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João, boa tarde. Começamos com a negociação do Orçamento do Estado. Já vai a meio caminho com o Partido Socialista, à espera da posição do primeiro-ministro noutros dois temas.
O PS apresentou quatro condições para o Orçamento do próximo ano, em matéria de pensões e do plano de recuperação e resiliência. José Luís Carneiro já obteve as respostas que pretendia, mas ainda aguarda pela posição do primeiro-ministro quanto aos limites da revisão constitucional e em relação aos apoios às vítimas das tempestades. Teresa Freire.
O tema mais sensível entre sociais-democratas e socialistas é a possível revisão constitucional. O PS exige um entendimento prévio sobre os limites para impedir que a negociação de matérias estruturais seja feita apenas à direita. José Luís Carneiro já pediu uma palavra pública a Luís Montenegro, mas até agora, só silêncio. O PS quer também que a proposta orçamental apresente soluções para as famílias, empresas e autarquias que foram afetadas pelas tempestades de janeiro e fevereiro. Falta agora que o governo se pronuncie. Relativamente às outras duas exigências, há mais desenvolvimentos. O PS está positivo numa das linhas vermelhas, o tema das pensões. José Luís Carneiro já tinha demonstrado interesse em antecipar o debate sobre a Segurança Social, mas sem colocar em causa as reformas. Entretanto, foi divulgado o relatório coordenado por Jorge Bravo e logo a seguir o governo garantiu que não está para breve uma reforma estrutural. Quanto ao financiamento das obras do PRR, também há desenvolvimentos favoráveis para o PS. Na última reunião com o primeiro-ministro, Carneiro exigiu que o Orçamento apresentasse uma forma de financiar os projetos que não fossem concluídos dentro do prazo, que termina já esta segunda-feira. E ontem o ministro da Economia garantiu ao "Expresso" o financiamento das obras que estão quase concluídas através do Orçamento de 2027.
Jornalista Teresa Freire, com a negociação do Orçamento do Estado entre PS e PSD. Em julho, José Luís Carneiro e Luís Montenegro tiveram uma reunião em São Bento para discutir exclusivamente o Orçamento do Estado. Já para setembro está marcado mais um encontro. Podem ler mais sobre este assunto no site do "Observador", num artigo assinado pela grande repórter Rita Tavares.
E seguimos nesta edição das 19h com Paulo Portas. Avisa que a Europa tem de discutir já o problema do envelhecimento e, João, sem radicalismos.
Na Universidade de Verão do PSD, o antigo vice-primeiro-ministro deu uma aula que ultrapassou as duas horas. O líder centrista avisa que o problema do envelhecimento demora décadas a resolver e implica muitas políticas públicas.
Queremos começar a discutir o problema do envelhecimento das nossas sociedades com cabeça, troncos e membros e com argumentos racionais? Ou queremos likes e radicalismos? É porque o problema não se resolve com um tweet. E envolve muitas políticas públicas: habitação, impostos, trabalho, família, migrações. E é preciso que estejam alinhados nas estrelas, porque é muito difícil inverter um declínio demográfico. São precisas décadas. O ponto é que quanto mais tarde começarmos, pior.
Ainda Paulo Portas, que aborda a situação das plataformas digitais, considera que o tempo da total impunidade e falta de escrutínio está a terminar.
Paulo Portas, que recorda também este domingo Narana Coissoró, como um grande político que, João, praticava a arte do compromisso.
numa declaração enviada à Agência Lusa, o antigo líder do CDS salienta que Narana Coissoró integrou um grupo parlamentar do CDS inesquecível, apenas com quatro deputados. Paulo Portas recorda intervenções cheias de conhecimento histórico, instinto político e reconhecido humor. Já o deputado João Almeida, escutado na Rádio Observador, afirma que Coissoró marca a história do partido.
Foi, no âmbito parlamentar, um deputado de excelência, uma pessoa que pautou sempre a sua vida pela defesa das causas em que acreditava de uma forma elevadíssima. E liderou o CDS no Parlamento num dos momentos mais difíceis da sua história, quando tinha apenas quatro deputados, e esses quatro deputados eram vistos como alguns dos melhores do Parlamento nessa altura. Isso era muito mérito da liderança do professor Narana Coissoró. Portanto, como digo, grande referência da história do CDS, enorme exemplo a título parlamentar e, para mim, também uma grande fonte de inspiração.
As considerações do deputado João Almeida, escutado pela jornalista Teresa Freire. Narana Coissoró, que morreu hoje aos 94 anos. O grupo parlamentar do CDS-PP vai apresentar no Parlamento um voto de pesar pela morte do antigo dirigente centrista. Nesta nota, os centristas destacam que Narana Coissoró dedicou grande parte da vida à causa pública, ao ensino universitário, ao direito, à justiça e também ao CDS-PP.
Na Islândia, o referendo sobre a adesão à União Europeia está, João, a ter uma elevada taxa de participação.
E é com dados provisórios que confirmam que até ao meio-dia, hora de Reiquiavique, a fluência às urnas registou uma participação eleitoral mais elevada do que à mesma hora nas eleições legislativas de 2024. Ora, espera-se uma discussão renhida, com a última sondagem, divulgada na última sexta-feira, a indicar que cerca de 50% tencionavam votar sim, mas que perto de 49,6% também iria decidir votar não. A sondagem estava apenas prevista para o próximo ano, neste caso, este referendo, caso o sim vença, um acordo a que a Islândia e a União Europeia cheguem terá de ser submisso a um novo referendo. Nesse caso, terá de haver alterações à Constituição islandesa, que terá de ser ratificada pelos 27 do bloco europeu.
E no desporto seguimos com os Jogos do Mediterrâneo. A equipa portuguesa já leva 20 medalhas.
E o último pódio foi garantido pelos irmãos Araújo no pásion, conquistaram o ouro em pares mistos. É a primeira medalha de sempre para a modalidade, no que toca à equipa portuguesa e também nesta competição. É o oitavo ouro para a Comitiva Nacional, nesta cidade italiana de Taranto. Num balanço, antes da semana final da prova, o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, afirma que a prestação está a ser positiva e destaca a quantidade de jovens na comitiva lusa.
O balanço é positivo. Naturalmente que ainda temos alguns dias até o dia 3 de setembro, mas acima de tudo, o que é importante neste momento registrar, foi o trabalho prévio de preparação, de participação que as nossas federações com o Comitê Olímpico de Portugal realizaram no estabelecimento de objetivos para esta participação. Temos aqui gente muito jovem, com elevado potencial nas várias modalidades, e essa foi uma opção.
A validação de Pedro Dias da prestação portuguesa nos Jogos do Mediterrâneo, numa entrevista à RTP. As provas terminam a 3 de setembro.
Fica por aqui esta edição das 19h, com o jornalista João Lourenço. A quem desejo um bom descanso. Um abraço, João.
E a ti também.
As notícias estão de regresso já no final do jogo entre Futebol Clube do Porto e Académico de Viseu. O jogo está a acontecer no Fontelo, a partir da cidade de Viseu e que para já o intervalo vai dando vitória do Dragão por três gols a zero. Já a seguir recuperamos essa emissão especial de desporto com o relato em direto do Ricardo Loureiro, comentários do Mário Cajica, do Luís Pinto Coelho e também do nosso áudio-árbitro Pedro Henriques.