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Jornal das 16h com o jornalista Miguel Videira e começamos com o mais recente balanço, ainda provisório, na sequência de um violento sismo que atingiu a Colômbia, um terremoto de 7,4 na escala de Richter e a notícia de, pelo menos, 20 mortos. Miguel.

Este terremoto teve epicentro em San José del Palmar, no departamento de Chocó, a cerca de 300 km da capital colombiana, Bogotá. Há a indicação do colapso de vários edifícios. Há também o receio de que o número de mortos, Mariana Miguel Lopes, possa vir a aumentar.

Na cidade Cali, a sudoeste da capital Bogotá, o autarca já solicitou o apoio para resgatar as pessoas presas nos escombros, após o desabamento de pelo menos 19 prédios. Há registro de pelo menos 20 mortes, 18 encontravam-se na cidade Pereira e duas na cidade Manizales. Ainda na cidade Manizales, pelo menos 30 edifícios, dois hospitais, duas escolas e várias igrejas com danos estruturais, incluindo a Catedral Basílica, desabaram. Segundo as autoridades da aviação civil dos Emirados Árabes Unidos, os voos foram suspensos em seis aeroportos da Colômbia após o terremoto. O sismo com epicentro a cerca de 240 km a oeste da capital Bogotá, abalou grande parte da Colômbia e do Equador. De acordo com a Unidade Nacional de Gestão de Risco de Desastres da Colômbia, não há risco de tsunami. Segundo o Serviço Geológico da Colômbia também, o terremoto hoje foi o mais forte registado na Colômbia desde a última década.

As últimas informações relacionadas com as consequências deste terremoto de 7,4 na escala de Richter, com epicentro em território colombiano, sentido nos países vizinhos, por exemplo, no Equador. Há também registro já de duas réplicas com magnitude de 2,8 e 4,8 na escala de Richter.

E na atualidade nacional, Luís Neves diz tranquilo e desejoso de conhecer as conclusões da auditoria à Polícia Judiciária e da avaliação a atos de gestão dele próprio, então como diretor nacional da Polícia Judiciária.

Hoje ministro, é procedimentos determinados e anunciados pela ministra da Justiça, Rita Lerão Judas, na sequência dos casos que têm vindo a público e que suscitam dúvidas sobre a atuação de Luís Neves enquanto diretor nacional da PJ. Ora, o agora ministro da Administração Interna, nada teme.

Fizemos um trabalho extraordinário, que foi receber as pessoas do SEF, que tinham sido maltratadas e que foram instaladas e acolhidas. Tivemos obras em tudo o que é edifícios da Polícia Judiciária e por isso estou absolutamente tranquilo e até desejoso que essa auditoria seja feita e seja conhecida.

Foi isso que manifestou Luís Neves à margem de uma cerimônia esta segunda-feira em Gouveia. Confrontado com a pergunta que tem ouvido com insistência nos últimos dias: tem ou não Luís Neves condições para continuar no governo? A resposta do ministro.

O que eu quero dizer é que estou muito enobrecido de exercer estas funções, tal qual fiz há mais de 30 anos enquanto servidor público. Dar tudo ao país, dar tudo à população, dar tudo às pessoas. É esse o meu trabalho, é esse o meu compromisso. Estou entusiasmado e é isso que vai acontecer.

Sentencia o ministro da Administração Interna, que não vê motivos para deixar o Executivo.

Ainda no tema das auditorias, a ministra da Justiça recusa a ideia de que poderemos estar na presença de um ministro a mandar investigar outro ministro.

Isto é um procedimento normal, diz Rita Lerão Judas, que recusa qualquer personalização.

Não está em causa a investigação de um ministro por outro-ministro. Não está em causa a averiguação político-pessoal de uma determinada pessoa. A minha preocupação é defender as instituições, defender a Polícia Judiciária, que é uma entidade essencial do funcionamento do Estado. É essencial que a confiança que os portugueses têm, e continuam a ter, na Polícia Judiciária, seja mantida e inatacável.

Mas admite que ficou fragilizada.

E por isso, é muito importante que essas entidades sejam auditadas e sejam verificadas, como aliás é natural que assim seja.

A ministra da Justiça não se compromete com qualquer prazo para o fim das auditorias. Declarações à margem de uma cerimônia ao final da manhã na Polícia Judiciária em Lisboa.

E o primeiro-ministro também se pronunciou hoje, e pela primeira vez, sobre esta questão das auditorias. Luís Montenegro sublinha que é preciso, e cito: "tirar tudo a limpo, em nome da credibilidade da Polícia Judiciária".

O chefe do governo sugere que a iniciativa deve ser encarada com normalidade.

E eu espero que todos entendam que é precisamente tirando a limpo tudo aquilo que são situações que têm vindo a público, que nós podemos credibilizar as instituições e a vida do país. Honestamente, eu creio que estamos numa altura da nossa vida, enquanto comunidade, em que devemos ver as coisas com espírito um pouco mais consensual. Eu creio que o que seria estranho era que não houvesse fiscalização, que não houvesse auditorias cujo objetivo é clarificar.

A iniciativa deve ser encarada com normalidade, a ideia expressa por Luís Montenegro, o primeiro-ministro esta manhã em Fafe.

O primeiro-ministro falou hoje sobre várias matérias e também reagiu aos reparos feitos pelo Presidente da República sobre que, Miguel Vieira?

António José Seguro exigiu este fim de semana ao governo que seja mais eficaz na prevenção de incêndios e que cumpra as promessas de anos anteriores. Ora, Luís Montenegro afirma que o governo está a investir na prevenção dos incêndios florestais. Diz também que respeita a opinião manifestada pelo chefe de Estado.

Todos têm um dever de contato permanente com as pessoas, com a sociedade, com a comunidade, e o senhor Presidente da República, naturalmente, independentemente do conteúdo das conversas que nós temos todas as semanas, como diz Tem também a competência e a responsabilidade de falar com o país, como faz também o primeiro-ministro. E, portanto, só podemos ver isso com muita naturalidade, com muito respeito e, francamente, com muita convergência também de posições.

Declaração de Luís Montenegro, primeiro-ministro, sobre o apelo e reparo feitos este domingo pelo presidente da República, António José Seguro, que diz que as recomendações de melhoria do combate aos incêndios florestais e prevenção de incêndios não podem ficar na gaveta.

O ministro da Defesa vai processar André Ventura e o deputado do Chega Pedro Frazão e ainda o jornal 24 horas.

Por causa de uma notícia divulgada na passada sexta-feira por esta publicação, que suscitou dúvidas sobre o negócio de aquisição de três fragatas a uma empresa italiana. A notícia é que uma empresa portuguesa foi excluída da operação, avaliada em cerca de quase 4 mil milhões de euros. Tanto André Ventura como Pedro Frazão criticaram o negócio. Agora, em comunicado, o Ministério da Defesa acusa os dois de terem ultrapassado todos os limites, de mentirem e de deturparem os factos. André Ventura e Pedro Frazão são ainda acusados pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, de ferir o bom nome e honra do ministério e também do partido que lidera Nuno Melo, o CDS-PP.

Seis meses depois das tempestades, a maioria das obras de reposição dos diques e de reforço de segurança no Baixo Mondego deverá ficar concluída, mas só em meados de outubro.

Foi isso que disse hoje a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho. A governante dá conta que a intervenção no Conselho de Montemor-o-Velho já está em fase de conclusão.

Viemos aqui ver uma obra muito importante para Montemor-o-Velho, que vai estar concluída praticamente daqui a um mês. Faz parte de todo o repor dos diques e da segurança do Baixo Mondego. Umas já estão prontas, as outras no meio de outubro ficam prontas, para dar muito mais segurança antes do período das chuvas.

O compromisso assumido esta segunda-feira pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, que avança também com o número: o investimento total na recuperação e reforço da segurança do Baixo Mondego ascende a 30 milhões de euros.

E há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira, 10 de agosto.

Ainda as consequências das tempestades. A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Médio Tejo anuncia a promoção de um abaixo-assinado para apelar à reposição e melhoria das telecomunicações. O porta-voz do movimento, Manuel Soares, explica à Agência Lusa que meio ano depois da tempestade Crisim, ainda há habitações sem acesso a telefone, televisão por cabo e internet, ou então com sinal fraco. A comissão defende uma intervenção mais abrangente nas infraestruturas de telecomunicações de todo o Médio Tejo. Falámos aqui há pouco do terremoto na Colômbia. Ora, em Portugal, um sismo de magnitude de 3.3 foi registado por volta do 12h30 nas estações da rede sísmica do continente. Segundo o comunicado do IPMA, o epicentro localizou-se a cerca de 10 km a sudeste da freguesia de Cadeval. O sismo não causou danos pessoais ou materiais.

Miguel Videra vai regressar às 17h30 para atualizar as notícias. Já daqui a pouco, um novo episódio de Um Guia para o Eclipse. E hoje lançamos aqui uma pergunta de abertura: será que os pássaros vão dormir?