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João Lourenço. Boa tarde mais uma vez, João Lourenço. Começamos esta edição das 18h com o presidente da Assembleia da República, que defende que deve ser respeitada a prática parlamentar de haver apenas duas comissões de inquérito em curso em simultâneo.

José Pedro Aguiar Branco assumiu esta posição em declarações aos jornalistas após ter aberto a porta principal do Parlamento à população neste feriado de 5 de Outubro. O presidente da Assembleia da República vai levar este assunto do número limite de comissões de inquérito em funcionamento em simultâneo já na próxima quarta-feira, à próxima conferência de líderes.

Vamos ter uma conferência de líderes. Como sabe, regimentalmente é possível, mas tem havido uma prática de não haver mais do que duas, para precisamente que pudessem todos os deputados, e não esqueçamos que há grupos parlamentares que não têm muitos deputados, poderem participar nas diversas comissões, e que não decorressem mais do que duas em simultâneo.

José Pedro Aguiar Branco, nesta posição defendida e que vai levar à próxima conferência de líderes. Neste momento, estão em fase de conclusão duas comissões parlamentares de inquérito, tanto ao INEM como aos incêndios florestais. O presidente do Parlamento sublinha que não tem a função de definir a agenda das várias comissões que irão acontecer. No entanto, diz que esse trabalho compete aos deputados.

A minha competência, e acho que até ficou muito clara nestes últimos tempos, é de assegurar que as comissões parlamentares de inquérito respeitam a Constituição e respeitam a lei que regula as comissões parlamentares de inquérito. É esse o objetivo das minhas decisões e aquilo também que se espera que o presidente da Assembleia da República faça. Uma vez que estão hoje todas constituídas como devem estar, agora a gestão da agenda compete aos senhores deputados.

José Pedro Aguiar Branco, neste feriado de 5 de Outubro, o Parlamento que esteve de portas abertas durante este feriado. Declarações sobre as várias comissões parlamentares de inquérito, numa altura em que estão no horizonte mais quatro. No início da presente sessão legislativa, o Parlamento aprovou a constituição de uma terceira comissão de inquérito proposta pelo Bloco de Esquerda sobre os exames nacionais e também o partido Chega avançou com outra comissão parlamentar de inquérito sobre a atuação do atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária.

E João, nas comemorações da implantação da República, o Presidente da República saúda o entendimento entre o Governo e o Partido Socialista na aprovação para o Orçamento do Estado.

O chefe de Estado deixou um apelo para que mais partidos se juntem para viabilizar o documento. A proposta do governo ainda não é conhecida, mas tem já a aprovação praticamente garantida com o anúncio da abstenção por parte do PS. No primeiro discurso de António José Seguro como presidente da República nas comemorações do 5 de Outubro, o chefe de Estado elogiou esta aproximação entre governo e PS e pediu, Vasco Maldonado Correia, mais exemplos de políticas pensadas a longo prazo.

No 5 de Outubro, como em todo o mandato, António José Seguro deixa o apelo ao entendimento interpartidário.

Precisamos de soluções duradouras e de capacidade política para as aplicar. Portugal precisa de uma nova cultura política com base em entendimentos e compromissos interpartidários, focada na resolução concreta dos problemas das pessoas e numa visão estratégica para Portugal.

E volta a manifestar vontade em ver uma política que pense a longo prazo.

Agir sobre o curto prazo com uma ideia de futuro para Portugal obriga a políticas públicas que se apliquem em várias legislaturas. Não podemos estar sempre a voltar ao início só porque se mudou uma legislatura.

Com o Primeiro-Ministro na plateia, fica também a lembrança que sem diálogo nada se faz.

Num regime democrático, ninguém abdica das suas diferenças, mas a democracia também não pode transformar as diferenças em impossibilidades de entendimento, nomeadamente quando os governos não dispõem de apoio parlamentar maioritário.

Com a viabilização do Orçamento do Estado praticamente garantida, Seguro deixa um elogio direto a duas das três maiores forças políticas.

Saúdo o Governo e o Partido Socialista pelo caminho de aproximação que têm vindo a fazer, tendo em vista a aprovação do Orçamento do Estado para o próximo ano. Oxalá outros partidos possam juntar-se a este caminho de compromisso e de convergência, nestes e noutros processos legislativos.

O Presidente da República entende que os eleitores sabem distinguir entre populistas e quem procura o bem do país.

E até mesmo aqueles que, porventura, só agem em função de incentivos eleitorais, digo-vos com muita convicção que acredito que os portugueses apreciam e recompensam os partidos e os atores políticos que acordem em soluções para melhorar a vida concreta das pessoas.

Com a mensagem de que os portugueses precisam de razões para continuar a confiar nas instituições, o chefe de Estado pede também soluções para a crise vivida em todo o planeta.

A crise energética, razão fundamental de muitos destes problemas, não pode ser enfrentada apenas com respostas nacionais. Não se resolve país a país. Exige uma resposta europeia coordenada que proteja as pessoas, a economia e reduza estruturalmente a dependência externa da energia.

Há muito a fazer e é preciso vontade para avançar. Mensagens de António José Seguro no primeiro discurso enquanto chefe de Estado, no dia em que se celebra a implantação da República em Portugal.

Jornalista Vasco Maldonado Correia, a acompanhar as cerimónias do 5 de Outubro na Praça do Município, em Lisboa, em que António José Seguro apelou a que mais partidos ajudem a viabilizar o Orçamento do Estado. A proposta do governo deve ser entregue no Parlamento já nesta sexta-feira pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.

E seguimos nesta edição das 18h com a Câmara Municipal de Paredes, que, João, decretou dois dias de luto municipal pela morte de um bombeiro de Rebordosa Que morreu esta manhã numa ação de formação.

E a vítima ter-se-á colocado atrás de uma viatura que o atropelou quando deu início à marcha, é o que indica o Jornal de Notícias, numa nota de pesar publicada nas redes sociais. A corporação dá as condolências à família e aos amigos do bombeiro, afirma que as circunstâncias do acidente estão ainda a ser averiguadas, prometendo dar esclarecimentos quando for possível. Também o ministro da Administração Interna, Luís Neves, manifestou nesta segunda-feira, profundo pesar por esta morte do bombeiro.

E em Espanha, João, mesmo apesar do anúncio de eleições antecipadas no país, os protestos pela habitação vão continuar.

É o que, neste caso, diz a Associação de Sindicatos de Inquilinos, que coordena os protestos pela habitação no país vizinho. Assegura que não há motivos para parar os protestos, indica que o objetivo não é alcançado apenas com a ida às urnas. Nesse sentido, as manifestações vão continuar ao longo dos próximos dias. A associação revela ainda que está em curso um plano para que seja convocada uma greve geral pelo direito à habitação em novembro. Quem já avançou com essa paralisação geral são dois sindicatos espanhóis, a UGT e a CCO anunciaram, neste caso, segundo o "É um País", que consulta fontes sindicais, indica que essa paralisação geral vai mesmo acontecer e o motivo principal é a crise do acesso à habitação. A data desta greve geral de 24 horas ainda não foi definida, mas o "É um País" garante que deverá ocorrer antes de 29 de novembro, o dia das eleições espanholas.

Eleições em Espanha que estão marcadas, como dizias, para o dia 29 de novembro e o líder do partido Vox acredita, João, que pode formar governo com o PP.

Com Santiago Abascal a apresentar três condições do programa para um futuro executivo no país vizinho.

Os espanhóis devem saber que nós estamos absolutamente preparados para oferecer as soluções que o nosso país necessita e que devem atender à prioridade nacional, para que os espanhóis não estejam nunca mais discriminados na sua própria pátria, para que não sejam os últimos em Espanha. Soluções que devem atender à desregulamentação para livrar a nossa economia, o nosso modelo produtivo, todas as corrupções, todas as ideologias e, claro, soluções que abordem a remigração, porque há que reverter a invasão migratória.

As três promessas de Santiago Abascal, líder do Vox. João, líder da oposição em Espanha, saúda o anúncio de eleições antecipadas. Alberto Núñez Feijóo diz que este ato eleitoral deve ser diferente, porque desta vez diz que não será uma questão entre PP versus PSOE, diz que é Espanha contra Pedro Sánchez.

A pergunta que faço aos espanhóis é se querem mais quatro anos disto ou se estão dispostos a dar uma oportunidade à mudança. Sofremos políticas sem escrúpulos e um líder com poder sem limites, um governo disposto a tudo. Agora é momento de escolher entre um projeto de ambição individual ou um projeto para o país. Não são eleições como antes. Este vai ser um duelo entre Espanha e o que representa Pedro Sánchez. A nação e a democracia têm de vencer quem mais dano lhe causou.

Reação do líder da oposição em Espanha. Já Pedro Sánchez, líder do executivo espanhol, tinha dito, antes de dissolver o Parlamento, que quer uma maioria progressista mais ampla no Parlamento espanhol.

Para fazer mais, precisamos renovar e ampliar o nosso apoio para dar seguimento às reformas de que precisamos. Para que a cidadania possa reduzir os níveis de desigualdade, devemos mobilizar-nos e devemos garantir que o Parlamento nos dote de uma maioria muito mais ampla e progressista, com a qual possamos derrotar as elites, conquistar novos avanços sociais e continuar a transformar Espanha.

É o que pretende alcançar o chefe do governo espanhol com estas próximas eleições. O primeiro-ministro Pedro Sánchez quer reforçar o poder do PSOE no Parlamento.

E ainda pela atualidade internacional, mas agora fora da Península Ibérica, João, os Estados Unidos exigem informações à Rússia sobre o alegado caso de peste num laboratório da Sibéria.

Num caso que levou à morte de uma investigadora que trabalhava neste laboratório. Um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano falou à Agência Europeia da Europa, neste caso a Europress, e pediu esclarecimentos de forma rápida e transparente à Rússia. As autoridades do país soviético ainda não reagiram a este pedido, apenas disseram que a situação epidemiológica na região de Irkutsk está estável. Afirma que foram implementadas várias medidas de emergência nos últimos dias, desde a morte de um investigador, devido a um caso de peste pneumônica, provocada por um tubo de ensaio de um laboratório na Sibéria.

No desporto, numa telenovela adjacente ao futebol, o apresentador britânico Piers Morgan afirma, João, que vai esclarecer toda a verdade sobre a polêmica em torno de Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus.

E vamos ter certamente mais um episódio desta novela, Vicente, até porque o apresentador britânico desmente as versões contadas pelo selecionador e também por Pedro Proença, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, diz que estes dois intervenientes falaram no mal entendido acerca do tempo que Ronaldo esteve a aquecer e que depois não entrou. O apresentador britânico escreveu uma publicação na rede social X que Jorge Jesus quer ganhar fama de durão ao tentar humilhar Ronaldo. O apresentador acrescenta que as declarações do selecionador, de onde disse que não havia qualquer problema com CR7, são mentira. Ainda na mesma publicação, o apresentador britânico Piers Morgan adianta que tem fontes seguras que o informaram sobre a polêmica e que vai falar sobre tudo no episódio desta noite no programa "Football Uncensored". Vamos estar atentos a essas declarações de Piers Morgan, ele que é uma figura próxima também do antigo capitão da seleção nacional.

Esta novela já vai no episódio número quê?

Queres organizar os episódios por dias?

Não, acho que vamos ter mesmo de fazer uma reunião.

Dá uma boa série, se calhar.

Sim, dá uma série, talvez. Não era só uma telenovela, esse é facto. Até porque vamos ter mais 30 anos depois disto. Cristiano Ronaldo vai acabar a carreira no futebol, mas não vai acabar a vida.

Exato.

Fica por aqui o Jornal das 19, uma edição do jornalista João Lourenço, que está de regresso no Jornal das 8. Já daqui a pouco temos Manual de Instrução para Humanos e por isso não vamos ter cinto de notícia nesta hora das 19h. Um grande abraço, João. Até logo.

Até já.