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A Iniciativa Liberal quer ouvir António Costa no Parlamento. Rui Rocha diz que o caso é grave e acredita que pode ser preciso apurar a responsabilidade política do ex-primeiro-ministro.

Isto na sequência da pen drive com informação sensível que foi encontrada no gabinete de Vítor Escária. O equipamento descoberto no escritório do, na altura, chefe de gabinete, tinha dados de agentes do Serviço de Informações e Segurança, do SIED, da Polícia Judiciária e ainda da Autoridade Tributária.

O líder da Iniciativa Liberal diz que é preciso saber se o então primeiro-ministro tinha ou não conhecimento do conteúdo da pen e, se sim, o que fez. E são esclarecimentos que quer ouvir de viva voz.

Obviamente, tendo à circunstância e à gravidade que está em causa, aquilo que nós desejaríamos é que António Costa viesse ao Parlamento explicar esta questão. Por que essa informação, aparentemente, terá sido guardada e não terá sido, pelo menos, comunicada aos órgãos competentes, destruída?

O líder da Iniciativa Liberal quer chamar o ex-primeiro-ministro e os envolvidos neste caso da pen encontrada no gabinete de Vítor Escária.

A Procuradoria-Geral da República confirmou hoje a abertura de um inquérito por violação de segredo de Estado. O advogado Vítor Escária diz que a existência da pen e o conteúdo era desconhecido do antigo chefe de gabinete de António Costa.

Já o advogado do ex-primeiro-ministro disse à Agência Lusa que António Costa, que é atualmente presidente do Conselho Europeu, desconhece em absoluto do que se trata.

O agora deputado não inscrito Miguel Arruda admite a possibilidade de renunciar ao mandato. Diz que a decisão tem que ser muito bem pensada.

Renúncia que tem sido, de resto, exigida pelo Chega. À RTP Açores, o deputado Miguel Arruda confirma que já está de baixa psiquiátrica e não exclui a hipótese de abdicar do mandato de deputado não inscrito na Assembleia da República.

Diz ainda assim que vai pensar no assunto.

André Ventura volta, entretanto, a criticar o presidente da Assembleia da República no caso das apreensões feitas no gabinete do Miguel Arruda. Aguiar Branco tinha desvalorizado a denúncia do Chega, porque já estava, Miguel, uma investigação em curso.

Aguiar Branco chegou a perguntar: "Para quê?" Eis a resposta de Ventura.

Para quê? Para acontecer o que aconteceu aqui no Parlamento.

E por que não denunciou mais cedo e só denunciou depois?

Eu compreendo que o presidente Aguiar Branco, perante isto agora, venha tentar dar a sua narrativa de que não percebeu que era importante ou não achou que era importante, que havia uma investigação em curso. Bom, isso é verdade, mas se nós temos alguns elementos alarmantes, temos o dever de ajudar as autoridades nisso, seja o nosso partido ou não seja.

Sendo que André Ventura acabou por não responder porque é que não denunciou mais cedo a situação e a querer aqui os louros de uma investigação que já estava a decorrer.

O presidente do Chega critica ainda o primeiro-ministro por não ter demitido o secretário de Estado Hernani Dias. André Ventura acusa o governo de ter tentado esconder o caso.

Hernani Dias vai ser convidado a prestar esclarecimentos na Assembleia da República por iniciativa de vários grupos parlamentares. Este vai ser o tema do tira-teimas da Rádio Observador. Vai para o ar a seguir à síntese das 18h30.

O PSD acusa Pedro Nuno Santos de mudar de opinião sobre o tema da imigração por motivos eleitoralistas. O deputado Salvador Malheiro aponta o dedo aos socialistas por falta de responsabilidade e honestidade intelectual.

É o que alega Salvador Malheiro. Em causa está a entrevista do secretário-geral do Partido Socialista ao semanário Expresso. O líder da oposição recusou voltar ao regime de manifestação de interesse e assumiu que o anterior executivo de António Costa cometeu erros na gestão do tema da imigração. Ora, Salvador Malheiro fala na maior mudança de opinião de um líder político de que há memória apenas e só por questões taticistas e eleitoralistas.

Já o PS defende que a posição transmitida por Pedro Nuno Santos na entrevista ao Expresso é a mesma do partido desde o início desta legislatura.

A comunidade paquistanesa em Portugal rejeita que haja qualquer associação entre imigração e insegurança, posição tomada por um representante da Embaixada do Paquistão no nosso país.

Malik Khan indica que há cerca de 30 mil paquistaneses a viver em Portugal e que os números cresceram nos últimos sete anos. Sobre a polêmica à volta da associação entre insegurança e imigrantes, refere que há exceções, mas recusa fazer delas a opinião generalizada dos portugueses.

A perceção da comunidade paquistanesa aqui em relação a Portugal e aos portugueses é geralmente positiva. São pessoas que têm boas intenções, veem que os portugueses são acolhedores. Em alguns casos, pode haver alguma outra perceção ou algumas experiências, mas não podemos generalizar isso por toda a comunidade, por toda a sociedade de Portugal.

Malik Khan, representante da Embaixada do Paquistão em Portugal, à margem de uma iniciativa do Observatório do Mundo Islâmico, realizada esta tarde em Lisboa.

Desvaloriza ainda o fim do regime de manifestação de interesses em Portugal e garante que os paquistaneses que vivem no país são parte ativa da comunidade.

O Conselho de Estado continua reunido no Palácio de Belém. Mario Draghi é o convidado de honra. O antigo presidente do Banco Central Europeu e antigo primeiro-ministro italiano participa neste encontro, que é dedicado aos desafios da União Europeia.

Ainda assim, cinco ausências: Ramalho Eanes, Francisco Pinto Balsemão, também Joana Carneiro e Lídia Jorge, e ainda o presidente do PS, Carlos César. Mario Draghi foi convidado por Marcelo Rebelo de Sousa para falar do relatório e do futuro da competitividade da União Europeia.

Ainda hoje, a presidente da Comissão Europeia propôs uma estratégia para aplicar esse famoso relatório Draghi. Vários pontos para cumprir durante o mandato, entre eles o financiamento da União Europeia para tentar ultrapassar os Estados Unidos e a China. São agora 18h05. Há mais notícias a marcar este final de dia de quarta-feira. Miguel Vítor Dias.

Ainda esta semana vão ser libertados pelo Hamas mais 11 reféns, oito esta quinta-feira, três no sábado. O grupo palestiniano entregou esta manhã o gabinete de Benjamin Netanyahu a lista com as identidades dos reféns que vão regressar a Israel nos próximos dias.

De acordo com o Times of Israel, ainda não foram conhecidos os nomes dos reféns a libertar no sábado, mas um deles pode ser Keith Siegel, um cidadão norte-americano cuja data de saída de Gaza não foi confirmada pelas autoridades.

E a Rádio Observador está em Metula, a localidade mais a norte de Israel, tem vista para os montes Golã, sul do Líbano. Israel ocupou a chamada zona tampão no país vizinho para garantir a segurança da população que vive perto da fronteira.

Hoje a localidade está deserta. Mais de 2400 pessoas foram retiradas. A reportagem é do jornalista Ricardo Conceição.

David Azoulay é o presidente da Câmara de Metula, a localidade mais a norte de Israel. Em hebraico, diz-nos que o acordo firmado pelo governo com o Hezbollah é um mau acordo. A organização que domina o sul do Líbano está, diz David Azoulay, a aproveitar a pausa para se armar e lançar ataques muito piores do que os perpetrados pelo Hamas a 7 de outubro de 2023. Estamos num bunker alguns metros abaixo do nível do chão, com portas de aço. É um centro de vigilância cheio de ecrãs ligados a câmaras que são operadas remotamente. Metula é um pedaço de terra que entra no Líbano, quase uma península, na zona dos montes Golã. Israel ocupou recentemente, em nome da segurança, o sul do Líbano, mas terá de sair no mês que vem, isto se nada se alterar. 80% das casas de Metula são visíveis do lado libanês, quer a leste, a norte ou a oeste. A 16 de outubro, o governo mandou evacuar. Ficaram poucas pessoas. Ficaram David Azoulay, que estamos a ouvir, e dois funcionários da autarquia. A eles juntou-se um pequeno grupo de homens armados do comitê de segurança local. Na região, havia 600 soldados e os primeiros projéteis lançados pelo Hezbollah começaram a cair a 17 de outubro. 2200, dos quais 460 disparados de armas anti-tanque. Foram atingidas 460 das 680 casas, todas civis, sublinhou o autarca. Foi ele e um punhado de homens quem apagou os fogos e cuidou da pequena comunidade, que está hoje deserta. Foi ele e um punhado de homens quem apagou os fogos e cuidou da pequena comunidade, que está agora deserta. As casas têm as marcas da destruição nas paredes, nos telhados, nas janelas e na rua não há ninguém. A reconstrução vai levar entre dois a quatro anos e o orçamento é curto, muito curto. Morreram sete pessoas e 30 ficaram feridas, entre os 2400 habitantes que tiveram de sair daqui. David Azoulay diz que se desejam a si próprios boa sorte.

Entrevista do Ricardo Conceição a David Azoulay, presidente da Câmara de Metula. A Rádio Observador está em Israel, a convite da Embaixada Israelita em Portugal.

A PSP lembra que Portugal é um Estado de direito democrático e, por isso, espera que seja aplicado o princípio da presunção de inocência. É como reage a Polícia de Segurança Pública à acusação do Ministério Público contra o agente envolvido na morte de Odair Muniz.

O agente é acusado de homicídio e o Ministério Público pede que seja suspenso das funções. A acusação é confirmada pelo advogado do arguido. O crime de homicídio é punido com pena de prisão de oito a 16 anos.

O Movimento Vida Justa elogia a posição do Ministério Público, defende que o mais urgente é o governo tomar medidas estruturais. À Rádio Observador, Nuno Ramos de Almeida critica o Executivo por não apresentar soluções para além do aumento do patrulhamento policial.

Diz que isso não chega.

Isso é fundamental, mas que é fundamental medidas políticas e sociais que o governo nunca tomou, porque o governo fez uma reunião com os movimentos e as associações locais e essa reunião não teve continuidade e não foram tomadas nenhumas medidas para além das medidas policiais. Quer dizer, o governo acha que o problema social se resolve com mais polícia e mais agressividade policial.

Apesar de insatisfeito com a acusação do Ministério Público, o Movimento Vida Justa lembra que, para já, há apenas um julgamento, não uma condenação.