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Jornal das 6 com edição do Miguel Videira. Começamos pelo presidente da Associação de Administradores Hospitalares, que defende que a escolha dos administradores deve obedecer ao critério do mérito, o que nem sempre tem acontecido.

É a reação de Xavier Barreto à notícia hoje avançada pelo Observador. Em dois anos, o governo mudou dois terços das administrações dos hospitais, contas feitas, quase 70% dos presidentes das Unidades Locais de Saúde têm ligações ao PSD e muitas vezes vieram substituir militantes do PS. Xavier Barreto, gostava que a nomeação dos administradores respeitasse outros critérios.

O modelo ideal seria alguém que fosse gerindo dentro do hospital um conjunto de áreas com complexidade crescente, que fosse dando mostras e provando que tem aptidão, que tem perfil até para ser líder de uma ULS e que depois é capaz de ser nomeado com base nesse mérito. Isso infelizmente não acontece. Estamos a falar de pessoas que são nomeadas, que nunca trabalharam no Serviço Nacional de Saúde, que são nomeadas pela primeira vez para um cargo de gestão, para um conselho de administração.

Convidado o explicador da tarde política, Xavier Barreto, ressalva que o facto de alguém pertencer a este ou aquele partido não tem de ser necessariamente um obstáculo.

Ser militante de um partido não é propriamente ter cadastro. E, portanto, é perfeitamente aceitável que alguém possa ser militante de um partido e ainda assim ser nomeado se, ao mesmo tempo, tiver o currículo, a experiência, se fizer gestão em saúde há muitos anos. Nós temos vários casos. Repare que estes casos, estas nomeações de pessoas com a ligação partidária não são todas iguais. Há pessoas que estão na gestão em saúde há muitos anos e que também são militantes de um partido e pessoas que são nomeadas para o conselho de gestão apenas e só pelo simples facto de serem militantes do partido. Isso é que não é aceitável e infelizmente tem acontecido.

O que diz Xavier Barreto é o presidente dos administradores hospitalares, foi o convidado da tarde política.

O diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde admite que não vai ser possível resolver este ano o problema dos internamentos sociais.

Há cerca de uma semana, precisamente, o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares alertava para o agravamento do número de internamentos indevidos nos hospitais portugueses. Pedia ao executivo respostas urgentes. Ora ouvido há instantes na Comissão de Saúde, Álvaro Almeida, o diretor-executivo do SNS, afirma que o problema está a ser resolvido de forma gradual, mas vai demorar.

Os internamentos sociais, de certeza que não os vamos resolver este ano, mas estamos a resolvê-los gradualmente. No total do ano até agora, desde o início de janeiro até este momento, já foram colocadas 422 pessoas ao abrigo da Portaria 38-A 2023, que são mais 27% do que no mesmo período do ano anterior. Há aqui um aumento da capacidade de resposta que se tem observado desde a publicação da portaria. Estas questões não se resolvem de um dia para o outro.

É isso que diz o diretor-executivo do SNS, Álvaro Almeida, escutado a esta hora na Comissão de Saúde.

António José Seguro já está em Angra do Heroísmo, palco das celebrações do 10 de Junho, que se assinala amanhã.

E já se encontrou com o representante da República para os Açores. No final, falou com os jornalistas e aproveitou para fazer um balanço dos primeiros três meses de mandato que hoje se assinalam.

Vim para equilibrar o sistema político e sinto-me feliz, porque nestes três meses, faz hoje precisamente três meses que tomei posse como presidente da República, tenho conseguido.

Tem conseguido equilibrar o sistema político sobre a relação muito particular com o primeiro-ministro.

Tem havido uma boa articulação, boas reuniões de trabalho que temos tido semanalmente e naturalmente isso corresponde àquilo que eu também assumi como compromisso com os portugueses, ser um presidente acima de todos os partidos, um presidente de equilíbrio.

António José Seguro, que amanhã vai presidir às cerimónias oficiais do 10 de junho, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.

O Partido Livre considera que os esclarecimentos do governo e da Agência Lusa sobre a contratação de uma empresa com alegadas ligações familiares ao gabinete do ministro da Presidência foram insuficientes. Espera, por isso, que a situação seja esclarecida sem dramas.

O Livre pediu esse esclarecimento ao governo na sequência da notícia avançada pela revista Sábado, conta que a Agência de Notícias Lusa contratou para a prestação de serviços de consultoria uma empresa de que é proprietário o tio de um membro do gabinete de Leitão Amaro, ministro que tutela a pasta da Comunicação Social e, por consequência, a Agência Lusa. A deputada do Livre, Filipa Pinto, diz que as respostas e os esclarecimentos prestados até agora são insuficientes.

As partes terem negado conhecimento ou intervenção indevida neste processo de contratação não é suficiente. Esta questão da transparência parece-nos muito importante, estando em causa alegadas ligações familiares do gabinete do ministro a esta empresa, parece-nos que é de todo importante e sem grandes dramas, esclarecer-se-á o facto de conhecimento disso e se mesmo assim se celebrou este contrato por ajuste direto. Portanto, não é um contrato com concurso público, em que poderia haver vários candidatos e este ser o melhor. Aqui é por ajuste direto e por isso torna a questão ainda mais relevante.

O Livre quer esclarecimentos adicionais. Considera a deputada Filipa Pinto que as explicações avançadas, quer pelo governo, quer pela administração da Agência Lusa, não são suficientes.

Passam agora cinco minutos das 18h, hora também de atualizarmos outras notícias que marcam a atualidade.

Roberto Martínez diz que o jogo de amanhã, de Portugal frente à Nigéria, é um bom teste para preparar a fase de grupos do Mundial. O selecionador adianta que dará, tal como no último jogo de preparação, minutos a todos os jogadores. Foi a última conferência de imprensa no estágio da seleção na Cidade de Futebol, em Oeiras. Roberto Martínez diz que este particular contra a Nigéria não é um ensaio geral para o jogo frente à República Democrática do Congo, que é o primeiro adversário de Portugal na competição. No entanto, o selecionador identifica algumas semelhanças entre as duas equipes e diz que vai ser um bom teste.

Contra a Nigéria, temos uma oportunidade de trabalhar aspectos que acho que são semelhantes com os pontos fortes que o Congo tem, uma equipe africana diferente, tem muita flexibilidade tática, mas é um adversário exigente e que é mais um teste para preparar o nosso grupo.

À pergunta sobre se o 11 escolhido para entrar em campo amanhã frente à Nigéria será o 11 tipo para o Campeonato do Mundo, Roberto Martínez diz que não e só há um jogador que vai estar 90 minutos em campo: o guarda-redes Diogo Costa.

Não é o 11 inicial, não é o 11 que termina amanhã. Ajustamos o que precisamos durante o jogo. A ideia é fazer 11 substituições, a ideia do Diogo Costa jogar os 90 minutos e tentar que todos os outros jogadores tenham minutos.

Para além de Roberto Martínez, marcou também presença nesta conferência de imprensa Francisco Trincão. Avançado do Sporting, diz que está na melhor fase da carreira, na melhor fase para ajudar a seleção.

Sinto que nesses últimos anos desenvolvi não só o meu jogo, mas também fisicamente, mentalmente, acho que consegui crescer em todos os aspectos do jogo, também defensivamente. Portanto, acredito, sim, que estou na minha melhor fase. Óbvio que ambiciono melhorar e poder estar um nível acima, mas sinto, sim, que chego talvez na minha melhor forma ao Mundial.

Francisco Trincão, que amanhã, juntamente com os restantes convocados por Roberto Martínez, defrontam a Nigéria. É o último jogo de preparação antes do arranque oficial do Campeonato do Mundo. A prova começa na próxima quinta-feira. Não, o judoca Jorge Fonseca rejeita ter comprado qualquer produto estupefaciente à rede de tráfico batizada pelas autoridades como Uber da droga. O Observador noticiou há dias que entre os clientes da rede, agora desmantelada, estavam diversas figuras públicas. No acórdão a que o Observador teve acesso, o judoca é mencionado juntamente com mais 20 pessoas, como um dos clientes do Uber da droga, de quem teria recebido, em troca de um pagamento, produtos estupefacientes. Jorge Fonseca nega. Ao Observador, o advogado do judoca olímpico já tinha explicado que ele e um amigo se deslocaram junto de um dos responsáveis pela rede, mas que Jorge Fonseca nunca chegou a tomar qualquer substância psicotrópica. Três pescadores foram resgatados com vida no rio Douro. O barco de pesca onde seguiam afundou perto de Alfândega do Porto. O alerta foi dado depois das 15h. Os três homens foram resgatados pelos tripulantes de um barco que estava próximo do local. A Polícia Marítima procura ainda determinar as circunstâncias em que ocorreu este incidente.

Miguel Videira está de regresso às 18h30 para atualizar a informação numa síntese de notícias.