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Boa viagem, bom regresso a casa. Esta é a Tarde Política da Rádio Observador. Amanhã podemos contar com mais sol e calor e com temperaturas máximas a subir. Amanhã, segundo o IPMA, podemos contar com 25 de máxima no Porto, Viseu 28, Aveiro 23, Coimbra 30, Leiria 31, Santarém 34, Lisboa 33, Setúbal 34 e Faro 28. Eu sou o Ricardo Conceição e esta é a Tarde Política da Rádio Observador. Jornal das 7 com Luís Soares. Vários países já vieram condenar o vídeo publicado pelo ministro israelita da Segurança Nacional. Ben-Gvir já mereceu a repreensão do próprio primeiro-ministro de Israel.
Nesse vídeo, veem-se os ativistas que seguiam na flotilha humanitária para Gaza, interceptada por Israel, de mãos atrás das costas, amarrados e também de joelhos, com o ministro Ben-Gvir a andar entre eles. Ora, Benjamin Netanyahu garante que a forma como Ben-Gvir tratou os ativistas não se coaduna com os valores e normas de Israel. A Alemanha foi o mais recente país, até o momento, a repudiar este vídeo, que já foi apagado. O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros fala de um tratamento totalmente inaceitável e incompatível com os valores básicos dos países europeus. Também os Países Baixos, França, Itália e Canadá condenaram o sucedido, anunciaram que vão chamar os embaixadores a Israel para pedir esclarecimentos. O mesmo já fez Espanha, que fala em um tratamento monstruoso. Do lado de Portugal, Paulo Rangel contesta o vídeo, que classifica de intolerável. O ministro português dos Negócios Estrangeiros pede a libertação dos dois médicos portugueses que seguiam nesta flotilha.
E o PS deve viabilizar as propostas do governo para alterar o funcionamento do Tribunal de Contas, mas quer discutir primeiro a questão do visto prévio.
O valor para o qual passa a ser necessário o visto prévio, que passa dos €750 mil para os €10 milhões na proposta do governo. Essa é uma das preocupações da deputada socialista Marina Gonçalves.
Justificadas. A questão do valor dos 10 milhões, como é que chegamos a este valor e o porquê, como é que isto se correlaciona, ou como é que garante a transparência. Aquilo que nós queremos nesta fase é discutir este diploma, é ouvir novamente o Tribunal de Contas, é ouvir os seus trabalhadores, é ouvir os municípios . É fazer esse trabalho que nos é devido no Parlamento para, no fim, podermos fazer esse debate de forma correta, de forma transversal, com as alterações que são devidas.
A deputada do PS, Marina Gonçalves, a dar conta de que o partido deve viabilizar a iniciativa para alterar depois alguns pontos na especialidade. O ministro da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, já avisou que não abdica das traves mestras, mas está disponível para rever os detalhes. O ministro que ouviu ainda as críticas de André Ventura, que acusa o governo de ter um objetivo encapotado.
O que os senhores querem fazer com a ajuda do PS é isto. Quando não estão de acordo com o tribunal, acabam com ele. É isto que os senhores fazem.
O que me parece é que quem quer acabar com o tribunal não é o governo, é o Chega, que quer acabar com o Tribunal Constitucional.
A resposta do ministro Gonçalo Matias, ele que respondeu a André Ventura. André Ventura que falava da dificuldade em eleger juízes para o Tribunal Constitucional perante as críticas do Chega sobre o Tribunal de Contas. A votação decorre apenas na próxima sexta-feira.
Numa outra discussão, o Parlamento não deve viabilizar a desclassificação de documentos sobre a violência política.
PSD e PS não mostraram abertura para viabilizar as propostas apresentadas por Chega, Livre e Bloco de Esquerda. Nenhuma delas deve ter os votos necessários para seguir em frente. Vasco Maldonado Correia.
A violência após 25 de abril foi debate no Parlamento. O Chega quer a desclassificação dos documentos das FP-25. Livre e Bloco de Esquerda querem alargar a discussão a todos os episódios violentos nesse período. Iniciativas que até são bem recebidas pelo deputado Diogo Pacheco de Amorim.
Trará a oportunidade de fixar a realidade, onde até hoje apenas têm existido meras suposições, construções vagas e análises fluídas, porque baseadas em dados escassos.
Do outro lado da barricada, a comunista Paula Santos concorda.
Haverá certamente muitas informações que ajudarão a compreender quem é quem e que poderão surpreender os maus incautos.
Das três iniciativas, só uma se trata de um projeto de lei, a do Bloco de Esquerda. Fabian Figueiredo quer acabar com o silêncio sobre a extrema-direita e também sobre a extrema-esquerda.
É o silêncio sobre quem pôs a bomba que matou o Padre Amílcar e a jovem de 19 anos na Cumieira. Sobre quem armou as Forças Populares, 25 de Abril.
Já Rui Tavares, do Livre, acusa o Chega de só querer ver para um lado.
Querer apenas dirigir os esforços de transparência para um lado é apenas utilizar a condenação da violência política para caricaturar adversários.
Ora, quem não quer participar neste debate é o PSD. António Rodrigues fala em irresponsabilidade.
O que está aqui a ser feito é leviandade. O que está aqui a ser feito é utilizar documentos de Estado para fazer chicana política. Por quê? Porque querem apenas e só combater-se a si mesmos, em vez de se preocupar com o Estado.
No mesmo sentido, o PS, por Pedro Delgado Alves, considera que esta não é a altura para reabrir feridas antigas.
E não abramos feridas desnecessariamente e sem nenhuma vantagem para o presente.
O PS garante condenar todo tipo de violência, mas o liberal Mário Amorim Lopes torce o nariz.
Se é verdade
Que todos ostracizamos os ex-operacionais das FP25, por que eles fizeram parte das listas do Partido Socialista ainda há cinco anos para a Câmara Municipal de Setúbal?
As três propostas vão a votos esta sexta-feira, já com a garantia de que nem PSD, nem PS estão disponíveis para as viabilizar.
Vasco Malnado Correia, que acompanhou a discussão esta tarde no Parlamento.
O PS acusa o governo de ressuscitar as novas regras do regime da amamentação para depois, no Parlamento, poder deixar cair a medida. Uma espécie de trunfo negocial.
E deste modo, fazer com o que o partido diz ser um simulacro de negociações. Foi no explicador da tarde política, o deputado socialista Miguel Cabrita diz que o governo voltou à estaca zero relativamente à questão da amamentação, define a medida como radical, diz mesmo que é um ato cruel. Miguel Cabrita considera que, no final de contas, tudo isso não passa apenas de uma tática negocial.
O governo mostra radicalismo e inflexibilidade, volta ao princípio, a uma questão em que sabe que todos os partidos se pronunciaram contra e faz aqui uma espécie de simulacro de negociação, no sentido em que o que o governo, no fundo, está a fazer é radicalizar, voltar ao princípio para ter mais moedas de troca, para poder, na Assembleia da República, fingir uma negociação e fingir cedências.
Miguel Cabrita garante que a medida tal como está, não tem condições políticas para ser aprovada no Parlamento. Já a social-democrata Carla Barros reitera que as alterações têm como objetivo tornar o regime mais claro e com mais rigor. A deputada diz também que ao longo de nove meses de processo negocial, o tópico não foi contrariado por parte dos sindicatos, que, diz Carla Barros, até concordam com a necessidade de melhorar este regime de amamentação.
Durante este período de discussão pública destes nove meses e na concertação social, não foi nenhum tema que os representantes dos trabalhadores tivessem levantado. Nunca houve nenhuma questão sobre isso.
Mas não houve alguma abertura por parte da ministra sobre este tema para rever?
O tema esteve em cima da mesa, nunca foi questionado, nem contrariado por parte dos representantes dos trabalhadores, portanto, que estavam focados certamente noutros temas, e porque também reconhecem a necessidade que há de nós melhorarmos isso.
Carla Barros, do PSD, sublinha também que não está em causa neste tema nenhum corte de direitos.
Com o verão a chegar, as temperaturas a subir, os proprietários do Conselho de Leiria estão a enfrentar dificuldades para conseguir avançar com a limpeza dos terrenos.
Um cenário descrito à Rádio Observador pelo vereador da Proteção Civil de Leiria, em causa a falta de meios para realizar este trabalho. Luís Lopes lembra que o conselho nunca teve uma área florestal tão afetada como este ano devido à passagem da tempestade Cristine. É necessário intervir em cerca de 10 mil hectares de floresta. O vereador Luís Lopes dá conta dos constrangimentos que estão a ser encontrados pelos proprietários.
Consultaram aquilo que era o madeireiro que conhecem, ou seja, os contactos que têm habitualmente, e chegaram à conclusão que há uma grande indisponibilidade ou que há aqui alguma especulação, também diziam, ao nível do mercado, o que significa que as pessoas estão bastante condicionadas também nas opções.
Luís Lopes, o vereador da Proteção Civil de Leiria, diz que devido à falta de meios, o conselho nesta altura está à procura de recursos também fora da região.
E há outras notícias a marcar a tarde desta quarta-feira, 20 de maio.
Nomeadamente de desporto, porque joga-se esta hora a eliminatória que vai definir a última equipa a confirmar presença na Primeira Liga no próximo ano, partido entre o Torriense e Casa Pia, primeira mão desta eliminatória que acontece na mesma semana em que a formação de Torres Vedras vai até ao Jamor para jogar a final da Taça de Portugal à frente ao Sporting. No Estádio Manuel Marques está o jornalista João Lourenço. João, já na segunda parte, o marcador continua em branco.
Continua em branco este marcador entre Casa Pia e Torriense, na altura em que a formação casa-piana falha um gol praticamente de baliza aberta. Iniciou esta segunda parte há cerca de dois minutos. Um estádio completamente cheio, não só para esta partida, mas também já previsivelmente para a bancada que a equipa do Torriense tem disponível para esse jogo da Taça de Portugal. A cidade está totalmente mobilizada para essa partida derradeira da prova rainha do futebol português. Por enquanto, há este jogo entre Casa Pia e Torriense, que vai definir então esse último lugar na divisão máxima do futebol nacional, 0x0 entre Torriense e Casa Pia.
Um jogo que o João Lourenço vai continuar a acompanhar. E Ricardo, no Jardim Zoológico, na China, há um urso que sabe abrir garrafas de refrigerantes, abrir, mas também beber.
Mas tira as cricas, é isso?
Tira as tampas, tira tudo, abre de forma muito fácil. Isso tornou-se mesmo viral depois de ter sido gravado por alguns visitantes. Ele segura a garrafa com as patas e consegue abrir a tampa com a boca e depois aproveita para beber o refrigerante até ao fim.
A minha pergunta, Luís, é por que o pobre do urso tem acesso a garrafas?
Pois, este urso, terá sido um visitante que atirou uma garrafa para junto do urso. De resto, os responsáveis do parque dizem que isso já tinha acontecido. O urso já tinha aprendido sozinho a abrir garrafas que de forma recorrente lhe eram atiradas por visitantes. O parque garante que, apesar de beber refrigerante, o urso está saudável e mantém a dieta habitual, mas prometem também tomar medidas mais rigorosas para impedir que os visitantes alimentem os animais ou, neste caso, lhes deem de beber.
Não alimentar os animais.
Nem dar de beber.
É uma regra básica. O Luís Soares vai regressar às 19h30.