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Lida com o João Lourenço.

Começamos este jornal com o secretário-geral do PS, que acusou o primeiro-ministro de branquear o caos nos exames nacionais do ensino secundário.

E isto em reação ao discurso de Luís Montenegro, na Universidade de Verão do PSD. José Luís Carneiro considera que o primeiro-ministro falou de uma realidade que não existe na vida das pessoas.

Percebe-se bem porque é que ele procurou fazer hoje o grande branqueamento político do Ministro da Educação. É porque foi mesmo dos maiores falhanços que teve no governo, criando graves desigualdades, quer no acesso à informação, quer no acesso às candidaturas do ensino superior. Hoje, há famílias e há jovens que ainda têm a sua vida por resolver em relação ao seu futuro. Foi um grande exercício de branqueamento político de uma grave irresponsabilidade, que foi avançar com a digitalização dos exames de uma só vez.

José Luís Carneiro que, numa visita à Feira de Agosto, em Grândola, disse ainda que Luís Montenegro tem medo do povo português.

Luís Montenegro, que admitiu que a digitalização dos exames não correu bem, mas admite que este sistema veio para ficar.

O primeiro-ministro fez um discurso de encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide. Por um lado, admite falhas na primeira fase, por outro, diz que o governo está pronto para a mudança, como se viu na segunda fase.

Reconhecemos que este processo não correu bem e lamentamos a perturbação que aconteceu durante algum tempo, mas, ao mesmo tempo, nós mantivemos a nossa determinação e mantivemos a nossa convicção de que o caminho era o caminho correto. Nós já sabemos, a mudança tem riscos e nós não estamos aqui para fugir às nossas responsabilidades. Estamos aqui para assumir os riscos da mudança, mas mudar e atingir o resultado. E foi isso que aconteceu. E por isso sabem que a segunda fase dos exames nacionais já mostrou que somos capazes, efetivamente, de levar este processo de digitalização por diante.

Castelo de Vide, a educação foi um dos temas principais do discurso de encerramento. O presidente do PSD aproveitou ainda para anunciar novas medidas para as escolas e universidades.

Nós vamos criar um novo regime de autonomia e governação das escolas, com uma eleição geral do diretor da escola, com a sua autonomia reforçada e com a prestação de contas. Vamos também dinamizar o estatuto do diretor e valorizá-lo do ponto de vista das suas remunerações. Vamos equiparar as condições remuneratórias dos reitores das universidades politécnicas com os restantes reitores. E como disse há pouco, vamos criar uma nova universidade, a Universidade de Bragança e do Norte Interior.

O anúncio da criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior, nas palavras do primeiro-ministro Luís Montenegro, deixa ainda farpas aos governos de António Costa. Diz que o Executivo socialista infernizou a vida de alunos e professores.

Na análise, Rui Pedro Antunes diz que o governo tem a convicção de que a imagem do Executivo foi afetada pelos problemas nessa classificação dos exames nacionais.

E o editor de política do Observador diz que há uma estratégia de reaproximação por parte do Executivo.

Eu acho que o governo tem a convicção, não sei se por dados internos, mas tem a convicção que, ao contrário do que acontece no que eles chamam da bolha político-mediática, em que se dá muita atenção, por exemplo, ao caso do ministro da Administração Interna, Luís Neves, que na prática, pro país e pro eleitorado, afetou muito mais a imagem do governo aquilo que foram as falhas na primeira fase dos exames nacionais. A estratégia é começar, de alguma forma, a reaproximar-se daquilo que são expectativas das pessoas neste setor da educação.

Opinião do editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes.

O presidente da Universidade Politécnica de Bragança diz que a mudança, agora anunciada por Luís Montenegro para a Universidade de Bragança, atrai investimento e alunos.

Orlando Rodrigues afirmou ver com alegria e surpresa o anúncio do primeiro-ministro sobre transformar a instituição na Universidade de Bragança e do Norte Interior. Segundo Orlando Rodrigues, o Politécnico de Bragança sempre se destacou entre as instituições politécnicas. Considera, ainda assim, que a mudança vai permitir uma afirmação muito diferente da instituição e, por exemplo, trazer mais alunos.

Muda, sobretudo, o estatuto da instituição, a visibilidade internacional e, portanto, ficamos claramente com outras ferramentas para nos afirmar. Isso dá-nos outras capacidades, outras ferramentas de nos afirmarmos, de atrairmos alunos, de atrairmos também talento internacionalmente.

Orlando Rodrigues disse ainda que os cursos vão ter de ser reapreciados para se enquadrarem no estatuto de universidade, aunque Orlando Rodrigues acredita que vai estar concluído no final deste ano letivo.

Também a Comunidade Intermunicipal de Terras de Trás-os-Montes e a Câmara de Bragança veem com bons olhos este anúncio do primeiro-ministro pelo impacto que pode ter no desenvolvimento da região.

Com o presidente da Comunidade Intermunicipal a considerar um dia feliz e a afirmar que a criação da universidade é a cereja no topo do bolo de uma série de investimentos na região. Já a autarca de Bragança, Isabel Ferreira, diz que fez-se justiça.

Estamos muito para isso. Trouxemos esta dignidade institucional, trouxemos reconhecimento nacional e internacional, nomeadamente em termos científicos, e estamos a falar hoje de uma instituição que é das poucas politécnicas que tem um quadro de investigadores. Foi das primeiras a nível nacional a apostar no quadro de investigadores científicos. Tem centros de investigação com classificação de excelência, tem uma diversidade de oferta formativa a vários níveis.

O presidente da Câmara Municipal de Bragança disse ainda que a mudança é muito importante para concretizar a visão que a autarquia tem para colocar a cidade na centralidade que merece. Palavras da autarca de Bragança depois deste anúncio do primeiro-ministro.

Começa a esta hora, na Basílica da Estrela, em Lisboa, o velório do antigo dirigente do CDS, Narana Coissoró.

O histórico centrista morreu este sábado, aos 94 anos. Narana Coissoró desempenhou funções como vice-presidente da Assembleia da República, deputado, dirigente, também líder parlamentar do CDS, foi também professor e advogado. Neste caso, a esta hora inicia-se o velório na Basílica da Estrela. Para esta segunda-feira à tarde está prevista a saída em direção ao Cemitério do Alto de São João.

Fernando Pimenta sagrou-se campeão do mundo em K1 5000 metros pela terceira vez.

O olímpico de Ponte de Lima resistiu a todos os ataques e terminou o desempenho em cerca de 24 minutos. O português, de 37 anos, tornou-se recordista de medalhas desta distância. Já soma conquistas em K1 5000 metros desde 2017. A última foi, claro está, durante esta tarde. Fernando Pimenta afirma que dominou a totalidade da prova.

Tentar dominar a prova toda, consegui fazê-lo de uma forma perfeita, categoria. Mostra muito o nível com que cheguei aqui. Fazer os 5 km praticamente todos à frente, a responder a todos os sprints na parte final, ainda consegui ter energia para sprintar e vencer. Sem dúvida, é um momento muito bonito.

Nestes mundiais, Fernando Pimenta já tinha conquistado o ouro neste sábado, nos K1 1000 metros. Já o presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, Ricardo Machado, destaca que as quatro medalhas colocam Portugal numa das melhores seleções do mundo.

A melhor prestação de sempre. Efetivamente, estamos aqui muito satisfeitos e muito orgulhosos. Acho que a família da canoagem tem que estar orgulhosa daquilo que alcançamos aqui neste mundial, com quatro medalhas, duas de ouro, uma prata e um bronze, que nos coloca entre as melhores seleções do mundo. No caiaque masculino, somos a única nação em que é medalhada em todas as provas, portanto, somos a nação mais forte neste momento em termos de caiaque masculino e para um país com as condições, com a população como Portugal. Acho que é um feito extraordinário, que deve orgulhar todos os portugueses.

Um balanço positivo por parte da Federação Portuguesa de Canoagem nos Mundiais de Poznań, na Polônia, que terminam este domingo.

Há também uma medalha no judo para Patrícia Sampaio, bronze no Grand Slam de Lausanne.

Vitória garantida depois de uma derrota no Golden Score com a número um, a alemã Anna Olech, que ganhou o ouro. Patrícia Sampaio voltou à competição depois de uma grave lesão no joelho esquerdo, na repescagem, defrontou a austríaca Helena Deng, que frente a esta judoca austríaca, conquistou o bronze numa manobra chamada yuko, num combate que dominou do início ao fim. Quanto aos outros portugueses, Rochel Nunes venceu o combate e ficou em nono, enquanto Jorge Fonseca, bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, e bicampeão mundial, caiu no primeiro combate, no balanço da contagem decrescente para o Campeonato do Mundo de Baku. Já no próximo mês de outubro, Portugal despede-se da Suíça com esta medalha de bronze de Patrícia Sampaio.

Patrícia Sampaio, que é convidada do programa Em 40 Minutos esta semana, que já pode ouvir no site do Observador e nas plataformas de podcast. Vamos ao Benfica, defronta amanhã o Estoril, quarta jornada da Liga. Marcos Silva revela que João Palhinha está convocado.

Na antevisão ao jogo que se realiza amanhã no Estádio da Luz, o treinador dos encarnados diz que o Estoril é um adversário mais especial por ter sido neste emblema que terminou a carreira de jogador e também iniciou o percurso de treinador. Sublinha que as memórias que tem deste clube estorilista vão sempre acompanhá-lo para o resto da vida.

Sendo o mais honesto possível, talvez seja o jogo mais especial para mim, ou o adversário mais especial para mim, se eu assim posso dizer, porque foi onde tudo começou, onde terminou a minha carreira como jogador, onde tudo começou como treinador. Foram muitos anos naquela casa, em que me senti realmente em casa e é um clube que foi especial, continua a ser especial e será especial para o resto da minha vida, onde eu tenho muita gente ainda que conheço bem e com quem tive ligações e o futebol na nossa vida é um pouco isso, são as memórias que ficam.

Aqui Marcos Silva, deixar esta nota mais pessoal sobre o desafio de amanhã. O técnico português garante ainda que o reforço do Benfica, João Palhinha, já está convocado. Marcos Silva reforça ainda que no emblema encarnado não há jogadores inegociáveis, mas sim atletas que não quer perder. O apito inicial está marcado para as 20h15. Tem arbitragem do juiz da Associação Futebol de Santarém, Helder Carvalho e, naturalmente, tem relato e comentário aqui na Rádio Observador.