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Jornal das 6 com Luís Soares. No Palácio de Belém, a agenda de António José Seguro está preenchida esta tarde. Decorre a esta hora a cerimónia de condecoração do ex-presidente do Tribunal Constitucional.

José João Abrantes, que saiu do cargo depois da eleição dos novos juízes para o Constitucional no Parlamento e também da escolha de João Carlos Loureiro para presidir ao órgão responsável pela fiscalização da constitucionalidade das leis. Antes disso, foi recebido o Bloco de Esquerda. Ainda vai haver uma outra cerimónia daqui por uma hora. Para já, Vasco Maldonado Correia, agora em direto. Está prevista para esta hora a condecoração de José João Abrantes.

Está prestes a começar, Luís, já com a sala cheia, sala onde normalmente decorre este tipo de homenagens, este tipo de condecorações, uma sala já muito preenchida e com a presença, por exemplo, do Procurador-Geral da República, mas também do senador socialista Manuel Alegre. Sendo que esta é, claro, uma tarde muito preenchida no Palácio de Belém. Há pouco passou por aqui também o porta-voz, o coordenador do Bloco de Esquerda, que se veio queixar ao presidente da República de um aparente truque político na Assembleia da República, com o presidente da Assembleia da República a atrasar os prazos para a entrega do processo para a revisão constitucional.

Aquilo que está em causa, verdadeiramente, é um truque político. Porque, na verdade, o que resulta desta confusão é o favorecimento objetivo de um entendimento de revisão constitucional entre o Chega e o PSD. E por isso nós, também do ponto de vista político, reagimos justamente porque nos parece que tem que haver lisura, tem que haver cumprimento das regras, não pode haver favorecimento e não pode haver, muito menos, o envolvimento de quem tem a garantia de que as coisas correm como devem correr, o presidente da Assembleia da República, não pode haver envolvimento num truque, que é aquilo que está em causa neste processo.

O coordenador do Bloco de Esquerda que pediu também a demissão da ministra do Trabalho.

Uma ministra que apostou tudo, com o patrocínio do primeiro-ministro, em fazer do pacote laboral o seu legado ao país, diante da derrota, que já era uma derrota face aos sindicatos, que já era uma derrota face à opinião pública, acrescenta uma derrota face ao Parlamento, não tem outra alternativa senão procurar outro trabalho.

Fica esse pedido por parte do Bloco de Esquerda neste dia muito preenchido no Palácio, nesta altura, e creio que já é udível, já começou a condecoração de José João Abrantes. A seguir, a partir das 19h, há também espaço para o presidente da República receber os representantes das confissões religiosas, isto neste dia de liberdade religiosa.

O Vasco Maldonado Correia no Palácio de Belém, a acompanhar esta agenda preenchida de António José Seguro, que está nesta altura a condecorar o ex-presidente do Tribunal Constitucional, José João Abrantes.

O Procurador-Geral da República garante que está a ser feito um esforço para evitar mortes de adultos e crianças em contexto de violência doméstica.

O Jornal de Notícias contabilizava hoje quatro crianças mortas neste contexto. São tantas como em todo o ano de 2022, o mais mortal para menores desde 2019. Questionado pelos jornalistas em Lisboa, Mateus Guerra garante que está a ser feito o trabalho para evitar estes casos.

É o nosso esforço que tem sido feito em termos de coordenação com as CCPJ ou todas as entidades que fazem a abordagem da prevenção. Agora, temos também que reconhecer que há situações que são inevitáveis.

O Procurador-Geral da República sublinha também o trabalho que tem sido feito, quer a nível da prevenção, quer ao nível da formação especializada de magistrados. Já a Ministra da Justiça, Rita Alercon Júdice, espera que a equipe de análise retrospectiva do homicídio em violência doméstica possa debruçar-se sobre o que aconteceu na morte destas quatro crianças.

Espero que a equipe possa olhar também para estes casos, perceber o que é que podemos retirar daqui e o que é que podemos fazer para prevenir. Estas situações só nos satisfazem se forem prevenidas, mais do que qualquer outra coisa.

A Ministra da Justiça destaca também que tem sido feito um trabalho para fomentar a partilha de informação entre as várias entidades.

O Ministro da Presidência considera que a imigração está hoje controlada. É a reação do governo aos dados divulgados hoje sobre residentes estrangeiros em Portugal, dados do Instituto Nacional de Estatística.

Que mostram que reside em Portugal mais de 11 milhões de pessoas, um milhão e meio são estrangeiros. Adriano Leite Amaro considera que estes números mostram que o controle migratório está a produzir efeitos e defende que sem as alterações introduzidas em 2024, o peso da população imigrante poderia ser superior. Nos dados conhecidos hoje, o INE anunciou ainda que vai rever os indicadores por habitante, como o PIB, emprego, saúde e educação, após esta atualização. Apesar do crescimento populacional impulsionado pela imigração, o envelhecimento também continua a aumentar no país.

E por estes dias, a Europa enfrenta a segunda onda de calor em pouco menos de um mês. Os termômetros batem nos 40 graus. França é um dos países mais afetados, Luís.

É, quase metade do país está em alerta vermelho, o mais alto. O restante está em alerta laranja. Pelo menos cinco pessoas já morreram. Entre as vítimas mortais estão três idosos, também duas crianças que foram encontradas hoje sem vida, fechadas dentro de um carro. E o calor leva também a banhos. Só este fim de semana, 10 pessoas morreram afogadas em França. Mais de 1300 estabelecimentos de ensino não abriram portas hoje por causa das temperaturas altas. Outros, cerca de 4 mil, fizeram ajustes nos horários para evitar as horas de maior calor.

E na capital francesa, Luís Soares, Paris, os termômetros marcavam esta tarde 37.

O mesmo que marcava Clermont-Ferrand, uma região no centro do país, onde está o jornalista do LusoJornal, Carlos Pereira, para cobrir a festa de São João da comunidade luso-portuguesa na cidade. Ele conta que durante o dia de ontem era praticamente impossível estar na rua ao sol e que, para aliviar o calor, a proteção civil até borrifou água sobre as pessoas.

No meio do recinto onde realizava a festa, é a festa do São João, é uma das maiores festas portuguesas aqui, era impossível estar durante o dia, mesmo impossível. Ninguém conseguia estar no recinto da festa e, portanto, os artistas cantaram sem ninguém à frente, praticamente. As pessoas estavam todas debaixo de árvores ou debaixo de umas tendas mais lá pro fundo Parecia ao espaço vazio, porque não era possível mesmo de estar ao sol. Houve uns desfiles de grupos de folclore que, muito francamente, não sei como é que os grupos de folclore conseguiram desfilar nas ruas em que levam a terra com este calor. Proteção Civil, aliás, associou-se a este evento e está constantemente a vaporizar água às pessoas.

Carlos Pereira, diretor do LusoJornal em Paris. Ele vive há 40 anos em França e diz que nunca se viveu nada assim.

E há outras notícias a marcar esta tarde.

O acesso à fisioterapia no SNS está cada vez mais difícil com o aumento da procura, de acordo com a Ordem dos Fisioterapeutas. Há doentes a esperar vários meses para iniciar a reabilitação e a lista de espera não para de aumentar. Um cenário que o bastonário dos fisioterapeutas lamenta. Confrontada com este alerta, a Direção Executiva do SNS diz que não consegue dar uma confirmação. Explica que não existem dados relativos apenas à especialidade de fisioterapia. Este é um tema em destaque a esta hora no site do Observador. Os Estados Unidos suspenderam até 21 de agosto as sanções aplicadas ao petróleo iraniano, decisão tomada no âmbito do memorando de entendimento assinado com o Irão. Anúncio feito pelo Departamento do Tesouro, responsável pela gestão das sanções económicas. O provável sucessor de Keir Starmer, Andy Burnham, já tomou posse como novo deputado trabalhista por Makerfield. À chegada a Londres, foi confrontado pelos jornalistas com um tweet de 2022 a exigir eleições gerais já após a queda de Liz Truss. O candidato à liderança trabalhista afirmou que essa questão, por agora, não se coloca. E vamos ao Mundial. Já começou o jogo entre a Argentina e a Áustria, duas seleções que entraram a vencer na primeira jornada e, em caso de novo triunfo, fica garantida a qualificação, neste caso a contar para o grupo J. A acompanhar a partida que começou há instantes, Diogo Varela. Já foi um início de partida com muita agitação.

E a prova, Luís, de que Lionel Messi não é extraterrestre, é humano e falha como todos. Acaba de falhar um pontapé de pênalti, minuto oito, e desperdiça o número 10 da Argentina, ele que vai usando essa chuteira Last Tango, que é como quem diz o último tango, a última dança argentina de Leo Messi. Depois de um hat-trick na jornada inaugural, falha a possibilidade de fazer o quarto e poder também ele isolar-se na lista de melhores marcadores deste campeonato do mundo. De resto, a Áustria pouca bola tem tido. Houve esse pênalti cometido sobre o avançado Lautaro Martínez, que Lionel Messi desperdiça. Nem sequer o guarda-redes necessitou de fazer a defesa, porque a bola foi mesmo diretamente ao lado. De resto, como te disse, as duas seleções entraram a vencer. A Argentina bateu a Argélia por 3 x 0. A Áustria derrotou a Jordânia por 3 x 1. Se houver novo vencedor, esse vencedor sabe que já tem a qualificação no bolso. Para já, com nove minutos no Texas, mantém-se o 0 x 0, já com pênalti falhado pela Argentina de Messi.

E o Diogo Varela vai continuar muito atento a este jogo. E falando no Mundial, Ricardo, sei que gostas de hinos, imagino que em particular do nosso.

Sim, claro. Remédio. Não é o mais espetacular. Estou a falar do ponto de vista artístico.

Mas olha que, de acordo com o New York Times, entre as várias seleções que estão no Mundial, o nosso não está mal.

Está bem cotado?

Está bem cotado. O hino português aparece na terceira posição. A estreia de Portugal no Mundial ficou marcada pela homenagem a Diogo Jota durante o hino e o New York Times diz que foi um momento emocional, acompanhado também por um empoderante apelo às armas e, portanto, está até bastante bem classificado.

E sabemos quem é que está em primeiro ou em último?

Em último, que é capaz de ser mais interessante, porque o hino de Inglaterra, que tem estas ligações históricas aos Estados Unidos, o New York Times é um jornal dos Estados Unidos, ficou em último lugar e é um hino considerado pelo jornal como medonho.

O "God Save the King", neste caso, é o pior?

Pelo menos entre estas 48 seleções, para o New York Times. Não sei quais são os critérios.

Do ponto de vista artístico, não sei se concordamos com o New York Times. Eu ontem ouvi o uruguaio e achei muito interessante o hino uruguaio. E o Luís Vares vai regressar às 18h30.