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Avançamos para o jornal das 18h, com a jornalista Vanessa Cruz. O Ministério Público pediu uma pausa no julgamento da Operação Marquês para juntar o processo de José Sócrates ao processo de Carlos Santos Silva.

Os procuradores defendem que juntar o caso secundário ao processo principal da Operação Marquês não vai atrasar excessivamente o julgamento e, por isso, recorrem da decisão da juíza Susana Seca. O Observador teve acesso ao recurso. Os procuradores Rui Rial e Rómulo Mateus sustentam que o recurso deve subir em separado e imediatamente, com este efeito suspensivo, com uma paragem no julgamento. Ora, a juíza Susana Seca tinha considerado que os processos não se encontravam na mesma fase processual, portanto, tinha rejeitado esta paragem, mas agora os procuradores recorrem desta decisão, sendo que os advogados de José Sócrates, o novo advogado, também já tinha pedido uma paragem no processo, que está suspenso este julgamento até janeiro, mas agora é o próprio Ministério Público que vem pedir essa suspensão.

Exatamente. Ou seja, é o Ministério Público a pedir para parar o julgamento. O procurador-geral da República rejeita, entretanto, as críticas que o primeiro-ministro fez ao Ministério Público na reação ao arquivamento da averiguação preventiva ao caso Spin & Viva.

Luís Montenegro disse ontem que essa averiguação preventiva de que foi alvo foi um autêntico inquérito criminal. O procurador-geral da República, Amadeu Guerra, hoje, de viva voz, defende que nenhum limite foi ultrapassado.

O doutor Montenegro disse aquilo que entende dizer. Não me incumbe a mim fazer comentários acerca das suas declarações. Nós não fomos além. Com a minha escusa, não ficou, de forma alguma, qualquer impedimento relativamente à decisão final ou a eventuais medidas em termos hierárquicos. Depois do despacho de arquivamento e até antes do despacho, foi acompanhado exclusivamente pelo seu vice-procurador-geral. Portanto, aqui as regras funcionaram.

O procurador-geral da República explica também porque é que pediu escusa para não intervir nessa decisão final. Diz que o clima que se instalou, com comentários a questionarem a imparcialidade do procurador-geral da República, o levou, ele próprio, a afastar-se, mas classifica essas opiniões no espaço público de desenquadradas. Amadeu Guerra chegou a dizer em novembro que poderia vir aí uma prenda de Natal, neste caso, Spin & Viva. Um mês depois, disse que o Ministério Público não dá prendas a ninguém.

Quem não gostou de ouvir o primeiro-ministro acusar o Ministério Público de ter passado os limites foi o candidato presidencial Govêa Melo.

Considera que Luís Montenegro esteve mal nessa parte do discurso, quando reagiu ao arquivamento do caso em que era avisado, Ricardo.

E também António José Seguro tem críticas a fazer ao primeiro-ministro.

Diz que Luís Montenegro fez o país perder tempo.

Podíamos ter poupado imenso tempo se logo no início o primeiro-ministro tivesse prestado todos os esclarecimentos e todas as informações ao país.

Como presidente, teria exigido isso.

Teria tido uma conversa com o primeiro-ministro, em Belém, a propósito disto.

A uma quinta-feira, em privado.

Não, nesse caso, não esperaria por uma quinta-feira.

A crítica de António José Seguro, candidato apoiado pelo PS na corrida a Belém, numa entrevista esta manhã à Rádio Observador.

É uma entrevista que já está disponível em podcast. Agora avançamos para mais uma reação de uma candidata presidencial, neste caso, Catarina Martins, que condena as palavras do primeiro-ministro no discurso, na comunicação que fez ontem em Bruxelas, às 20h. Catarina Martins considera as palavras do primeiro-ministro um pouco deslocadas.

Sem querer comentar o arquivamento do processo Spin & Viva, Catarina Martins acaba por criticar a atitude de Luís Montenegro na reação.

Um discurso que foi bastante hostil, tanto com a Justiça como com a imprensa, porque achou que pode ser considerado algo persecutório. As suas palavras foram de quem se sentiu perseguido pelas perguntas. E as perguntas não perseguem. As perguntas devem ser feitas e a transparência é fundamental.

Catarina Martins, que está em campanha eleitoral em Évora, visitou a universidade.

Marques Mendes também falou.

Sim, irônico às declarações do primeiro-ministro, considera que nem a Justiça nem Luís Montenegro saem mal deste caso Spin & Viva.

E o atual presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, também reagiu hoje à notícia de arquivamento do caso Spin & Viva. E a expressão que Marcelo Rebelo de Sousa utilizou foi a mesma que já tinha recorrido ontem Marques Mendes.

E a expressão é esta: a Justiça a funcionar.

Eu não vou qualificar, eu digo só que a democracia precisa de uma Justiça forte, que deve, eu tenho dito várias vezes, ser o mais rápida possível, mas a rapidez depende de muitos fatores, em matéria de investigação e em matéria de funcionamento dos tribunais. Aquilo que aconteceu foi que, envolvidos não sei quantos meses, houve uma decisão. Essa decisão pôs termo a um determinado processo em condições específicas. Aconteceu, aconteceu. Se quiserem, é a Justiça a funcionar.

O presidente da República, sem se alongar mais nos comentários ao arquivamento do caso que envolvia o primeiro-ministro.

E depois da pausa, já recomeçou, entretanto, em Bruxelas, o Conselho Europeu, que está a discutir o apoio financeiro à Ucrânia em 2026 e 2027. No entanto, Vanessa Cruz Esta reunião mudou agora de tema e discute-se a situação no Médio Oriente.

Sim, antes de se chegar ao ponto central do debate, o financiamento ucraniano através de um empréstimo com ativos russos que estão congelados em Bruxelas, os 27 líderes europeus voltam-se agora para a Faixa de Gaza. De acordo com o que está a avançar a Euronews, o líder irlandês e o primeiro-ministro espanhol estão a apelar ao bloco comunitário para alargar o papel que têm em Gaza e também na Cisjordânia. Espera-se, no entanto, que este debate sobre Gaza seja breve. Depois, a discussão vai, aí sim, passar para o ponto crucial.

Que é a Ucrânia. O presidente do Conselho Europeu, o português António Costa, diz que este encontro só vai terminar quando se chegar a um entendimento sobre o apoio financeiro a Kiev. Ora, Vanessa Cruz, se assim é, não sabemos bem a que horas é que esta reunião vai acabar, não é?

Pois não, até porque há divisões entre os 27 Estados-membros sobre a possibilidade de usar os tais ativos russos que estão congelados na Bélgica para esse apoio a Kiev. A Bélgica não concorda, porque tem receio de mais tarde vir a incorrer em responsabilidades financeiras e também a Hungria de Viktor Orbán se opõe. De resto, a Hungria opõe-se a várias decisões europeias, também a esta. Mas avivamos se há ou não entendimento.

Para além destes dois temas, este debate também vai passar por outra questão muito polêmica, pelo acordo do Mercosul.

A Itália já veio dizer que apoia este acordo, uma decisão importante da primeira-ministra italiana, visto que a Itália é crucial para a maioria necessária para que este acordo avance. No fundo, é um Conselho Europeu em dose tripla.

E com muitos protestos nas ruas de Bruxelas, dos agricultores. Houve cenas de violência na capital belga, onde está reunido o Conselho Europeu. Voltamos agora a Portugal, ao Porto, mais precisamente. O Metrobus, isto é verdade, Vanessa, vai estar em funcionamento no final do mês de fevereiro?

É pelo menos o que está anunciado. Anúncio feito esta tarde na Câmara Municipal, numa conferência de imprensa, depois de ter sido assinado o memorando de entendimento. O presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, avança o prazo de conclusão da primeira fase das obras.

No final do mês de fevereiro, nós teremos a fase um em funcionamento. E por que apenas no final do mês de fevereiro? Porque há alguns itens obrigatórios de testes que já estão a decorrer dos veículos no canal existente, seja no canal dedicado, seja no canal partilhado da Avenida Marechal Gomes da Costa. Há questões ligadas à semaforização, à segurança.

O calendário é este, no final de fevereiro, o Metrobus no Porto deve estar a funcionar.

E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira, 18 de dezembro.

Israel suspeita de um possível envolvimento do Irão na morte do físico português assassinado nos Estados Unidos na última segunda-feira. Informação passada pelo jornal israelita Jerusalem Post. Nuno Loureiro, este cientista português, era casado com uma israelita, tinha cartazes de apoio a Israel na janela de casa. As chamadas para a linha SNS 24, em Portugal, aumentaram 17% este mês, em comparação com o ano passado. Até ontem foram atendidas cerca de 307 mil chamadas, de acordo com os serviços partilhados do Ministério da Saúde. O tempo médio de espera foi de 10 minutos. Os dias de maior afluência, 2 e 9 de dezembro, numa altura em que a gripe está a chegar e já chegou a Portugal. No desporto, dentro de meia hora, mais ou menos, o Santa Clara recebe o Sporting nos oitavos de final da Taça de Portugal. O jogo começa às 18h45, no Estádio de São Miguel, nos Açores. O relato desta partida vai estar a cargo do jornalista Manuel Conceição Carvalho. Boa tarde, Manuel. Há novidades no 11 dos Leões.

E começam logo na baliza com o João Virgínia. Rui Borges opta por fazer alterações logo desde trás na baliza dos Leões. De resto, alinham Ivan Fresneda, Gonçalo Inácio, Eduardo Quaresma, Matheus Reis, Morten Hjulmand, João Simões, Alisson Santos, Francisco Trincão, Maxi Araújo e Luís Soares. Do lado dos açorianos, Vasco Matos elege Neneca para a baliza. Henrique Silva, Frederico Venâncio, Siney Lima, Lucas Soares, Serginho, Jet Tavares, MT, Luquinhas, João Costa e Gabriel Silva.

O relato vai ficar a cargo do Manuel Conceição Carvalho. Jogo entre o Santa Clara e o Sporting às 18h45. Vai ser, de resto, uma noite de futebol aqui na Rádio Observador. Também vamos acompanhar o jogo entre o Famalicão e o Futebol Clube do Porto, 20h45.

Oitavos de final da Taça de Portugal.