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É já daqui a uma hora o Real Madrid e Benfica, num ambiente de grande tensão depois do caso Prestianni. Vamos conhecer as escolhas dos treinadores para este jogo decisivo do playoff da Liga dos Campeões.
Que não vai contar com o avançado argentino Prestianni, está suspenso, viu a UEFA confirmar a decisão, apesar do recurso do Benfica. O jogador é acusado de ter proferido insultos racistas contra Vinicius Junior na primeira mão. Vamos já em direto até ao Estádio Bernabéu. Miguel Cordeiro, que opções têm Álvaro Arbeloa e José Mourinho?
Já saíram os 11 das duas equipes para este encontro, que promete ser quente no Bernabéu, um estádio com capacidade para cerca de 80 mil pessoas. Consigo perceber que, para já, não conseguimos ainda transmitir nas melhores condições o som que nos chega do estádio. Esse som vai nos chegar mais em cima da hora do jogo. Por quê? Porque as rádios têm umas cabines no topo do estádio, isoladas de som, e é a partir daqui que é possível fazer o relato no Estádio do Real Madrid. Quanto a essas escolhas, que vão estar perante estes 80 mil adeptos no Bernabéu, Arbeloa escolhe para titulares: Courtois, é o guarda-redes, defesa com quatro homens, Alexander-Arnold lado direito e Carreras à esquerda. Os centrais são Rüdiger e Asensio, são os dois centrais do Real Madrid. Jogam depois no meio-campo Tchouaméni, Camavinga e Valverde. No ataque, há uma ausência. Mbappé não vai a jogo, está lesionado, noticiou a imprensa francesa ontem, e confirma-se. Jogam, por isso, no ataque, Arda Güler, Vinicius Junior e Gonzalo Garcia. Na equipe do Benfica, já sabemos que Prestianni é baixa confirmada. Está suspenso preventivamente pela UEFA por tudo o que aconteceu na semana passada no jogo no Estádio da Luz. Jogam a titulares, escolha de José Mourinho: Trubin é o guarda-redes, defesa com quatro homens, Dalot à esquerda, Dedynj à direita, os centrais são Otamendi e Tomás Araújo. O meio-campo está entregue a Leandro Barreiro e Richard Rios. Jogam mais à frente Scheldrup, Orbán e Rafa Silva. O homem mais adiantado é Pavlídis. Este jogo é a segunda mão da fase de playoff de acesso aos oitavos. O Benfica está em desvantagem. Perdeu por 1 x 0 no Estádio da Luz, gol de Vinicius Junior. Hoje tenta inverter o resultado. Tenta fazer o que tantas vezes já se viu neste estádio, uma remontada, mas habitualmente é o Real Madrid a sorrir. Hoje, os comandados de José Mourinho, que não vai estar no banco de suplentes, vão tentar dar a volta a essa desvantagem. Está para já 1 x 0. Há relato já daqui a pouco, daqui a cerca de uma hora, na Rádio Observador.
Vais fazer o relato desta partida decisiva para o acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, Miguel Cordeiro. Jogo marcado para às 8:00 p.m. A emissão especial começa já-
À 7:30 p.m. Arranca às 19:30 p.m. o Especial Desporto. E terminou há pouco a reunião entre André Ventura e Luís Montenegro, em São Bento.
Penúltimo partido a ser recebido pelo primeiro-ministro. Vamos ouvir André Ventura, que fala a esta hora.
A essas zonas. Transmiti isto assim como estou a dizer, lá dentro, os concessionários têm tido lucros já demasiado altos, têm feito já muito dinheiro para não poderem, em momentos de crise e em momentos como o que estamos a viver, dar uma ajuda às pessoas na sua mobilidade e no seu transporte das zonas afetadas e para as zonas afetadas. Não chegámos ainda a solução nenhuma. O governo não está disponível a avançar nesta área, mas manifestou-se disponível para ouvir a proposta do Chega nesta matéria. E, portanto, eu quero anunciar aqui que nós vamos avançar no Parlamento, seja em sede de orçamento retificativo ou não orçamento retificativo, o Chega vai avançar com uma isenção, até o final do ano, das portagens nas zonas que foram afetadas direta e indiretamente pelas vagas de tempestades. É um compromisso que assumimos no âmbito da lealdade, de conversação com o governo, mas que é um ponto, para nós, decisivo e fundamental. Questionámos o governo também, penso que não estou a partilhar nenhuma informação que não deva. Questionámos o governo sobre a necessidade de um instrumento orçamental adicional que fizesse face a todo este enquadramento que estamos a ter, por razões de natureza legislativa, jurídica, fiscal, etc. O governo entende que neste momento não é necessário um orçamento retificativo. A posição é clara, parece-me, e segura do governo neste momento. A nossa posição face ao volume de despesa e de desafio que há é uma posição ligeiramente contrária neste momento, mas é o governo que tem melhor os instrumentos que necessita ou não necessita neste momento. Sobre a necessidade de um orçamento retificativo ou não, ficámos de ter uma conversa nos próximos dias sobre essa matéria.
André Ventura aqui a dizer que vai avançar em sede do orçamento retificativo ou não, mesmo que não haja esse orçamento retificativo, com uma proposta para a isenção de portagens nas zonas afetadas direta e indiretamente pelas tempestades, uma isenção até o final do ano, sendo que a que havia, e que foi decretada inicialmente pelo Executivo Luís Montenegro, entretanto, terminou.
E antes de André Ventura, foi recebido José Luís Carneiro.
E também fez um anúncio que o primeiro-ministro vai integrar dois terços das propostas socialistas no novo PTRR.
O primeiro-ministro disse que dois terços das propostas desse plano foram resultado dos contributos dados também pelo Partido Socialista. Isso, em certa medida, é positivo. Por outro lado, entendemos que se as medidas e as propostas agora não passarem à prática, não passam de meras intenções. E aquilo que nós desejamos é que estas intenções, que são boas, cheguem à vida das pessoas
José Luís Carneiro esteve reunido cerca de uma hora e meia com Luís Montenegro em São Bento. O primeiro-ministro tem recebido um a um os partidos com assento parlamentar depois do Chega, agora é a vez de PSD e CDS.
Entretanto, há um acordo alargado entre os partidos da oposição quanto a um lay-off, também ele alargado, mas o PSD defende-se e deixa avisos. Estamos a falar de quê, Vanessa?
Os social-democratas dizem que o pagamento dos 80% do salário para os trabalhadores das empresas afetadas é uma proposta justa, mas a oposição insiste que o governo tem de cumprir a promessa inicial de pagar a totalidade, os 100%. Num debate esta tarde na Assembleia da República, houve entendimentos à esquerda e à direita, perante um PSD que, Miguel Viterbo Dias procura colocar o ônus na oposição de uma eventual irresponsabilidade financeira.
Perante o acordo entre a oposição para alargar o pagamento do lay-off, o PSD defende-se pelo deputado Ricardo Carvalho, colocando as responsabilidades do aumento da despesa na oposição.
A medida do governo é uma medida justa e equilibrada e acompanhamos a medida do governo. Se os senhores, com a irresponsabilidade que vos é característica, querem governar a partir da Assembleia da República, é algo que os senhores terão que ser responsáveis por essas mesmas opções.
Os sociais-democratas perante um consenso alargado com um dos autores da proposta, o Bloco de Esquerda, a acusar o governo de imoralidade.
Alguém neste Parlamento consegue explicar a lógica de cortar o salário a quem acabou de perder a casa? Alguém percebe a crueldade em pôr cortes a partir do salário mínimo a famílias que enfrentam agora despesas extraordinárias? O impacto orçamental de garantir a totalidade destes ordenados é absolutamente residual para as contas públicas.
O assunto percorre os extremos do Hemiciclo e André Ventura lamenta o recuo do Executivo.
O pior que podemos fazer em tempos de crise é dizer ao país que vamos fazer uma coisa e fazemos outra. Dizer que vamos pagar o lay-off a 100% e depois já é 80%. E esse pedido de desculpa também abarca momentos como este, a capacidade de voltar atrás e dizermos que sim, que vamos corrigir.
Já o PS é mais tímido, mas também apoia o pagamento integral dos salários dos trabalhadores das zonas afetadas.
É preciso garantir medidas de grande alcance, como o lay-off simplificado, que deve chegar a 100% da remuneração.
Hugo Costa, do PS, num debate que terminou sem votação. A revisão desta proposta só será votada depois de passar pela especialidade.
O lay-off é um assunto que não ficou fechado hoje.
Entretanto, Vanessa Cruz, a EDP já tem uma estimativa de quanto vai custar a reconstrução à EDP depois da passagem das tempestades.
Oitenta milhões de euros, sobretudo por causa dos postes de eletricidade da E-Redes. Balanço feito pelo presidente da EDP, Miguel Stilwell d'Andrade, em declarações ao Observador.
Isso impactou muito a nossa rede, foi um impacto devastador. E também alguns ativos de produção de energia e obrigações em geral, mas estão muito cuidadosa e por dentro das barragens. Estimamos que o custo de reconstrução cerca de 80 milhões de euros, principalmente lá da E-Redes, de reposição provisória e depois mais definitiva de rede, mas também todo o custo de mão de obra, prestação de serviço, geradores, combustível, enfim, tudo isso.
É o balanço do presidente da EDP, entrevistado pela grande repórter de economia do Observador, Ana Suspiro. A elétrica anunciou hoje resultados relativos ao ano passado. Os lucros dispararam 44% para 1.150 milhões de euros em relação ao ano de 2024, um resultado explicado pela subida de 50% dos lucros da EDP Renováveis.
E outra das notícias que marcam esta quarta-feira está relacionada com a hospitalização do ministro das Finanças. O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, emitiu um comunicado.
A Unidade Local de Saúde Santa Maria não especifica o que é que se passou com o ministro, mas garante que o quadro clínico é estável. Joaquim Miranda Sarmento terá sofrido um acidente isquêmico transitório, um problema de saúde em que o doente pode ter sintomas semelhantes a um AVC, mas as consequências são diferentes, são mais leves e não deixa sequelas. A equipa médica decidiu pelo internamento, ao que o Observador apurou, Miranda Sarmento fica em observação 24 horas no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
E há outras notícias a marcar a tarde desta quarta-feira, 25 de fevereiro.
Depois do recurso apresentado ao Tribunal da Relação de Lisboa, é a decisão do Supremo. Um dos dois irmãos iraquianos condenados por terrorismo em Portugal vê confirmada a pena de 10 anos de prisão, o outro vê a pena reduzida de 16 para 15 anos. Está em causa a adesão ao Estado Islâmico e um crime de guerra, factos ocorridos no Iraque entre 2014 e 2016. Os dois arguidos foram ainda condenados a uma pena acessória de expulsão do território nacional por um período de 10 anos. E no Brasil, o Supremo condenou, por unanimidade, os cinco acusados de mandarem matar a ex-vereadora Marielle Franco em 2018, no Rio de Janeiro. Entre eles estão João Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, e o irmão Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio. São apontados como líderes de uma organização criminosa armada. Os juízes ainda vão decidir as penas a aplicar. Marielle Franco foi morta a tiro no centro do Rio de Janeiro, num ataque que também vitimou o motorista. O Irão espera um bom resultado das negociações com os Estados Unidos, que vão decorrer amanhã em Genebra, na Suíça. Também o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, diz em entrevista à Fox News que Donald Trump continua a preferir uma solução diplomática com o Irão. O presidente dos Estados Unidos tem ameaçado, nas últimas semanas, lançar um ataque contra o Irão para forçar um acordo nuclear. E anote também na agenda, amanhã há outra reunião, essa sobre a guerra na Ucrânia, entre a Ucrânia e os Estados Unidos.
E ainda antes do Real Madrid e Benfica, vamos ter guerra traduzida na Rádio Observador.