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Edição do João Lourenço. João, boa tarde. Começamos esta edição com Jorge Jesus. O treinador da Seleção Nacional reforça que o Ronaldo é um símbolo da equipe das Quinas e do país e promete que vai esclarecer tudo, mas depois do jogo frente à Noruega.

Nova conferência de imprensa do selecionador português e novamente o tema Cristiano Ronaldo em cima da mesa, em vésperas da partida frente à Noruega para a quarta jornada da Liga das Nações. Jorge Jesus quis deixar claro que o foco está nesta seleção adversária, mas admite que o abandono de CR7 não passa despercebido.

O foco tem que ser a seleção, por tudo. A Noruega, neste caso, o jogo é com a Noruega. A Noruega, aquilo que nós temos que fazer bem, com o nosso povo também em sintonia com a bandeira. Agora, isso não deixa de que eu possa ignorar o Cris. O Cris é um símbolo da seleção portuguesa, é um símbolo de Portugal, isso que fique bem claro. Respondendo à pergunta, depois do jogo, há muito tempo pra se falar sobre isso.

O selecionador nacional considera que o problema atual da seleção portuguesa não é o antigo capitão da equipe das Quinas, mas sim a seleção da Noruega.

Faz parte daquilo que é um jornalista por questões. O futebol é dia a dia, não é mês a mês, é dia a dia, jogo a jogo. E amanhã o jogo é o mais importante. É o jogo com a Noruega, um jogo que eu acho extremamente bem jogado das duas equipes, muito intenso. É por aí que eu quero ir. Neste momento, não importa muito desviar o assunto e o problema, porque o problema neste momento se chama Noruega.

Além do selecionador nacional, falou também o novo capitão desta equipe, Bruno Fernandes, o médio do Manchester United revela que falou com o CR7 sobre os últimos dias e deixa um pedido ao país.

Estamos muito fora daquilo que tem sido toda esta polêmica em torno deste assunto, mas o que eu peço, mais uma vez, é que o país não se divida, que não faça escolhas, que viva isto tudo de um só, que respeite e aceite todos os lados, mas que ao mesmo tempo, como eu disse, o Cris é, será sempre o maior ícone da nossa seleção, do nosso futebol e também do futebol mundial e merece o respeito de todos os portugueses, independentemente de quem goste mais e goste menos.

Bruno Fernandes na conferência de imprensa de antevisão à partida, o número oito desta equipe portuguesa diz que, neste caso, estes comandados de Jorge Jesus não são alheios a esta polêmica em torno de Cristiano Ronaldo.

E do lado nórdico, João, o selecionador norueguês de futebol considera que Portugal é uma das três melhores equipes europeias.

Ståle Solbakken também mostra esse grande respeito pela equipe das Quinas. Admite que a seleção portuguesa pode fazer alterações na equipe.

Estávamos preparados com e sem o Ronaldo no primeiro jogo. Agora está mais claro que podemos preparar-nos sem ele. Acho que Portugal vai fazer algumas alterações. Quando olhamos para o plantel de 25, 26 jogadores, são jogadores de topo em todas as posições e tem jogadores fantásticos que provavelmente estão ansiosos para jogar. Por isso, talvez façam alterações, mas não deve ser com o Ronaldo. Temos um grande respeito pela seleção portuguesa e eles estão talvez entre as duas ou três melhores da Europa neste preciso momento.

Ståle Solbakken na sala de imprensa do Estádio do Dragão, palco desta partida deste domingo entre Portugal e Noruega. Recordar que estas duas equipes já se enfrentaram neste período de pausa para eleições. Portugal venceu a Noruega por duas bolas a uma. Ståle Solbakken prevê então alterações na equipe portuguesa e Jorge Jesus, na conferência de imprensa, confirmou que Pedro Neto pode ser um dos jogadores a sair das opções do 11 inicial. Vamos descobrir amanhã aqui com relato e comentário na Rádio Observador.

Emissão Especial Esporte para ouvir este último encontro da Seleção Nacional nesta pausa internacional, para ouvir depois do jornal das 19h, Emissão Especial Esporte para escutar Portugal-Noruega. Vamos prosseguir nesta edição das sete, agora com André Ventura, que vai ser, João, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves.

O anúncio foi feito pelo próprio, em conferência de imprensa na sede do partido em Coimbra. Esta comissão parlamentar de inquérito vai incidir sobre os mandatos de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária entre 2018 até 2026, e também as eventuais responsabilidades dos governantes que o tutelaram durante este período. Ora, André Ventura garante a imparcialidade neste processo e promete não colocar obstáculos à intervenção das restantes forças partidárias.

Esta comissão de inquérito vai efetivamente cumprir o seu papel de investigar até o fim, sem medo, independentemente das consequências, independentemente de quem sejam os visados, tudo e todos os factos que apuramos em relação a Luís Neves, procurando garantir que, evidentemente, todos os partidos que nela tenham assento terão uma voz e terão um lugar, que todos aqueles que entenderem e todos os partidos, para lá do Chega, que entenderem levar a cabo outras recolhas de prova, outras audições de testemunhas ou de outros participantes, não haverá da parte do Chega nenhum bloqueio, nenhum obstáculo a que isso aconteça.

André Ventura, na sede do partido em Coimbra, isto sobre a comissão parlamentar de inquérito ao ministro da Administração Interna, imposta pelo Chega. André Ventura afirma ainda que quer ver rapidamente constituída a comissão para que na próxima semana comecem estes trabalhos parlamentares.

E João, escutamos também nesta edição a ministra da Justiça, que está a analisar os pedidos de retirada de proteção especial a Rui Pinto.

Rita Marcão Judice está a analisar o fim do programa de proteção de testemunhas para o hacker português. A ministra da Justiça em Aveiro, à margem do Congresso dos Registos. A ministra assegura ainda que vai dar uma resposta antes do dia 10 deste mês, altura em que o português vai parar de receber os benefícios. Rui Pinto está no programa de proteção de testemunhas há seis anos, desde que começou a colaborar com as autoridades. Vai perder a casa onde vive, sob proteção policial, também o transporte gratuito e subsídio de subsistência no próximo dia 10. A defesa de Rui Pinto já pediu uma revisão da perda de estatuto. Já nesta sexta-feira, o pirata informático anunciou, através das redes sociais, que vai mudar-se nos próximos dias para um local desconhecido e isto por tempo indeterminado, diz Rui Pinto estar a temer pela própria vida, neste caso, visto que vai terminar este fim do programa de proteção de testemunhas.

Tempo ainda na atualidade nacional para falar do presidente da República, que defende, João, que o interior precisa de políticas públicas de investimento, isto para que o país possa ser mais equilibrado.

António José Seguro esteve na terra natal, em Penamacor, durante a inauguração de uma nova creche que custou mais de € 1 milhões, comparticipados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, mas também pelo município, um investimento, neste caso, por parte da autarquia avaliado em mais de € 300 mil. O projeto vai aumentar as vagas desta creche de 25 para 50 crianças e é visto pelo presidente da República como um sinal de esperança. António José Seguro garante que há futuro no interior e apela a maior investimento.

Os mesmos milhões no interior para projetos estruturantes têm uma rentabilidade e um benefício para as pessoas e para os territórios muito maior do que noutras zonas do país. Portanto, aquilo que se pede é que haja agora um reequilíbrio desses investimentos e que se olhe para todo o conjunto do território nacional. Isso para nós, e na minha perspectiva, é essencial.

António José Seguro, esta manhã em Penamacor, no distrito de Castelo Branco, afirma ainda que não há territórios dispensáveis.

E da terra natal do presidente da República para Valência, onde os protestos pelo direito à habitação terminaram em tensão, João, em frente ao Palácio das Artes Rainha Sofia.

Os zacates entre manifestantes e forças de segurança ocorreram quando a marcha alcançou a Cidade das Artes e das Ciências. Segundo informações recolhidas durante o protesto, os agentes policiais interviram para impedir o acesso dos manifestantes ao congresso imobiliário, tendo para isso recorrido ao lançamento de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra a multidão. As manifestações pela habitação acontecem em mais de 50 cidades em todo o território espanhol. Isto após o Parlamento Espanhol ter chumbado as propostas do governo de Pedro Sánchez, que impediam despejos de inquilinos em situação mais vulnerável. Em Madrid, perto de 70 mil pessoas marcharam em direção à Praça de Cibeles, segundo as autoridades. Os organizadores do protesto apontam para 500 mil pessoas e apelam também a uma greve geral para acabar com o negócio da habitação. Isto 500 mil pessoas em todo o país nestas manifestações que estão em mais de 50 cidades.

E a fechar, João, na Cisjordânia, 11 pessoas ficaram feridas graças a um ataque de colonos israelitas.

Os ataques estão a ocorrer durante a apanha da azeitona. Esta é uma altura em que os colonos israelitas intensificam, por norma, as agressões contra a população palestiniana no local. Segundo a Agência EFE, o Crescente Vermelho em Nablus anunciou que estava a prestar assistência a uma vítima desta agressão. Este ataque ocorreu na região de Ozarin, a 11 km de Nablus.

As 12 estão de regresso às 19h30, também com edição do João Lourenço. É com ele este final de tarde e também noite informativa de sábado na Rádio Observador. Contamos contigo, João. Um abraço. Até já.

Até já.