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Vamos às notícias. São as notícias das 5 da Rádio Observador com Martim Madeira e começamos com a crise migratória em Espanha. A União Europeia vai ter uma reunião de emergência para discutir a situação em Ceuta.

Uma informação dada pela Sky News. Esta reunião será na próxima terça-feira e será entre os ministros da Administração Interna dos estados-membros, através de uma videochamada. A Irlanda, que agora preside rotativamente à União, diz que convocou esta reunião do Conselho de Justiça e Assuntos Internos da União Europeia para debater os próximos desenvolvimentos em relação a esta crise migratória em Espanha. Esta decisão surge depois de um grupo de 22 países europeus ter pedido uma reunião extraordinária para coordenar as fronteiras externas da União Europeia, um grupo que é liderado pela Itália e a Dinamarca, que pediram uma avaliação comum da situação e um acordo sobre uma resposta europeia coordenada. O presidente do governo espanhol também pediu uma reunião de emergência com os ministros da Administração Interna dos 27 e criticou as reações divergentes de alguns estados-membros.

E o líder do partido da oposição de Espanha afirma que a situação se trata de uma ocupação premeditada.

Alberto Núñez Feijóo, líder do PP, reitera a ideia propagada nas redes sociais de que os imigrantes entraram em território espanhol por incentivo de Marrocos, mas, acima de tudo, culpa o governo de Pedro Sánchez pelo que diz serem políticas falhadas.

O que aconteceu aqui não é mais um incidente, é uma ocupação premeditada e sem precedentes de um território espanhol. É o resultado de decisões políticas falhadas que impediram o primeiro dever de qualquer governo: garantir a segurança da nossa gente, defender a nossa soberania e, é claro, proteger as nossas fronteiras. Todo o apoio ao povo de Ceuta, num momento de extraordinária gravidade, gravidade que persiste no dia de hoje.

Já o governo espanhol, pela voz do ministro do Interior, garante que a normalidade está a ser reposta.

Ontem, como já teve a oportunidade de manifestar o presidente do Governo, aquilo que vivemos em Ceuta foi, sem dúvida alguma, um ataque à integridade territorial de Espanha, à integridade territorial de Ceuta e que não podíamos, de forma alguma, admitir. Por isso, imediatamente, dispusemos de todos os meios suplementares e necessários para fazer frente a esta situação. Nesse sentido, também estamos conscientes que em menos de 48 horas a situação em Ceuta não tem nada a ver com a que estava instalada e que a normalidade se está finalmente a alcançar.

Fernando Grande-Marlaska alerta ainda que esta situação é obra de grupos criminosos de tráfico humano. Também a presidente da Comissão Europeia garante que a maior parte dos migrantes que chegaram ilegalmente a Ceuta já estão em Marrocos. Numa publicação na rede social X, Ursula von der Leyen escreve que nenhum desses migrantes chegaram ao território europeu de Espanha ou à restante União Europeia. Deixa ainda a nota de que o sistema europeu de fronteiras tem que ser reforçado. Para além disso, também um grupo de extrema-direita, o grupo Núcleo Nacional, vai convocar uma manifestação contra o governo, do que dizem ser um governo traidor, e para defenderem a área de Ceuta.

E o governo confirma que há muitos portugueses que perderam a casa e o negócio devido aos incêndios na zona de Bordéus, em França.

Informação avançada pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, que explica, no entanto, que não recebeu qualquer pedido de ajuda.

Sabemos que há muitos portugueses que perderam as suas casas, as suas habitações, os seus negócios. Todavia, em França, as autoridades francesas funcionam bem. A evacuação resultou, não houve feridos, nem houve mortos portugueses, pelo menos que conheçamos. Estamos a acompanhar com os nossos serviços consulares, vamos falando com as pessoas. O nosso cônsul-geral até anda individualmente a procurar recolher opiniões e estaremos sempre disponíveis para ajudar os portugueses.

Declarações de Emídio Sousa aos jornalistas na fronteira de Vilar Formoso, na habitual recepção aos imigrantes que chegam agora a Portugal.

E viramos agora as atenções para a atualidade nacional. As autarquias que foram afetadas pelas tempestades do início do ano podem agora candidatar-se ao Fundo de Emergência Municipal.

O anúncio foi feito pelo Ministério da Economia e Coesão Territorial, mais de seis meses depois destas tempestades terem atingido sobretudo o centro do país. O fundo vai financiar até 60% da reparação, reconstrução e reposição de infraestruturas e equipamentos públicos. As candidaturas dos municípios, freguesias e entidades intermunicipais devem ser apresentadas às respectivas CCDR até ao fim do mês de novembro. O governo revela ainda que as autarquias também podem recorrer a uma linha de crédito que está a ser desenhada com o Banco Europeu de Investimento para financiar os restantes 40% dos prejuízos.

E é um apoio que surge numa altura em que ainda há pelo menos 25 pessoas desalojadas e estradas cortadas nos distritos de Lisboa e Leiria.

Com as câmaras municipais ainda a alertarem para a falta de apoio ou atrasos no processo, Teresa Freire.

Seis meses depois, ainda há pelo menos 25 pessoas desalojadas. O balanço é feito pela Agência Lusa, que contactou vários municípios. No distrito de Lisboa, há casos nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Cadaval, Mafra e Alenquer. Já em Leiria, ainda há pessoas desalojadas das suas casas nos concelhos de Alcobaça e Óbidos. Quanto às estradas, por esta altura ainda há seis cortadas nos mesmos distritos. Em Leiria, a circulação está proibida no IC9 e na Estrada Nacional 86, na zona de Alcobaça. Já a Estrada Nacional 8 mantém-se cortada nos dois distritos, na zona do Bombarral, em Leiria, e entre Torres Vedras e Mafra, em Lisboa. Por fim, a Estrada Nacional 115 também continua condicionada ao trânsito em duas zonas, entre Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço e entre o Cadaval e as Caldas da Rainha. Passados seis meses da tempestade Cristina, chegam à Agência Lusa queixas de vários municípios. As autarquias estão descontentes, consideram ser insuficientes as verbas que obtiveram do Estado a título de adiantamento. Têm, por isso, recorrido a meios financeiros próprios para avançar com a reparação dos danos causados em estradas, rios, equipamentos e praias. Destaque para os municípios da Arruda dos Vinhos e das Caldas da Rainha, que recorreram a empréstimos bancários.

Teresa Ferreira com o balanço feito pela Agência Lusa junto dos municípios mais afetados pelo comboio de tempestades que provocou danos na zona centro do país há seis meses.

E seguimos agora com desporto. Hoje é dia de Supertaça. Havia uma ameaça de boicote por parte dos árbitros, mas Pedro Proença chegou a acordo com os juízes numa reunião que aconteceu esta madrugada.

O que levou a que essa ameaça fosse levantada.

Acontece.

Acontece, é verdade. O que levou a que essa ameaça fosse levantada, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol esteve reunido com os árbitros em Tomar. O jornal A Bola avança que houve um entendimento para que haja Supertaça entre FC Porto e Torreense. Em causa estão os polémicos áudios nos quais Proença critica a arbitragem em Portugal. Antes, o presidente da FPF já tinha divulgado uma nota a garantir que tem toda a confiança nos árbitros e que a qualidade do setor é inquestionável. Já voltei ao normal.

Pois foi. E esta Supertaça entre Futebol Clube do Porto e Torreense, tem início marcado às 20h15, em Coimbra, vai ter claro relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. A emissão arranca às 19h30. Sim, conta-me tudo, Marcin.

Só para finalizar, agora que já tenho a voz mais ou menos normal. Rita, lembras-te dos Desert?

Claro que sim, uma das bandas que marcou a famosa série Morangos com Açúcar.

E sendo honesta, pode ser honesta, gostavas deles? Tinhas alguma música favorita?

Já não estava nessa faixa etária de apreciar muito boyband. No caso, gostava de Backstreet Boys, mas Desert não fazia parte do meu mundo.

Pronto, mas muita gente de certeza gosta e tem alguma música favorita. Trago uma boa notícia para todos os fãs. Os Desert vão regressar aos palcos com três concertos que vão decorrer em Lisboa, Oeiras e no Porto.

Espetacular. E quais são as datas destes concertos? Conta tudo.

Os espetáculos vão decorrer entre 2027 e 2028 e o do Coliseu de Lisboa vai ser a grande surpresa desta revelação, uma oferta para os fãs que estiverem presentes nos dois outros concertos. Portanto, é só para o ano, ainda não há concretamente datas ainda.

E o concerto no Coliseu é exclusivo, é?

Exatamente. Os três concertos vão contar a história da banda e o espetáculo de Lisboa, que ainda não tem bem uma data definida, vai ser uma oferta reservada apenas para os fãs que comprarem bilhetes para atuações no Passeio Marítimo de Algés, que vai decorrer dia 19 de junho de 2027, e no Parque da Cidade do Porto, marcada para um ano depois, dia 17 de junho de 2028.

Ainda falta muito. E depois de um regresso que esgotou salas em vários pontos do país em 2023 e 2024, Paul Vinhas, Cifrão, Edmundo Vieira preparam-se para voltar aos palcos já no próximo ano. E o que podem as pessoas esperar, então?

Olha, os Desert disseram que o concerto em Oeiras vai contar a história do grupo através dos olhos da banda, enquanto o do Porto vai ser através dos olhos dos fãs. Já no de Lisboa, vão fazer uma homenagem ao primeiro concerto no Coliseu, com as mesmas músicas, exatamente a mesma roupa, o que deve ser hilariante. Aquelas roupas largueironas da altura.

Ainda devem servir, sim.

Sim, e o mesmo espetáculo que realizaram em 2005.

E parece que vão ser espetáculos com muita animação e nostalgia, não é?

De certeza. Os bilhetes já estão à venda, custam 45 €. E já que os Desert vão voltar, por que não?

Vamos meter uma música. E é com Desert que fechamos o jornal das 17h. Os Desert que estão de regresso aos palcos no próximo ano só.

Exatamente.

Mas já é notícia.

Exato. Eles estão a voltar aos palcos e eu vou voltar para a ação.

Pensava que fosses também aos concertos.

Não, vou voltar a escrever, mas não estes espetáculos.

E é assim que terminamos o jornal das 17h. Já a seguir, "Geração V".