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Não é fácil, eu sei, mas, amiga, faz parte. Encontramo-nos domingo à hora do costume. Olá, sejam bem-vindos a mais um episódio, desta vez a solo. Eu já fiz isto o ano passado, a solo, pós meia maratona, e achei que fazia sentido porque eu quero também, obviamente, trazer mais episódios a solo, como tinha dito no início desta terceira temporada de "Amiga, Faz Parte". E achei que fazia sentido em termos de timing, porque acabei de chegar, literal ontem ao final da tarde, da minha meia maratona de Valência. Aquela que era o meu objetivo e que eu estava meganervosa há imenso tempo e que eu me mandei a preparar nos últimos quatro meses, portanto, a big deal na minha vida. No one cares se eu fiz abaixo de duas horas, se não fiz, mas eu defini comigo este objetivo e estava mesmo muito nervosa nos últimos tempos com esta prova, porque foram meses de preparação. E então achei que fazia sentido sentar-me aqui também um bocadinho. E não quero que este episódio seja só sobre a meia maratona, porque sinto que afasta a malta que não é da corrida, mas obviamente que eu vou também explicar um bocadinho como é que me senti nesta prova e como é que foi tudo isto, mas trazer um bocadinho também de terapia e do que eu estou a sentir, como é que estou neste momento, minha rosa, espinho e semente, os episódios normais e este debrief de tudo aquilo que vai na minha cabeça, a mixórdia que vai na minha cabeça neste momento. Mas achei que fazia sentido porque o ano passado também fiz este episódio a solo, pós meia maratona, e na altura foi ainda mais um big deal para mim, porque foi a minha primeira meia maratona. Estava muito mais nervosa, era toda mais uma cena do que agora, que já sei o que é, já sei para o que vou, mas ia com o objetivo definido, portanto, foi igualmente pressão. Pus imensa pressão em mim para cumprir este objetivo, mas achei que fazia sentido para também fazer um paralelismo de como é que eu estava na altura versus agora, que highs é que eu senti pós-prova ou o blues pós-prova que estou a sentir e que estava a sentir na altura, e fazer assim um paralelismo com há um ano atrás, porque foi literal há um ano atrás que eu fiz a minha primeira meia maratona. Mas bem, vamos começar obviamente com a rosa, que é que eu corri abaixo de duas horas, portanto, cumpri o meu objetivo, obviamente que vai ser a rosa desta semana. Senti-me mesmo muito bem na prova. Eu acabei por fazer também uma partilha mais detalhada e mais focada na prova no YouTube, portanto, para quem é da corrida e tem interesse neste tipo de temas, também acabei por partilhar muito por lá e também explicar um bocadinho, levar as pessoas comigo num bocadinho do processo de preparação até ao dia da prova, e expliquei muito como é que eu me senti na prova, mas estou obviamente muito feliz por ter conseguido cumprir este objetivo. Eu sabia perfeitamente que estava preparada para isso, porque eu segui treinos e fui megafocada. E uma coisa que me deixa mesmo muito contente é que, apesar de tudo aquilo que foi surgindo, todos os planos, todas as viagens, tudo aquilo que podia mexer completamente na minha agenda para não me permitir cumprir com os treinos, apareceu e mesmo assim eu consegui. Portanto, mais do que correr abaixo das duas horas, mais do que conseguir esse objetivo, o ontem era só correr e ir buscar a medalha, porque tudo o resto, toda a preparação que eu fiz, já tinha sido a grande vitória de todo este ciclo de preparação de meia maratona. Portanto, estou obviamente muito feliz, porque é um ritmo que para mim é impensável de eu pensar há um ano atrás que eu ia estar a correr uma meia abaixo de 5:40, que para mim é rapidíssimo. Eu não estou muito habituada a estas velocidades. E eu sentir-me confortável nessa velocidade, sentir que estava forte a prova toda, fez-me sentir mesmo confiante em mim e mesmo forte e mesmo capaz de qualquer coisa, porque isto aqui é muito mais além da corrida, eu estou sempre a dizer isto. A corrida traz-me isto a mim, mas de certeza que vocês também têm outras coisas na vossa vida que vos traz essa sensação, que vos eleva e vos dá essa confiança. E para mim é total a corrida, é o não apetecer, aparecer, ir na mesma e conseguir e terminar um treino difícil. E é aparecer no dia da prova, saber que vou sofrer e que vai ser superdifícil, mas que vou chegar ao fim e vou conseguir cumprir com aquele objetivo. E depois, no final, sinto que sou capaz de qualquer coisa. A sensação de chegar ao fim de uma prova destas e de um esforço destes, a sensação de passar a meta é inexplicável. E atenção, eu pus muitas expectativas neste dia, porque há um ano atrás em Cardiff, eu digo que foi o meu dia favorito do ano, o ano passado. E o ciclo de preparação para a meia do ano passado também foi das minhas épocas favoritas. E eu pus muito esta expectativa em mim e foi igualmente um superpico de felicidade que já não sentia há muito tempo, que a corrida me traz, mas que também estes desafios e levar-nos ao limite nos trazem. Mas, por outro lado, também me deixou a pensar que foi muito menos um high do que há um ano atrás. E por quê? Eu sinto que quando eu comecei a fazer esta mudança na minha vida e a querer entrar no mundo do desporto, a perder peso, a focar-me na alimentação, a focar-me na saúde, terapia, querer estar sana e estável, procurar essa estabilidade. Quando estás nessa fase um bocadinho instável, é normal que tudo aquilo que seja um pico de felicidade, seja um high gigante, e o low igualmente. Até podem ser coisas mais pequenas, mas vão-te trazer mais para baixo ainda e coisas pequenas também vão trazer um pico de felicidade tipo absurda. E é normal tu tenhas um bocadinho mais esses picos e eu sinto que estou numa fase tão mais estável na minha vida que a prova de ontem já não me trouxe esse pico absurdo que há um ano trouxe. Mas estou bem com isso, porque acho que faz parte de começarmos em uma fase mesmo cheia de picos e depois vai abrandando até sentirmos que temos esses picos, e que efetivamente me trouxe muita felicidade o dia de ontem, mas ao mesmo tempo já não me traz aquele high gigante, mas também não me está a trazer aquele blues que eu senti pós meia de Cardiff. Há um ano eu senti um pico gigante de felicidade, mas na semana a seguir, eu senti mesmo aquilo que chamam os blues pós meia maratona, pós prova, pós maratona. E eu senti isso, senti aquela meia que depressãozinha de: "Eu treinei tanto, e agora? Qual é o próximo? Eu preciso do próximo." É fácil fazer o paralelismo a muita coisa da nossa vida, como estarmos constantemente a lutar por ter aquela posição, recebermos aquela posição ou aquele cargo. E ali temos aquele pico de felicidade no dia em que nos é passada a notícia, mas depois sais desse pico e o que vem a seguir é um pico decrescente, porque o resto também já não está assim tão bem na tua vida. Portanto, estás só a depender a tua felicidade daquele objetivo, aquele shiny object, que depois no final não te vai preencher da forma que tu esperavas, porque é só um dia, é só um momento esporádico, e eu sinto que todo o trabalho que eu tenho vindo a fazer, leva-me a que hoje em dia, se calhar, já não tenha sentido tanto esse high, mas também eu hoje estou mega bem, estou equilibrada, já não sinto esses blues pós meias, já não sinto que de repente me tiraram o tapete e agora? Eu preciso ter outro objetivo. "Meu Deus, vou me sentar já para definir se vou fazer uma maratona, vou definir um tempo que quero para cumprir a meia." Eu acabei a minha meia de Cardiff e foi logo tipo: "Ok, eu agora quero fazer abaixo de duas horas e agora vou me inscrever nisto e vou me inscrever naquilo." É normal isto acontecer e ficarmos com estas endorfinas todas lá em cima e a querermos mais. E eu quero mais, eu quero continuar com a corrida, e quero correr mais rápido, e quero fazer mais, mas já não estou com aquela sensação de que: "Acabou tudo, e agora? O que eu vou fazer à minha vida? Preciso de mais objetivos, porque senão, ao que eu me agarro?" Estão a ver? Já não preciso disso, "do que eu me agarro?", porque sinto que estou mais estável. E isso também me deixa contente. É uma reflexão que eu tenho vindo a fazer e acho que faz sentido, pelo menos na minha cabeça, e analisando também aquilo que eu estava a sentir há um ano, acho que faz sentido explicar desta forma. E eu sou obviamente uma pessoa muito racional e gosto também muito de analisar, seja a minha cabeça, seja como eu estava a sentir. E eu na prova, pensei várias vezes, e eu lembrava-me da sensação de estar a correr a meia maratona em Cardiff, e pensei várias vezes, eu lembro-me perfeitamente da estupidez que eu fiz lá em Cardiff, de começar super rápido e depois de quebrar aos 10 km, e eu estava a correr de fones com música, sozinha, a batalhar com a minha própria cabeça. E lembro que a partir dos 10 km, foi muito doloroso. Doeu-me tudo, doeram-me as pernas. Eu queria parar a todo momento. Dos 10 km para frente, eu não aproveitei de todo a prova, foi doloroso. Por isso é que depois também no final, a sensação de recompensa é ainda maior, que é: eu sei que eu sofri tanto e que fui capaz. E ontem foi uma sensação incrível de me sentir leve, senti-me forte. E estava a correr a um ritmo que é desconfortável para mim, mas eu adorei a prova e aproveitei, e não sinto que tenha sofrido assim tanto. E é incrível sentir isso, honestamente, por isso é que me faz querer ainda mais, querer ainda correr mais rápido, porque sinto que estou em um flow de corrida que me deixa mesmo confortável e consegui mesmo aproveitar a prova quase toda. Os últimos 4 km foram sofridos e aí eu já estava: "Eu quero que isto acabe, quero que isto chegue ao fim", mas corri a prova toda sem fones, que é uma coisa que eu também achei que não ia ser capaz. Não levei música. Aliás, eu levei os fones como conforto de se me apetecer e se eu estiver a quebrar muito, vou pegar neles. Estavam ali no meu bolso, mas não usei e consegui estar mesmo envolvida na prova, estar a aproveitar, estar atenta às pessoas, estar atenta ao percurso. E foi espetacular. E levei também um amigo comigo, o Tiago veio comigo o tempo todo, que ajudou-me muito. Faz mesmo muita diferença ter companhia, ter alguém ali a puxar por nós. E principalmente, numa fase inicial, nos primeiros 16, 17 km, em que eu estava super fresca, super confortável, é bom ter ali alguém, não para conversar, porque eu não consigo conversar àquele ritmo, porque ia gastar imensa energia, mas estava locked in na minha cena, mas ter ali alguém ao lado, sabermos sempre que temos ali uma companhia. E depois a partir desses quilômetros, quando eu comecei a quebrar, aí fez toda a diferença, porque é tipo, eu sei que se eu parar, tenho ali uma pessoa que vai puxar por mim, portanto não vai acontecer. E ao mesmo tempo, ter ali sempre alguém tipo: "Anda bora, bora, bora, não desistas". Tipo, ali um pep talk ao ouvido, faz mesmo muita diferença. E nunca tinha feito assim uma prova, acho que todas as provas que fiz até agora foram 100% sozinha. Portanto, foi mesmo a primeira vez que tive companhia e faz mesmo muita diferença para a cabeça. E portanto, se vocês tiverem assim desafios e forem a corridas ou outras provas quaisquer, eu aconselho muito a levarem alguém. Mesmo ontem, nós estávamos todos a correr a ritmos diferentes, mas estávamos todos em duplazinhas. Literal, foram quatro duplas de dois, ninguém correu sozinho e era uns a puxar pelos outros, ia sempre alguém que corria mais rápido, a puxar por essa pessoa que estava a tentar bater recorde pessoal. O que é muito giro, porque estás ali com alguém que sabe o objetivo, estão os dois a controlar a velocidade, os dois a lutar pelo mesmo e é muito mais fácil, acaba por ajudar bastante. Portanto, foi uma novidade também desta prova e que para mim fez mesmo toda a diferença. Bem, vou só beber aqui um bocadinho de água. Com eletrólitos. Eu estou bem, fisicamente, não tenho muitas dores de corpo. Fiquei só um pouco dorida nas ancas, mas estou bem. Só que eu acho que é desidratação. Eu não bebi muita água ontem, foi um erro, e hoje também ainda não tinha bebido, então estou aqui no estúdio e estou a sentir-me a ver estrelas. E eu acho que é, sem dúvida, falta d'água. E repor sais também ajuda muito. Eu acho que eu sempre desvalorizei um bocado, e na meia maratona de Cardiff, também estava a entrar no mundo da corrida, não percebia muito bem, e sempre fui desvalorizando um bocado a importância da alimentação, da água, dos eletrólitos, tudo isso, mesmo a nível funcional, de teres melhor performance e estar diretamente relacionado com o resultado que vais ter. Mas senti uma diferença muito grande desta vez, a nível de GEs, portei-me super bem, bebi imensos eletrólitos e imensa água antes, e agora estou-me a sentir a quebrar e eu acho que também é um bocado falta d'água. É a mesma diferença que a hidratação e a alimentação faz em todo este processo, é chocante. E vamos fazer uma pausa no episódio de hoje para vos falar aqui do patrocinador, que é a About You. Já vos falei desta plataforma algumas vezes e estamos agora em fase de renovação de armário, de closet para outono e não podia fazer mais sentido eles entrarem aqui. O que é a About You? É uma plataforma multimarcas, um site onde vocês encontram mais de 1500 marcas de roupa, de acessórios e de tudo, seja roupa desportiva, que também entra nesta fase de outono, porque finalmente, não sei de onde é que vocês estão a ouvir isto, mas aqui no Porto, agora sim, já é outono, já chove, já está frio, já se corre de leggings e de casaco, que era sair de casa de topzinho e calçãozinho curtinho e agora já deixou de ter essa vibe. Portanto, estamos na fase de renovação de armário para camisolas cozy, quentinhas, que também sabem super bem, e também de renovação de armário desportivo, porque agora vamos precisar de kispos e camadas que antes não precisávamos. Portanto, nesta fase, ter estas plataformas que têm de tudo e mais alguma coisa ajuda muito, mesmo a nível desportivo. Tem Adidas, tem Nike, tem montes de marcas diferentes, mais de 1500 marcas, como eu disse, portanto, tem muitas opções, e também muita roupa casual, obviamente, para esta renovação de outono. E eu tenho um código de desconto na About You de 20%, que com o código AYMARY20, que eu vou deixar aqui escrito, vou deixar na descrição também todas as informações deste código de desconto e da data limite, etc, de tudo aquilo que inclui, para vocês poderem ver. Mas fica a sugestão, se estiverem nesta fase ou não, ou se só precisarem de alguma coisa nova pro vosso armário desportivo ou o que seja que seja preciso. Têm lá de tudo, acaba por ajudar muito, principalmente porque não temos de ir a shoppings, não temos de ter essa trabalheira que, honestamente, eu também dispenso. Gosto muito mais de estar no meu sofá, abrir o meu computador e escolher no conforto da minha casa, portanto, escolher tudo, mandar vir, experimentar em casa, no quentinho. E podemos também trocar ou devolver gratuitamente na About You, que acaba por ser uma vantagem enorme. E também tem algumas vantagens de pagamento, seja o pagamento à cobrança, ou então métodos de pagamento como a Klarna, que permite pagar ao fim só de 30 dias, ou então pagar em três prestações. Acaba por facilitar também para gestão de orçamento, principalmente agora pro final do ano, acho que ajuda muito. Portanto, fica aqui a minha sugestão, se estiverem nesta fase e precisarem de alguma coisa para darem uma vista de olhos, que acho que vai ter mesmo opção, literal, vai ter opção para tudo. E vamos então voltar ao episódio. E para além de correr com companhia ter ajudado bastante, eu acho que uma coisa que, comparativamente com quando eu entrei na corrida, uma coisa que me deixa mesmo feliz e que me ajuda muito, é eu sentir que tenho também um grupo e que vão entrando pessoas na minha vida que me percebem muito bem. E eu sinto que o ter começado na corrida e no mundo do desporto, deu uma avalanche de pessoas que entraram na minha vida. E sentirmo-nos no nosso ambiente é uma coisa espetacular. Eu tenho imensas amigas que estão zero no mundo do desporto, imensas amigas que eu combino imensa coisa, que são amigas de sempre, são aquelas amigas que são casa. Porque eu fui para Dublin, as minhas amigas da faculdade também, que não estão de todo nesse mundo. Mas depois também tenho estas amizades relacionadas com o mundo do desporto e que percebem muito bem a minha cabeça de querer comer bem, a minha cabeça de isto ser um objetivo enorme, disto ser uma luta enorme. Esta cabeça de desporto, wellness e saúde é uma coisa que quando tu encontras pessoas que pensam da mesma forma, eu acho que há ali uma ligação que não dá bem para explicar, e que tu sentes que consegues mesmo ser tu própria, mostrar um bocado esse teu lado, que às vezes deixas um bocado escondido para quem não percebe assim tão bem. Estão a perceber? E este fim de semana também foi muito bom nesse sentido, porque eu sinto que estar a viajar com amigos que também percebem esse lado e também gostam das mesmas coisas, faz mesmo toda a diferença, seja falando de desporto, seja de outras áreas completamente diferentes. Eu acho que estares num grupo, tal como, por exemplo, quando eu faço aqueles jantares do friendstorming, que eu junto amigas, também sinto exatamente a mesma coisa no que toca, por exemplo, ao meu trabalho, criação de conteúdo, trabalhar por conta própria. Também me sinto identificada. Portanto, procurar círculos de pessoas e termos essas pessoas com quem nos rodear dessas várias áreas, várias facetas nossas, ajuda muito e tornou a que este fim de semana tivesse sido muito feliz por eu estar rodeada de pessoas que Sentem, pensam e percebem exatamente aquilo que eu sinto no que toca à minha saúde, no que toca à minha relação com o desporto e à minha relação com a comida também. E isto da corrida e do desporto não é só um hobby, desde sempre que para mim nunca foi só um hobby e não é só uma forma de eu descontrair, não é só uma forma de eu me divertir e ter objetivozinhos. É um estilo de vida que eu estou a escolher, priorizar de tal forma isto na minha vida, que passa a ser uma peça central, que determina o meu mood, determina a confiança que eu tenho em mim, a autoestima que eu tenho, que depois eu levo para todas as áreas da minha vida. E eu sinto que sou uma melhor versão de mim própria quando me sinto alinhada em todas estas minhas partes. E por isso é que eu também gosto tanto de partilhar sobre isto e de falar da corrida, de falar do desporto desta forma, porque para mim foi mesmo uma coisa que me salvou, que me tem vindo a salvar todos os dias e que acabou por ser a minha luzinha ao fundo do túnel numa fase em que eu estava mais perdida. E acho que estes marcos e estas pequenas conquistazinhas também merecem ser celebradas e devem ser celebradas, porque fazem parte de todo um caminho que muitas vezes nós nos esquecemos de onde é que começamos. E por isso é que eu penso muitas vezes: será que a corrida, será que isto aqui é só uma fase minha? Eu sou tão de hiperfoco, questão de ter muito virada para uma coisa, de repente começo a ler e estou a ler sete livros numa semana. Será que isto é só um hiperfoco meu? Eu acredito que pode até não ser a corrida que vá ser a minha cena para sempre, provavelmente vai estar sempre a mudar, mas acho que o desporto, a forma como eu olho para o exercício físico e para a minha saúde, eu não acho de todo que seja uma fase minha e espero que não seja, porque traz mesmo muita felicidade a todos os níveis e um equilíbrio que, honestamente, eu não encontrei em mais nada na minha vida que me regule tão bem. E vamos passar para o espinho. Portanto, tudo isto uma maravilha e a vida é bela e adoramos a nossa vida e o desporto é incrível e corremos uma maratona sub duas horas, uma meia maratona. E agora qual é o espinho? Eu sinto que sou uma pessoa naturalmente ansiosa, mas sinto que ultimamente eu tenho estado ainda mais. E custa-me dizer isto de "sou ansiosa", porque eu sei que não devemos dizer, é tipo: "Não, eu tenho ansiedade, eu não sou ansiosa". Mas eu sinto que sou uma pessoa ansiosa, honestamente. Sinto que é uma coisa que me acompanha há muito tempo. Sou uma pessoa ansiosa em várias partes da minha vida e ultimamente, eu não sei porquê, mas sinto-me ainda mais ansiosa. E se eu olhar para a minha vida, está tudo bem. Por que eu estou a ficar em estresse por coisas que nem fazem sentido? Está tudo mesmo alinhado. Eu sinto que estou numa fase tão boa a todos os níveis. Estou a adorar o meu trabalho, que era uma coisa que me deixava mesmo, sei lá, eu falei tantas vezes aqui no podcast sobre isso, eu estava mesmo desmotivada. O último ano andei superdesmotivada com tudo, não me apetecia aparecer nas redes sociais. Já estava, não me apetecia falar no podcast. Tive fases em relação ao trabalho que eu estava mesmo desmotivada e a pôr tudo em causa e a pensar: "O que vai ser da minha vida? Porque eu agora já não quero fazer redes sociais, já não quero fazer isto, já não gosto disto." Estava mesmo num loop. Porque eu não estava alinhada com aquilo que estava a fazer e estava mesmo a dar overthink em tudo. E estou numa fase em que estou mesmo supermotivada com o meu trabalho. Não sinto que esteja assim como uma avalanche de coisas que eu não consiga dar conta do recado. Estou superbém na corrida, estou megafeliz com amizades, com tudo, está megaalinhado e ao mesmo tempo sinto-me mais ansiosa que nunca e eu não consigo bem explicar isto, de onde é que isto vem, ao ponto de ter insônias, não conseguir dormir bem. Claro que tive agora a prova e também foi um motivo para eu estar um bocadinho mais ansiosa, mas não é só isso. Eu tenho estado mesmo estressada e parece que mesmo pequenas coisas e organizando a minha agenda e tudo, eu entro ali num loop de ficar megaansiosa por coisas que não fazem sentido. E não consigo explicar de onde é que esta ansiedade vem. Ao mesmo tempo, eu tento controlar e tento arranjar ferramentas para não me sentir assim no dia a dia e tentar conseguir dormir na mesma e arranjar forma de contornar isto e de ser mais organizada. E aquelas dicas que vamos partilhando aqui no podcast de, literal, sentar-me, olhar para a minha agenda, organizar tudo. Mas eu sinto que parte um bocado pelo ponto de eu querer chegar a todo lado e querer também agradar a toda a gente e estar toda a gente megafeliz e nunca dizer que não, que é difícil ainda, apesar de eu sentir que estou muito melhor, é difícil e isso depois acaba por me causar sempre uma culpazinha de eu quero estar aqui, mas também quero estar aqui e quero estar a aceitar esta viagem, quero estar a fazer isto e quero também estar aquela almoço família e que depois cria ali na minha cabeça uma nuvem que no dia a dia me vai afetar em tudo. E eu acho que sou uma pessoa que até não sinto que deixo a vida entrar em piloto automático, e entrar naquela cena de está tudo a acontecer e a bola está a rolar e não me dá tempo, não me dá espaço para parar, para pensar, para avaliar, se sinto que estou bem aqui, estou bem ali, se gosto disso, se gosto daquilo, se estou a seguir o caminho certo. Sinto que até sou uma pessoa bastante consciente e isso, e o facto de eu me sentar e escrever e mesmo usar o podcast para pensamentos e analisar coisas. Sou bastante racional nisso e fazer terapia e falo muito com as minhas amigas e debato muito as minhas coisas e pondero muito e racionalizo muito. Acho que não tenho a tendência para isso. No entanto, nos últimos meses, tem vindo a mudar muita coisa na minha vida. Eu sinto que quando tu estás numa boa fase e estás a atrair só coisas boas, porque tu estás bem, ou seja, tu estás feliz, tu estás a transbordar essa felicidade cá para fora. Então é normal que também venham mais coisas que também estejam alinhadas contigo, mais oportunidades de trabalho, mais convites para viagens, mais isto, mais aquilo, mais coisas a acontecer. E tu estando nessa frequência positiva, vais atrair mais isso e vais querer, vais estar mais predisposta a isso, que depois acabo por encher. Cheia de coisas que são fixes, que são dinâmicas, que são divertidas, que eu adoro e que quero, mas depois é uma avalanche de coisas que tu não consegues bem gerir esta cena de "eu quero estar aqui, mas eu também quero estar ali" e de repente já aceitei coisas demais e começas a pôr uma pressão desmedida que depois vai resultar, se calhar, nessa sensação constante de "eu não estou a conseguir chegar a todo lado, porque eu estou aqui, mas eu não estou 100% aqui, porque eu sinto que estou a falhar ali". E isto depois vai gerar, obviamente, ansiedade constante, porque é uma pressão que nós vamos pondo em nós próprios. E se calhar é uma má gestão ou uma gestão que eu tenho que fazer melhor da minha parte, de tentar dizer mais que não, tentar pensar mais na Mariana do futuro, que nós muitas vezes acabamos por tomar decisões de cabeça quente, de "eu quero isto porque isto é fixe e chegou agora e tenho que dizer que sim agora" e depois daqui a duas semanas a Mariana do futuro que lide com o facto de não poder estar ali, não poder estar a fazer aquela coisa e se calhar vai estar estressada com trabalho, porque não está a conseguir cumprir com tudo aquilo que queria. E é ter um bocadinho mais desta consciência. Por isso é que eu digo, eu sinto que não sou muito de deixar as coisas rolarem, estar em piloto automático e não ter esta consciência. Eu acho que faço muito este exercício consciente, mas ao mesmo tempo tem sido uma fase em que é difícil de eu gerir, porque é muita coisa a mudar, muita coisa a acontecer e muitas mudanças também a nível emocional, que é difícil depois de eu conseguir gerir o dia a dia e talvez a minha ansiedade possa vir um bocadinho por aí. E entretanto, esta semana queria vos contar que fiz uma coisa muito gira, que já andava para fazer há muito tempo e que vem um bocadinho nesta linha, nesta reflexão de porque é que isto também me acontece e que justifica muita coisa. Eu estou sempre a tentar conhecer-me melhor e qualquer tipo de ferramenta que o permita, eu adoro. São outras camadas minhas. Acho que é bem importante nós termos esta fome de descobrir mais coisas sobre nós, seja em astrologia, seja no que for. E eu esta semana fiz uma consulta de human design, que eu já queria fazer há muito tempo, e fiz por uma recomendação da minha amiga Mónica, que se senta aqui no podcast às vezes. Que é a Matilde. Ela tem uma página que se chama The HD Lab, The Human Design Lab, e ela basicamente fez-me uma consulta em que me explicou o que é. Ou seja, o human design, para quem não conhece, eu já fiz um episódio sobre isso com a Ana Costa Soares, que está superútil e superinformativo sobre o tema. Portanto, se não conhecem, aconselho a ouvir. Mas é uma ferramenta que é de autoconhecimento, que nos explica por que somos assim, por que devemos agir de certa forma, junta astrologia com ciência, com várias cenas, e faz muito sentido. Basicamente, de acordo com a hora a que nascemos e com o local, etc., é quase como se fosse um mapa astral, mas é do human design, é uma matriz. Tu és um tipo específico, existem quatro tipos e cada um de nós é um tipo. Eu sou projetora, mas dentro da projetora eu tenho uma matriz, um esquema, um gráfico de human design que explica como é que eu sou e de que forma é que eu devo agir. Ou seja, eu acho que o mapa astral, posso estar a dizer a maior barbaridade sempre, mas acho que o mapa astral é uma cena muito mais de previsão do que vai acontecer no futuro também. Explica como é que tu és, mas mais de previsão. Enquanto que o human design é 100% autoconhecimento, como é que tu és e de que forma é que tu deves agir para estar mais alinhada contigo. Portanto, eu sou projetora e um dos grandes mantras do projetor é aceitar o convite, é não ir atrás, não convidar. É se sentir abertura, aí sim, mas não ser proativamente quem vai atrás das coisas. O que para mim é megaesquisito, porque eu sou aquela pessoa que sempre pensou: "Eu quero isto, eu vou fazer acontecer". Principalmente em termos profissionais, eu sempre tive um bocadinho desta energia de ir atrás. Mas eu analisando a minha vida, a verdade é que tudo aquilo que foi para ser, e que foi para ser meu e que fez sentido ser, foram coisas que me chegaram por me convidarem a, e não por eu ir atrás. E um projetor tem de respeitar um bocadinho esta regra, digamos assim. Mas para além disso, para além de me explicar o que é o projetor, explicou-me também várias partes do meu gráfico, da minha matriz de human design, e justificou-me várias coisas que eu sinto, como por exemplo, o facto de eu me sentir muito mais confortável. Toda a minha vida me senti muito mais confortável em conversas "one on one" do que em grupos. Sempre fui assim. E isso é justificado na matriz do human design, explica porquê. Há muita coisa específica que ela me explicou e que me fez mesmo sentido. "Ok, isto sou eu, faz sentido." E isto acaba por ser um mapa que te guia para tu tomares decisões na tua vida que estejam mais alinhadas contigo. Uma coisa que ela me disse, que eu também vinha perceber ao longo do tempo e que para mim faz todo sentido, que é O facto de eu ser projetora diz-me que eu devo produzir em qualidade e não em quantidade. Não me devo meter em projetos em que vai ser preciso uma quantidade absurda de coisas, em que eu esteja sempre a produzir e não a ter espaço para produzir outras coisas de qualidade. Ou seja, eu sou uma pessoa que gosta de fazer muita coisa ao mesmo tempo e não gosto da prisão de ter uma coisa específica em que eu tenho de estar sempre a produzir em quantidade. Por exemplo, se eu estivesse a fazer neste momento gestão de redes sociais para outros clientes, é uma coisa que é muito pragmática, muito prática, muita quantidade. Tu tens de definir um calendário, produzir imenso conteúdo, imensos posts para o cliente. É uma coisa que é muito metódica e muito fazer sempre a mesma coisa. É uma coisa que para o meu tipo de pessoa não funciona e eu tenho de ter espaço para, apesar de fazer as coisas consistentes, ter espaço para explorar outras coisas e para produzir outras coisas de qualidade, porque senão vai sair só quantidade em prol da qualidade dos projetos. E ela justifica isto porque diz que a minha energia ao longo do tempo não é constante. Então, para eu conseguir estar a produzir em qualidade, eu tenho de escolher as alturas certas para o fazer e que nem todas as alturas eu vou estar mega para aí virada. E faz-me sentido, porque eu vou saltando também de projeto em projeto e de foco na minha vida, de hiperfocos, porque estou com a energia mais virada para isso e faz sentido eu estar atenta a isso e deixar-me também seguir de acordo com aquilo que eu estiver a sentir. Depois ela diz que eu tenho o sacral indefinido. O que isto significa? É que eu não sou feita para estar sempre a produzir. Não sou feita para estar sempre naquele speed de estar sempre a fazer acontecer e que o maior desafio para mim é saber quando parar e não tentar acompanhar o ritmo dos outros. Ou seja, se eu vejo alguém que está sempre 100% focada na corrida e está sempre ali a dar tudo, todo o ano está mega focada nisso, mega motivada. Eu não posso usar isso como termo de comparação, porque eu vou ter fases em que não me vai apetecer e tenho de respeitar isso. E a minha maior dificuldade, segundo ela, é eu conseguir perceber escolher as minhas batalhas e escolher as fases em que eu quero focar em determinadas coisas. E está tudo certo. E eu sinto muitas vezes essa pressão, essa comparação de olhar para o lado, seja com corrida, de: "Aquela lá está a ler imenso", coisas mínimas, "está a ler imenso ou aquele está a cozinhar imenso". Eu também gostava imenso de cozinhar. Ou seja, escolher as minhas batalhas e as fases. Eu vou ter uma fase em que eu vou estar mega virada para isso e é aceitar essa fase e é aproveitar. E depois vou ter outra fase em que vou estar completamente virada para o outro lado. E é sobre isso. E portanto, ajuda a justificar coisas que eu própria sinto e que muitas vezes me deixam frustrada por eu não estar a conseguir ser aquela pessoa mega consistente e sempre virada para as mesmas áreas da vida. Eu não consigo, eu tenho fases em que eu não consigo parar de ler de finanças pessoais e estou ali focada e estou a trabalhar os meus objetivos financeiros e estou assim túnel. Tenho outra fase em que o túnel está para a corrida, outra fase, o túnel está para a leitura. E é assim, e é aceitar que é assim e perceber que nós não somos todos iguais. E acho que isto também ajuda a perceber muito isso. Nós não somos todos iguais e não temos de seguir todos o mesmo caminho, nem temos todos de lidar com as coisas da mesma forma. Portanto, quanto mais tu souberes como é que tu és, melhor é para tu justificares os teus comportamentos e alinhares a tua vida com base nisso, e não te pores tanta pressão porque não estás a seguir um certo caminho que não era o teu. Uma recomendação dela tem a ver com a minha autoridade emocional, que é dormir sobre as decisões. É nunca decidir, num alto ou baixo emocional, coisas na minha vida. E que ter 80% de certeza chega. Ou seja, imaginem eu agora, estou num high, estou mega pico, porque acabei a minha meia maratona. Imagina eu agora chegar a casa e comprar uma inscrição para uma maratona. Isto é eu estar a tomar uma decisão emocional com base num pico de high ou num pico de low, eu estou desmotivada com a minha vida, estou triste, estou isto e aquilo, comprar um voo para ir seis meses para fora. Não, isto não pode acontecer. Se calhar para outras pessoas faz sentido. Para mim, segundo ela, não posso fazer isto. Eu tenho de dormir sobre o assunto, porque eu sou uma pessoa naturalmente impulsiva nestas coisas. Então, às vezes acabo por tomar decisões que se calhar não tão acertadas e tão alinhadas, se eu pensar três dias no assunto. E portanto, é um bocadinho mais deixar as coisas assentarem, pôr a assentar. E se calhar aquela vontade de fazer a maratona, que vem só porque quero um próximo objetivo e tu clicas com a dopamina lá em cima, endorfinas no máximo, se calhar daqui a três dias já vejo as coisas de forma mais racional, porque apesar de eu ser uma pessoa racional, tenho muito este lado emocional, de tomar decisões muito ligada à parte emocional, e é isto que às vezes acaba por me afetar e me levar a tomar decisões que se calhar não eram bem aquilo que eu queria. Depois ela diz que eu tenho a mente e a cabeça definidas no meu mapa, que é o canal da clareza e que a minha cabeça, segundo ela, foi feita para inspirar os outros e não para resolver a minha própria vida. E isto justifica a minha ansiedade, que muitas vezes é quando eu viro para dentro e tento analisar demais a minha vida e dar overthink e racionalizar tudo, literal tudo, tentar ter um raciocínio lógico e claro em tudo na minha vida, trazer mesmo tudo o que é emocional para racional, é aí que tudo corre mal. E é quando eu viro para dentro, gera muita ansiedade em mim e isso depois vai resultar naquilo que eu estava a falar como o meu espinho. Portanto, o que ela diz é que todo este racional e toda esta análise e tudo isto que eu faço mentalmente Passado o emocional para o racional, é uma coisa que eu tenho de fazer para os outros, tenho de usar essa capacidade para os outros, para ajudar os outros, para inspirar os outros, mas não para racionalizar tudo na minha vida. Ou seja, para deixar a vida fluir um bocado, porque eu sou tão estressadinha e tão organizadinha e tão virginiana numas cenas, que acabo por depois me prejudicar e me limitar, porque quero racionalizar tudo e penso demasiado. Percebem? Não deixo a vida fluir tanto. Acaba por, depois, isto tudo dar a volta e, em vez de me ajudar por eu estar a tentar analisar tudo, acaba por me prejudicar, porque estou a pensar demais e está me a gerar ansiedade que, se calhar, nem era tudo isso. Então o ensinamento é um bocadinho esse, é usar, por exemplo, este podcast, faz todo o sentido eu usar esse insight para racionalizar coisas, estou aqui a analisar pensamentos, estou a desconstruir um bocadinho isto que vai na minha cabeça, mas acaba aqui. Tentar não levar isso literal à letra para tudo aquilo que eu faço na minha vida e não tentar analisar todo o tipo de comportamentos e de decisões e de coisas que estão a acontecer, porque depois acaba por me limitar a não estar mesmo a viver. Depois, a definição está à partida em que eu me sinto completa com a ligação com os outros. Ela até me deu a dica de eu ir trabalhar para cafés, porque ela sabe que eu trabalho em freelancer, acabo por trabalhar muito sozinha, e ela deu a dica de eu sair de casa e estar rodeada de pessoas a trabalhar em algum sítio, porque só o facto de eu estar com pessoas à minha volta vai me ajudar a estar mais inspirada e estar com mais vontade. Isto é literal, muito real, porque eu sinto que quando eu vou trabalhar para cafés, mesmo não conhecendo ninguém, estando sozinha, eu sinto sempre que o meu mood melhora imenso. E isto é trabalhar para cafés, é correr acompanhada, é estar a conhecer pessoas novas, é marcar cafés aqui e ali, é me meter em ambientes que me sejam desconfortáveis, é ir a run clubs, é tudo aquilo que eu vou falando aqui muitas vezes, que a mim me faz muito bem, justifica um bocado isso, ou seja, o sentir-me completa, sentir-me conectada com outras pessoas que pensam da mesma forma, ou que me desafiam, ou que me fazem ver as coisas de outra forma e que eu preciso muito disso, e que também posso encontrar essas pequenas coisas no dia a dia e trazer isso para o meu trabalho, para a minha vida, para a minha rotina, para que eu sinta que mesmo no dia a dia, mesmo estando a trabalhar sozinha, que estou meio que conectada com o mundo. Estão a perceber? Eu acabei por acabar a chamada com ela e quero mesmo definir dias para sair de casa e para ir trabalhar para cafés, para fazer esse tipo de trabalho fora de casa, porque eu estou tanto a trabalhar sozinha e sempre enfiada em casa, sempre na minha bolha, que às vezes nem percebo o quanto isso me prejudica, porque estou mesmo limitada e mesmo a nível de mood, não me faz bem eu estar um dia inteiro em que eu não vejo ninguém, não falo com ninguém. Não me faz bem a mim, acredito que não faça bem a ninguém, mas é uma coisa que eu acabo por fazer bastante, porque estou muitas vezes a gravar sozinha, a fazer tudo sozinha. Então eu sair de casa só para ir trabalhar para algum lado, é uma coisa que eu quero deixar como semente para este próximo mês e que vou mesmo tentar implementar, que era uma coisa que eu, quando mudei para o Porto, fazia bastante. É aquela fase inicial de mudaste de cidade e queres aproveitar a cidade ao máximo e cafezinhos por todo lado, mas depois tu entras na rotina e deixas um bocado de fazer isso, porque aquele "sheetex" inicial já passou. Mas não é só por conhecer cafés novos e por conhecer o Porto, mas é também porque é uma coisa que me faz bem, que eu sei que me faz bem. Seja isso, seja ir trabalhar para um coworking, por exemplo, também pode ser uma opção. E ela também falou da parte da comunidade e de trabalhar em equipe, que é super importante para mim. E apesar de na minha profissão eu não ter tanto isso, eu tenho muita gente, muitas pessoas, muitas equipes à minha volta que me ajudam e que fazem mesmo toda a diferença. Às vezes estou com uma ideia, não sei bem o que fazer, tenho um episódio específico, não sei o que fazer. Basta eu ter uma conversa com quem me grava o podcast ou uma conversa com a minha agência ou com amigas que também trabalham no meio, ou qualquer coisa assim, que desbloqueia muita coisa. Eu preciso mesmo disso. E ela disse-me que era importante para mim delegar e tentar não fazer tudo eu e tentar trazer pessoas para o meu mundo e para a minha parte profissional. E é uma coisa que eu tenho vindo a fazer, a delegar cada vez mais, apesar de me custar. É uma coisa que me tira carga de cima, permite que eu não produza em quantidade, mas produza mais em qualidade, esteja a fazer aquilo que faz mais sentido eu aproveitar o meu tempo para, e delegar é sentir que tenho sempre ali alguém com quem bater bolas, com quem debater. Tem uma rapariga, a Carlota, que começou a trabalhar comigo recentemente, que também trouxe um bocadinho nesse sentido de ela me ajudar a tirar a carga de cima de mim, mas também sentir que tenho sempre ali alguém para bater bolas, para trocar ideias, para não me sentir tão sozinha no processo. No final do dia, aquilo que nós fizemos a análise de human design é tentar perceber como é que eu sou, explicar coisas, comportamentos meus, por que eu me sinto de determinada forma e, a partir daí, moldar pequenas coisas de acordo com isso, para que as coisas estejam mais alinhadas. Portanto, neste momento, aquilo que eu estou mais a sentir como espinho é a ansiedade, é como é que eu posso controlar isso. Então, a nossa consulta também foi muito virada para de que forma é que eu posso não sentir tanto isso no meu dia a dia e mudar a minha rotina, mudar os meus hábitos para que isto não seja uma constante. Acabou por ser muito útil e tirei muitas dicas práticas que eu agora no próximo mês, sem dúvida, quero começar a implementar. E outra coisa, é que eu também sinto que Que nos lixa a todos, a mim e a todos, é o telemóvel, estarmos constantemente agarrados ao telemóvel. E é uma coisa que eu tenho vindo a tentar cada vez menos consumir e estar agarrada e estar constantemente ali no doomscroll. E uma coisa que eu também, para o próximo mês, estou sempre a dizer para o próximo mês, porque estamos agora no fim de outubro, e é uma coisa que eu quero também implementar em novembro. Também vi uma rapariga a fazer esta série e eu achei uma ideia mesmo gira, que é sempre que tu tiveres na urge de tipo: "Agora tenho aqui um bloco de tempo sem nada para fazer" e naquela vontade, naquela urge de pegar no telemóvel e ficar em doomscrolling. Sempre que tiveres essa vontade, vai fazer alguma coisa que tu gostes ou aprender uma coisa nova. Eu adorei esta ideia e quero muito implementar, porque nós estamos sempre a dizer que não temos tempo de aprender ou não temos tempo de fazer isto ou aquilo, porque vidas corridas, e muitas vezes acabamos por gastar muito tempo só agarrados ao telemóvel sem fazer nenhum, só a ver coisas que nem estamos a ver e de repente fomos ao Instagram só para ver umas coisas, estamos ali há uma hora. Então vamos usar essa hora ou essa meia hora para fazer coisas que gosto, seja aprender uma coisa nova, cozinhar, uma coisa que me traga felicidade e que seja completamente desligada do telemóvel. Portanto, novembro vai ser um mês em que eu vou estar mais consciente sobre isto e vou tentar mesmo evitar o doomscrolling. Eu já sinto que não faço assim tanto, principalmente quando estou com pessoas, sinto que tento mesmo não estar com o telemóvel, mas é uma coisa que vivendo sozinha, muitas vezes acaba por acontecer. Final do dia, acabei de trabalhar, tenho aqui um tempinho. Em vez disso, não, vamos ler, vamos cozinhar, vamos sair de casa, vamos experimentar uma coisa nova, vamos tentar fazer coisas que nos alimentem mais do que estarmos agarrados à vida dos outros. E pronto, deixo como recomendação vocês também fazerem a vossa leitura de human design. Ouçam o episódio também que eu fiz na altura, porque acho que acaba por explicar muito isto. Eu não percebo muito, obviamente, não sou expert de todo em human design ou em astrologia ou outras coisas quaisquer que eu vou trazendo aqui ao podcast. Eu só sou curiosa e gosto de me conhecer, gosto de fazer estas coisas, gosto de ter estas consultas e gosto de, lá está, aquilo que eu estava a dizer, gosto muito de analisar e gosto de tirar insights para a minha vida. Mas desde que seja de forma saudável e que não me gere mais ansiedade, estas pequenas coisas que eu apontei que quero mudar, seja a nível profissional, seja a nível pessoal, rotina, hábitos, são coisas que nós podemos sempre ir trabalhando de forma soft, pequenas mudanças, que depois compound, como os hábitos atômicos dizem, tudo depois em conjunto, vai gerar mudanças grandes. E sinto que este próximo mês de novembro vai ser um mês em que eu finalmente vou estar mais por casa, porque sinto que verão, setembro e outubro foi uma loucura. Foi loucura de estar a preparar-me para a maratona, foi loucura de estar sempre a viajar de um lado para o outro, sempre a ir a Lisboa de um lado para o outro. E estive pouco por casa e agora vai ser um mês em que eu vou estar muito mais calma, menos corridas, mais soft, menos viagens, menos idas a Lisboa, se tudo correr bem, mais por casa, mais rotina. Então estou muito mais virada e focada em construir agora uma rotina que me deixe mais feliz aqui, porque eu preciso desse estímulo que Lisboa me dá e essa ansiedadezinha boa, esse frio na barriga que estar fora e que gerir agendas loucas me traz, mas eu também preciso desta calma e de estar bem na calma e de gostar de uma vida aborrecida. Então quero também mudar pequenas coisas na minha vida para não me gerar tanto esta sensação de que estou mais parada, estou mais aborrecida, devia estar a fazer mais. Então parte um bocadinho por aí esta minha semente de tentar arranjar formas de não estar tanto por casa, não estar tão sozinha, trabalhar fora, chamar gente, tomar cafés, teletrabalhar em algum lado com alguém, seja isto de evitar ter tempos mortos no telemóvel e usar isso para fazer coisas que eu sempre quis fazer e que sempre fui guardando porque não tenho tempo. E estar sempre atenta, a tentar ao máximo trazer gente para a minha vida que me inspire, que me ajude, seja a nível profissional, seja a nível pessoal, e tentar me desafiar nesse sentido, mesmo no Porto, mesmo em casa, mesmo na rotina, porque acabo por fazer muito isso quando vou viajar ou estou em Lisboa ou estou aquilo, mas em casa também é importante procurar esses estímulos, procurar essas novidades, esses eventos, essas coisas que também nos tiram fora da zona de conforto e que para mim, eu sei, e o human design também justifica, mas eu sei que eu preciso disso e que isso me alimenta muito. Portanto, vai ser um foco no mês de novembro. Depois também vos conto como é que isso correu quando voltar aqui a sentar-me, talvez com a Inês e com a Mónica, como é que isso está a correr ao longo deste mês, mas para já, a nível de semente, vão ser estas pequenas coisinhas. E pronto, em termos objetivos desportivos, vamos lá ver o que é que vem aí. Foi uma coisa que me perguntaram logo, mal eu acabei a prova, foi tipo: "Qual é o próximo objetivo? O que é que queres fazer a seguir?" E eu sei que é normal esta pergunta, mas eu estou mega chill, estou mesmo super. Não vou inscrever-me numa maratona, está tudo bem. Não vou já tirar de cabeça para essa. Se bem que, imaginem, é uma coisa que eu sempre disse: "Nunca vou fazer uma maratona." E eu não digo isso agora. Acho que é normal nós estarmos sempre tipo: "Ok, eu agora consegui e fui capaz e defini este objetivo e fui capaz, então eu consigo ainda mais." E acho que é uma coisa que eventualmente na minha vida eu hei de fazer. Não vai ser para já. Não sinto que tenha vontade disso e de passar por esse processo e desse ciclo de preparação para maratona. Não é uma coisa que neste momento me faça sentido. Mas em termos de objetivos desportivos, gostava muito de fazer agora um teste aos 10 km, portanto provavelmente vou me inscrever numa prova para fazer isso, já que estou tão bem preparada e gostava de também ter consciência de como é que estou na corrida em termos de 10 km, porque eu bati RP em cinco, 10, 15, 20, 21 nesta prova, portanto em 10 eu vou conseguir fazer um tempo melhor. Vou fazer essa prova, vou fazer também um hybrid day em dezembro, também vai ser um desafio giro, porque vou fazer com a Inês Prata e ela nunca fez Aerox e começou a correr há pouquíssimo tempo, portanto vai ser uma cena muito mais chill e mais gira, com uma amiga, acho que vai ser um processo muito giro. Até ao final do ano, acho que vai ser um bocado por aí. E depois, com calma, quero refletir, lá está, não na flor do momento, aqui nesta cabecinha que está quente de ter conseguido o seu objetivo, deixar as coisas acalmar, a poeira assentar, depois definir objetivos, mas eu acho que me vejo a fazer mais meias maratonas para o ano. Vejo-me talvez a fazer duas. Eu gostava muito de completar as Super Half, é um objetivo que eu tenho, que é aquela medalha das seis. A Cardiff é uma, Valência é outra, portanto já tenho duas. Faltam-me quatro medalhas, que é a de Lisboa, que eu gostava de fazer para o ano, que é da Ponte 25 de Abril, acho que é em março. Não consegui fazer este ano porque estive a viajar nessa altura, mas gostava muito de fazer essa meia. Copenhaga também faz parte. Faz parte Berlim e Praga. Eu acho que são estas quatro. Eu gostava de fazer mais uma fora. Não sei se vou conseguir, porque também estas provas é super difícil de se conseguir dorsal. Mas gostava talvez de para o ano fazer mais duas meias maratonas, imagino-me a fazer mais dois ciclos e talvez definir objetivos de tempo. Num ano, consegui tirar 12 minutos à minha meia maratona. Portanto, who knows o que eu consigo fazer para o ano. E acho que talvez o caminho para já vai ser por aqui, vai ser pensar em provas, pensar também em destinos, que eu acho que vou querer continuar a fazer isto de viajar, principalmente levar gente e ir em grupo, viajar e correr fora, conhecer uma cidade nova a correr, mesmo que não seja Super Half. Nós já estávamos todos a pensar, podemos fazer outra prova qualquer, mesmo que não seja a Super Half, definir e fazer uma viagem. Acho muito giro. E é esse nível de experiências que ficam. É muito mais do que ir correr aqui a meia do Porto, em que é no percurso que já estou mais que habituada a treinar e que é mais do mesmo. Acho que são experiências únicas e que já que eu estou agora nesta fase da corrida, quero aproveitar, porque é uma forma mesmo gira de conhecer a cidade. Portanto, acho que para o ano vai partir um bocadinho por aí, mas depois quando chegarmos também ao final do ano, acho que aí sim, já tendo todo o ano passado, todos estes objetivos passados, aí sim a poeira já vai ter assentado e poder tomar uma decisão mais consciente daquilo que quero para o meu ano desportivo, mas para já continuamos e queremos fazer mais coisas giras até ao final do ano. Portanto, é isso. Acho que vamos ficar por aqui neste episódio. Ficou mesmo uma mixórdia de coisas e se calhar a parte de human design pode ter sido um bocado confusa para quem não sabe o que é, mas olhem, vão ler primeiro antes, vão fazer uma pesquisa sobre human design, porque acho que faz mesmo sentido. Juro que para mim fez, tudo aquilo que ela me disse bateu super certo e ajuda, lá está, a conhecer-nos melhor e depois a tomar melhores decisões no nosso dia a dia, a montarmos e a perceber que nós temos controle sobre a nossa felicidade e a forma como vivemos a nossa vida, literal, nós é que decidimos tudo. Portanto, se tivermos conhecimento daquilo que resulta melhor para nós, melhor. Então vou fazer nesse sentido, porque se algo justifica que eu sou assim e me sinto desta forma e isso vai ser melhor para mim, então eu vou tentar. Tentar não custa. Acho que temos de ir para estas coisas de mente aberta e eu gosto de pensar assim. Espero que tenham gostado deste episódio e nós vemo-nos para a semana com mais uma terapia da Duingo. Não é fácil, eu sei, mas amiga, faz parte. Encontramo-nos domingo à hora do costume