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Tarde de 1 de outubro, Jornal das Seis, edição de Miguel Vitor Dias. Em destaque, Miguel, a manifestação de bombeiros sapadores junto à sede de vários ministérios em Lisboa, que obrigou, esta tarde, a mobilizar o corpo de intervenção.

Algumas dezenas de bombeiros concentraram-se em frente ao Campus 21, que junta vários ministérios. O corpo de intervenção da Polícia de Segurança Pública foi mobilizado para o local e, ao que o Observador apurou, as portas do Campus 21 chegaram a ser encerradas. Nas imediações, está o jornalista João Lourenço Dias. A esta hora o protesto já terminou?

Sim, Miguel, boa tarde. O protesto já está perto do fim, até porque muitos dos elementos dos sapadores de bombeiros, principalmente da Corporação de Lisboa, já mobilizaram também vários agentes do corpo de intervenção, que foram então mobilizados muito rapidamente para esta sede do governo no Campus 21. Também muitos deles já mobilizaram. No entanto, há que dar conta que tanto a entrada da Rua Brito Aranha como também da Avenida João XXI continuam com grades à volta, ou seja, essa mobilização continua no local, até porque ainda restam cerca de duas dezenas de manifestantes. Estamos a falar de um movimento inorgânico criado nas redes sociais, que veio até às imediações da sede do governo para deixar uma chamada de atenção não só ao executivo, mas também às estruturas sindicais. É o que nos conta Rosário Lourenço.

Fizemos este encontro espontâneo para demonstrar e mostrar o nosso desagrado face a estes dois anos de supostas reuniões para resolver as nossas reivindicações, todas elas sempre adiadas até à data de hoje. Fora os 20 anos de uma carreira não revista.

Reivindicações essas que se tratam não só dessa revisão da carreira, como referia neste som Rosário Lourenço, já não é feito há cerca de duas décadas. Há também um ponto em destaque nas várias vozes que se encontram, que é naturalmente essa reforma que apenas acontece aos 60 anos. Neste caso, estes bombeiros queriam essa idade a descer até aos 50, visto que é uma profissão de desgaste rápido. No entanto, e segundo as reuniões que vão ocorrer nas próximas semanas, há essa expectativa de que tanto os sindicatos como o governo tenham noção das principais reivindicações. Dizem mesmo que as estruturas sindicais estão refém das decisões de Luís Montenegro.

As próprias estruturas sindicais ficaram de mãos atadas também. Ou é aquilo ou é nada, não se pode ir para uma negociação. Normalmente, a gente costuma dizer: "só se lembram dos bombeiros quando precisam". Infelizmente, eles precisam é pouco, porque se precisassem muito, teriam outra postura conosco. A gente não pede nada outro, nós pedimos é que nos respeitem e que façam com seriedade as negociações.

Os bombeiros sapadores, neste caso, portugueses, esperam melhores resultados nas próximas reuniões, que vão acontecer ainda neste mês de outubro e, caso não haja essas melhorias, prometem voltar às ruas. Pelo menos este protesto está a caminhar perto do fim e, neste caso, estiveram aqui mais ou menos cerca de 200 operacionais.

O jornalista João Lourenço Dias, junto ao Campus 21, onde esta tarde um proteste praticamente surpresa acabou por obrigar a mobilizar a Polícia de Segurança Pública para o local.

Nesta altura, falta uma hora e 40 minutos para Portugal entrar em campo frente à Dinamarca. A seleção portuguesa vai ter esse jogo daqui a pouco, a contar para a terceira jornada da Liga das Nações, e agora sem Cristiano Ronaldo. O ex-presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, falou esta tarde e pediu união à volta da equipe nacional.

À margem do Fórum La Torre, em Espanha, Marcelo Rebelo de Sousa diz que a equipe das Quinas enfrenta um momento crucial e, por isso, deixa um apelo.

Hoje temos que estar todos unidos, porque o que importa é a seleção portuguesa, é Portugal, e temos que estar todos unidos atrás de Portugal. Hoje, sobretudo, temos o jogo na Dinamarca e domingo lá estarei com a Noruega.

Já diretamente sobre a atitude de Cristiano Ronaldo, o antecessor de António José Seguro recusou-se a comentar.

Sobre essa matéria, quereria não fazer declarações no estrangeiro.

Marcelo Rebelo de Sousa, à chegada ao Palácio de Congressos de La Torre, na província de Pontevedra, na Galiza, uma cerimônia que conta também com a presença do rei de Espanha, Felipe VI, e do presidente do governo espanhol, Pedro Sanchez.

Luís Montenegro também toma posição. Está preocupado com os danos de reputação com este abandono de Cristiano Ronaldo.

O chefe do governo falou ao telefone com o presidente da Federação, Pedro Proença, com o selecionador nacional Jorge Jesus e também com o próprio Cristiano Ronaldo. Foi isso que apurou o Observador. Luís Montenegro teme as consequências deste episódio, não só para a equipe que joga mais logo frente à Dinamarca, mas também para a Federação Portuguesa de Futebol e para a imagem global do país.

O presidente do governo regional da Madeira também falou esta tarde para sair em defesa de Cristiano Ronaldo.

Miguel Albuquerque foi confrontado hoje com a polêmica que envolve o capitão da seleção e não poupou nos elogios e no apoio a Ronaldo.

É o português mais conhecido no mundo. Nunca houve um português tão conhecido em todo o mundo. É conhecido na China, é conhecido em todo o lado. Segundo lugar, o Ronaldo foi um jogador que promoveu e prestigiou Portugal ao longo de uma carreira com mais de 25 anos. Deve estar chateado, fez muito bem

Miguel Albuquerque deixou ainda críticas à Federação Portuguesa de Futebol e a Jorge Jesus.

Daqui a 30 anos, ninguém sabe quem é que foi o selecionador, ninguém sabe quem é que estava à frente da Federação Portuguesa de Futebol, ninguém sabe quem é que comentava o futebol e toda a gente, daqui a 30, 40, 50 anos, vai saber quem é o Ronaldo. É a diferença entre a grandeza e a mediocridade.

A crítica do presidente do Governo Regional da Madeira, à margem da inauguração de um novo edifício residencial em Câmara de Lobos.

Vamos também falar de Cristiano Ronaldo, daqui a pouco, na edição desta tarde de "E o Vencedor é". E também, ao final desta tarde, início de noite, vamos ter esse relato em direto do Portugal-Dinamarca. Dinamarca-Portugal, neste caso, jogo em Copenhaga. Na restante atualidade, Miguel, o presidente da República assinala as diferenças das guerras modernas e sublinha que Portugal precisa de oficiais preparados para os novos tempos.

António José Seguro entregou esta tarde as espadas, o símbolo da autoridade militar, aos novos oficiais que ingressam no quadro permanente do Exército. O comandante supremo das Forças Armadas quis alertar estes novos oficiais para as particularidades das guerras modernas, mas lembra que a máquina nunca vai substituir as qualidades humanas.

Os combates que enfrentareis serão completamente diferentes daqueles que enfrentaram os vossos antecessores. As guerras modernas já não se travam apenas no terreno. Combatem-se também através da informação, da tecnologia, do ciberespaço, da inteligência artificial, da manipulação da perceção, da velocidade da decisão. O campo de batalha tornou-se multidimensional, mas há algo que permaneceu imutável. Nenhuma tecnologia substitui o caráter.

O presidente da República nesta cerimônia, que assinala a passagem dos militares recém-formados para a carreira de oficial, António José Seguro, destacou também o trabalho do exército no combate aos incêndios e no auxílio prestado nas cheias deste ano.

Falamos agora do porta-voz do PSD, Sebastião Megalho, que diz que não está preocupado com a atual posição da Aliança Democrática nas sondagens.

Sebastião Megalho participou hoje no almoço do International Club, em Lisboa, em resposta a uma pergunta sobre os resultados dos últimos estudos de opinião que colocam a AD em terceiro lugar com PS e Chega à frente. O porta-voz do PSD diz que só está preocupado com a sondagem das urnas.

Eu não tenho nada contra as sondagens. Não tenho mesmo. Eu respeito muito quem as faz. Mas eu não estou muito preocupado com isso, com franqueza. Não é porque me seja indiferente aquilo que as pessoas ou um determinado conjunto de pessoas auscultadas sentem, dizem ou pensam determinado momento. Claro que não é indiferente. Não é por isso. É porque eu estou convencido de que a legislatura será cumprida e que no dia em que formos chamados novamente às urnas, os resultados que todos queremos estarão lá. Portanto, eu as sondagens com as quais estou preocupado são as sondagens das urnas, e essas até agora têm sido favoráveis e em 2029 eu estou convencido de que também o serão.

O eurodeputado Sebastião Megalho, que diz que se o PS e o Chega se juntassem para derrubar o governo, as sondagens mudariam imediatamente.

O que é que as sondagens diriam se o PS e o Chega se coligassem no Parlamento para derrubar o governo? Iam continuar a dizer o mesmo? Os portugueses seriam indiferentes a uma coligação entre o PS e o Chega para derrubar um governo que assegurou três orçamentos de Estado sem aumentar um imposto, sem baixar uma pensão, pelo contrário, aumentá-las, com excedente orçamental e com crescimento econômico acima da média europeia? Os portugueses iam ser indiferentes a uma coligação entre o PS e o Chega para derrubar esse governo? Eu acho que as sondagens mudariam muito rapidamente.

O também eurodeputado centrou o discurso inicial na importância da União Europeia e diz que alguns ministros portugueses, que já foram eurodeputados, têm tido grande influência nas medidas que Bruxelas quer implementar na Europa.

O Bloco de Esquerda, pela voz do coordenador, acusa o Partido Socialista de passar um cheque em branco ao governo com a abstenção no Orçamento do Estado.

Em causa as declarações de José Luís Carneiro, que ontem anunciou que vai propor aos órgãos do PS a abstenção na votação do orçamento. Para José Manuel Pureza, o PS está a fazer um favor ao governo. Numa mensagem nas redes sociais, o líder do bloco diz ainda que há muitos socialistas que não estão confortáveis por quererem ser uma alternativa à direita. José Manuel Pureza diz que o partido vai à luta contra o orçamento e também contra esta decisão do Partido Socialista.

E foi comunicado esta tarde, algo já tinha sido noticiado, mas agora confirma-se, o governo vai aumentar o complemento solidário para idosos.

São mais 50 euros a partir do próximo ano. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro no final da reunião de Conselho de Ministros, que hoje decorreu de forma descentralizada na Guarda. O valor passa assim de 670 para 720 euros.

Posso hoje, que é o Dia Internacional da Pessoa Idosa, dizer que do Orçamento do Estado estará integrada a decisão de aumentarmos pela quarta vez o valor de referência do complemento solidário para os idosos. O aumento será de 50 euros e, portanto, o valor de referência passará para 720 euros, o que representa um aumento significativo face ao valor que estava vigente em abril de 2024, quando iniciamos funções e que era de cerca de 550 euros.

Luís Montenegro, num Conselho de Ministros que decorreu na Guarda, em que anunciou também a criação de uma linha de financiamento para concluir as obras do Plano de Recuperação e Resiliência. São 200 milhões de euros para a conclusão destas obras, tal como tinha sido já prometido também pelo ministro da Economia.