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Jornal das sete, com o Miguel Videira. Agora, de forma formal, o PS enviou uma carta ao ministro dos Assuntos Parlamentares a anunciar que vai votar contra a criação da prestação social única.
A prestação que vem substituir 13 prestações sociais não contributivas. "O Observador" já tinha revelado, com base numa fonte da direção do partido, que o PS ia chumbar esta intenção. Agora, o grupo parlamentar que faz saber, numa missiva a que a Agência Lusa teve acesso, que as várias opções incluídas no decreto-lei autorizado são merecedoras de crítica e afastam-se dos valores fundamentais de um verdadeiro Estado Social. Assim, o PS não pode deixar de manifestar a sua oposição e de votar a inconformidade. É isso que se lê na carta enviada ao ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, pelo líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias. O PS manifesta, ainda assim, disponibilidade para viabilizar a criação da PSU, caso o governo julgue essencial fazê-lo via proposta de lei, um diploma merecedor de escrutínio e melhoramentos dos deputados na Assembleia da República.
A dois dias da reunião com o primeiro-ministro, André Ventura insiste: o Chega está disposto a viabilizar a reforma laboral, mas exige contrapartidas.
A descida da idade de reforma e a fixação de um valor máximo das pensões a pagar.
Tudo isso agora está do lado do governo. Se o governo decidir voltar atrás e fazer o caminho que achamos que deve ser feito, obviamente, como sempre dissemos, o caminho está aqui e há caminho para ser feito. Até agora, o governo não tem dado mostras dessa tolerância. Tem dado mostras de intolerância, tem dado mostras de querer, a todo o custo, levar isto à votação, estando isto mal feito e prejudicando quem trabalha.
André Ventura, em declarações aos jornalistas, na Moita, esteve esta tarde o presidente do Chega a contactar com comerciantes locais.
O presidente da Associação dos Administradores Hospitalares defende que a escolha dos administradores dos hospitais deve obedecer ao critério do mérito, o que nem sempre tem acontecido.
É a reação de Xavier Barreto à notícia avançada pelo Observador. Em dois anos, o governo mudou dois terços das administrações dos hospitais. Contas feitas, quase 70% dos presidentes das Unidades Locais de Saúde têm ligações ao PSD e muitas vezes vieram substituir militantes do PS. Xavier Barreto gostava que a nomeação dos administradores respeitasse outros critérios.
O modelo ideal seria alguém que fosse gerindo dentro do hospital um conjunto de áreas com complexidade crescente, que fosse dando mostras e provando que tem aptidão, que tem perfil até para ser líder de uma ULS e que depois possa ser nomeado com base nesse mérito. Isso, infelizmente, não acontece. Estamos a falar de pessoas que são nomeadas, que nunca trabalharam no Serviço Nacional de Saúde, que são nomeadas pela primeira vez para um cargo de gestão, para um conselho de administração.
Convidado explicador da tarde política, Xavier Barreto ressalva que o facto de alguém pertencer a este ou aquele partido não tem de ser necessariamente um obstáculo.
Ser militante de um partido não é propriamente ter cadastro. É perfeitamente aceitável que alguém possa ser militante de um partido e ainda assim ser nomeado se, ao mesmo tempo, tiver o currículo, a experiência, se fizer gestão em saúde há muitos anos. Nós temos vários casos. Repare que estes casos, estas nomeações de pessoas com a ligação partidária não são todos iguais. Há pessoas que estão na gestão em saúde há muitos anos e que também são militantes de um partido e pessoas que são nomeadas para o conselho de gestão apenas e só pelo simples fato de serem militantes do partido. Isso é que não é aceitável e infelizmente tem acontecido.
É o que diz Xavier Barreto, o presidente dos administradores hospitalares, foi convidado o explicador da tarde política.
O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde admite que não vai ser possível resolver este ano o problema dos internamentos sociais.
Há cerca de uma semana, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares alertava para o agravamento do número de internamentos nos hospitais portugueses, de quem já teve alta, mas não tem condições para estar em casa, por exemplo, não tem uma rede familiar. Os administradores pediram respostas urgentes ao governo. Álvaro Almeida, o diretor executivo do SNS, afirma que o problema está a ser resolvido de forma gradual, mas não há soluções milagrosas.
Os internamentos sociais, de certeza que não os vamos resolver este ano, mas estamos a resolvê-los gradualmente. No total do ano até agora, desde o início de janeiro até este momento, já foram colocadas 422 pessoas ao abrigo da Portaria 38-A/2023, que são mais 27% do que no mesmo período do ano anterior. Há aqui um aumento da capacidade de resposta, que se tem observado desde a publicação da portaria. Estas questões não se resolvem de um dia para o outro.
Álvaro Almeida, o diretor executivo do SNS, aqui com referência a esta portaria que estabelece o regime de cooperação com as instituições particulares de solidariedade social, que têm camas disponíveis precisamente para acompanhar estes casos de internamentos sociais.
António José Seguro já está em Angra do Heroísmo, palco das celebrações do 10 de Junho, que se assinala amanhã.
E já se encontrou com o representante da República para os Açores. No final, falou com os jornalistas e aproveitou Vasco Maldonado Correia para fazer um balanço dos primeiros três meses de mandato, que hoje se assinalam.
É a primeira vez a pisar solo açoriano como presidente da República, António José Seguro explica ao que vem.
A unidade nacional, a união dos portugueses, é uma das minhas principais preocupaçõesEssa é também uma das razões pelas quais escolhi realizar o 10 de junho, celebrar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, aqui no arquipélago dos Açores.
Com a base das Lajes no centro de várias polémicas e face aos ventos de incerteza que sopram desde Washington, Seguro não deixa margem para dúvidas.
Afirmar a nossa soberania, a defesa da nossa independência nacional, é uma das tarefas mais nobres e mais exigentes de um presidente da República.
Enquanto o candidato presidencial António José Seguro chegou a defender uma revisão do acordo com os Estados Unidos para a utilização da Base das Lajes, mas por agora põe água na fervura.
Considero que nós devemos ter boas relações com os Estados Unidos da América. Devemos aprofundar essas relações a todos os níveis, económico, comercial, de segurança.
O chefe de Estado chegou aos Açores numa data redonda do mandato e, para já, faz um balanço positivo da postura que tem assumido.
Vim para equilibrar o sistema político e sinto-me feliz, porque nestes três meses, faz hoje precisamente três meses que tomei posse como presidente da República, tenho conseguido.
E também da relação com o primeiro-ministro.
Tem havido uma boa articulação, boas reuniões de trabalho que temos tido semanalmente e, naturalmente, isso corresponde àquilo que eu também assumi como compromisso com os portugueses, de ser um presidente acima de todos os partidos, um presidente de equilíbrio.
António José Seguro, depois de um encontro com o representante da República, em Angra do Heroísmo, no primeiro de dois dias de visita aos Açores.
António José Seguro, o presidente da República, que depois já fez uma espécie de arruada, ou um passeio pelas ruas de Angra do Heroísmo, para permitir o contato mais direto com a população. Também já teve um encontro com jovens, encontro fechado aos jornalistas. Escutámos aqui a reportagem do repórter do Observador, Vasco Maldonado Correia.
Passam agora sete minutos das 19h, hora de atualizarmos também outras notícias em destaque.
Donald Trump acusa o Irão de ter abatido um helicóptero dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz e ameaça responder. Foi através de uma publicação na rede Truth Social. O presidente norte-americano revela ainda que os dois pilotos envolvidos neste incidente estão bem. Até o momento, o Irão não assumiu qualquer responsabilidade pela queda do helicóptero. Portugal joga amanhã frente à Nigéria, o último jogo de preparação antes do arranque oficial do Campeonato do Mundo de Futebol. Houve a conferência de imprensa de antevisão deste encontro. O selecionador, Roberto Martínez, considera que esta partida frente à Nigéria é importante, tendo em conta que o primeiro adversário de Portugal no Campeonato do Mundo é também uma seleção africana, o Congo.
Contra a Nigéria, temos uma oportunidade de trabalhar aspetos que acho que são semelhantes com os pontos fortes que o Congo tem. Uma equipa africana diferente, tem muita flexibilidade tática, mas é um adversário exigente e que é mais um teste para preparar o nosso grupo.
Sobre o 11 de amanhã, apenas uma certeza: Diogo Costa, o guarda-redes vai jogar os 90 minutos. Todos os outros atletas vão ter oportunidade de passar pelo relvado do Estádio Doutor Magalhães Pessoa, em Leiria. Nesta conferência de imprensa marcou também presença Francisco Trincão, o jogador do Sporting diz que está na melhor fase da carreira para ajudar a seleção nacional.
Sinto que nestes últimos anos desenvolvi não só o meu jogo, mas também fisicamente, mentalmente, acho que consegui crescer em todos os aspetos do jogo, também defensivamente. Portanto, acredito sim que estou na minha melhor fase. Óbvio que ambiciono melhorar e poder estar a um nível acima, mas sinto sim que chego talvez na minha melhor forma ao mundial.
É isso que diz Francisco Trincão, avançado da seleção nacional e do Sporting. A partida frente à Nigéria está agendada para amanhã, às 20h45. Arruado aqui na antena do Observador.
O Miguel Videira está de regresso daqui a sensivelmente 20 minutos para atualizar novamente toda a informação.