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Boa viagem, bom regresso a casa. Daqui a nada temos o jornal das 19h. Miguel Cordeiro, quais são os destaques às 19h?

Vamos falar do Partido Socialista que, em conferência de imprensa, anuncia que vai pedir a fiscalização de todo o pacote aprovado pelo Parlamento sobre a nacionalidade. Mais detalhes para ouvir neste jornal das 19h e também reações de André Ventura e Paulo Raimundo sobre as buscas na TAP. André Ventura diz que não deve ser travada a privatização. Paulo Raimundo diz exatamente o contrário. Há também duas informações de última hora. A circulação do metrô do Porto está condicionada na linha vermelha depois de um acidente durante a última hora. E morreu o presidente do Instituto de Segurança Social, Octávio Oliveira, tinha 65 anos.

E depois do jornal das 19h, porque é terça-feira, é dia de "E o Resto é História". Hoje o tema é semelhanças e diferenças entre Franco e Salazar. O general Franco morreu faz agora 50 anos, por estes dias. Esteve 40 anos como caudilho de Espanha. Quem foi este homem? E no fundo, como conseguiu manter-se no poder e quais as diferenças em relação a Salazar? Na hora das 20h, temos convidado extra. João Paulo Secadura conversa com Nuno Faria, historiador e diretor do Museu Arpád Szenes-Vieira da Silva, um pequeno mas muito rico e interessante museu em Lisboa. Quanto ao estado do tempo e temperaturas, a chuva foi embora, mas vem o frio. As máximas estão a cair e as mínimas também estão baixas. Por exemplo, na próxima madrugada podemos esperar 0°C em Bragança ou 2°C na Guarda. Quanto a máximas, para esta quarta-feira, dia 19, 16°C no Porto e em Lisboa, 17°C em Aveiro e Leiria, 20°C em Faro. A Guarda deverá ser a capital de distrito mais fria, máxima de 9°C amanhã. Mais para o final da semana, o frio vai apertar. Não vamos ter chuva, mas o frio vai começar a apertar e vem no final desta semana e depois no arranque da outra, pode ser que chova. Os modelos meteorológicos para aí apontam, mas ainda é preciso confirmar, porque ainda faltam vários dias. Eu sou o Ricardo Conceição e esta é a Rádio Observador e a Tarde Política da Rádio Observador. Estamos em cima do jornal das 19h. Vamos atualizar as notícias com o Miguel Cordeiro. E Miguel, em destaque na última hora, a circulação no metrô do Porto está condicionada na linha vermelha.

Entre as estações de Senhora da Hora e de Francos, devido a um acidente em Matosinhos, que provocou ferimentos graves numa mulher de 30 anos. De acordo com uma fonte da empresa, citada pela Agência Lusa, a vítima foi colhida esta tarde no cais por uma composição. Sofreu ferimentos num braço, numa perna e na cabeça. O Instituto Nacional de Emergência Médica acrescenta que a mulher ficou presa debaixo do Metropolitano. O acidente obrigou à circulação em via única neste troço na linha vermelha do metrô do Porto.

E há uma outra notícia que surgiu na última hora: morreu o presidente do Instituto de Segurança Social, Octávio Oliveira, tinha 66 anos.

O Jornal de Abrantes, cidade de onde Octávio Oliveira é natural, diz que o gestor público sofria de uma doença prolongada, ocupava o cargo de presidente do Instituto de Segurança Social desde maio de 2024. Antes da nomeação, era diretor no Centro de Formação Profissional da Indústria Eletrónica, Energia, Telecomunicações e Tecnologias da Informação. No governo de Pedro Passos Coelho, Octávio Oliveira chegou a presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional. Mais tarde, em 2013, acompanhou Pedro Mota Soares no Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, ao ocupar a pasta de secretário de Estado do Emprego. Numa publicação na rede social Facebook, a distrital do PSD de Santarém recorda o homem de grandes princípios e valores, que viveu a política como missão e serviço, com lealdade e coragem.

E numa outra matéria, o PS vai pedir a fiscalização de todo o pacote aprovado no Parlamento sobre a nacionalidade.

Os socialistas vão pedir a fiscalização preventiva ao Tribunal Constitucional dos dois decretos que foram aprovados pela AD e pelo Chega. Para além do novo diploma da Lei da Nacionalidade, o PS quer que os juízes do Palácio Ratton fiscalizem também a mudança no Código Penal, que cria uma pena acessória que determina a perda de cidadania portuguesa para quem comete determinados crimes. Em conferência de imprensa esta tarde, o líder parlamentar Eurico Brilhante Dias e o deputado Pedro Delgado Alves deram conta deste pedido enviado pelos deputados do PS ao Tribunal Constitucional, que atrasa a promulgação da lei por parte do Presidente da República. Na fase de debates, o Partido Socialista criticou o excessivo número de crimes que podem provocar a perda de nacionalidade e a falta de um regime transitório para quem já mora em Portugal e tem um pedido de cidadania pendente.

Este dia tem sido marcado pela notícia das buscas na TAP. O governo diz que está com uma tranquilidade absoluta perante as buscas.

Palavra do ministro das Infraestruturas.

O foco do atual governo é na privatização da TAP, de forma transparente, escrutinável e, portanto, com a Assembleia da República a acompanhar, como sabemos, e é aquilo que é o nosso foco, e não vamos desviar um milímetro desse foco. Em relação aos acontecimentos de hoje, dizer que é também saudável que em democracia, num Estado de direito, haja escrutínio. Falta só isto. Vamos embora. Vamos escrutinar tudo o que tiver para ser escrutinado. Tranquilidade absoluta.

Palavras de Miguel Pinto Luz, em Leiria E na origem das buscas lideradas pelo Ministério Público está o negócio de privatização da TAP em 2015.

Há dúvidas sobre a forma como David Neeleman obteve financiamento para recapitalizar a empresa. Na altura, era um dos requisitos deste negócio. Hoje buscas realizadas na TAP, no sábado, termina o prazo para a manifestação de interesse por parte dos potenciais candidatos na nova privatização.

André Ventura também se pronunciou sobre este caso. Considera que as suspeitas de corrupção não devem significar um recuo na privatização da TAP.

Aos jornalistas, André Ventura defende que todas as investigações devem ser feitas, mas realça que a TAP não se pode transformar num saco sem fundo. Esta posição foi deixada esta tarde, em declarações aos jornalistas, à margem de uma sessão de campanha na Universidade Lusíada, em Lisboa. O candidato presidencial e líder do Chega considera que as suspeitas de corrupção relacionadas com a privatização da TAP em 2015, não podem significar que os portugueses continuem a pagar a companhia.

Já o secretário-geral do PCP diz que não tem dúvidas nenhumas de que houve crime político e económico na privatização da TAP.

Paulo Raimundo pede que se espere pela investigação daquilo que considera ter sido uma falcatrua e relembra os contornos da privatização da TAP.

Nós já tínhamos constatado que a TAP foi comprada com o dinheiro da TAP. Os aviões da TAP foram comprados com o patrimônio da TAP. Não houve nenhum investimento de quem supostamente comprou a TAP. E, portanto, investigue-se o que é para investigar. Que há crime político e que há crime econômico naquela falcatrua de 2015, que foi a privatização da TAP, não há nenhuma dúvida sobre isso. Pelos vistos, há mais do que crime político e econômico e vamos esperar.

Mais cedo, o PCP já tinha emitido um comunicado em que pedia ao governo que abandone o projeto de privatização da TAP.

E Jorge Pinto, candidato presidencial apoiado pelo Livre, considera que a privatização da TAP sempre foi um processo inquinado, que levantou muitas dúvidas.

E, portanto, defende as buscas na companhia aérea.

Colocar à venda um ativo estratégico do nosso país, que de forma bastante literal leva a nossa bandeira a todo mundo, é importante que aprendamos com os erros de privatizações passadas. E essa privatização, que está agora a ser alvo de buscas, sempre foi um processo inquinado, que levantou muitas questões, desde logo, com que dinheiro, afinal, é que se comprou a própria TAP.

Defende Jorge Pinto que a companhia aérea deve manter-se pública.

Marcelo Rebelo de Sousa também foi questionado pelos jornalistas sobre estas buscas. O presidente da República considera que a investigação não deve constituir um entrave à privatização.

E Marcelo Rebelo de Sousa diz que é preciso saber quais são as diferenças entre os dois processos.

É vantajoso para a privatização da TAP, em geral, que tudo o que houver a investigar, seja investigado cabalmente, mas também rapidamente, porque uma operação como a privatização da TAP implica candidaturas, implica interesse de vários candidatos e quanto menor for a dúvida sobre o que se passou, sobretudo há muito tempo, melhor é para a posição de Portugal.

O presidente da República pede também uma investigação decisiva e rápida.

E nos Estados Unidos, Donald Trump recebeu esta tarde o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, na Sala Oval, na Casa Branca. O presidente dos Estados Unidos deixou elogios a Mohammed bin Salman.

Relembrou a aliança entre os dois países durante o bombardeamento às reservas nucleares do Irão e nas declarações à imprensa, Donald Trump criticou a administração Biden em várias matérias. Falou também da relação entre os dois países durante esses bombardeamentos às reservas nucleares iranianas. Durante o período de perguntas e respostas, houve também um momento de tensão entre o presidente norte-americano e uma jornalista da ABC News acerca da morte do jornalista Jamal Khashoggi. Os serviços de informação norte-americanos concluíram que foi uma morte politicamente motivada e ordenada por bin Salman, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita. A jornalista questionou o príncipe da Arábia Saudita e Donald Trump não gostou.

A inteligência americana concluiu que o príncipe saudita orquestrou o assassinato de um jornalista. As famílias do 11 de setembro estão furiosas de que esteja aqui na Sala Oval. Por que os americanos devem confiar em si?

A senhora está com quem?

Com a ABC News.

Notícias falsas. Notícias falsas da ABC, uma das piores no negócio. No que se refere a este senhor, ele fez um trabalho fenomenal. Está a mencionar alguém que foi extremamente controverso. Muitas pessoas não gostaram desse homem. As coisas acontecem. Ele não sabe nada disso. Não tem que envergonhar os nossos convidados por perguntar uma questão dessas.

Posição de Donald Trump nesta conferência de imprensa, depois deste encontro dos líderes dos Estados Unidos da América e da Arábia Saudita. Vão ainda ter um jantar na Casa Branca. Cristiano Ronaldo espera-se que esteja presente. O capitão da Seleção Nacional ainda não foi visto na residência oficial do presidente dos Estados Unidos da América, mas espera-se que esse encontro aconteça durante o período do jantar.

E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 18 de novembro.

O Ministério Público acusou três pessoas de integrar uma rede de burlas com as mensagens "Olá, pai", "Olá, mãe". De acordo com a Procuradoria Regional do Porto, o grupo, que inclui um casal, atuava desde 2022 e utilizava cartões de telemóvel para enviar as mensagens fraudulentas em larga escala. Os lucros obtidos com o esquema ultrapassam os €200 mil em criptomoedas, que foram depois convertidos em dinheiro através de contas bancárias de terceiros. Um dos três acusados está nesta altura em prisão preventiva. Luís Filipe Menezes diz que os autarcas da Área Metropolitana do Porto desconheciam a lei Que dita reuniões abertas. À margem de uma conferência de imprensa hoje em Gaia, Menezes garantiu que a legislação vai ser cumprida no futuro e acrescenta que considera que a lei está errada. O autarca entende que o Conselho Metropolitano é comparável a um Conselho de Ministros que não tem sessões públicas. Ontem, os jornalistas foram impedidos de entrar na reunião onde foi eleito o novo presidente deste órgão, contrariando assim o regime jurídico das autarquias locais, que prevê reuniões públicas. O Sindicato dos Jornalistas anunciou que vai apresentar queixa junto da Área Metropolitana do Porto e também da Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Para fechar, Ricardo, já ouviste falar de música silenciosa?

Eu já ouvi coisas muito estranhas. Há uma peça de John Cage que são mais ou menos quatro minutos e qualquer coisa de silêncio.

Sim, é verdade.

É disso que estás a falar?

Não é disso que estou a falar. E sabemos também que o silêncio é importante, não só na rádio, como na música. Funciona de muitas maneiras.

Tem que ser usado de forma muito particular.

E aqui é usado como forma de protesto por Paul McCartney.

Então?

A lenda britânica vai lançar uma faixa silenciosa em dezembro, intitulada "Bonus Track", uma gravação de um estúdio vazio com uma sessão de ruídos e cliques de fita magnética. No total, esta faixa vai durar dois minutos e 45 segundos.

E por que essa faixa silenciosa com cliques no fundo?

Sim, é um protesto contra a inteligência artificial, contra um projeto de lei que os artistas consideram que enfraquece os direitos de autor. Paul McCartney junta-se a outros artistas como Hans Zimmer e Kate Bush, numa espécie de álbum silencioso.

E o que esse projeto de lei da IA pode prejudicar os músicos?

O que está a acontecer é que o governo britânico, trabalhista, neste caso, quer criar uma exceção à lei de direitos de autor. Já no próximo ano, 2026, as empresas de inteligência artificial não vão precisar de obter a permissão dos autores das canções, nem de pagar para utilizar as músicas. E essa proposta, naturalmente, está a criar uma polêmica entre a indústria musical.

Claro, porque é criação dos artistas. Temos que acompanhar melhor este caso, parece-me muito interessante. É dos temas que também me interessam muito, confesso. Já a seguir vamos ter o resto da história. O Miguel Cordeiro vai regressar às 19h30 para atualizar as notícias.