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Este é o Jornal das 7 na Rádio Observador, com a Vanessa Cruz. Vanessa, sem querer comentar diretamente as críticas que Cavaco Silva fez ao governo e ao próprio chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa vai dizendo que quando deixar de estar no cargo terá outro tipo de postura.
O presidente recusa comentar as palavras do antigo chefe de Estado e antigo primeiro-ministro, mas deixa pistas sobre como vai ser Marcelo depois de sair do Palácio de Belém.
Como dizia a Sofia Mell Breyner: "Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar". Isso é uma coisa, outra coisa é falar sobre isso.
Mas deve um ex-presidente fazer este tipo de discursos já depois de ter sido presidente?
Cada um é como é. Portanto, a grande riqueza da vida é não sermos iguais. Olha para cinco presidentes que houve em democracia e somos todos diferentes. Eu, por exemplo, tenho falado imenso enquanto presidente, tenciono não falar nada depois de presidente. Outros terão falado menos enquanto presidentes, falarão mais depois de presidentes.
Marcelo Rebelo de Sousa, depois de Cavaco Silva ter feito críticas ao governo, disse que o governo passa dias a mentir, que nunca pensou que era possível descer tão baixo em matéria de ética e fez também críticas ao próprio Presidente da República, quando Marcelo Rebelo de Sousa diz que não há alternativa política, Cavaco Silva diz que isso não é verdade. Nestas declarações à RTP, a propósito do aniversário da Expo 98 em Lisboa, o atual presidente falou também sobre a promulgação com críticas a mais um diploma do governo. Estamos a falar do decreto que altera vários regimes jurídicos do setor da habitação. Explica agora Marcelo Rebelo de Sousa que deu luz verde porque o prazo para executar este programa é curto, mas elenca os motivos pelos quais deixou essas críticas.
Este diploma devia vir depois do outro. Quer dizer, primeiro aprovava-se o que é fundamental do ponto de vista de substância e depois como é que se aplica. Começa-se um pouquinho pelo fim. Como é que se vai aplicado, isto é, quais são as orgânicas e os procedimentos pra aplicação. Ou devia ter ido em pacote pra assembleia, porque também tinha dignidade política pra isso, não era obrigatório, mas tinha dignidade, ou esperava pelo da assembleia para depois vir aqui aprovado pelo governo às mãos do presidente. Por outro lado, havia dois estudos que estão em curso que podiam melhorar no futuro este diploma. É uma pena não se poder esperar.
"É uma pena", diz Marcelo Rebelo de Sousa nestas declarações à RTP. Falou também sobre a agenda oficial do Papa na Jornada Mundial da Juventude. Vem a Portugal de 2 a 6 de agosto. Marcelo Rebelo de Sousa confessa admiração pelo fato de Francisco ter vários pontos em agenda em tão poucos dias.
Estamos a pouco mais de dois meses da Jornada Mundial da Juventude. O primeiro-ministro fez esta tarde uma visita ao local onde decorrem as obras.
Acompanhado pelo coordenador da obra, José Sá Fernandes, também do ministro do Ambiente e do autarca de Loures, António Costa aproveitou ainda para assinalar os 25 anos da abertura da Expo 98. O primeiro-ministro quer que a exposição internacional sirva como exemplo para aquilo que deve ser o que fica depois da Jornada Mundial da Juventude. E nem Pedro Nuno Santos ficou de fora das lembranças de António Costa. Diana Rosa.
Foi numa área de terra batida que António Costa expressou uma das preocupações, essa de que o evento religioso funcione como apenas o início de uma nova frente ribeirinha entre Lisboa e Vila Franca de Xira.
Agora eu estou a pensar é depois. Porque as jornadas é como a Expo, é um evento e este até é mais curto. O que importa é o que fica depois.
Depois, fica toda a infraestrutura, menos os ecrãs e as tendas que vão ser alugadas para dar apoio ao evento.
E agora, qual é o calendário?
A resposta não ficou bem definida, mas o que é certo é que esta equipa tem pouco mais de dois meses para pôr a Jornada Mundial da Juventude a funcionar. Já instalado numa sala, António Costa sublinha a importância deste evento religioso para o país e relembra os medos que surgiram depois da Expo 98.
Então, o que é que vai acontecer a seguir à Expo? Vai ficar aqui um deserto, o oceanário vai ficar aqui aos bocados, os peixes vão morrer, a Amália e o Eusébio não se vão reproduzir.
Por isso, o primeiro-ministro garante que depois da JMJ:
Vamos ter, sobretudo, muitos hectares que as pessoas vão poder fruir. Vão poder fruir por fazerem piqueniques, pra jogar a bola, pra correr, pra namorarem.
As declarações do primeiro-ministro, que não terminaram sem um agradecimento especial.
E quero aqui agradecer ao ministro Pedro Nuno Santos e ao engenheiro António Laranjo, que então presidia às infraestruturas de Portugal, a grande determinação que tiveram em dar execução, definitivamente proceder à remoção deste terminal de contentores.
António Costa aqui com um discurso a recordar Pedro Nuno Santos, a reportagem da Diana Rosa nos terrenos da Jornada Mundial da Juventude. Entretanto, o ministro da Administração Interna assegura que vão ser feitos controles aleatórios, não sistemáticos, nas fronteiras durante este evento religioso. Isto depois das queixas da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, que manifestou desagrado e preocupação, diz o ministro José Luís Carneiro, que os autarcas podem ficar descansados.
Apenas uma remodelação de governo não chega. É o que espera Ascenso Simões, que pede a António Costa para fazer mais do que uma renovação de caras durante os próximos meses.
Pede para que o Executivo ganhe um novo fôlego e uma nova energia. A Rádio Observador, no programa Direto ao Assunto, o membro da Comissão Política do PS admite as fragilidades do Governo e até já aponta um prazo para a remodelação. Para Ascenso Simões, julho tem de ser mês de mudança.
O governo precisa de ganhar um novo ímpeto, precisa de ganhar uma nova energia, precisa de ganhar uma nova capacidade de ação. Portanto, isso aí ninguém contesta
O que o senhor Primeiro-Ministro tem dito é que vamos deixar terminar a comissão de inquérito à TAP e, na altura, tomaremos as decisões que têm que ser tomadas. Portanto, o que está toda a gente à espera é que o senhor Primeiro-Ministro, no final do mês de julho, indique ao país novos sentidos, novas oportunidades e novas concretizações com novas pessoas. É isso que o país está à espera.
Ascenso Simões no Direto ao Assunto da Rádio Observador.
A Iniciativa Liberal acusa o Primeiro-Ministro de querer comprar uma guerra com Cavaco Silva.
Em causa estão as duras declarações do antigo presidente da República, que acusou o governo de desnorte e pediu a António Costa que se demitisse. Ora, o Primeiro-Ministro respondeu a Cavaco Silva, disse que o antigo chefe de Estado despiu o fato de presidente e vestiu a t-shirt do PSD. Agora, para Rui Rocha, o líder liberal, António Costa está a querer aproveitar-se das declarações do antigo presidente para começar uma nova novela política.
Quando se refere à intervenção do ex-presidente Cavaco Silva, penso que ele está a utilizar essa intervenção para desviar as atenções daquilo que são assuntos e temas muito graves que ocorreram, quer na gestão da TAP, quer até do ponto de vista dos direitos, liberdades e garantias, com muitas dúvidas relativamente àquilo que foi a intervenção do SIS nesta matéria. E, portanto, já tínhamos uma aparente guerra, uma novela de dois palácios, o Palácio de Belém e o Palácio de São Bento, e agora também quer ativar uma segunda guerra com o ex-presidente da República.
O presidente da Iniciativa Liberal no Conselho do Crato, em Portalegre, Rui Rocha, diz que os portugueses estão cansados de novelas políticas e que há temas mais importantes para discutir, como por exemplo, o aumento do custo de vida.
Na Amadora, várias casas e lojas foram evacuadas devido a um derrame de uma substância tóxica e inflamável. As autoridades dizem que não há risco para a saúde pública, mas um especialista ouvido pela Rádio Observador diz que é melhor não arriscar.
Porque risco há, pelo menos de acordo com o professor de bioquímica Alexandre Quintas, do Instituto Egas Moniz. Ele explica que a substância é usada com muita frequência na indústria química e que pode causar problemas respiratórios e neurológicos.
A molécula quando polimerizada não tem problemas nenhuns, portanto, quando temos um tapete, não há problemas, mas a molécula em si, como percursor, é tóxica, como foi referido anteriormente. É extremamente volátil e, portanto, a área tem que ser devidamente contida. As pessoas têm que ser afastadas, porque pode originar problemas respiratórios, como pessoas que tenham hipersensibilidade, podem ter reações asmáticas, pode originar sintomas neurológicos, irritações dermatológicas, também eventuais problemas cardiovasculares. Portanto, as pessoas não podem ser expostas.
Têm de ser retiradas rapidamente. Entretanto, o comandante dos Bombeiros Voluntários da Amadora já veio dizer que a limpeza do local está a ser feita com a ajuda dos bombeiros sapadores. Estamos a falar de uma avenida na freguesia de Águas Livres, na Amadora. Alexandre Quintas, professor de Química do Instituto Egas Moniz, diz que é melhor não arriscar, mais vale ficar afastado desta área.
E é a esta hora que outras notícias estão a marcar este final de tarde, Vanessa.
A Entidade Reguladora da Saúde condenou a Clínica Sintra Médica ao pagamento de uma multa de €3.000 pela recusa de prestação de cuidados de saúde a utentes. Esta clínica, em Sintra, pedia €75 aos doentes pelo equipamento de proteção individual. De acordo com a entidade reguladora, esta infração constitui uma violação das regras relativas aos acessos de cuidados de saúde, que está prevista e punida nos estatutos da entidade reguladora. A festa de campeão do Benfica pode obrigar a Feira do Livro, em Lisboa, a encerrar mais cedo. A organização vai reunir-se amanhã com o clube e com a Câmara Municipal de Lisboa. É o que adianta o presidente da Associação de Editores e Livrários à Rádio Observador. Isto porque a festa de campeão, sendo o Benfica campeão, vai concretizar-se no Marquês de Pombal, junto ao Parque Eduardo VII, onde fica a Feira do Livro. O Sporting lamenta o erro do vídeo ao árbitro, que impediu a conquista dos três pontos no derby frente ao Benfica. Os leões referem-se ao gol marcado nos descontos por João Neves. Em comunicado, o clube insiste que é necessário que sejam conhecidos os áudios da comunicação entre equipas de arbitragem e VAR. Ainda no futebol, em Itália, há duelo entre portugueses. A Roma de José Mourinho está a perder em casa com a Salernitana de Paulo Sousa, na antepenúltima jornada do campeonato. 2 x 1 a favor dos visitantes, com menos de 15 minutos para jogar ainda. Se acabar assim, a Roma de Mourinho entra para as últimas duas jornadas a dois pontos dos lugares europeus. O teatro de rua chega ao Festival Internacional Imaginários, em Santa Maria da Feira.
É de 25 a 28 de maio, onde vai poder assistir a mais de 100 horas de entretenimento com entrada livre.
E que são horas criadas por artistas de 20 nacionalidades diferentes nesta 22ª edição. O tema é o sonho. Podemos contar com peças de teatro, dança, acrobacias aéreas e até mesmo, Nelson, bolhas de sabão.
E Portugal vai estar representado com a música dos algarvios Alfanfarre na programação principal do Imaginários, festival internacional em Santa Maria da Feira, de 25 a 28 de maio.