. Dizer só, em jeito de experiência pessoal, que eu tenho iPhone e vou ser pai muito em breve.

E o Miguel Vieira está de regresso às 17h30, antes de ser pai novamente.