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Jornal das 7 na Rádio Observador, com a jornalista Vanessa Cruz. O Presidente da República pede menos palavras e mais ação ao governo. O Primeiro-Ministro, por seu lado, garante que tem estado atento aos pedidos de António José Seguro e que tem considerado os contributos do chefe de Estado, Vanessa, como positivos.
Antes do encontro semanal, que decorreu em Tomar, os dois estiveram juntos numa cerimónia de assinatura de um acordo, onde a estrutura de missão para a recuperação da região Centro e várias fundações, um acordo entre estas duas partes. Foi aí que mostraram estar na mesma linha. Em relação, Vasco Maldonado Correia, à necessidade de falar menos e acelerar mais nos apoios em atraso.
O Presidente da República pediu menos palavras e mais ações. O Primeiro-Ministro assinala que está atento.
Temos registado como muito positivas as suas intervenções e interações com as pessoas num impulso que é construtivo.
Monteiro assume que alguns apoios aos mais afetados pelo mau tempo estão a tardar em chegar, mas frisa que não é a altura para apontar o dedo.
Nós temos conversado os dois muitas vezes neste sentido. Nós não precisamos de nenhum jogo de passa-culpas ou responsabilidades, nem de estar à procura de querer contribuir para nenhum tipo de polêmica à volta dessa responsabilização. O que nós queremos é resolver os problemas.
E insiste.
Mais do que estar à procura de criar ruído, é importante ter uma resposta e ter uma solução.
O Presidente da República não enfia a carapuça.
Bem sei que o poder executivo pertence ao governo, que o senhor primeiro-ministro brilhantemente dirige. E, portanto, o meu contributo na presidência aberta é de ajudar a encontrar soluções, não é de arranjar problemas. Arranjar problemas já o país está cheio.
E concorda com Montenegro: não é tempo de criar ruído.
Não é este o momento de fazermos nenhuma avaliação. Este é o momento de, mais uma vez, deixar a palavra, como presidente da República, de reforço de todas as nossas energias e de todas as nossas capacidades para que os apoios cheguem às famílias que precisam, para que os apoios cheguem às empresas que necessitam.
De qualquer forma, António José Seguro sublinha que todos, e é mesmo todos, devem assumir responsabilidades.
Eu disse já várias vezes, e volto a dizer, que a solidariedade dos portugueses não pode dispensar a responsabilidade do Estado. E também estamos aqui, em particular o senhor primeiro-ministro, para assumir essa responsabilidade.
O chefe de Estado, lado a lado com o chefe de governo, no segundo dia da primeira presidência aberta de António José Seguro. A título excepcional, a reunião semanal entre os dois acontece em Tomar e não no Palácio de Belém.
Reportagem do Vasco Maldonado Correia. A presidência aberta de António José Seguro retoma amanhã com passagens por Penela, Soure, Montemor-o-Velho e Coimbra.
O PSD garante que o acordo é entre os três maiores partidos. O Chega separa as águas, diz que não se entendeu com o PS, mas, de qualquer forma, o impasse para o Tribunal Constitucional está, para já, e ao fim de vários meses, aparentemente superado.
As eleições são adiadas mais uma vez para maio. É certo, à espera da saída do atual presidente do Constitucional, José João Abrantes, e assim os partidos vão indicar quatro e não apenas três nomes. Mas o secretário-geral do PSD, Hugo Soares, defende que o acordo é mesmo entre os três maiores partidos e que dá prestígio às instituições. Elogia ainda o Chega, no explicador da tarde política, o Hugo Soares diz que o partido de André Ventura conseguiu mostrar maturidade democrática ao fechar este acordo.
Mesmo os nomes propostos pelo Chega são nomes, na maior parte dos casos, que prestigiam as instituições e, portanto, sinceramente, creio que os três partidos mostraram grande maturidade democrática.
O secretário-geral do PSD, no explicador da tarde política, nesta entrevista em que enfatizou que os três partidos conseguiram chegar a acordo, mas o presidente do Chega, André Ventura, faz questão de separar as águas.
O acordo que foi a base destas indicações foi um acordo entre o PSD e o Chega, entre o primeiro e o segundo partido do Parlamento. Houve, paralelamente, dois acordos, entre o PSD e o Partido Socialista, aos quais o Chega é completamente alheio, e que tolerou por razões de desbloquear este impasse. Como disse, seria ou deveria ser o Chega a nomear o Provedor de Justiça nesta legislatura.
O líder do Chega garante ainda que não está decidido quem indica o nome do quarto juiz, diz que teve uma conversa com Luís Montenegro nesse sentido. Ao que, pro Observador, esse quarto juiz vai ser sugerido pelo PSD e, de acordo com o PS, deve ser uma figura central, sem conotações partidárias.
E o PS considera que se o PSD estiver de boa fé no acordo sobre o Tribunal Constitucional, diz o PS, é simples encontrar um nome consensual.
O vice-presidente da bancada parlamentar, Pedro Delgado Alves, rejeita as acusações de tentativa de partidarização do Tribunal Constitucional, vinca a necessidade de equilíbrio entre os perfis dos vários juízes. Entrevistado no programa Sofá do Parlamento da Rádio Observador, o deputado socialista diz que encontrar um nome consensual não é uma tarefa complicada.
O que se pretende do tribunal nunca é, ao contrário do que muito se tem dito de forma errada sobre partidarização do tribunal ou até politização do tribunal, o que se quer é que um tribunal que tem que interpretar a Constituição tenha que ser equilibrado nas mundividências que os juízes lá trazem. Não deixam de ser quem são por se tornarem juízes. Isso inevitavelmente influencia a maneira como decidem. Portanto, tem que haver um xadrez bastante equilibrado. Eu acho que se o PSD estiver de boa fé nesse exercício, encontrar-se-á uma personalidade que consiga reunir esse consenso para manter o tribunal equilibrado.
Nesta entrevista, no programa Sofá do Parlamento, Pedro Delgado Alves coloca a responsabilidade do diálogo no PSD, mas também avisa que o PS não está refém no que toca a aprovar orçamentos do Estado.
E há outras notícias a marcar esta tarde de 7 de abril.
Com a resposta do Irão a Donald Trump, à ameaça feita pelo presidente norte-americano, diz o Irão que o país vai tomar uma ação imediata e proporcional se o ataque de grandes dimensões avançar na próxima madrugada. É a resposta do diplomata iraniano nas Nações Unidas, depois de Donald Trump ter dito que uma civilização inteira pode morrer esta noite se o Irão não aceitar um acordo. Foi hoje libertado o trabalhador humanitário luso-belga, detido há cerca de dois anos na República Centro-Africana. Joseph Figueira Martin está a caminho de Lisboa, num voo militar da Força Aérea. É um anúncio feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, que esteve a ser ouvido no Parlamento. Dentro de cerca de 50 minutos, em Alvalade, noite de Liga dos Campeões para o Sporting. Os Leões recebem o Arsenal de Londres, quartos de final da prova milionária. Em direto do Estádio de Alvalade já está o Diogo Varela. Diogo, boa tarde. Já são conhecidas as escolhas iniciais das duas equipas e os adeptos leoninos já aplaudiram uma cara bem conhecida do Sporting.
Tal e qual, Vanessa. Boa noite. Viktor Gyökeres, um ano depois, regressa a esta casa, que também foi dele durante duas temporadas e precisamente foi aplaudido assim que apareceu no relvado. Quanto aos 11, há uma surpresa do lado do Sporting, face a essa ausência forçada do habitual capitão Morten Hjulmand, que está castigado. Havia a dúvida entre Daniel Bragança ou também Zeno Debast. A verdade é que nem um, nem outro. É mesmo João Simões, o jovem médio, que avança para essa zona do terreno, juntamente com Morita. Rui Silva é o guarda-redes. Defesa ainda com Fresneda, Maxi Araújo, Gonçalo Inácio e também Diomande. A dupla Morita e João Simões e depois na frente de ataque vamos ter Jani Katamo, Pedro Gonçalves, Trincão e o melhor marcador leonino, Luís Suárez. Quanto à equipa que lidera o Campeonato Inglês, a formação do Arsenal de Mikel Arteta tem também uma baixa muito importante: Bukayo Saka está fora dos convocados ingleses. David Raya é o guarda-redes, defesa para Ben White, William Saliba, Gabriel Magalhães e ainda Ricardo Calafiori. Depois, Declan Rice, Martin Zubimendi e Martin Ødegaard. Ainda na frente de ataque, Madueke, Leandro Trossard e o regressado Viktor Gyökeres. A arbitragem é alemã. Vamos ter Daniel Siebert neste jogo dos quartos de final da Liga dos Campeões, na fortaleza que é o José Alvalade, até porque esta época, Vanessa, em todos os jogos em casa da Champions, o Sporting venceu.
E o relato desta partida vai ficar a teu cargo, Diogo Varela, e também do Miguel Cordeiro. Os comentários na emissão especial da Rádio Observador, que começa depois das 19h30, vão ser do João Castro, Augusto Inácio e Pedro Henriques. A condução vai ser do Vicente Figueira. Entretanto, como sabes, Ricardo, a Constituição Portuguesa celebra este ano 50 anos e com esta comemoração, há uma versão diferente e especial, sabias?
Não sabia, mas desconfio que me vais explicar.
Vou explicar-te tudo. A Constituição Portuguesa tem agora uma versão numa língua diferente do tradicional português.
Uma língua diferente?
Pois é, o mirandês.
Ah!
A Constituição Portuguesa tem agora esta versão na língua mirandesa. Foi uma tradução levada a cabo pela Associação de Língua e Cultura Portuguesa. Demorou mais de meio ano a ser completamente traduzida. Esta nova versão é a primeira oficialmente em mirandês. Demorou 27 anos a acontecer, tendo em conta que o mirandês foi oficialmente reconhecido como língua em 1999.
Exatamente. É uma língua que, infelizmente, já tem poucos falantes. Serão entre 3000 a 3500, mas corre o risco de extinção, o mirandês.
Mas está em Constituição, na língua mirandesa.
Temos que proteger o mirandês. E a Vanessa Cruz vai regressar às 19h30.