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Rádio Observador. Jornal das 6, com edição de Beatriz Félix. E Beatriz, morreu o antigo ministro do Trabalho, Eusébio Marques de Carvalho, aos 91 anos.
Uma notícia que foi divulgada pela família, à agência Lusa. O também advogado Eusébio Marques de Carvalho morreu na madrugada deste sábado. Nasceu em julho de 1935, em Lisboa e foi ministro do Trabalho entre 1978 e 1981, nos quarto e sexto governos constitucionais da AD, liderados por Carlos Mota Pinto e por Francisco Sá Carneiro. Foi também ministro da Reforma Administrativa no sétimo governo constitucional da AD, já encabeçado por Francisco Pinto Balsemão. O funeral de Eusébio Marques de Carvalho vai acontecer na quarta-feira, no Centro Funerário de Cascais, com chegada ao Crematório de Alcobides pelas 14h00. A cremação acontece pelas 16h00.
E o ministro da Reforma do Estado acredita que a AD vai vencer as próximas eleições com maioria absoluta.
Em entrevista ao Observador, Gonçalo Matias acredita que Luís Montenegro vai conseguir cumprir o objetivo da maioria absoluta quando as reformas começarem a ser sentidas pelos portugueses e a tempo das legislativas de 2029.
Em 2029, quando tivermos eleições, ao fim de quatro anos de reformas e quando os efeitos das reformas se sentirem verdadeiramente na vida das pessoas, eu não tenho a mais pequena dúvida que essas eleições serão ganhas pela AD com maioria absoluta.
Gonçalo Matias, que defende o trabalho feito até o momento e reconhece que há reformas de maior dimensão e outras mais simbólicas. Gonçalo Matias, nesta entrevista ao SubScuta da Rádio Observador, conduzida pelos jornalistas Miguel Santos Carapatoso e Luís Rosa, em que diz ainda que os pedidos de poupança feitos pelos ministros da Economia e do Ambiente, como resposta ao aumento do custo de vida, fazem parte de um esforço coletivo.
Se vivemos uma dificuldade coletiva, todos devemos contribuir coletivamente para não-
Mas não são os nossos hábitos individuais, neste caso muito concreto, que vão fazer baixar o preço dos comestíveis.
O que eu quero dizer com isso é que todos podemos atuar em conjunto. Nós atravessamos várias crises em Portugal nas últimas décadas. Tivemos a crise financeira em 2011, tivemos o Covid, que nos afetou a todos.
Estamos permanentemente em crise.
É verdade, mas muitas delas também são internacionais. O Covid era internacional, esta agora é internacional. Em todos esses momentos foi pedido às pessoas um esforço coletivo.
O ministro adjunto e da Reforma do Estado, em entrevista ao SubScuta da Rádio Observador, fala ainda sobre o caso de Luís Neves, diz que não é assim tão importante para os portugueses.
E a ONU considera que Espanha violou obrigações internacionais ao despejar uma mulher de 87 anos.
Um caso que tem levado milhares de pessoas às ruas de Madri em protesto e muitas também estão acampadas nas ruas da cidade. Protestam em favor de Mari Carmen, uma mulher de 87 anos com um grau de 50% de incapacidade e que foi despejada da casa onde vivia há décadas. Hoje, as Nações Unidas já se pronunciaram. O relator especial das Nações Unidas para o direito a uma habitação adequada acusou Espanha de violação de obrigações internacionais. Koulda Kasla explica que Espanha violou a medida cautelar, ordenada em junho pelo Comitê dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU, de suspender o despejo até a resolução do mérito da causa.
E Beatriz, o primeiro-ministro espanhol diz que já estão a ser pensadas medidas para resolver os problemas na habitação.
Pedro Sanchez assegurou hoje que o executivo está a trabalhar para levar ao Conselho de Ministros, já marcado para terça-feira, um decreto sobre habitação. O objetivo é aliviar a situação de emergência habitacional que tem afetado milhões de espanhóis.
E por cá, a Associação de Inquilinos Lisbonenses alerta para o risco de despejos em Portugal, assim como em Espanha.
Um aviso que foi feito pelo presidente da associação, Pedro Ventura, em declarações à Sic Notícias, diz que as alterações ao regime de arrendamento têm deixado os inquilinos mais desprotegidos e que por isso não fica assim tão longe o cenário espanhol.
É perfeitamente possível, porque estamos a falar da renovação de contratos. São novos contratos. Se o inquilino não tiver capacidade de suportar a renda, pode ser efetivamente expulso. E depois há aqui outro fator: mais de 60%, segundo a Autoridade Tributária, dos contratos não são declarados nas finanças e por isso mesmo, com este nível de informalidade, é óbvio que muitos inquilinos idosos e outros não idosos possam ser despejados.
E perante esta possibilidade, Pedro Ventura critica o projeto de rendas moderadas do governo.
Quando o governo entende que uma renda moderada são €2300, aquilo que foi o efeito imediato do governo ter declarado isso, foi que houve um aumento dos contratos entre os €2000 e os €2300. É óbvio que todos os contratos terão uma tendência normal a colar-se a esse valor.
Pedro Ventura, o presidente da Associação de Inquilinos Lisbonenses, em entrevista à Sic Notícias.
José Luís Carneiro acusa o governo de querer liberalizar o desalojamento à margem da Assembleia da República.
Foram declarações do secretário-geral do PS à margem de uma visita à Cabeceiras de Basto, em que criticou a política do governo para a habitação. Em causa, o novo regime do arrendamento urbano, com José Luís Carneiro a dizer que o governo quer uma carta branca para o Parlamento.
Eu apelo ao governo para que não queira legislar à margem da Assembleia da República no que respeita à liberalização dos despejos, particularmente nas grandes cidades, nos grandes meios urbanos. O governo quer legislar à margem da Assembleia da República e isso não é aceitável e também não é aceitável que se queira fragilizar a relação contratual com inquilinos que vivendo nas grandes cidades
Pessoas com idade, com escassez, que tem muito que ver com pensões, que são pensões baixas e que, naturalmente, nesta altura em que estão a olhar para o que se está a passar em Espanha, nomeadamente em Madrid, estão a ficar muito inquietas com aquilo que se está a passar.
José Luís Carneiro, em declarações aos jornalistas captadas pela CNN. Aqui numa referência às manifestações em Madrid, por causa de Mari Carmen, uma mulher de 87 anos obrigada a deixar a casa onde vive há décadas. José Luís Carneiro falou de habitação, mas também de saúde. O secretário-geral do PS desvaloriza ainda a proposta da AD para limitar o acesso de estrangeiros ao Serviço Nacional de Saúde.
Neste momento, a minha preocupação é aquela que tem que ver com a vida das pessoas. E aquilo que tem que ver com a vida das pessoas é tomar medidas que diminuam os impactos do aumento dos combustíveis sobre a vida das pessoas, a redução do custo com os combustíveis, a redução dos custos com a eletricidade e com o gás, a redução dos custos com os bens alimentares, o apoio a setores econômicos mais expostos a esta crise, é aquilo que é fundamental. Sempre que há incapacidade ou incompetência do governo responder a essas necessidades, procuram trazer temas laterais e eu não me quero colocar nos temas laterais.
São as declarações do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, aos jornalistas numa visita à Cabeceiras de Basto.
De regresso à atualidade internacional, Donald Trump diz que o alegado ataque terrorista relatado hoje no Reino Unido foi uma tentativa de atacar os Estados Unidos.
Em causa está a suspeita de um ataque terrorista a uma base aérea utilizada pelos Estados Unidos para ataques estritamente limitados durante a guerra com o Irão. A polícia britânica retirou os moradores de casas nas proximidades dessa base. O caso, considerado de elevada gravidade, está a ser investigado pela polícia antiterrorismo. Entretanto, Donald Trump reagiu a este incidente. O presidente norte-americano diz que os alegados terroristas queriam causar grandes danos aos portos dos Estados Unidos e Trump acrescenta que a detenção feita pelo Reino Unido foi fantástica e que aqueles suspeitos já estavam a ser investigados.
A diplomacia iraniana garante que Teerão está pronto para negociar, mas também para uma guerra devastadora.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão diz à norte-americana NBC que as Forças Armadas do país estão preparadas para responder a qualquer agressão, mesmo que isso leve a uma guerra com proporções devastadoras. A declaração surge depois de Trump ter confirmado a rejeição do plano proposto pelo Irão para cessar hostilidades, sendo que a imprensa norte-americana indicou que os Estados Unidos estão a preparar novos ataques ao Irão, a começar já depois das eleições intercalares de novembro.
E no futebol, estamos a pouco mais de uma hora do encontro entre Portugal e Noruega. Jorge Jesus garante um bom ataque da seleção à Noruega.
Portugal entra em campo às 19h45 em Oslo para a segunda jornada da Liga das Nações. Na conferência de imprensa de antevisão à partida, o selecionador nacional reconhece qualidade no ataque português, mas garante que Portugal não fica atrás.
Apesar de termos pouco tempo de trabalhar comigo, acredite muito naquilo que vamos fazer amanhã. Uma coisa de certeza absoluta, não vou ter medo nenhum da Noruega, zero. E vou lançar uma equipa que eu olho mais para ela até ofensivamente do que defensivamente. Eu não vou olhar para o jogo e fazer uma escolha de jogadores, porque a equipa da Noruega é muito forte ofensivamente. Vou olhar o contrário. Ela é forte ofensivamente, eu também quero ser.
Jorge Jesus, que não dá como garantia a titularidade de Cristiano Ronaldo e pede tempo e compreensão aos adeptos da Seleção Nacional.
Os jogos vão ser a minha base. Não fui só eu, os selecionadores todos que entraram. De todos que entraram, já fui procurar quem ganhou. Só eu e o treinador da França é que ganhou, mais nenhum ganhou no primeiro jogo de estreia. Mas estes jogos, é aqui que eu, com a equipa, vou refletir, vamos analisar aquilo que fizemos bem, não fizemos bem, mas estamos a trabalhar em cima de jogo. É sério, não é pré-época, não houve uma base.
São as palavras de Jorge Jesus na conferência de antevisão à partida frente à Noruega. Portugal joga daqui a pouco em Oslo, a partir das 19h45. Um jogo que conta com emissão especial do desporto e com relato e análise para ouvir em direto aqui na Rádio Observador.
E é assim que fechamos o jornal das 18h, com edição da jornalista Beatriz Félix. Está de regresso às 18h30. Beatriz, até amanhã.
Até amanhã.