Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal das 7, com Luís Soares. São, nesta altura, duas as frentes ativas no incêndio em Aveiro, que começou antes da hora de almoço, precisamente naquela região.

Mais propriamente na localidade de Eixo. No local estão mais de 160 operacionais, 50 viaturas, também quatro meios aéreos e nesta altura a A1, Autoestrada do Norte, está cortada entre a Mealhada e Aveiro, informação que foi confirmada há instantes à Rádio Observador pela Brisa. É a consequência mais visível deste incêndio, que tem então duas frentes ativas, mas que não tem casas em risco, de acordo com fonte da Proteção Civil. Atenção se vai na estrada, a A1 cortada entre a Mealhada e Aveiro, naturalmente nos dois sentidos.

Entretanto, o Chega vai avançar com o processo para propor a oitava revisão constitucional. Quer aproveitar a maioria parlamentar de direita para avançar com a revisão da Constituição.

O anúncio foi feito por André Ventura nos corredores do Parlamento. O líder do Chega explica que o partido começa já amanhã a trabalhar no conteúdo da proposta.

Eu vou pedir à direção do partido e à direção parlamentar que assuma esse procedimento publicamente, com um memorando de vários tópicos orientadores dessa revisão constitucional e a partir de amanhã mesmo, os deputados da primeira comissão vão começar a redigir um primeiro texto de revisão constitucional. Vamos informar também o presidente do Parlamento de que vamos dar início a um processo de revisão constitucional, uma vez que esse processo exige o envolvimento de todos os partidos. Esta não é uma revisão nem maximalista, nem minimalista. É uma revisão do que o país precisa neste momento para ter uma constituição adequada aos novos tempos.

Ora, e com o processo prestes a arrancar, o líder do Chega pede a colaboração dos restantes partidos, em especial do PSD.

O essencial é darmos o pontapé de saída neste procedimento. Aceitar, e penso que o PSD o fará, aceitar participar nele e temos aqui alguns meses, temos 90 dias para iniciar um diálogo entre partidos com vista a produzir um texto que chegue a uma revisão constitucional. Em qualquer caso, como já tornei público, acho que não deve passar deste ano a materialização de um texto final de revisão constitucional. E gostava mesmo que isso fosse levado a cabo. Vai ser dado o pontapé de saída pela nossa direção parlamentar. E gostava que isto permitisse pelo menos um consenso com os dois partidos à direita nesta matéria.

Ora, e para aprovar uma revisão da Constituição, são necessários dois terços dos votos da Assembleia da República. PSD, Chega e Iniciativa Liberal ultrapassam essa maioria. André Ventura lembra, por isso, que a direita não precisa do PS para aprovar uma futura proposta e diz, André Ventura, que a direita deve aproveitar essa oportunidade.

E o fundador do PS e deputado na Assembleia Constituinte, Alberto Arons de Carvalho, entende que o Partido Socialista ameace rejeitar propostas de Orçamento do Estado, caso fique fora do acordo para o Tribunal Constitucional.

Foi um dos deputados que contribuiu para construir a Constituição em 1976. Entende que a revisão do texto fundamental não é hoje em dia uma prioridade. Em entrevista ao Observador, Arons de Carvalho acredita que o PSD não faria uma revisão sem o PS, mas quanto à escolha de juiz para o Tribunal Constitucional, entende que os socialistas virem as costas ao Governo, caso fiquem fora do acordo.

Faz parte da vida política os partidos estabelecerem, procurarem consenso e perceberem qual é a orientação dos outros, saber se eles estão ou não disponíveis para esses consensos. E, portanto, eu creio que nestas matérias é sempre legítimo colocar as questões de uma forma mais alargada. Os temas não são apenas este. Se o PSD escolhe como parceiro privilegiado o Chega, eu penso que esse ponto deve ter consequências a outros níveis também.

Alberto Arons de Carvalho, entrevistado no sofá do Parlamento Especial, que esta semana está a convidar diversos deputados constituintes. Ele, que foi presidente do Conselho Geral Independente da RTP, acredita que o Governo está a querer ter mais influência neste órgão por se aproximar o prazo para a escolha de uma nova administração.

Temo que esta antecipação, o meu mandato, de acordo com os estatutos, era de seis anos. Durou cinco anos e três meses. Eu suspeito que no próximo ano o mesmo se passará com outra pessoa que foi designada por um governo, a escritora Ana Maria de Carvalho, e que isso visa que o governo tenha uma presença mais forte no Conselho Geral Independente, porque daqui a alguns meses terá em causa a escolha da futura administração da RTP.

Alberto Arons de Carvalho, que reclamou junto da ERC ter tido o mandato terminado mais cedo do que o previsto, mas a ERC acabou por arquivar essa queixa.

Num outro ponto da atualidade, os crimes relacionados com a imigração ilegal tiveram um dos maiores aumentos percentuais no ano passado. São dados que constam do relatório anual de segurança interna.

E para o qual temos estado a olhar ao longo desta tarde. O documento foi aprovado hoje, entregue no Parlamento, mostra também uma subida, por exemplo, de casos de violência doméstica e essa subida, Martim Madeira, de crimes relacionados com a imigração ilegal.

Começamos por analisar um dos casos que teve maior aumento neste relatório, os crimes em relação à imigração ilegal. Houve um acréscimo de 251%, ou seja, um aumento de 862 ocorrências face ao RASI de 2024. Inseridos nesta categoria estão, como por exemplo, os crimes de auxílio à imigração ilegal ou mesmo a angariação de mão de obra ilegal. O relatório assinala ainda que apenas no ano 2025, o Observatório do Tráfico de Seres Humanos sinalizou 205 vítimas de tráfico de pessoas para fins de exploração laboral. Olhamos agora para a criminalidade violenta e grave. Este tipo de criminalidade teve mais de 14 mil participações e teve uma diminuição de 1,6%. Os três destaques desta categoria são os crimes de extorsão sexual, violação e homicídio voluntário. Foram também os que mais subiram. O homicídio voluntário teve 98 casos, um aumento de 10% face ao RASI de 2024. Já a extorsão sexual foram registados 1067 casos, o que equivale a um aumento de 6,8%. A violação alcançou valores recorde, foi o valor mais alto da última década, 578 casos, o que representa um aumento de 6,4%. No que diz respeito a um dos crimes que mais prevalece em Portugal, a violência doméstica, houve uma diminuição de cerca de 2% e houve, em termos de denúncias totais, quase 30 mil. Já violência doméstica contra o parceiro continua a ser um dos casos mais reportados, com mais de 25.300 denúncias em 2025. Registou-se ainda um aumento de 8,6% nos casos de violência doméstica contra menores.

Martim Madeira e os dados do relatório anual de segurança interna, que dá conta, por exemplo, de que o crime de violação cresceu 6% no ano passado, é o mesmo valor mais alto da década.

E a ministra da Justiça admite como possível que o número de violações registradas em Portugal seja superior, porque há mais queixas junto às autoridades.

Rita Alarcão Dias lamenta esse aumento dos casos, mas considera que haver mais participações deste crime é, por si só, um bom sinal.

Acreditamos que, ou acredito, pelo menos, que possamos agora Assistir ao aumento de alguns números por pessoas poderem, ou pelo crime ser público ou porque há maior facilidade social de falar sobre o tema e julgo que as mulheres, e agora falando das mulheres que são essencialmente as mulheres que foram vítimas, sentem cada vez menos que a culpa é delas e, portanto, têm mais coragem de poder denunciar.

Rita Alarcão João, disse a Ministra da Justiça, que tem estado a ser ouvida na Comissão de andamentos Constitucionais no Parlamento esta tarde.

A entidade reguladora dos serviços energéticos avançou com uma proposta de um aumento médio, atenção, de 6,3 nas tarifas de gás natural, mas isto a partir de 1 de outubro.

De acordo com as contas do regulador, esta subida tem um impacto direto nas faturas domésticas de 0,89 € por mês para um casal sem filhos e de 1,58 € por mês para um casal com dois filhos. A proposta segue agora para análise do Conselho Tarifário, antes da aprovação final das tarifas que entrarão em vigor no mês de outubro.

Até parecem aumentos que dá para suportar já no preço das botijas do gás. Luís Soares, o que é que se passa? Porque está previsto um aumento de cerca de 20% no preço das garrafas de gás amanhã. Estamos aqui a falar de valores consideráveis.

Estamos a falar de 3 € nas garrafas de 13 quilos ou de 15 € nas maiores, naquelas grandes de 45 quilos. São valores avançados pela Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis. Ao contrário do que tem acontecido com os combustíveis, como a gasolina e o gasóleo, o preço do gás tinha vindo até agora a escapar a este aumento, mas sem grandes oscilações no custo. Ora, o presidente-executivo da Flowen, a maior distribuidora de gás em Portugal, Gabriel Sousa, aponta uma solução para atenuar o preço quando possível, consumir o gás diretamente da rede pública.

Os clientes que possam optar pelo abastecimento de gás natural a partir da rede pública e que, em particular, possam optar ou façam a sua opção também por um contrato com a tarifa regulada, que é a tarifa que é publicada pelo regulador, é talvez uma das formas de estarem mais protegidos, pelo menos no imediato, face à evolução dos preços nos mercados globais.

As recomendações de Gabriel Sousa, presidente desta associação, Flowen, a maior distribuidora de gás em Portugal. Ele sublinha que Portugal tem potencial para produzir e substituir cerca de 60% do gás que é atualmente distribuído pelas redes por biometano.

Luís Soares vai regressar às 19h30. Já daqui a pouco vamos conhecer melhor os curdos, que têm estado na ordem do dia na guerra com o Irão.