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Jornal das cinco, na Rádio Observador, com a edição do Miguel Viterbo Dias. O selecionador nacional garante que não há caso com o Ronaldo.
Jorge Jesus já falou depois da polêmica com o capitão da seleção nacional. Foi na antevisão do jogo de amanhã frente à Dinamarca, que Jorge Jesus diz que não devia ter mandado Ronaldo aquecer tão cedo no jogo anterior, frente à Noruega. Ainda assim, diz que não colocou o capitão em jogo porque o encontro não estava a pedir Ronaldo e diz que na seleção as regras são iguais para todos.
Eu tive um ano a trabalhar com o Cris. Parece que há aqui um caso entre mim e ele. Não há caso nenhum. Já tive casos com muitos jogadores, mas não queiram fazer disto um caso que não existe. Isto foi uma opção de treinador, que tinha planeado um plano. Se quiserem eu vou vos dizer também do Bruno, no jogo contra a Noruega. Tudo igual. Isto é para vos dizer o quê? Ele há bocadinho fez a pergunta do jogador ter estatuto. O estatuto é uma coisa. As regras são iguais para todos.
O selecionador nacional diz que falou com Cristiano Ronaldo durante o dia de ontem e compreende que qualquer jogador fica chateado quando está demasiado tempo a aquecer e acaba por não ir a jogo.
Agora não queiram fazer um caso que não houve caso. Foi um plano que eu disse ao Cris que não ia jogar nos dois primeiros jogos e pensei durante o jogo: "Se calhar vou precisar dele, vai aquecer". E depois não o pus no jogo. Qualquer jogador, como eu também fui jogador, quando a gente anda ali a aquecer vinte minutos, trinta minutos e depois não entra, não há nenhum que fique contente. Nenhum.
Jorge Jesus diz ainda que é difícil manter promessas durante o jogo, pois o encontro pode mudar de rumo a qualquer momento e é taxativo a dizer que nenhum jogador o vai fazer mudar sobre a forma como vê o futebol.
Eu como vi o jogo, à minha maneira, não entrou, porque não é o Cristiano, nem nunca vai haver nenhum jogador, que vai mudar as minhas ideias como treinador. Nunca. Nem ele, nem ninguém no futebol. Nem ele, nem ninguém, nenhum presidente. Nunca, zero.
Jorge Jesus na antevisão ao desafio da terceira jornada da Liga das Nações, a responder à polêmica com Cristiano Ronaldo, diz também que à partida Bruno Fernandes vai a jogo. Indisponíveis continuam Francisco Conceição e João Félix. Está em dúvida até à hora da partida marcada para amanhã, quando faltarem quinze minutos pras oito da noite.
E em outras notícias, em destaque, o PS vai abster-se no orçamento de Estado.
Vai ser essa a proposta de José Luís Carneiro aos órgãos do partido. É o que adianta o secretário-geral em entrevista ao jornal Eco. José Luís Carneiro diz que o primeiro-ministro deu um sinal muito positivo ao responder às exigências do PS, com destaque para a garantia deixada sobre a revisão da Constituição e também o compromisso de não mexer nas pensões. José Luís Carneiro diz esperar agora que o primeiro-ministro cumpra a palavra.
Optamos pela abstenção, porque o primeiro-ministro deu um sinal muito positivo ao responder a todas as questões que tínhamos colocado, que era em relação à Constituição e os termos em que se referiu ao Partido Socialista merecem o nosso apreço e além do mais, também respondeu às questões da Segurança Social, à proteção das pensões, presentes e futuras, portanto, comprometeu-se a não mexer nas pensões. Agora, esperamos que este compromisso, esta palavra pública, sejam honradas no decurso do nosso futuro político próximo.
José Luís Carneiro entrevista ao jornal Eco, o primeiro-ministro que diz contar com o PS para avançar com mudanças ao texto constitucional, jurou também fidelidade aos limites materiais da Constituição. O líder socialista José Luís Carneiro diz esperar que este compromisso seja cumprido, diz, por isso, que vai propor a abstenção, ou seja, a viabilização na votação do orçamento para 2027.
E o ministro das Finanças já veio saudar esta decisão do Partido Socialista.
Assim, a proposta de orçamento tem o caminho mais facilitado na Assembleia da República. Depois das reuniões com os partidos, Joaquim Miranda Sarmento diz que promete continuar a dialogar, mas mostra-se desde já satisfeito pela decisão do Partido Socialista.
A decisão do Partido Socialista é uma decisão muito positiva pro país, porque permite essa estabilidade, permite essa ação política, mas naturalmente não invalida que dentro da margem orçamental, que como sabemos, é relativamente reduzida, se o país quiser continuar a ter excedentes orçamentais e uma significativa redução da dívida pública, de ouvirmos e vermos todas as propostas que os diferentes partidos trarão à discussão parlamentar.
Joaquim Miranda Sarmento aos jornalistas na Assembleia da República, depois das reuniões com todos os partidos com assento parlamentar.
E a Iniciativa Liberal diz que não aceita um euro a mais na despesa do próximo orçamento de Estado.
Os liberais foram o último partido a ser recebido pelo governo para essa apresentação das linhas gerais da proposta de orçamento para 2027. No final do encontro, o líder da bancada liberal, Mário Amorim Lopes, garante que o partido tem uma posição construtiva, mas com exigências.
A nossa posição é sempre uma posição construtiva. Nós não temos um sentido de voto definido à cabeça. Nós queremos melhorar e fazer deste um bom orçamento de Estado, de facto, que consiga balizar o crescimento da despesa, dizer nem mais um euro para a despesa e consiga, por isso mesmo, porque não está a aumentar a despesa, consiga aliviar mais o bolso dos portugueses. Se isso for alcançado Podemos ter aqui um princípio de conversação. Se o governo entender que a sua posição é a que é e, portanto, a despesa vai continuar a aumentar naquilo que está previsto, logo vai haver menos margem para reduzir impostos. Nós não podemos acompanhar isso. Tem de existir pelo menos um partido em Portugal que diga: "O Estado não pode viver acima da capacidade dos portugueses".
Mário Mourinho Lopes no final do encontro com o governo na Assembleia da República, já com o foco no orçamento de 2027.
Isso tem sido tema de discussão nos últimos dias, o aumento do custo de vida. O presidente da República pede uma resposta europeia, Miguel.
Foi no Conselho da Europa que António José Seguro reafirmou o compromisso de Portugal com o conflito na Ucrânia e sobre o impacto dos conflitos na economia. O chefe de Estado pediu iniciativas concertadas à União Europeia para responder ao aumento generalizado dos preços.
A pobreza, a exclusão, a falta de oportunidades e a insegurança económica não são problemas laterais. São desafios centrais para a vitalidade das nossas sociedades. Como é central uma resposta à subida do custo de vida provocado pelo aumento do preço do petróleo, causado pelo conflito no Estreito de Hormuz. Há pessoas e empresas a passar por dificuldades. O problema é comum a vários países. A Europa deve trabalhar numa resposta comum e articulada com as respostas nacionais.
António José Seguro, na intervenção ao final da manhã, no Conselho da Europa, em Estrasburgo. O chefe de Estado esteve também reunido com funcionários portugueses desta instituição, onde pediu empenho na reafirmação dos valores da paz.
Outro dos temas do dia é o arrendamento urbano. O primeiro-ministro disse estar disponível para encontrar pontos de convergência, isto porque ninguém se entende.
Para já, ainda não. Em declarações aos jornalistas em Arcos de Valdevez, Luís Montenegro vinca que o teto das deduções de IRS com as rendas é muito superior. Isto à procura de responder às críticas de que as mudanças ao regime de arrendamento criam apenas vantagens para os senhorios e diz que o governo está disposto a negociar alterações, mas sem pôr em causa a estratégia transversal para o setor.
A proposta que apresentamos incorpora muitas das propostas que as oposições fizeram na campanha eleitoral. Ainda estamos disponíveis para ir mais longe no aprofundamento dos pontos de convergência. Obviamente que, não desvirtuando aquele que é o sentido de uma estratégia, que é uma estratégia, como falei há pouco aqui, transversal. Nós temos um estímulo também à construção, nós temos um estímulo ao arrendamento, nós damos aos inquilinos a possibilidade de descontarem a despesa com as rendas no seu IRS, com um nível mais elevado do que acontecia até aqui.
Luís Montenegro em Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, depois de entregar 32 habitações a famílias da região. A proposta de lei do governo sobre o regime do arrendamento urbano está a ser discutida esta tarde na Assembleia da República.
Vamos a contas. O Estado registou um excedente orçamental de 250 milhões de euros até agosto.
É uma diminuição face ao mesmo período do ano passado. O Estado registou 249 milhões de euros de excedente. O saldo das administrações públicas diminuiu 1800 milhões de euros, sem contar com os pagamentos para a regularização de dívidas que dizem respeito ao Serviço Nacional de Saúde.
Noutra matéria, o ministro da Presidência garante que uma fusão entre a Agência Lusa e a RTP nunca esteve em cima da mesa.
Apenas parcerias. É o que pede António Leitão Amaro, em resposta à alteração dos estatutos da Agência Lusa. O ministro diz que o governo quer mais mudanças, mas descarta uma futura fusão com a RTP.
Nunca fez parte do plano, nem deste governo, nem dos dirigentes da Lusa, nem da RTP, fazer uma fusão entre a Lusa e a RTP. Mas como a experiência espanhola, eu creio que está aqui o representante da EFE, nos pode também transmitir e lembrar, também ali ao lado, TVE e EFE cooperaram mais. Juntos, independentes, podem mais fortes ir mais longe, utilizar melhor os dinheiros dos contribuintes para servir melhor todos na mesma missão de pluralidade e independência.
António Leitão Amaro, na abertura da conferência que celebra os 40 anos da Agência Lusa. O ministro que elogiou as alterações que já foram feitas, mas diz que é necessário reforçar a independência face ao poder político.
E a esta hora há outras notícias que marcam a atualidade desta quarta-feira, 30 de setembro.
O primeiro-ministro israelita diz que o copiloto está a ser interrogado pelas autoridades sauditas e diz também, Benjamin Netanyahu, que há a possibilidade de atentado. Durante esta manhã, um voo da Flydubai, que viajava do Dubai até Telavive, transmitiu um alerta de sequestro. Teve que fazer uma aterragem de emergência na Arábia Saudita. Tudo isto deve-se ao facto do copiloto, natural de Omã, um país que não tem relações diplomáticas com Israel e cujos cidadãos estão proibidos de entrar no país, ter esfaqueado o piloto do avião por motivos ainda desconhecidos. Netanyahu diz que tudo indica para uma vontade deliberada de despenhar a aeronave. Para além do primeiro-ministro israelita, também o ministro da Defesa, Israel Katz, fala na possibilidade de ser um ataque jihadista. À Rádio Observador, o especialista em aviação José Correia Guedes diz que as teorias que existem são muitas.
Em relação à possibilidade de se tratar de um atentado tipo 11 de setembro, que o avião quisesse chegar a Telavive e despenhar-se, como corre aí muito nas redes sociais, eu acho pouco provável, porque a IDF, portanto, as Forças Armadas Israelitas, nunca iriam permitir a entrada de um avião nestas circunstâncias no seu espaço aéreo. Parece um pouco provável essa intenção. Neste momento, e obviamente estamos apenas no domínio da especulação em relação à motivação, eu apontaria para uma tentativa de suicídio.
Em relação à queda repentina do avião, que chegou a cair 32 mil pés por minuto, um número que José Correia Guedes diz nunca ter visto. Diz que se deve também ao facto do leme da aeronave se ter partido e que uma queda de dimensões tão violentas só pode ser criada de forma intencional. Entretanto, o voo de resgate dos passageiros para Israel já foi também assegurado pela empresa Flydubai.
E vamos voltar a este tema durante esta hora com o perito em segurança aérea para ouvir depois das 17h30. Já daqui a pouco temos o Esplanada e Infâmia, com Pedro Jorge Castro.