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Edição do João Lourenço. João, começamos este jornal das 19h com um apelo de André Ventura. Pede um adiamento do próximo Conselho de Estado para depois de uma segunda volta das presidenciais.

O candidato apoiado pelo Chega explica que esta reunião, convocada por Marcelo Rebelo de Sousa, deve ser adiada para depois do ato eleitoral, já que dois dos membros deste Conselho de Estado, André Ventura e Luís Marques Mendes, são, neste caso, candidatos a Belém. André Ventura acusa mesmo o chefe de Estado de escolher a data de 9 de janeiro, a 10 dias das eleições presidenciais, apenas para interferir e participar na campanha eleitoral. A segunda volta das eleições presidenciais, caso se realize, está marcada para dia 8 de fevereiro.

António José Seguro pede relações adultas entre órgãos de soberania.

Numa visita ao underground do candidato apoiado pelo PS, não quis comentar a mensagem de Natal do primeiro-ministro. António José Seguro atira quaisquer ilações sobre as palavras de Luís Montenegro para futuras reuniões em Belém.

O presidente da República, na forma como eu entendo que deve ser a sua ação e a sua interpretação, não comenta as mensagens de Natal do primeiro-ministro. E se tiver alguma coisa que dizer ao primeiro-ministro, diz em privado, diz nas reuniões das quintas-feiras. É assim que eu entendo que nós devemos cultivar relações adultas entre órgãos de soberania. E, portanto, é essa a minha posição.

O candidato apoiado pelo PS tem a expectativa de ter mais apoios do que resta desta campanha eleitoral. António José Seguro diz que sente o aumento do apoio nas ruas.

Ainda nas presidenciais, pelo norte do país, andou hoje Luís Marques Mendes.

Durante o almoço com apoiantes em Macedo de Cavaleiros, o candidato a Belém revelou que pretende fazer presidências abertas e, caso seja eleito, a primeira vai ser em Trás-os-Montes.

Sendo eleito presidente da República, decidi fazer presidências abertas por todo Portugal. E a primeira presidência aberta que farei será aqui em Trás-os-Montes e nas Beiras, será subordinada à ideia do desenvolvimento do interior e terá na agenda dois temas relevantes: a educação e o emprego.

O candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS defende que é necessário forçar novas políticas públicas que ajudem o investimento e o emprego no interior de Portugal. Luís Marques Mendes voltou hoje a estar na mira de Henrique Gouveia e Melo. O almirante critica o que define como a vitimização em curso do antigo presidente do PSD, insiste na ideia de que a divulgação dos clientes de Marques Mendes na agência Abreu Advogados é uma questão de transparência.

Parece que há um processo de vitimização do outro lado. "Eu é que estou a ser atacado." Não, não foi atacado. Atacou. Nós agora o que pedimos não é nenhum ataque, nós não estamos a fazer nenhum ataque. Eu, pelo menos, não tenho nenhuma intenção de fazer ataque, eu só peço transparência. A divulgação de uma parte dos clientes é uma estratégia muitas vezes usada para não se olhar para o todo. Qual é a profissão do doutor Luís Marques Mendes? Foi a pergunta que eu fiz. E que interesses é que essa profissão alavanca ou pode alavancar dentro da função presidencial? Eu julgo que todos os portugueses querem saber isso.

Henrique Gouveia e Melo este sábado em São Miguel nos Açores.

Pela Amadora andou esta tarde Catarina Martins.

E na bagagem levava críticas dirigidas ao presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

Porque há já um presidente da República que promulgou em silêncio o que não podia ter promulgado e o que não podia nunca ter ficado em silêncio. Entra em vigor no dia 1 de janeiro deste ano uma alteração legal que diz que a partir de agora um trabalhador pode ser declarado à Segurança Social só no momento em que começa a trabalhar. O que quer dizer que quando há uma inspeção para saber se alguém foi declarado ou não, pode sempre o empregador dizer que aqueles trabalhadores não estão declarados porque começam nesse dia e está a pôr naquele dia os papéis. E, portanto, quando alguém vier falar dos imigrantes ilegais, fiquem a saber que o plano deste governo é que todos os trabalhadores, migrantes ou não, possam estar sem papéis.

A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda à margem de um encontro sobre emprego doméstico e direitos laborais.

Terminamos esta ronda pelos candidatos presidenciais com António Filipe.

Esteve esta tarde por Braga, prometeu fazer cumprir a Constituição. Segundo o candidato apoiado pelo PCP, há muito trabalho a fazer.

Os direitos estão a ser claramente postos em causa. Nós, neste momento, a maioria dos portugueses não consegue aceder a uma habitação condigna, não pode pagar o arrendamento, não tem dinheiro para comprar uma casa, para suportar as prestações que lhe são exigidas pela especulação imobiliária. Os direitos dos trabalhadores estão claramente postos em causa. Nós vemos o direito à saúde a ser negado constantemente, com crianças a ter que nascer nas ambulâncias e com urgências obstétricas fechadas e com tantos cidadãos sem acesso a médico de família. Portanto, esses direitos não estão a ser cumpridos e seria um retrocesso se eles fossem removidos da Constituição. E, portanto, eu creio que a Constituição portuguesa não precisa de ser revista, ela tem é de ser cumprida e não está a ser.

O candidato apoiado no PCP diz que, caso seja eleito, vai fazer cumprir as disposições da Constituição da República Portuguesa.

Ano Novo, preços novos. Vários serviços essenciais vão aumentar.

Como os transportes, combustíveis e também as portagens, algumas das categorias que vão pesar mais no bolso das famílias portuguesas já no próximo ano. A jornalista Francisca Rea explica-nos o que vai mudar.

As rendas vão subir mais no próximo ano, mas há uma boa notícia: vai ser possível deduzir €900 no IRS. Este aumento das rendas é de 2,2%, um valor ligeiramente superior comparado com o do ano anterior. No entanto, não é uma subida tão elevada quanto a de 2024. A atualização da renda só pode ser exigida, no mínimo, um ano depois da data de início do contrato de arrendamento ou da última atualização. Mas há uma boa notícia: o valor da dedução das rendas em sede de IRS aumenta de €700 para €750. O governo espera um aumento deste valor para €900 ainda no próximo ano e €1000 em 2027. Sobre as prestações da casa, não há previsão certa sobre a evolução das taxas Euribor em 2026, mas a maioria dos analistas diz que não devem sofrer grandes oscilações, podem até descer ligeiramente. Os clientes que fizeram amortizações antecipadas de crédito à habitação com taxa variável vão voltar a pagar a comissão que esteve suspensa durante três anos e que, regra geral, sobe a 0,5% do valor pago. Já o preço da luz sobe abaixo da inflação. A taxa elétrica do mercado regulado aumenta 1% no início do próximo ano. A entidade reguladora dos serviços energéticos agrava ligeiramente as tarifas de acesso aos mais de seis milhões de consumidores para 3,5%. Esta é uma subida que será provavelmente compensada pela descida dos preços da energia nos mercados.

Aqui fica o resumo da jornalista Francisca Rea acerca dos aumentos nas despesas nos setores como a habitação e também a eletricidade. É um artigo que podem ler no site do Observador.

Na Guatemala, um acidente de autocarro provocou 15 mortes.

Segundo a Agência Reuters, o aparelho caiu na Rodovia Interamericana, a oeste da Guatemala. Entre as mortes estão três mulheres e um menor. Este acidente provocou ainda 19 feridos, que já foram levados para hospitais próximos do local.

Vamos ao desporto. João, amanhã é dia de jogo grande no Minho, mas a jornada 16 já arrancou.

E precisamente arrancou agora a segunda parte no Municipal de Famalicão, onde a equipa da casa empata a duas bolas frente ao Estrela da Amadora. De um lado do Famalicão marcou Sorriso e Luan Patrick. Já de um lado da equipa lisboeta marcou Jovane Cabral e também Kikas. Já do lado do próximo jogo, esse grande jogo entre o Sporting de Braga e Benfica, Carlos Vicente, treinador do Braga, não espera facilidades frente à equipa encarnada.

Sabemos que vai ser um partido de alta dificuldade, de alto nível e onde vamos ter que oferecer uma versão melhor da que oferecemos em Estoril, se queremos estar cerca da vitória. Então, lo afrontamos motivados, com ganas, com ilusão de fazer um gran partido e sabendo que vamos ter que fazê-lo muito bem para conseguir essa vitória que todos desejamos.

Do outro lado, o Benfica que corre atrás do prejuízo, é o mesmo que dizer que tenta encurtar a desvantagem para o primeiro posto da tabela classificativa, neste momento ocupado pelo Futebol Clube do Porto. Mais um jogo decisivo para o técnico da equipa do Benfica, José Mourinho.

O jogo de Braga é uma final. É uma final, mas o jogo com o Famalicão era uma final, com o Moreirense era uma final, com o Nápoles era uma final. A única coisa que nós temos feito nos últimos tempos é ter jogado finais. E este é o mês de janeiro que nos espera, depois do mês de dezembro já ter sido igual.

Neste caso, Sporting Braga e Benfica, a partir das 18h, no Estádio da Pedreira. Vai ter aqui emissão especial na Rádio Observador. Um pouco mais tarde, é a vez do Sporting entrar em campo, em Alvalade. Os leões recebem o Rio Ave, equipa que está na segunda metade da tabela classificativa. Nada que faça Rui Borges, técnico do Sporting, esperar facilidades.

É uma equipa que nos vai criar algumas dificuldades, uma equipa que fora de portas só perdeu em Moreira de Cónegos, empatou na Luz, empatou em Famalicão. Por isso, diz também daquilo que é a sua competitividade, acima de tudo, fora de portas e a jogar fora. Por isso, se acharmos que vai ser um jogo onde vamos fazer um gol com o passar do tempo, vamos estar enganados se não formos sérios, concentrados e rigorosos naquilo que temos que fazer, tal como fomos no jogo com o Vitória.

Receita de Rui Borges para voltar a aplicar neste encontro frente aos vila-condenses, agendado para às 20h30. Também conta com emissão especial aqui na Rádio Observador, estas duas partidas que vão ter emissão especial de desporto a partir das 17h30.

Fica por aqui o Jornal das 7 com o João Lourenço. Está de regresso com a síntese das 19h30.