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Vanessa Cruz, começamos o jornal das 19 horas com a concertação social.

Terminou sem acordo este encontro. A Ministra do Trabalho deixa desde já um aviso: o governo vai encerrar o dossiê das alterações ao Código do Trabalho nos próximos dias, como, de resto, já tinha sinalizado também o primeiro-ministro, ainda antes desta reunião acontecer. Maria do Rosário da Palma Ramalho, a ministra, está otimista e diz que, para o governo, o processo tem todas as condições para ser finalizado em breve.

O governo não vai eternizar e, portanto, o processo terminará de uma forma ou de outra nos próximos dias.

Ideia sublinhada mais do que uma vez pela Ministra do Trabalho. Já os sindicatos não partilham do mesmo otimismo. Pela UGT, Mário Mourão diz que ainda estamos longe de um acordo.

A UGT, mais uma vez, se manifestou disponível para o diálogo e para a negociação. Não qualquer diálogo, nem qualquer negociação, mas continuamos abertos a fazer pontes, a ver se é ou não possível assumirmos compromissos.

Quanto à CGTP, que ficou fora de um encontro inicial, dos vários encontros iniciais e agora deste também, que antecedeu a reunião da concertação social, houve um encontro prévio. Tiago Oliveira fala numa enorme falta de respeito.

No dia em que todos os parceiros estão presentes para discutir aquilo que é a ordem de trabalhos da reunião, o governo permitir sentar-se à margem, numa sala à parte, para discutir com aqueles parceiros que o governo elegeu para discutir o pacote laboral e deixar a CGTP-

A CGTP culpa o governo por esta reunião inicial, hoje mesmo, antes do encontro que aconteceu depois em concertação social, culpa o governo por ter sido excluída, mas as confederações patronais assumiram essa responsabilidade. Dizem que queriam compreender as propostas que foram apresentadas pela UGT na segunda-feira.

Em nome das quatro confederações patronais, falou o presidente da CAP.

Que representa os agricultores, mas aqui esteve a falar em nome de todos os patrões. Álvaro Mendonça Moura diz que é hora de cada parceiro social dizer se aceita ou não o acordo.

Eu não vejo muitas possibilidades de nós irmos muito para além do documento que está em cima da mesa. Ou seja, é preciso agora que cada um de nós assuma as suas responsabilidades, ou seja, faça uma avaliação sobre se tem condições políticas para aceitar o documento.

E amanhã há mais uma reunião para discutir o pacote laboral. De acordo com as confederações patronais, este encontro vai servir para debater a proposta da UGT relativa à jornada contínua e também ao banco de horas. Têm sido linhas vermelhas para esta central sindical e, dizem os patrões, é para todos decidirem sim ou não a um acordo.

E o líder da bancada parlamentar do PS está a contar com o Presidente da República para cumprir com a palavra quanto ao pacote laboral.

E chumbar a proposta do governo se não houver entendimento com os parceiros sociais.

O PS já manifestou a sua opinião contra o pacote laboral. Aguarda a conclusão da concertação social e conhece a posição, que não é uma posição de ontem, é uma posição assumida na campanha eleitoral do senhor Presidente da República, quanto ao desenlace deste processo, caso não haja acordo. Portanto, neste momento, a posição do Partido Socialista é contra isto, bastante simples e até bastante confortável, diria eu.

Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS no programa Vixi Suave, da Rádio Observador.

Por 50 votos se ganha, por 50 votos se perde. Falhou mesmo a eleição de Tiago Antunes para Provedor de Justiça.

O antigo secretário de Estado de António Costa não conseguiu reunir uma maioria de dois terços para ser eleito. O Observador já tinha noticiado que a eleição estava em risco por haver deputados socialistas contra e resistências também na bancada do PSD, apesar de haver um acordo prévio entre os dois partidos. Tiago Antunes teve 104 votos a favor, 86 votos em branco, 36 nulos. Quer dizer que 50 deputados não seguiram os apelos dos líderes parlamentares de PSD e PS para viabilizarem este nome que foi proposto pelos socialistas. É preciso agora, Ricardo, esperar para perceber se o PS vai indicar outro nome ou se mantém o de Tiago Antunes e se continua de pé esse acordo com o PSD, apesar da resistência das duas bancadas.

E Vanessa Cruz, como é que ficaram as coisas para o Conselho de Estado?

O PS fica reduzido a um elemento no Conselho de Estado, já era previsível, acabou mesmo por acontecer. O PSD fica com três indicações, o CHEGA com a outra que restava.

Entretanto, para o Conselho Económico e Social, o processo foi pacífico.

Sim, Luís Pais Antunes foi reeleito.

E o novo diretor da Polícia Judiciária tomou, entretanto, posse hoje.

No Salão Nobre do Ministério da Justiça, que se encheu para a cerimónia em que Carlos Cabreiro passou a assumir oficialmente funções, o antigo líder da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica sucede a Luís Neves, que trocou a PJ para ser ministro da Administração Interna há quase dois meses. Vamos em direto até este Salão Nobre, porque creio que é Luís Montenegro que está em tela.

Mais 19,6% de arguidos constituídos e mais 154% de detidos, o que revela bem também, isto são apenas números, mas revela o investimento que tem sido feito no combate a este tipo de criminalidade, que comprime efetivamente a nossa capacidade de crescer, a nossa capacidade de progredir e de criar, portanto, as condições para termos uma sociedade mais justa. E o senhor diretor nacional assumiu aqui precisamente essa prioridade, que é, de facto, absolutamente fundamental e para a qual colaboram também muitas outras instituições. Está aqui também o senhor presidente do MENAC, que sabe que nós estamos a cumprir uma agenda anticorrupção

Que assumimos desde abril de 2024 como um eixo prioritário da nossa ação, cujos instrumentos estão a ser aprovados. A menção que o senhor diretor nacional aqui fez relativamente à recuperação de ativos é absolutamente crucial também na questão da dissuasão, na questão da prevenção, na questão, precisamente, de podermos ter instrumentos mais eficazes para dar um sinal à sociedade de que não vale a pena prevaricar, não vale a pena ter condutas ilegais, ilícitas.

É o que diz Luís Montenegro, o primeiro-ministro, nesta tomada de posse de Carlos Cabreiro como diretor nacional da PJ.

Entretanto, o governo aprovou novas medidas para tentar mitigar o aumento do custo de vida.

Estamos a falar, Ricardo, das medidas que foram pré-anunciadas ontem no debate quinzenal por Luís Montenegro. O Vasco Maldonado Correia esteve a acompanhar a conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros. Vamos recapitular, Vasco, essas medidas.

Com uma medida em destaque, Vanessa, um apoio financeiro extraordinário no valor global de € 30 milhões para os transportadores de mercadorias, para veículos de pronto-socorro e também para veículos agrícolas. O objetivo é, claro, mitigar os que estão a sofrer mais com este aumento do custo de vida, tanto no capítulo dos combustíveis, mas também no AdBlue. Este apoio vai aplicar-se uma vez por veículo, vai variar entre os € 114 e os € 420, consoante a dimensão do veículo, e vai acumular com outros apoios anunciados até à data. Também previsto está o adiamento nas contribuições à Segurança Social nos próximos três meses, ou seja, abril, maio e junho. Neste briefing de Conselho de Ministros, que foi mais uma vez com António Leitão Amaro, reitera que o governo compreende a preocupação que o aumento do custo de vida traz aos cidadãos e que o Executivo está a fazer a avaliação destas medidas no dia a dia.

O governo está permanentemente a avaliar o processo da guerra, as consequências que tem sobre o custo de vida dos portugueses. Agiu. Todas as semanas tomamos medidas e todas as semanas estamos a fazer aquilo, aliás, que as boas práticas internacionais mandam, que é ir ajustando as medidas e dirigindo as medidas aos fenômenos que podem ter mais impacto e as próprias medidas serem medidas que tenham impacto positivo para os cidadãos. Seja porque o impacto é diretamente no custo que suportam, seja o impacto é indireto, porque impactam nas empresas que lhes fornecem.

Leitão Amaro foi também confrontado com a vontade do presidente da República de ver um relatório com o que correu bem e o que correu mal na resposta às tempestades do início do ano. O ministro não responde que sim, nem que não, diz apenas que a avaliação do trabalho do governo é feita internamente todos os dias, mas para que fique claro, garante também que não há qualquer desconforto, Vanessa, na relação com o chefe de Estado.

Vasco Maldonado Correia, com os destaques do Conselho de Ministros.

E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira, 16 de abril.

Desde logo, o anúncio de um cessar-fogo entre Israel e o Líbano. Esse anúncio foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz que vai começar às 22h de hoje e vai durar 10 dias. O Hezbollah, grupo extremista libanês, já veio reagir, fala num pecado grave. Já daqui a pouco, há futebol na Rádio Observador, em dose dupla. Futebol Clube do Porto e Braga entram em ação na Liga Europa. Segunda mão dos quartos de final, o Futebol Clube do Porto joga em Inglaterra com o Nottingham Forest. A primeira mão terminou com um empate a um gol. Já o Braga enfrenta o Betis de Sevilha em Espanha. Também a equipa minhota vem de um empate a um gol. Dois jogos daqui a pouco na Rádio Observador. O Manuel Conceição Carvalho vai agora dizer-nos quais são as escolhas dos treinadores de Futebol Clube do Porto e Sporting Braga. Vamos começar, talvez, Manuel, pela equipa portista.

Pela equipa portista, às 20h, uma deslocação até Nottingham, ao City Ground, para tentar desatar este nó. Para já, Francesco Farioli não muda na baliza. É Diogo Costa que vai assumir a baliza dos azuis e brancos. Defesa a quatro, Zaidu à esquerda, Alberto Costa à direita e depois aqui uma mudança. Thiago Silva vai atuar ao lado de Bednarek no eixo da defensiva azul e branca. Meio-campo a três, Gabri Veiga, Pablo Rosário e Seko Fofana farão esta tripla de meio-campo no apoio ao ataque, que contará na esquerda com Borja Sáenz, na direita com William Gomes, com o avançado número 29. É também uma das novidades. Terem Moffi, o nigeriano, conta para este 11 titular dos azuis e brancos para tentar desatar, recordo, este empate a um. Ora, do lado da equipa do Braga, que se desloca à Andaluzia, a Sevilha. A equipa de Carlos Vinicius, que para já elegeu Lucas Horníček para a baliza, defesa a quatro igualmente, Bright Arémbí será o defesa esquerdo, Victor Gomes o defesa direito, Vitor Carvalho e Lagerbielke serão os centrais. Meio-campo a três, Grlić, Stijn Nas e Gorbi estarão no meio-campo no apoio ao ataque, que será liderado por Paul Victor, é o ponta de lança que terá o apoio do lado direito de Ricardo Horta e também do lado esquerdo de Gabri Martínez.

Manuel Conceição Carvalho vai estar no relato deste Braga. Já o relato do Futebol Clube do Porto fica a cargo do Alexandre Luna Pais. Jogos da Liga Europa que começam às 20h.

A missão especial de esporte arranca depois das 19h30 para acompanhar estes jogos. Já daqui a pouco, gabinete de guerra para acompanhar as últimas das frentes do Médio Oriente e da Ucrânia.