Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jornal das seis, com a jornalista Vanessa Cruz.
As empresas afetadas pelas tempestades vão poder pagar os créditos mais tarde. O primeiro-ministro fez o anúncio no debate quinzenal no Parlamento. Miguel Vítor Diz.
O debate começou, como é hábito, com um anúncio do governo.
Amanhã mesmo, o Conselho de Ministros irá aprovar uma moratória temporária dos créditos às empresas por mais 12 meses.
Luís Montenegro a antecipar uma decisão do Conselho de Ministros de amanhã em Beja, com André Ventura a criticar a falta de iniciativa do Estado para resolver os problemas das pessoas.
O governo manda para a seguradora. Então não é preciso ter governo! Então basta a seguradora! Todos os planos que apresentou, estruturais até hoje, foram um fracasso.
A referência é ao anúncio feito no PTRR de que o Estado não pode ajudar todos. Já José Luís Carneiro, do PS, insiste no combate ao aumento do custo de vida, carregando numa medida já rejeitada por Montenegro.
Está ou não disponível para que, mesmo transitoriamente, possamos adotar o IVA zero sobre o cabaz dos bens essenciais? Porque do que estamos a falar, senhor primeiro-ministro, é de cerca de quarenta e cinco euros a mais.
E com propostas semelhantes, Luís Montenegro procura fazer uma colagem.
O senhor deputado quer ser o mais chegano dos deputados socialistas. O senhor deputado arrisca-se mesmo a ser o chegano mais socialista dessa bancada ou mesmo do Chega em Portugal.
A dica para José Luís Carneiro, depois para André Ventura. E de volta ao PTRR, Mariana Leitão, da Iniciativa Liberal, acusou Montenegro de recauchutar o programa do governo.
Chegamos ao absurdo de ter um plano apresentado sem plano. No fundo, o governo usou uma catástrofe para empacotar a sua agenda de governo.
E Rui Tavares, do Livre, quis deixar sugestões para a agência que vai executar o programa.
Se quer ir buscar fundos europeus, talvez não tenha ninguém melhor do que a ex-comissária Elisa Ferreira. Se quiser ir buscar alguém que sabe levar a ajuda até ao terreno e denunciar quando ela não chega, o doutor Jorge Moreira da Silva, por que não?
Montenegro toma nota do perfil, mas não comenta nomes. O pacote laboral também foi tema, com o PCP a insistir na rejeição.
Não serve os trabalhadores, não serve o país, não serve em nenhuma circunstância, muito menos nesta em que estamos agora a viver.
O governo com vida complicada depois de Ventura ter reafirmado que sem a descida da idade da reforma, não há acordo para ninguém.
O pacote laboral a marcar também este debate quinzenal com o primeiro-ministro e, à semelhança da CGTP, a UGT também não põe de parte convocar uma greve geral, mas o secretário-geral Mário Mourão empurrou uma decisão para depois do encontro, que está marcado entre os parceiros sociais na concertação social para a próxima semana, dia 7 de maio.
Rui Pinto voltou a ser absolvido. Foi conhecido esta tarde o veredito do segundo processo do caso Football Leaks.
O pirata informático estava acusado de 241 crimes no total, 201 de acesso ilegítimo qualificado. Os outros dividiam-se entre violação agravada de correspondência e dano informático. O Tribunal Criminal de Lisboa considera inválida a acusação do Ministério Público e também diz que a dignidade do arguido não foi respeitada.
E o que diz a defesa de Rui Pinto, Vanessa?
O advogado considera esta decisão inovadora. Francisco Teixeira da Mota defende que o julgamento não fazia sequer sentido.
O Rui Pinto já foi julgado, já foi condenado, colaborou com a Justiça portuguesa, colaborou na sua própria incriminação, forneceu elementos para ser julgado e, portanto, não faz sentido que se continue a querer persegui-lo, porque há aqui um comportamento quase esquizofrénico da parte do Ministério Público, na medida em que o utiliza como colaborador na obtenção de prova, até contra ele próprio, que ele o faz, e depois a seguir quer condená-lo a todo o custo.
Francisco Teixeira da Mota, entrevistado pelo jornalista António José Soares depois da absolvição de Rui Pinto no segundo processo do caso Football Leaks.
Vanessa Cruz, olhamos agora para as consequências da guerra no Médio Oriente. Há uma nova escalada no preço do barril de Brent, o barril de petróleo que serve de referência para Portugal. E vai daí, Vanessa Cruz, quanto vai aumentar a gasolina e o gasóleo na segunda-feira?
Temos pelo menos uma estimativa nesta altura, Ricardo. O barril de Brent de que falavas superou esta tarde os 111 dólares por barril, o valor mais alto no mês e 6% acima das cotações de ontem. A Associação dos Revendedores de Combustíveis, a ANAREC, antecipa desde já uma subida pronunciada na próxima semana do preço da gasolina e do gasóleo, e quase cinco cêntimos no caso da gasolina, oito no gasóleo. Contas de Mafalda Trigo, vice-presidente da ANAREC.
Desde o início da semana que está para aumentar. Neste momento, o aumento foi esbatido, mas mesmo assim está com uma previsão de aumento de quatro cêntimos e meio nas gasolinas e oito cêntimos no gasóleo. De qualquer forma, este aumento poderá ser minimizado se o governo fizer o mesmo exercício que tem sido feito relativamente ao ISP. Portanto, em vez do aumento ser oito, já só seriam seis. Se fossem cinco cêntimos, passariam a quatro.
Vamos ter de esperar por amanhã ou sexta-feira para termos uma confirmação mais precisa de quanto sobem os preços dos combustíveis na próxima semana, até para perceber se há mexidas ou não no desconto sobre o ISP. Essa decisão cabe ao Ministério das Finanças.
E há outras contas a fazer sobre, por exemplo, Vanessa Cruz, quanto está a custar aos Estados Unidos esta guerra?
Está a custar, pelo menos há uma estimativa, cerca de 25 mil milhões de dólares, pouco mais de 21 mil milhões de euros, previsão avançada no Comitê das Forças Armadas Norte-Americanas. O chefe das finanças do Pentágono, Jules Hurst, faz as contas e também aponta o uso que é dado ao dinheiro.
Ao dia de hoje, estamos a gastar cerca de 25 mil milhões de dólares na operação Epic Fury. A maior parte é para munição, outra parte é para equipamentos. Nós vamos formular um suplemento através da Casa Branca quando tivermos todos os dados dos custos.
É uma conta apresentada pelo chefe das finanças do Pentágono, sendo que Donald Trump voltou hoje a ameaçar o Irão. "Acabou-se o senhor simpático", é o que se pode ler numa descrição de mais uma imagem gerada com recurso à inteligência artificial. O que é que podemos ver nessa imagem? Donald Trump de costas voltadas para várias explosões com uma arma na mão, óculos escuros, a insinuar que a paciência da Casa Branca está a chegar ao fim.
E é neste contexto de incerteza em que todos vamos vivendo que hoje Lisboa foi palco do Fórum Latorre, na Gulbenkian. Há uma parte da discussão, por exemplo, no que trouxe o presidente da República a esta discussão. António José Seguro defende uma reforma institucional na Europa, na área da defesa, Vanessa.
Para aproximar a União Europeia de países como o Reino Unido ou a Noruega. António José Seguro apela a um processo mais rápido de reforço da defesa europeia e Vasco Maldonado Correia com reparos a Bruxelas.
Numa era de transição a nível geopolítico, o presidente da República quer uma Europa mais autónoma, que vá além de frases bonitas.
A autonomia estratégica da Europa não é um slogan, é uma necessidade.
Nessa Europa pensada por António José Seguro, a relação com os Estados Unidos é diferente.
A amizade verdadeira não exige concordância permanente. Exige lealdade, reciprocidade e respeito pela soberania de todos os Estados.
E os 27 não podem ficar parados no tempo.
Vivemos hoje numa era de recomposição da ordem internacional ou de transição, simplesmente. E a economia global, que parecia convergir para um modelo partilhado, revela-se um campo de competição sistémica. Neste contexto, a Europa que hesita é a Europa que perde.
Para responder a essa recomposição, Seguro quer uma reaproximação a velhos amigos.
A União Europeia precisa de um arranjo institucional sólido, eficiente e com recursos adequados, que integre outras democracias, tais como o Reino Unido e a Noruega.
Ao Fórum Latorre, em Lisboa, o chefe de Estado trouxe puxões de orelhas a Bruxelas.
É difícil de compreender que o relatório Draghi, só para dar um exemplo, tenha sido apresentado há mais de um ano e meio e a sua execução não conheça a luz do dia.
E apelos a uma liderança mais forte.
Uma Europa com capacidade de decidir, de falar com uma voz credível em política externa, mobilizar recursos à escala dos desafios que enfrenta.
Esses desafios passam, claro, pelo investimento no setor da defesa. Também aí, Seguro quer mais celeridade.
A defesa europeia não pode continuar a ser uma caminhada lenta, baseada apenas em coligações de vontade, que se formam e desfazem conforme as conjunturas e as conveniências.
E no final de contas, conclui o presidente, tudo se resume a uma escolha.
Ou a Europa escolhe ser sujeito da história ou resigna-se a ser objeto da escolha de outros. Estou certo que Portugal e Espanha escolheram e escolhem ser sujeitos.
António José Seguro no Fórum Latorre, por onde passaram também outros nomes da política nacional e internacional, desde logo o antigo primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy, também os antigos ministros portugueses Paulo Portas, Augusta Silva e Mário Centeno. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, enviou uma mensagem gravada em vídeo.
6:10, Vanessa Cruz, vamos falar sobre comboios. O ministro das Infraestruturas esteve hoje no Parlamento, falou sobre o futuro da CP. O governo pode abrir a circulação de comboios a empresas estrangeiras. A CP tem que se despachar. Foi isso que o ministro veio dizer hoje no Parlamento?
Sim, até porque há aqui um prazo. Daqui a três anos, em 2029, vai terminar o contrato de concessão do serviço público da CP, Comboios de Portugal, e Miguel Pinto Luz avisa que se a concessão não for prolongada, a ferroviária nacional vai ter de competir com vários operadores europeus.
O contrato de serviço público terminado em 2029, das duas, uma: ou o governo consegue uma prorrogação desse contrato, ou temos que ir para um concurso público internacional. E num concurso público internacional onde podem vir concorrentes da Europa toda, este governo quer ter uma CP que vai ganhar esse concurso. E em 2029 teremos concorrência.
Aviso deixado pelo ministro Miguel Pinto Luz no Parlamento.
E há outro dossiê por fechar, o de Provedor de Justiça. Não há, para já, alternativa ao nome de Tiago Antunes como candidato, podemos chamar assim, à Provedoria de Justiça. O PS, Vanessa, não indicou ninguém na conferência de líderes parlamentares.
Que decorreu esta manhã. Tiago Antunes não conseguiu reunir os necessários votos de dois terços dos deputados e terá de ser um novo nome, já que o antigo secretário de Estado acabou por desistir desta corrida.
E no entretanto, há data, nova data?
Não. O porta-voz da conferência, Francisco Figueira, deu conta de que não existindo ainda uma candidatura, não é possível definir uma data. O mesmo também para o Tribunal Constitucional, tal como o Observador adiantou ontem, o atual presidente do Constitucional, José João Abrantes, continua sem confirmar se vai deixar ou não o Palácio Ratton e os deputados estão à espera dessa decisão para agendar a eleição.
Ainda temos tempo para olhar para outras notícias que estão a marcar a tarde desta quarta-feira, 29 de abril.
Os trabalhadores da saúde vão estar em greve nas próximas segunda e terça-feira, dias 4 e 5 de maio. É um protesto para reivindicar melhores salários e condições dignas de trabalho, incluindo a contratação urgente de pessoal para acabar com turnos suplementares e cargas horárias elevadas, 14 a 16 horas de serviço contínuo. É, pelo menos, esta a justificação do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos, que convocou esta greve. Há manifestação junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, na próxima terça-feira de manhã. Terrorismo. A polícia britânica classifica desta forma o ataque que aconteceu esta manhã, no norte de Londres, em Golders Green. Dois homens judeus foram esfaqueados. As vítimas estão em estado grave. O suspeito foi detido no local. A polícia diz que tinha um histórico de violência grave e também problemas de saúde mental. Não há indícios de que o suspeito do incidente durante o jantar de correspondentes da Casa Branca, no último fim de semana, tenha feito qualquer disparo. É o que adianta o jornal norte-americano Washington Post, depois de ter revisto imagens de videovigilância do hotel onde decorreu este evento, em que participou também Donald Trump e vários membros da administração Trump. Pela primeira vez em duas décadas, o desfile do Dia da Vitória na Rússia não vai ter aparato militar, não vai ter veículos blindados, nem sistemas de mísseis. É o que informa o Ministério da Defesa de Vladimir Putin. Tudo por causa dos receios de ataques ucranianos, ao que adianta o jornal britânico Guardian. O evento anual, que costuma enaltecer o poderio militar russo, acontece na Praça Vermelha, em Moscovo. E agora a história de um bebê a nascer a bordo de um avião. E a pergunta: com que nacionalidade é que ficaria este bebê?
Já não há bebês a nascer em ambulâncias, agora também nascem em aviões. E sabemos mais ou menos onde é que nasceu?
Nos Estados Unidos, uma grávida deu à luz 30 minutos antes da aterragem de emergência. Ainda faltavam duas semanas para a data prevista para o nascimento da bebê. A mãe é do Tennessee e estava a viajar para o estado de Oregon para estar com a mãe dela no parto, mas não conseguiu chegar a tempo.
E então, e o bebê? É norte-americano?
Pois.
Nasceu no Oregon.
A nacionalidade já temos.
No Tennessee.
O que é que sabemos? Um médico e duas enfermeiras estavam a bordo, portanto, isso já ajudou. Foram usados cobertores de outros passageiros e um atacador para o cordão umbilical. O parto foi feito. Quando o avião aterrou, a mãe e a bebê, que estavam bem de saúde, foram recebidas por uma equipa de emergência médica. Falta agora conhecermos os desenvolvimentos, mas norte-americana é.
O que interessa é que tudo acabou em bem. A Vanessa Cruz vai regressar às 18h30 para atualizar as notícias e daqui a pouco em destaque no "E o Vencedor é": o PTRR.