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Jornal das seis na Rádio Observador, com Miguel Cordeiro. Miguel, o primeiro-ministro revela que o Conselho Europeu definiu um plano de três pontos para abordar a crise energética na União Europeia.

Disse isto há minutos. Luís Montenegro falou no final da reunião do Conselho Europeu. Diz que há um consenso a nível europeu para enfrentar as dificuldades, com destaque para esforços diplomáticos para pôr fim à guerra no Médio Oriente, sendo que são no total três pontos neste plano.

O nível diplomático, colaborando também a Europa e a União Europeia para a obtenção de condições que possam pôr fim ao conflito no Médio Oriente, uma atuação a nível económico, de coordenação das políticas e das respostas ao nível de toda a União Europeia e uma abordagem estratégica para que a Europa não perca o seu rumo no que diz respeito à transição energética e ambiental.

Luís Montenegro diz que o Conselho Europeu decidiu de forma unânime aumentar o apoio à Ucrânia e manter a pressão sobre a Rússia.

O Presidente da República defende que a União Europeia deve ponderar deixar cair a regra da unanimidade.

Diz António José Seguro que a Europa precisa decidir melhor e mais rápido. Em declarações aos jornalistas, no encontro do Grupo de Arraiolos, na Eslovénia, o chefe de Estado sublinha esta necessidade da Europa decidir de forma mais rápida para ser competitiva e autónoma num mundo cada vez mais acelerado. O Presidente da República reforça que há um perigo da Europa ficar para trás, caso seja incapaz de se adaptar, e utiliza o setor da habitação como exemplo. Diz António José Seguro que os problemas da habitação são comuns a toda a Europa e que a regra da unanimidade na União Europeia está a fazer com que a Europa ande mais lentamente. O Presidente da República diz que esta é uma posição que defendeu perante os outros 11 homólogos presentes neste encontro do Grupo de Arraiolos. Foi também tema durante a campanha eleitoral, antes de ser eleito para a Presidência da República.

A PSP envia uma participação para o Ministério Público, devido à intervenção policial na manifestação pela habitação. Isto na madrugada de quinta-feira, no Porto.

É uma participação que foi enviada com imagens de vídeo sobre essa intervenção. Esta informação é transmitida à Agência Lusa. Evito que este auto de notícia descreve o que aconteceu antes, durante e após a carga policial. E é acompanhada, essa participação, de um registo videográfico dos incidentes. Vídeo. Neste caso, as imagens foram recolhidas pelas câmaras de videovigilância públicas, colocadas junto à Praça Dom João I, na cidade do Porto, local onde aconteceu esta carga policial e onde estavam as tendas dos ativistas. De acordo com a PSP, as imagens vão permitir identificar várias pessoas por suspeitas de resistência e coação, agressão e injúrias. A PSP envia sempre para o Ministério Público um auto de notícia quando estão em causa crimes. Também quando há violência policial, a Inspeção-Geral da Administração Interna abre um processo, algo que já aconteceu. A inspeção que fiscaliza a atividade das polícias indica também que solicitou informações à PSP sobre a intervenção, para apurar as circunstâncias e avaliar os procedimentos que foram adotados.

E Carlos Moedas acredita que a manifestação agendada para amanhã em Lisboa vai correr bem. O presidente da Câmara Municipal diz que a causa é justa, mas lembra Carlos Moedas que as pessoas têm de cumprir a lei.

Carlos Moedas apelou à calma. Sublinha que as manifestações são um direito constitucional e diz que, em Lisboa, as manifestações são sempre autorizadas.

Aquilo que eu pedia era calma, serenidade, para que a causa seja justa e para que a causa possa ter a sua razão sem haver desrespeito pela lei. E isso é muito importante que amanhã aconteça em Lisboa. E por isso é aquilo que eu peço. Espero que vai correr bem. Para ter uma ideia, nós temos 700 manifestações por ano em Lisboa. Damos autorização a todas essas. Obviamente, elas são notificadas. As manifestações é um direito constitucional e, portanto, é isso que nós fazemos todos os dias na nossa cidade. Amanhã será uma. Esta eu penso que é uma causa justa, que as pessoas têm razão.

As palavras de Carlos Moedas, a antecipar a manifestação pela habitação agendada para amanhã em Lisboa, no Rossio. Se o cenário for idêntico ao do Porto, com os manifestantes a colocarem tendas nas ruas, o autarca diz que não há qualquer problema. Diz que não há problemas, desde que se respeite a lei.

As pessoas se podem manifestar, têm que fazê-lo dentro da lei. E, portanto, essa manifestação vai ser feita. Não sei se as pessoas vão ter tendas ou não. Podem se manifestar com as tendas, obviamente, mas a cidade tem um espaço público, deve ser respeitado. Nós não podemos ter tendas em todos os sítios durante todos os dias, mas podemos ter manifestações em que existem tendas, obviamente, isso não tem qualquer problema.

Declarações de Carlos Moedas, que marcou presença esta tarde num encontro que reuniu cerca de 400 juízes de quase 80 países para debater os principais desafios que se colocam à Justiça.

O presidente da Câmara de Lisboa falou sobre outro tema que marca a atualidade nas grandes cidades, em Lisboa, sobretudo. Carlos Moedas acredita que o PS vai votar a favor da ideia de suspender as trotinetes partilhadas.

Uma vontade mostrada ontem pelo autarca, num vídeo partilhado nas redes sociais. Carlos Moedas admite que o tema ainda tem de ser debatido em reunião da Câmara Municipal, mas acredita que a oposição socialista vai acompanhar esta intenção do autarca.

Neste momento, aquilo que vamos fazer é suspender o serviço das trotinetes partilhadas. E foi isso que anunciámos a estas empresas. Vou levar, obviamente, à reunião de Câmara. Penso que o Partido Socialista vai acompanhar, uma vez que em Braga o Partido Socialista também acompanhou. É isso que estamos a ver em Paris, em Bruxelas e que vimos em cidades como Nova Iorque. E, portanto, estamos a ver exatamente essa tendência, devido à falta de segurança que este meio de transporte tem hoje nas cidades.

Carlos Moedas garante que este é um problema grave de segurança e diz que Lisboa vai apostar mais nas bicicletas.

Uma das empresas que tem nas ruas trotinetas é a Bolt, que já reagiu a esta intenção de Carlos Moedas. Avisa a Bolt que acabar com este serviço, na sua opinião, pode prejudicar a mobilidade.

Sublinha que estes veículos desempenham, atualmente, um papel importante nas viagens de quem vive na cidade de Lisboa. A Bolt é uma das plataformas que fornece este serviço, como dizias, e considera a decisão errada. Numa resposta enviada esta tarde ao Observador, a empresa lembra que 78% das viagens de trotinete foram realizadas por residentes locais e não por estrangeiros, e diz também que retirar estes veículos vai reduzir as opções de deslocações acessíveis em Lisboa.

E antes de ser conhecida esta intenção do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o ACP, o Automóvel Clube de Portugal, reuniu milhares de assinaturas para um referendo municipal sobre a manutenção das trotinetas partilhadas na cidade de Lisboa. E agora, Miguel, o ACP vai insistir neste referendo?

Vai entregar essa baixa assinada na Assembleia Municipal de Lisboa, no âmbito dessa iniciativa de realizar um referendo. As assinaturas são de residentes do Conselho de Lisboa com mais de 18 anos, vocês que são também esses os que podem participar no referendo. A recolha das assinaturas já tinha começado em agosto. São 20 mil assinaturas que já estão validadas, de acordo com a ACP, estão prontas para ser entregues na Assembleia Municipal de Lisboa. Essa entrega vai acontecer na segunda-feira, já na próxima semana, no dia 19 de outubro.

Entretanto, continua o conflito entre o ministro e o ex-secretário-geral da Administração Interna. Luís Neves decidiu agora avançar com uma queixa-crime contra Ricardo Carrilho.

Ele foi exonerado pelo ministro Luís Neves no início da semana. No início, a justificação foi a necessidade de avançar para uma nova orientação à gestão do serviço. Ricardo Carrilho considerou o afastamento um ato de retaliação, acusou Luís Neves de pressões ilegítimas, falou em interferência política asfixiante. Houve depois uma outra resposta do ministério, em que já falou em quebra de confiança para justificar o afastamento de Ricardo Carrilho, que continuou a dar várias entrevistas ao longo desta semana e a criticar Luís Neves e o governo. Agora, Luís Neves avança com esta decisão na Justiça, avança com uma queixa-crime contra Ricardo Carrilho. Considera que as declarações que tem feito são grotescas, falsas, com conteúdo calunioso e difamatório.

O governo congratula-se com a aprovação do aumento da licença parental decidido hoje.

Foi aprovado por unanimidade esse alargamento no Parlamento. E esta tarde a Ministra do Trabalho esteve na inauguração do renovado Centro Social dos Anjos, da Santa Casa da Misericórdia, falou aos jornalistas e mostrou-se contente por esta aprovação por unanimidade no Parlamento.

Isso era uma medida que o governo há muito tempo tinha pedido, aliás, tinha inscrito essa medida na reforma Trabalho 21 e ela acabou de passar e o governo congratula-se pelo facto de o Parlamento ter feito essa aprovação.

O diploma contempla outras medidas, como o direito à jornada contínua. A ministra acredita que esta lei, desenhada em acordo com o PS, é a melhor solução. O alargamento da licença parental foi aprovado por unanimidade. Trata-se do alargamento da licença parental paga a 100% até aos seis meses. Também essa jornada contínua para o setor privado com filhos até aos 12 anos. Estas alterações têm efeitos a partir de 1 de janeiro do próximo ano.

E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira, 16 de outubro.

O Papa Leão celebrou uma missa hoje ao início da tarde. Foi a primeira desde que foi diagnosticado com câncer no pulmão. Aconteceu esta missa no Hospital Gemelli, em Roma. É lá que está a recuperar de uma operação para remover um nódulo que confirmou o diagnóstico de câncer no pulmão. Leão XIV está a melhorar, de acordo com o Vaticano, mas ainda não se pode avançar uma data para deixar o Hospital Gemelli em Roma. Para fechar, Ricardo, muito boa notícia, principalmente para quem detesta o trânsito. A típica frase do: "Estás com pressa, passa por cima", pode vir a tornar-se realidade.

Geralmente vem acompanhada por um gesto.

Vem mais qualquer coisa e uns palavrões pelo meio.

Não tinha pensado nisso, mas sim, agora já é possível.

Foi apresentado um carro voador.

Um carro que dá saltinhos.

É isso, com propulsores de gás frio, desenvolvidos com tecnologia da SpaceX. É novamente Elon Musk que está por trás desta ideia. A Tesla apresentou um novo carro. Tesla Roadster salta, voa, promete ir dos 0 aos 100 km/h em menos de um segundo.

E quando é que este carro, que permite passar por cima, chega ao mercado, Miguel?

Nesta altura é uma incógnita. As entregas destes automóveis foram adiadas para 2028, porque a aceitação na estrada ainda não está garantida. Não se pode meter um carro voador a circular assim de um dia para o outro. Elon Musk admitiu mesmo que o novo modelo não é necessariamente um carro otimizado para a segurança e disse que não tem a certeza de que venha a ser legal em todos os países.

Porque ele faz dos 0 aos 100 num segundo?

É essa a intenção. Para além de voar.

Puxa, estou a ver os arranques nos semáforos.

Sim. De qualquer forma, este novo Tesla Roadster já pode ser reservado, incluindo em Portugal. Os valores começam nos €250 mil.

250 mil. Há carros mais caros do que este. Se calhar vamos ter que ter também um novo sinal de trânsito, além da altura máxima permitida, deve ter um carro com asas a dizer que não pode saltar aquele viaduto.

E, por exemplo, garagens no primeiro andar, já não precisa descer para baixo, pode o carro saltar e entrar na garagem.

Isso é muito interessante. Portanto, uma pessoa mora no primeiro esquerdo, compra o primeiro direito, em vez de alugar, entra o carro pela janela.

Não sei quais são as vossas referências, mas a mim isso só me faz recordar o Regresso ao Futuro.

Exatamente, o DeLorean. É o António Costa que já aqui está para o E o Vencedor É. Vai estar também com o Gonçalo Tábua e com a Judite de França. O E o Vencedor É que chega já a seguir.

Sim, só uma coisa para deixar claro. Voador ou não, continua a dar a Rádio Observador no automóvel.

Espero que sim. Podemos falar nisso um dia. Sabes que as rádios no mundo inteiro estão a unir-se para que os carros não percam as rádios. Pode ser um problema. Não queremos faltar aos nossos ouvintes. Esperamos que os nossos ouvintes estejam conosco. Portanto, os carros têm que ter rádios.

Rádios sim, rodas pode deixar de ter.

Exato, podem voar logo se vê.