Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Miguel, bem-vindo de volta. Voltamos a falar de Rui Borges, já não é o treinador do Sporting Clube de Portugal.
Sim, a direção do Sporting reuniu esta tarde de domingo com o treinador da equipe principal de futebol. Em comunicado, os Leões dizem que foram iniciadas conversas para terminar o contrato do técnico português. Nesta nota transmitida esta tarde pelo Sporting, é anunciado também que o treinador da equipe B, Tiago Fernandes, assume agora os comandos da equipe principal e é ele que vai orientar a equipe no próximo jogo da Liga dos Campeões, que é frente ao Shakhtar Donetsk, em Londres. Rui Borges deixa assim os comandos do Sporting. Foram dois anos à frente do clube de Alvalade. Ia realizar agora o próximo jogo, que seria, aliás, o jogo 100 do técnico português. Deixa no museu do clube de Alvalade uma Liga Portuguesa e uma Taça de Portugal.
E o nome mais provável que tem sido avançado para substituir Rui Borges tem sido Paulo Fonseca, atual treinador do Lyon. Quem sabe se vai trocar o Lyon pelos Leões. Em Lisboa, no Rossio, este domingo voltou a ficar marcado por tensão, isto depois da polícia ter multado condutores que estavam a buzinar em solidariedade com os manifestantes.
Um incidente que envolveu pelo menos dois condutores que, como disseste, se encontravam a buzinar em apoio aos protestos. António Moura dos Santos.
Sabemos que os condutores em causa foram multados por buzinar nas circunstâncias em que o fizeram. E dado que durante a tarde toda houve outros carros a ter igual ação, a buzinar também, a ideia que passou foi que os manifestantes ficaram desagradados com a arbitrariedade desta ação, porque outros carros já tinham feito iguais, já tinham sido dadas iguais buzinaadas ao longo da tarde e nunca tinham merecido a atenção da polícia. A multidão que ainda estava no centro da praça começou a correr para a extremidade junto ao Teatro Dona Maria II. Vários carros começaram a parar naquela zona. Duas carrinhas de intervenção da força de intervenção da PSP pararam também. Os manifestantes começaram a protestar a presença, primeiro à ação da polícia na multidão e depois a própria presença das carrinhas de intervenção e os ânimos começaram a se exaltar porque vários manifestantes começaram a se chegar cada vez mais perto das carrinhas, a protestar a sua presença, a insultar os agentes. Os agentes acabaram por entrar de volta dentro da carrinha. Não foi possível apurar aqui se receberam alguma ordem, por exemplo, para desmobilizar, para evitar que os ânimos se exaltassem. De qualquer das formas, quando a primeira das duas carrinhas que estava estacionada começou a abandonar o local, houve manifestantes que se colocaram em frente à carrinha. Alguns colocaram-se de lado a darem pontapés na carrinha e para que a situação não se agravasse mais, foram os próprios membros da organização da acampada ou outros manifestantes que começaram a afastá-los e a pedir calma para que a situação não se agravasse.
A reportagem do jornalista do Observador, António Moura dos Santos, que está a acompanhar estes novos protestos na Praça do Rossio. Neste momento vivem-se momentos mais calmos. Ainda assim, ouviram-se há pouco dois petardos junto ao Teatro Nacional Dona Maria II. Vamos continuar a acompanhar estes protestos nos próximos espaços informativos.
E continuamos pelos protestos, desta feita no Porto. Mais de duas mil pessoas permanecem na Praça Dom João I e já decidiram, em assembleia popular, vão prosseguir a acampada na noite de hoje.
E por isso há novamente tendas erguidas na praça da Cidade Invicta. O movimento diz que a PSP não vai intervir na próxima madrugada. Desta forma, já se veem várias tendas montadas na Praça Dom João I, no Porto, e o objetivo é mesmo esse, passar a noite nesta assembleia popular. Os manifestantes decidiram também recusar o convite do presidente da Câmara do Porto para se reunirem na próxima terça-feira, nos espaços do Conselho. A autarquia portuense comunicou esta tarde a disponibilidade de Pedro Duarte para, nessa reunião, abordar, entre outros temas, a compatibilização do direito à manifestação com a disponibilidade dos espaços urbanos e também a possibilidade da existência de acampamentos ocasionais. Ora, em assembleia popular, os manifestantes decidiram, não aceitam o convite do presidente da Câmara Municipal do Porto.
E a acampada do Porto precisamente avança que o presidente da República está disposto a reunir, isto para discutir as propostas do movimento e também, Miguel, os últimos acontecimentos.
Em declarações à Agência Lusa, um dos porta-vozes da acampada, Henrique Blanc, diz que recebeu o contato da Casa Civil da Presidência da República, que demonstrou esse mesmo interesse de António José Seguro se reunir com a organização.
Hoje às 19h30 entraram em contato comigo, através da Casa Civil da Presidência da República, a pessoa responsável, informou-me que o presidente da República estava disposto a reunir conosco para discutir as propostas que nós temos e também estes últimos acontecimentos relacionados com a acampada. Está claro que foi uma proposta recebida de muito bom agrado da nossa parte, mas que ainda irá ser discutida por nós todos de forma democrática, como tem sido tudo até este momento.
Um dos porta-vozes da acampada do Porto, Henrique Blanca, aqui no registro captado pela Agência Lusa, para além deste convite ou do interesse em reunir com os movimentos da Casa Civil da Presidência da República e de António José Seguro, também secretário de Estado da Habitação, diz estar disponível para se reunir com as organizações das acampadas.
E seguimos com as reações às cargas da polícia desta madrugada. André Ventura diz que estas situações só acontecem por causa da ausência do primeiro-ministro.
O líder do Chega diz que as manifestações não deviam ser uma questão de ordem pública, por isso estes problemas nascem porque o governo não sabe reagir, é o que diz o líder do Chega, que aponta Luís Montenegro e também ao ministro da Administração Interna. André Ventura lamenta que sejam os polícias a sofrer com a insatisfação que se gerou devido ao aumento do custo de vida.
Mas podemos dizer que são os polícias os responsáveis por esta insatisfação? Como podemos colocar isto como um problema de ordem pública ou de caráter da polícia? Este não é um problema de caráter da polícia. No máximo, este é um problema do caráter do governo e dos vários governos que se sucederam. Esta não devia ser uma questão de ordem pública. Só nasceu uma questão de ordem pública porque o primeiro-ministro desapareceu de cena durante vários dias ou semanas.
André Ventura, em conferência de imprensa na sede do partido, na tarde de hoje, o líder do Chega anunciou ainda que vai apresentar um pacote de emergência para a habitação. Avisa, no entanto, que não é uma lei de bases da habitação e do arrendamento, mas sim medidas imediatas para facilitar a vida dos portugueses.
Já o Livre, também em reação à carga policial da passada madrugada, pede a demissão do ministro da Administração Interna e diz, Miguel, que vai acompanhar o pedido de debate de urgência, pedido pelo PCP.
Em causa aquilo que o partido, o Livre, diz ser a responsabilidade política nas cargas policiais da última madrugada, que considera desproporcionais e injustificadas. A co-porta-voz do Livre, Isabel Mendes Lopes, diz que o partido vai acompanhar a proposta do PSP. Sublinha que é importante que o poder legislativo debata sobre o tema.
Todos os momentos em que seja possível o Parlamento discutir esta situação inadmissível que está a acontecer, o Parlamento deve fazer. Portanto, sim, claro que acompanharemos este debate que o PCP pede, mas também nos parece que, primeiro, neste momento, o Ministério da Administração Interna não tem condições absolutamente nenhumas para continuar. E o Livre normalmente não pede demissões, mas neste caso, parece-nos claro que o Ministério da Administração Interna não tem condições para continuar, mas é preciso fazer mais do que isso. E por isso é que vamos apresentar uma exposição ao Comissário dos Direitos Humanos do Conselho Europeu.
A posição da co-porta-voz do Livre, em declarações à Rádio Observador, durante a manifestação que ainda decorre no Rossio. Em comunicado, o Livre anuncia isso mesmo, que vai expor o caso a organizações internacionais. O partido de Jorge Pinto e Isabel Mendes Lopes argumenta graves violações de direitos protegidos pela Convenção Europeia de Direitos Humanos e também pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos. Na mesma nota, o Livre condena a ação policial nas manifestações que considera pacíficas pelo direito à habitação. Considera que as novas intervenções da polícia são profundamente preocupantes.
Ponto final nesta edição das 10 com o jornalista Miguel Pina Andrade. As notícias estão de regresso às 10h30. Em formato síntese, é com ele a noite informativa deste 01 de novembro, Dia de Finados, Dia de Todos os Santos também. Temos que dizer que é uma noite sem santos nenhuns.
É verdade.
Miguel, um abraço. Até já.
Até já, Vicente.