Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Começa agora o Jornal das 8, edição do jornalista Miguel Cordeiro. Miguel.

O governo garante que o plano de recuperação e resiliência português vai estar no terreno nas próximas semanas. Esta garantia do Secretário de Estado da Proteção Civil foi feita esta tarde na Rádio Observador, numa entrevista em que Rui Rocha insistiu que este plano tem ainda de ser ultimado, mas o objetivo é estar no terreno assim que possível.

Julgo que não podem ser meses. Eu diria que nas próximas semanas ele terá que ser conhecido, porque como digo e como foi referenciado, há aqui questões de emergência, embora isso também tenha as responsabilidades dos próprios municípios, mas é evidente que algumas questões, pela dimensão daquilo que são reparações, é bom que hajam apoios estatais para poder garantir, e é isso que está a ser desenhado.

O plano de apoio está a ser desenhado para apoiar as populações e autarquias durante as próximas semanas. Rui Rocha falou também sobre o fim da isenção de portagens em várias autoestradas pelo país, algo que tem sido contestado pelos autarcas e até pela comunidade intermunicipal de Leiria, que disse que poderia suportar os custos com as portagens e que isso ainda estava em estudo. Quanto a esta problemática, o Secretário de Estado da Proteção Civil diz apenas que a situação mais crítica já está ultrapassada e diz também que este era um apoio de exceção.

E o PS desafia Chega e Iniciativa Liberal a juntarem-se para aprovar o alargamento do número de municípios em estado de calamidade.

O partido entregou hoje um projeto de recomendação no Parlamento, em que pede ao governo que inclua os municípios de Arruda dos Vinhos, Azambuja, Sobral de Monte Agraço, Alenquer e ainda a zona de Leiria do Tejo neste estado de exceção. Com isso, incluindo todos estes municípios no estado de calamidade com efeitos retroativos, passa a ser possível que esses municípios tenham acesso ao mesmo tipo de apoios que os restantes municípios que estiveram em estado de calamidade. Aqui na Rádio Observador, o deputado André Rio pede uma resposta ao governo até quinta-feira, o dia do debate quinzenal no Parlamento, e deixa também um apelo ao Chega e à Iniciativa Liberal.

No caso concreto da Arruda dos Vinhos, que é o que eu conheço mais próximo, já foram aqui visitar durante a semana passada, para além do secretário-geral do PS, na quarta-feira, na sexta-feira veio cá o líder do Chega e a líder da Iniciativa Liberal e puderam constatar in loco daquilo que os autarcas estão a reclamar, legitimamente, na nossa perspectiva, e bastava que esses dois partidos, além do Partido Socialista, que vieram aqui in loco verificar a situação, votassem a favor para que este projeto de resolução fosse aprovado no Parlamento.

O deputado socialista considera incompreensível que o governo ainda não tenha dado este passo para acudir às populações destes concelhos. André Ventura também falou esta tarde, falou em Condeixa-a-Nova e disse também que é necessário prolongar o estado de calamidade e é necessário manter a isenção de portagens nas áreas afetadas pelas tempestades.

O governo recebeu mais de 5 mil candidaturas para aceder aos apoios à agricultura na sequência das tempestades.

10 mil euros é o que cada agricultor pode pedir para ajudar a recompor-se depois das tempestades. O governo diz que já recebeu mais de 5 mil pedidos. O ministro José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura, esteve hoje em Alcácer do Sal e disse que espera que os pedidos continuem a aumentar.

Temos mais de 5.100 candidaturas para mais de 300 milhões de euros. Aqui em Alcácer do Sal, neste momento, na área da agricultura, temos só 13 candidaturas porque as pessoas ainda estão a ver os prejuízos e nós sabemos que essas candidaturas vão acontecer. Estamos a falar de candidaturas até aos 10 mil euros.

As palavras do ministro da Agricultura esta tarde em Alcácer do Sal. Apela também José Manuel Fernandes a que os produtores afetados cheguem à frente para obter os apoios. Diz que há muito prejuízo que ainda não está sinalizado. O ministro da Agricultura diz também que vai pressionar a União Europeia para obter o montante máximo da reserva agrícola para crises.

Já os suinicultores dizem que o setor está a passar pela maior crise de sempre.

Dizem que 50% da produção nacional foi afetada pelas tempestades, sobretudo na região Centro. Apenas em Leiria, mais de 50 explorações estão a trabalhar com recurso a geradores que custam entre €500 e €600 por dia e que isto agrava o prejuízo destas médias e pequenas empresas, geridas na maior parte por famílias. Em entrevista à Rádio Observador, o presidente da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores apela ao governo para materializar os apoios que tem anunciado.

É preciso que estas medidas que estão a ser anunciadas sejam céleres. É preciso que elas cheguem rapidamente a quem precisa delas. E não faz sentido, porque os anúncios não resolvem problemas. O que resolve problemas é efetivar aquilo que são as intenções que estão subjacentes aos anúncios que estão a ser publicitados.

À Rádio Observador, David Neves explica também que os prejuízos das tempestades vão fazer com que o país dependa mais das importações, tendo em conta que Portugal já tinha um mercado deficitário neste setor. No entanto, garante-se também que o preço das carnes de porco, por enquanto, não sofre alterações, garantia desta associação que representa os suinicultores.

E o setor da pesca também não aponta para fortes problemas. Miguel, os pescadores falam no impacto nunca antes visto depois das tempestades.

Em entrevista à Rádio Observador, o presidente da PROPESCA, Carlos Cruz, não tem dúvidas de que o preço do peixe vai duplicar.

O preço, precisamente os barcos que foram ontem para o mar, com certeza que o preço, se não dobrou, penso que dobrou, claro. Eu penso não, tenho a certeza que dobrou, porque a restauração não tem peixe, os barcos não andam ao mar, peixe daqui da nossa localidade não tem nenhuma, só se tiver peixe do lado de fora

As palavras do representante do setor da pesca apontam para fortes problemas. O aumento dá-se pelo fato de haver barcos parados desde dezembro, tanto pequenos como grandes. Carlos Cruz refere que apenas em Vila do Conde, a autarquia deu um apoio de €250 aos pescadores. Pede, por isso, ao governo para ajudar os pescadores com apoios diretos. Fala de uma situação em que famílias já não têm dinheiro nem para comer.

E o novo embaixador do Vaticano em Portugal critica a instrumentalização dos valores católicos pelos políticos, tanto da direita como da esquerda.

Andrés Carrascosa Coso mostra-se atento à realidade político-partidária de Portugal. É uma entrevista ao Observador em que o núncio apostólico diz que acompanhou as eleições presidenciais em Portugal e manifesta desagrado por quem usa a Igreja como uma arma política.

Em 41 anos, eu tenho visto políticos de direita, de centro e de esquerda que querem, de alguma maneira, usar, quase instrumentalizar o fato religioso ou querer que a Igreja fale aquilo que eles querem que fale. Isso não me surpreende, porque não é novidade. Volto a dizer, agora pode ser que aqui percebam isso, noutros lugares eu percebi outra coisa ainda. A Igreja nunca vai entrar nessas.

Palavras do novo núncio apostólico. Acontece um dia depois de se apresentar no Palácio de Belém para entregar as cartas credenciais a Marcelo Rebelo de Sousa. O arcebispo espanhol foi também a Leiria visitar os afetados pelas tempestades e diz que queria ver com os próprios olhos aquilo que não está nas manchetes dos jornais.

E agora, Miguel Cordeiro, que outras notícias marcam a atualidade?

O treinador do Real Madrid rejeita que a equipa espanhola venha a Lisboa amanhã à procura de uma vingança contra o Benfica. O Benfica venceu por 4x2 na última jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, atirou o Real Madrid para esta zona de playoff e ditou a sorte que as duas equipas voltam a encontrar-se já amanhã neste playoff. É a primeira mão, amanhã no Estádio da Luz. Arbeloa, treinador do Real Madrid, garante que está a pensar a longo prazo e não só no jogo com o Benfica amanhã no Estádio da Luz. Estão concluídos os trabalhos de consolidação no viaduto que ruiu na A1, devido ao rebentamento do dique do Mondego. A Brisa diz que as obras de reconstrução da plataforma devem ter início ainda esta semana. Os trabalhos que agora terminaram tinham como objetivo impedir o agravamento dos danos causados pela força das águas do Mondego.

E é o ponto final no Jornal das 8, edição do jornalista Miguel Cordeiro.