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Jornal das 5, com Miguel Videira. Miguel, começamos com o presidente da República, António José Seguro, não esclarece o que vai fazer, caso aquele diploma das alterações do Código de Trabalho não mereça o acordo e o apoio da UGT. E António José Seguro já tinha falado disso na campanha.
Sim, na altura tinha dito que vetaria o diploma. Essa foi uma das perguntas feitas ao presidente na conferência de imprensa que assinalou o fim da visita oficial à Espanha, a primeira do mandato. Uma visita acompanhada pela jornalista do Observador, Carla Jorge de Carvalho. Carla, agora aqui em direto de Madri. Depois de dois dias de agenda reservada à comunicação social, o presidente falou finalmente com os jornalistas e o tema da legislação laboral acabou por dominar a conversa.
Ou não tivesse António José Seguro encontros, já depois de amanhã, com todos os parceiros sociais em Belém, e não tivesse também ontem, perante os cerca de 40 jovens, apelado a um país mais atraente para quem trabalha em Portugal. António José Seguro garante que nunca pressionou ninguém a aceitar o acordo, mas regista que o poder da palavra do presidente já levou a que os parceiros sociais retomassem as negociações.
Eu não faço pressão sobre ninguém. O presidente da República incentiva o diálogo. Fiquei também muito feliz quando a UGT teve uma posição mais definitiva, que parecia esgotar o diálogo. Depois de um apelo que eu fiz, reconsiderou e voltou a essas conversações. Agora, não compete ao presidente da República o resultado final. Isso compete às pessoas, aos intervenientes, ao governo, aos parceiros sociais, e há de haver uma altura em que o decreto chega a Belém. E aí é a altura dos parceiros sociais e do Parlamento respeitarem o tempo do presidente da República, porque ele decidirá nessa altura. Agora, uma coisa que eu lhe posso dizer. Não vou dizer, neste momento.
E, afinal, não vai dizer o que vai fazer quando o documento chegar a Belém, mas garante que não vai falar com os parceiros sociais só da lei laboral na próxima quarta-feira. Lembra que a função do presidente é incentivar todos os políticos e todos os órgãos de soberania a tornar o país mais competitivo. Fazendo o balanço das audiências que manteve hoje com o rei de Espanha e depois com Pedro Sánchez, Seguro nega divergências entre os dois países em matéria de política externa. Se há quem veja Portugal e Espanha separados, o chefe de Estado português prefere encontrar o que os une.
Portugal e Espanha convergem no essencial. O mundo precisa de paz. Há demasiado sofrimento e os dois Estados estão firmemente dispostos a colaborar em todas as iniciativas que promovam cessar-fogo onde há guerra e que promovam a paz duradoura, porque é de paz que o mundo precisa. E também há uma convergência total no sentido que o Estreito de Hormuz se abra. Nós fizemos dessa abertura para que os bens alimentares cheguem a quem precise, os fertilizantes cheguem aos nossos campos, à nossa agricultura, para que a energia possa chegar de uma forma regular, como antes acontecia.
Seguro vê convergências entre os dois países de tal maneira que ouviu da parte dos responsáveis espanhóis a garantia do apoio à candidatura portuguesa ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Carla Jorge de Carvalho, com o essencial dessa conferência de imprensa do Presidente da República, há cerca de uma hora, em Madri, a assinalar o fim desta visita oficial a Espanha, a primeira do mandato.
E por Mafra andou esta segunda-feira o antecessor. Foi no Conselho de Mafra que Marcelo Rebelo de Sousa manifestou estranheza com a proposta de retirar José Saramago como autor obrigatório do plano de estudos do 12º ano.
É essa a proposta do Ministério da Educação. Prevê que obras como o Memorial do Convento ou Um Ano de Morte de Ricardo Reis deixem de ser obrigatórias no plano de estudos, de visita à escola secundária, com o nome do Nobel, José Saramago, em Mafra. Marcelo Rebelo de Sousa considerou que a proposta é estranha.
No caso de Saramago, o que milita a favor dele ter fragmentos ou textos seus, não necessariamente livros, que devam ser do conhecimento de todos, é o facto de ser o único Prémio Nobel de Literatura português, e que é um pouquinho estranho que um país que tem um só Prémio Nobel de Literatura ache que desse Prémio Nobel haja pelo menos alguns fragmentos que devam ser conhecidos.
A estranheza manifestada pelo antigo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de visita à escola José Saramago, em Mafra.
E esta tarde, Miguel Videira, tivemos o anúncio de um regresso. Pedro Nuno Santos vai voltar ao Parlamento.
É isso que apurou o Observador. O ex-líder do PS retoma o mandato de deputado depois de um período de suspensão de seis meses, ainda a tempo das celebrações do 25 de Abril. O prazo para a decisão de regressar ou renunciar ao mandato terminava amanhã. Pedro Nuno Santos suspendeu o exercício de funções de deputado em outubro do ano passado, antes da votação do Orçamento Estado para 2026. Nestes seis meses, esteve a trabalhar na empresa da família, a Tecmacal, dedicada à venda de máquinas para o setor do calçado. Está agora de regresso.
Pedro Nuno Santos vai regressar ao Parlamento ainda esta semana. Olhando para o que se passa lá fora, há um aviso em jeito de ameaça feito por Donald Trump. Se o cessar-fogo expirar sem acordo, diz Trump, e citamos: "Muitas bombas vão cair".
É isso que diz o presidente norte-americano numa entrevista por telefone à PBS News. Trump foi questionado sobre o quebre das negociações em Islamabad, no Paquistão. Responde que quer simplesmente a garantia de que o Irão não tem capacidade para desenvolver uma arma nuclear. Em relação à possível falta de comparência iraniana, Trump diz que é suposto o Irão participar e garante que os Estados Unidos vão estar em Islamabad. Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão diz que o regime ainda não tomou uma decisão sobre se vai ou não marcar presença nesta segunda ronda negocial.
E há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira, 20 de abril.
Começamos com um alerta da Procuradoria-Geral da República: há e-mails fraudulentos que estão a circular com uma informação de falsos reembolsos por atrasos em voos da TAP. Têm por objetivo aceder aos cartões bancários dos visados. Os burlões enviam o e-mail, o remetente é aparentemente a TAP. Dizem que o destinatário tem direito a uma compensação financeira porque o último voo sofreu um atraso significativo. A mensagem inclui um link que remete para um site parecido com a página de internet da companhia aérea portuguesa. O gabinete cibercrime da Procuradoria recomenda que se ignore e apague mensagens como estas. Caso seja tarde demais e tenha facultado os dados aos burlões, a vítima deve contactar o banco ou a entidade emissora do cartão. Há uma nova ronda de negociações entre Israel e o Líbano na próxima quinta-feira. É uma informação que está a ser avançada pela Associated Press e pelo New York Times, citando fontes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. A fechar esta edição das 18h. Este é dedicado aos Xutos & Pontapés.
Eu já vi Xutos & Pontapés nos sítios mais inimagináveis. Já vi muitos concertos e é sempre um grande concerto.
É um traço comum a todos aqueles que têm mais de 40 anos. Tenho uma sugestão para ti e para todos os fãs de Xutos celebrarem este 25 de Abril. A mítica banda portuguesa é o grande destaque das comemorações da Revolução dos Cravos, em Beja. Os Xutos regressam à cidade alentejana sete anos depois do último concerto. Sobem ao palco do Estádio Doutor Flávio dos Santos na sexta-feira, 24, para um momento de partilha e celebração da democracia. Para além dos Xutos, a programação inclui ainda outros concertos, exposições e atividades desportivas.
E ficamos com os Xutos até ao fim deste jornal das 18h, na Rádio Observador. Esta é uma música boa para ir para casa, ganhar alguma energia ao final do dia.