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Notícias. E ao jornal das 18h, edição da jornalista Laura Figueiredo. Laura, começamos pela atualidade internacional. Emmanuel Macron considera que um plano de paz só pode ser finalizado com a Ucrânia e os europeus sentados à mesa.

Uma declaração feita na conferência de imprensa conjunta com Volodymyr Zelensky, que no final do encontro entre os dois chefes de Estado, no Palácio do Eliseu, em Paris. O presidente francês reitera que a Ucrânia é o único país com legitimidade para falar de território e defende que também os países europeus têm um papel a desempenhar nas negociações mediadas pelos Estados Unidos.

Quando se fala de garantias de segurança, é um assunto que não pode ser discutido ou negociado sem que a Ucrânia, a quem pertence o território ucraniano, esteja ao redor da mesa e sem que os europeus e todos os aliados da coligação da boa vontade estejam ao redor da mesa. A Ucrânia é o único país com legitimidade para falar do seu território. Quando se fala de ativos russos, os países europeus e a União Europeia devem estar ao redor da mesa.

Já Volodymyr Zelensky frisa que deve ser garantido que a Rússia não sinta que está a ser recompensada pela guerra.

Precisamos garantir que a Rússia não saia a ganhar e que não receba uma recompensa pela guerra. A guerra não deve ser uma questão de lucro para que os outros não repitam esses passos. O agressor deve pagar pela agressão.

Depois do encontro com o presidente francês esta manhã, Volodymyr Zelensky tinha já reiterado que a guerra deve terminar o mais rapidamente possível. Zelensky aponta que muito depende agora do envolvimento de todos os líderes. Durante o encontro no Palácio do Eliseu, os dois chefes de Estado conversaram com líderes europeus e também com os negociadores americanos e ucranianos. Para amanhã está agendada uma reunião entre o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e Vladimir Putin, em Moscou.

E o Papa Leão XIV está de visita ao Líbano. É o quinto dia da primeira viagem internacional do pontificado.

Uma viagem que começou na quinta-feira, dia 27, na Turquia. Ontem o Papa viajou até ao Líbano, onde fica até amanhã. O Observador tem uma equipa de reportagem no terreno, Cátia Bruno, editora internacional do Observador, e João Porfírio, fotojornalista do Observador. Agora em direto, João, boa tarde. O Papa encontrou-se esta tarde com os jovens. Que mensagem é que lhes transmitiu?

Sim, é verdade. O Papa Leão encontrou-se esta tarde com cerca de 15 mil jovens aqui em Beirute. Os jovens de vários países, várias nacionalidades desta zona do Médio Oriente. Estiveram presentes jovens da Síria, do Líbano, do Iraque. E o Papa, no seu discurso, apelou à paz, disse que o Líbano precisa neste momento de paz e todo o seu discurso foi à volta do apelo à paz e, sobretudo, que os jovens são o portador dessa paz possível, não só no Líbano, mas um bocadinho por todo o Médio Oriente. O Papa Leão, desde que chegou ao Líbano, a palavra paz não lhe sai da boca. De todos os seus discursos, o Papa Leão refere que a paz é das coisas mais importantes que o Médio Oriente precisa neste momento, sem nunca referir, em particular, onde é que essa paz tem que ser exercida no pormenor. Ou seja, sem referir Síria ou Iraque, ou, sobretudo, o Líbano ou Israel. Portanto, foi um discurso longo, foi um discurso muito aplaudido por todos estes jovens a partir dos 16 anos, mais ou menos, como dizia há pouco também, de várias nacionalidades desta zona do Médio Oriente. Amanhã termina esta viagem oficial, que é a primeira viagem oficial do Papa Leão, do seu pontificado. Termina com uma visita ao porto de Beirute, que sofreu uma enorme explosão há cinco anos, e termina depois com uma enorme missa na praia, em Beirute, no Líbano, onde são esperadas mais de 120 mil pessoas.

O fotojornalista do Observador, João Porfírio, em direto do Líbano. Papa regressa amanhã a Roma, depois desta viagem de sete dias, que fica marcada pelo diálogo ecuménico e inter-religioso com ortodoxos na Turquia e muçulmanos no Líbano. Uma viagem que tinha já sido definida pelo antecessor Papa Francisco.

E na atualidade nacional, o governo espera que os serviços mínimos sejam cumpridos na greve geral de 11 de dezembro. A ministra do Trabalho diz que, para lá, não há razões para avançar com uma requisição civil.

Até porque é algo que o governo não pode fazer antes de verificar se os serviços mínimos estão ou não a ser cumpridos. O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil já disse que não ficaria surpreendido se o governo avançasse com uma requisição civil, rompendo com os serviços mínimos que estão a ser negociados. Ora, estas críticas são rejeitadas pela ministra Maria do Rosário Palma Ramalho. Em Bruxelas, a ministra do Trabalho assegura que o diálogo com os sindicatos continua.

Não prevemos neste momento que haja requisição civil. Não podemos prever. A priori, como sabe, isso não é possível no nosso ordenamento jurídico. Esperamos que o cumprimento dos serviços mínimos torne absolutamente desnecessária qualquer requisição civil. Estas matérias ganham em ser tratadas do ponto de vista técnico. Não voltámos a falar com a UGT desde essa reunião, até porque a própria UGT está, naturalmente, mais focada na preparação da greve, mas naturalmente sentar-nos-emos outra vez com a UGT e com todos os parceiros sociais depois da greve. Foi isso que ficou combinado.

A ministra Maria do Rosário Palma Ramalho, em declarações aos jornalistas em Bruxelas, deixando um aviso, espera que os serviços mínimos sejam cumpridos de forma criteriosa para tornar desnecessária qualquer requisição civil.

E sobre as presidenciais, Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes no alvo das críticas de André Ventura, o candidato presidencial apoiado pelo Chega volta a pegar no apoio de José Sócrates ao almirante.

No início de uma ação de campanha em Oeiras, esta tarde, o presidente do Chega dirigiu fortes críticas a dois dos principais adversários na corrida eleitoral e começou por colar o almirante a José Sócrates.

Há uma coisa que não vamos ter de certeza, e isto é directamente para que o Gouveia e Melo compreenda isto. Não vamos ver a tralha socrática toda outra vez de volta na política portuguesa. Isso é que não vamos ver. Ainda hoje tivemos outras notícias para alguém que se pergunta assim: "Como é que vamos ficar?". Olhe, não vamos ficar com o Sócrates outra vez, isso não vamos. O doutor Marques Mendes é mesmo o representante daquilo que é o sistema político hoje, tal como o temos em cima da mesa, que é manter tudo como está, dizer que se vai mudar uma coisinha ou outra e manter a mesma teia de interesses, de negociatas, de negócios, de influências, que sempre houve desde o 25 de Abril e antes do 25 de Abril.

As críticas de André Ventura, que defende que Portugal tem sido governado por pessoas que têm vergonha de afirmar a nação portuguesa, diz que essa é uma das principais diferenças entre o Chega e o PS e o PSD.

O ministro da Defesa anunciou hoje o maior investimento de uma vez só nas Forças Armadas.

Um investimento de quase seis mil milhões de euros. Em causa está a candidatura formal de Portugal ao programa europeu de empréstimos para a defesa Safe, aprovada na sexta-feira em Conselho de Ministros. Esta manhã, nas cerimónias do Primeiro de Dezembros, na Praça dos Restauradores em Lisboa, Nuno Melo detalhou o investimento que promete que vai também alavancar a economia nacional.

Ontem lançamos o maior programa de investimento de uma só vez nos três ramos das Forças Armadas. 5,8 mil milhões de euros mobilizados para a aquisição de navios, veículos blindados, satélites, defesas antiaéreas, reservas de munições, drones, muito mais, para que as Forças Armadas, dentro e fora, continuem a fazer aquilo que se espera delas ao serviço da pátria e do povo e do lado dos nossos aliados. Um investimento que também alavancará a economia nacional e chamará as indústrias nacionais, que serão envolvidas na produção destes equipamentos e na manutenção destes equipamentos ao longo de todo o seu ciclo de vida.

Nuno Melo remete para os próximos dias mais detalhes sobre os equipamentos em que Portugal vai investir no âmbito deste programa europeu para a próxima década. A cerimónia do 1º de Dezembro contou com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa, a última enquanto presidente da República. Já o primeiro-ministro não esteve presente e ouviu, por isso, críticas por parte de José Ribeiro e Castro, antigo líder do CDS, que diz sentir-se embaraçado por ter votado nade.

E a fechar, os distritos do Porto, Braga e Viana do Castelo estão hoje sob aviso amarelo até às 21h.

Um aviso emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera devido à chuva forte e à passagem de uma superfície frontal fria, como explica à Rádio Observador o meteorologista Jorge Pontes.

Nos próximos dias e a começar já a partir do final da tarde, vamos ser influenciados por uma superfície frontal fria que vai começar por entrar no Minho e Douro litoral. Temos aviso amarelo entre as 18h e as 21h para os distritos de Viana, Braga e Porto, onde pode chover temporariamente mais forte. No entanto, essa superfície frontal vai cruzar todo o território e deixará alguma precipitação, embora mais fraca no sul, ao longo da próxima noite e madrugada.

O meteorologista Jorge Ponte, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Há ainda sete distritos sob aviso laranja devido à previsão de agitação marítima a partir de amanhã. As ondas podem atingir os 11 metros. Há ainda a possibilidade de queda de neve nos distritos da Guarda e de Castelo Branco.

É o ponto final no Jornal das Seis, edição da jornalista Lara Figueiredo.