Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jornal das sete com o Luís Soares e começamos com o líder do Chega. André Ventura resiste em pedir a demissão do Ministro da Administração Interna.
Foram declarações do líder do partido, que foi recebido esta tarde pelo Presidente da República no Palácio de Belém, em Lisboa. Em direto no Jornal está o repórter Vasco Maldonado Correia. Vasco, André Ventura falou de uma das polêmicas do momento, as obras do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, mas remete para o partido o que fazer relativamente ao futuro do ministro.
André Ventura cauteloso à saída do Palácio de Belém, depois dessa reunião com o Presidente da República, em que o líder do Chega, aos jornalistas, explicou que para já ainda não é altura nem de pedir a demissão do Ministro da Administração Interna, diz Ventura que essa é uma tarefa que cabe avaliar ao Primeiro-Ministro Luís Montenegro e também não quer pensar já numa eventual moção de censura, até porque amanhã é dia de debate do Estado da Nação e anunciar qualquer tipo de iniciativa neste momento poderia contaminar esse momento.
Teremos tempo para fazer essa avaliação. Amanhã é o debate do Estado da Nação, eu não queria contaminá-lo com nenhuma ação prévia àquilo que é importante: esclarecer o que se passa na situação dos exames nacionais, da economia e na própria administração interna, que não a situação pessoal. Não vamos ter um debate do Estado da Nação sobre a situação de uma pessoa. Vamos ter um debate sobre o estado da nação. O meu compromisso e o meu dever é fazer um debate sobre o estado da nação e não sobre o estado de Luís Neves ou o estado do doutor Fernando Abreu. Não é esse o objetivo do Chega.
Ventura referia-se, claro, a Fernando Alexandre, não a Fernando Abreu, e falava sobre os problemas no Ministério da Educação. Isto porque o que o trouxe aqui ao Palácio de Belém é um conjunto de situações que considera que estão erradas com o governo, diz mesmo que está em causa o regular funcionamento do governo e por isso mesmo quis falar com o Presidente da República. André Ventura explica agora os próximos passos que o partido vai tomar, que passam primeiro por uma reunião com o Primeiro-Ministro, no mínimo é isso que André Ventura pretende, e depois reunir a direção nacional do partido.
O Chega terá amanhã a oportunidade, no Estado da Nação, de fazer também ver ao governo e ao país o caráter totalmente inaceitável das declarações do senhor Ministro da Administração Interna e daquilo que aconteceu, transmiti-lo ao Primeiro-Ministro, com quem espero também ter uma conversa em breve sobre este assunto. E após esta reunião, irei também proceder à convocatória dos órgãos nacionais do Chega para dar nota destas preocupações e também das ações que devemos tomar nesta matéria.
Inaceitável foi uma palavra usada várias vezes por André Ventura, que à saída do Palácio de Belém referia-se às alegadas ameaças do Ministro da Administração Interna no Parlamento, na direção da bancada do Chega. Sendo que André Ventura saiu daqui também a estranhar o silêncio de Luís Montenegro sobre este caso a envolver Luís Neves, não só este, mas também a polêmica à volta da casa do ministro em Odemira. Estranha que Luís Montenegro ainda não se tenha pronunciado sobre esse caso e que já o tenha feito, por exemplo, sobre a polêmica à volta dos exames nacionais.
A reportagem é direto do Vasco Maldonado Correia, que acompanhou no Palácio de Belém este encontro entre André Ventura e o presidente da República. Quem já se pronunciou foi a ministra da Justiça, que diz não ter indicação de qualquer investigação relacionada com as obras em casa de Luís Neves. Hoje, o Observador revelou uma lista de faturas relacionadas com as obras de Luís Neves. O Ministério da Administração Interna entregou a lista detalhada de faturas relacionadas com estas obras. São 108 faturas no total. A empresa da mulher de Luís Neves recebeu faturas emitidas por 13 empresas diferentes, no valor total de vinte e três mil euros, cinco mil euros faturados à empresa Construbarcelos, empresa do construtor João Carvalho.
E ministra do Trabalho não exclui voltar à reforma laboral depois do verão. Os patrões concordam, mas os sindicatos garantem que o processo está fechado.
Declarações de Maria do Rosário Palma Ramalho aos jornalistas no final de uma reunião de concertação social, a primeira, depois do chumbo do pacote laboral. Mas a ministra deixa já antever que a discussão pode regressar depois das férias, porque considera este um tema inevitável.
É inevitável para Portugal, porque temos uma legislação que é bastante atrasada e pouco preparada para enfrentar os desafios dos novos modelos de trabalho e de eventuais situações econômicas até menos favoráveis, como já existem neste momento noutros países da Europa.
A ministra do Trabalho, em declarações aos jornalistas no final da reunião de concertação social, não se compromete quanto aos moldes da forma como o tema vai voltar a ser discutido. No entanto, os sindicatos recusam reabrir a discussão. Mário Mourão, da UGT, diz que é prematuro voltar ao dossiê.
Eu julgo que é prematuro estarmos a falar novamente num dossiê que teve o desfecho que teve. Acho que até poderia ser interpretado como um desrespeito perante um órgão de soberania, que é a Assembleia da República, e os partidos têm essa legitimidade e essa competência para aprovar a legislação laboral.
Garantia de Mário Mourão, da UGT. Do lado da CGTP, o tema está enterrado, como diz o secretário-geral, Tiago Oliveira.
A CGTP não podia deixar de fazer o balanço daquilo que foram 11 meses de luta dos trabalhadores relativamente ao pacote laboral, a forma como o governo conduziu todo este processo, a forma como tentou, durante todo este processo, fugir à discussão com a CGTP, a que os trabalhadores não derrotaram um pacote laboral vazio de conteúdo
Derrotar uma política, derrotar um objetivo. Para a CGTP, este assunto está enterrado.
"Está enterrado", diz Tiago Oliveira. Já os patrões avisam que é preciso criar condições para que as empresas possam pagar os salários previstos no acordo de valorização salarial. Isso mesmo explicou o presidente da CIP, Armindo Monteiro.
O salário é baixo. Aquilo que é importante nós verificarmos é que um salário de €920, o trabalhador leva para casa €818. É preciso termos esta frieza dos números. Um salário de €920, que é o salário mínimo, o trabalhador leva €818. Se nós somarmos a Segurança Social, multiplicarmos por 14 meses e dividirmos por 11 meses de trabalho, dá €1.449. Ou seja, a percepção do trabalhador é que tem que produzir para €818 e a realidade do empregador é que tem que produzir para €1.449. O que eu estou a dizer é que há aqui um gap muito grande que tem que advir de aumentar a produtividade.
E da importância da reforma laboral, no entender do presidente da Confederação Empresarial. Já Gustavo Paulo Duarte, que se estreou como presidente da Confederação do Comércio, admite que é difícil regressar ao tema da reforma laboral.
E o ministro da Educação vai marcar presença no Parlamento, no debate de urgência marcado para sexta-feira, sobre a correção digital dos exames nacionais.
Informação confirmada ao Observador pelo Ministério da Educação. O debate de urgência foi pedido pelo PCP. Coincide com a divulgação em que devem ser divulgadas as classificações dos exames nacionais. Tem lugar um dia depois também do debate do Estado da Nação, que acontece amanhã. No Explicador desta tarde, a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, questionou a forma como vai decorrer a correção da segunda fase dos exames.
Aquilo que se antevê é que possa haver um grande pedido de reapreciação por parte dos estudantes. Não está resolvido como é que vai ser o procedimento na segunda fase, ou seja, vão realizar-se os exames da segunda fase. A plataforma, nós vimos ao longo de todo este tempo vários erros, vários períodos em que esteve embaixo, itens que foram sendo enviados em sobrecarga de trabalho para os professores.
As dúvidas de Paula Santos, do PCP. Na resposta, o deputado do PSD da Comissão de Educação, Pedro Alves, admite que houve problemas, mas também diz que o governo foi rápido na resolução.
Houve por parte do governo, rapidez no processo de resolução, ao ponto de ter com prudência também alargado o prazo para a publicação das pautas. Estamos em tempo para, no dia 17, fazer essa publicação.
Pedro Alves do PSD, a sair em defesa do governo no Explicador da tarde política.
Passam nove minutos das 19h. Vamos a outros temas em destaque.
Desde logo o Mundial de Futebol, porque dentro de menos de uma hora joga-se a segunda meia-final. Inglaterra e Argentina tentam fazer ontem o que Espanha conseguiu, a qualificação para a final. Aqui em estúdio está já o Diogo Varela, que vai acompanhar esta partida. E Diogo, já com os 11 iniciais.
Sim, Luís, há três mudanças do lado inglês. A seleção orientada por Thomas Tuchel mexe, sobretudo, na zona defensiva. Os dois laterais, Reece James e também Jadon Sancho, vão começar de início, mas também na defensiva, com a entrada de John Stones. Marc Guéhi é o quarto central. Na baliza temos Jordan Pickford e no meio-campo, Declan Rice, Elliott Anderson, Morgan Rogers é outra das novidades. E depois na frente nada muda. Anthony Gordon, Jude Bellingham e o ponta de lança, o capitão Harry Kane. Quanto à Argentina, faz uma alteração apenas, a entrada de Giuliano Simeone. O filho do atual treinador do Atlético de Madrid, Diego Simeone, entra para o lugar de Rodrigo De Paul. A Argentina que tem Dibu Martínez como guarda-redes, depois a defesa para Molina, Romero, Lisandro Martínez e ainda Tagliafico. Depois essa entrada de Giuliano Simeone, ainda Mac Allister, Leandro Paredes e Enzo Fernández, sendo que na frente de ataque vamos ter Julián Álvarez com o capitão argentino Lionel Messi. A Argentina que tenta repetir uma final de Campeonato do Mundo, venceu a última edição em 2022. A única vez que tal aconteceu, Luís, foi em 86 e em 90, sendo que no México, 86, a Argentina também venceu. No Mundial de 90, em Itália, perdeu para a Alemanha. Já a Inglaterra, apenas por uma e uma só vez, foi a uma final de um Campeonato do Mundo. Aconteceu em 1966 e aí triunfou.
E vamos ver o que acontece hoje. O Diogo Varela vai ficar atento a este Inglaterra-Argentina, que começa às oito da noite. O vencedor vai encontrar na seleção de Espanha. E Filipa, para quem gosta no fim de semana ir à Gulbenkian, aos jardins estender a toalha, este fim de semana há um motivo ainda maior para passar por lá, porque a Fundação Gulbenkian assinala 70 anos e vão ser nove dias de entradas gratuitas no museu.
Mas que bem, é um museu que podemos dizer que está de cara lavada.
Exatamente. Depois de ano e meio de obras de renovação, o Museu Gulbenkian reabre ao público no sábado. A intervenção permitiu melhorar as galerias com novas vitrines, iluminação, também climatização. Tudo isto para recuperar a visão original do espaço, também com uma exposição Gulbenkian 70 anos sem cartaz, mas muito mais, com o coro. Enfim, com muita coisa, concertos, noites de cinema, conferências, oficinas, enfim, muita coisa.
Uma grande lista.
É uma grande lista com comemorações que se estendem até dezembro.
Luís, é isso mesmo. Até dezembro podemos então visitar aqui a Fundação Gulbenkian.
E já no fim de semana.
É, já no fim de semana, com bom tempo.
Ir lá, se for possível, estender a toalha, apanhar um bocadinho de sol.
Ótimo, aproveitar o calor. É isso mesmo. Luís Soares com o Jornal das 7.