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Jornal das 8, com a edição do Miguel Cordeiro. E Miguel, Vitalino Canas, professor constitucionalista e histórico socialista, considera que os juízes escolhidos pelo Chega são uma boa jogada para normalizar as escolhas do partido.

Apresentou hoje o Chega vários nomes, o juiz Hélder Pombo para o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e o juiz Paulo Ramos Faria para o Centro de Estudos Judiciários. Vitalino Canas esteve na Rádio Observador esta tarde, no programa Explicador, e disse que as escolhas são aceitáveis em grande parte dos setores.

Há aqui uma tentativa interessante da parte da liderança do Chega de apresentar alguma normalização nas suas escolhas. Eu diria que, se calhar, boa parte dessas pessoas, que eu não conheço pessoalmente, parecem-me escolhas relativamente tranquilizadoras.

Opinião de Vitalino Canas, que tem sido um nome indicado pelo partido para os órgãos externos da Assembleia da República, o de Provedor de Justiça. Tem sido indicado que Vitalino Canas poderá ser essa escolha do PS, mas sobre isso, Vitalino Canas, apesar de ter sido questionado neste Explicador, não quis comentar.

É uma reação ao anúncio de André Ventura. O líder do Chega apontou para acordo entre o PSD e Chega para apresentar listas conjuntas a vários órgãos externos do Parlamento.

Neste caso, o Tribunal Constitucional, o Conselho de Estado, o Conselho Superior da Magistratura e o Conselho Superior do Ministério Público. Diz Ventura que há acordo com o PSD e que agora precisa de saber se o PS se quer juntar ao acordo para o Conselho de Estado ou se apresenta uma lista à parte. Ventura também diz que o PS deve ficar com a indicação para a Provedoria de Justiça, um cargo que normalmente é para o maior partido da oposição.

E Miguel, o PSD ainda não confirmou o entendimento com o Chega.

Não confirma esse acordo, apesar de André Ventura dizer que há entendimento. Certo é que, para aprovar estes nomes, PSD e Chega precisam também dos votos da Iniciativa Liberal, e a Iniciativa Liberal garante, em comunicado enviado às redações, que não estão envolvidos em qualquer entendimento.

E a eurodeputada do PS, Ana Catarina Mendes, discorda da forma como José Luís Carneiro está a fazer oposição ao PSD.

Em entrevista ao Observador, Ana Catarina Mendes não critica o conteúdo das propostas do PS, mas diz que discorda da forma como são apresentadas ao país. Questionada sobre se revia no estilo de oposição, através da carta escrita ao primeiro-ministro, a eurodeputada socialista discorda.

É um estilo que eu não adotaria, mas é o estilo que o secretário-geral do Partido Socialista adotou. Isso não exclui e nem diminui aquilo que deve ser o papel do Partido Socialista na oposição, como lhe digo. Há tantos problemas para nós falarmos, que mais do que estarmos a falar sobre a forma, é falar sobre o que é que vai sair do congresso do Partido Socialista para resolver os problemas das pessoas.

Palavras de Ana Catarina Mendes. Esteve no programa Vixi Suave, que acabamos de escutar aqui na Rádio Observador e que está também já disponível em podcast. Ana Catarina Mendes também acrescenta que não iria à Venezuela nesta altura, embora diga que compreende a vontade de José Luís Carneiro em estar com a comunidade portuguesa.

Eu, no lugar do secretário-geral do Partido Socialista, talvez não tivesse ido neste momento, mas entendo a sua vontade de estar junto da comunidade.

Eurodeputada do Partido Socialista, em entrevista ao programa Vixi Suave, antes desse congresso do PS, que vai decorrer em Viseu até domingo, arranca já amanhã.

Miguel, já foram pagas cerca de 40% das indenizações dos sinistros participados depois do comboio de tempestades que passou por Portugal no início do ano.

Estes números foram hoje avançados pela Associação Portuguesa de Seguradoras. Até agora, foram registados quase 180 mil sinistros, mas continuam a surgir novos pedidos. À Rádio Observador, o presidente desta associação, José Galamba de Oliveira, diz que o esforço tem sido enorme.

O esforço tem sido gigantesco de todas as equipes, quer as que estão no terreno, quer as que estão em back office, para se resolver todos estes sinistros o mais rapidamente possível. O interesse aqui é que se consigam fechar as situações que podem ser fechadas e que, obviamente, as pessoas e as empresas possam com isso também voltar à normalidade das suas vidas o mais rapidamente possível. Mas há, de fato, um conjunto de sinistros onde a complexidade é bem maior.

Palavras em declarações à Rádio Observador. São aqueles que foram registrados do lado das empresas e não de sinistros particulares. Mesmo assim, o esforço traduz-se na resolução de 1500 processos por dia. A prioridade, diz José Galamba de Oliveira, é neste momento resolver todos os processos que estão pendentes, mas ainda não é possível fazer qualquer tipo de previsão.

O que nós notamos é que o número de entrada de novas participações tem reduzido bastante. E isto, obviamente, significa que vamos começando também a ver o fim a isto. Se esta média se manter em 2500 por dia, em 10 dias resolvem-se 15 mil, em 20 dias resolvem-se 30 mil. E, portanto, a expectativa é que nas próximas semanas o grosso disto vai estar resolvido, mas dizer que vão estar todos resolvidos e apontar uma data, neste momento, é muito prematuro.

José Galamba de Oliveira refere que as seguradoras estão disponíveis para fazer adiantamentos e avança com esse número. Já foram pagas cerca de 40% das indenizações dos sinistros que foram participados depois dessas tempestades que afetaram Portugal.

Miguel, vamos também conhecer os outros temas que marcam a atualidade.

Começam os playoffs de qualificação europeia para o Mundial de 2026. A Turquia já segue em frente. Venceu a Roménia por 1 x 0 esta tarde. Está agora à espera do vencedor do jogo entre Eslováquia e Kosovo. Um jogo que já está em andamento e já teve dois gols com 21 minutos Eslováquia 1, Kosovo também 1. Marcou primeiro a Eslováquia, e o Kosovo acaba de empatar este encontro. Há mais jogos em destaque a esta hora, como por exemplo, Dinamarca e Macedônia do Norte está zero a zero. A Itália mede forças com a Irlanda do Norte, está também zero a zero. País de Gales, Bósnia-Herzegovina, ainda nulo neste resultado. Polônia e Albânia, também sem gols. República Checa e Irlanda, a Irlanda já está a vencer por 1 a 0. E no Ucrânia e Suécia, a Suécia já está a vencer por 1 a 0, gol de Viktor Gyökeres. Todos estes jogos estão com cerca de 20 minutos no cronômetro. São resultados para continuar a atualizar ao longo desta noite informativa. Em Espanha, depois de mais de 600 dias de luta em tribunal contra o pai, uma jovem de 25 anos morreu por eutanásia. Cinco tribunais diferentes reconheceram o direito à morte medicamente assistida. O pedido foi feito em abril de 2024 e avaliado por um órgão independente composto por médicos, advogados e especialistas em bioética. Este órgão determinou que Noelia apresentava um quadro clínico irrecuperável. O pai opôs-se até o fim. A poucas horas da eutanásia, ainda interpôs um último recurso em tribunal, mas sem sucesso. Noelia Castillo Ramos pedia para morrer desta forma há mais de dois anos. Ficou paraplégica depois de uma tentativa de suicídio, que aconteceu depois de ter sido violada. Desde cedo lidou com problemas de saúde mental, tinha transtorno de personalidade e transtorno obsessivo-compulsivo. Para fechar, Filipa, trago-te aqui um dilema: se eu te devesse dinheiro e propusesse pagar a minha dívida com cerveja, aceitavas?

Não tinhas sorte, absolutamente nenhuma, eu não gosto de cerveja.

Pois.

Eu ia dizer logo: "Nem pensar!"

A Associação Académica de Coimbra tentou fazer isto, tentou pagar dívidas às secções e núcleos de estudantes com barris de cerveja.

Que bem! E que tal a resposta? Aceitaram, sim?

A verdade é que quase todos disseram que sim, mas há uma associação que disse que não, e é por isso que ficamos a saber deste caso. A secção de jornalismo.

Olha, que conveniente.

A quem a Associação Académica devia 3.500 €, publicou uma nota de repúdio para demonstrar profundo descontentamento com esta proposta. Os 3.500 € são de transferências da Reitoria da Universidade de Coimbra que, ao abrigo de um protocolo, teriam como destino a secção de jornalismo, mas que nunca chegaram a ser entregues. De acordo com Rita Sousa, presidente da Secção Cultural, a Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra explicou que enfrentava uma grande dívida e que não lhes era viável pagar em dinheiro. Esta secção considerou a oferta injusta.

Se calhar são como eu, também não gostam. Esta secção foi a única, Miguel, que propuseram esta negociata?

Pelo contrário, esta foi a única associação que não aceitou.

Pronto!

José Machado, presidente da Direção-Geral da Associação de Coimbra, reagiu, confirma a oferta, diz que foi apresentada a todas as estruturas e que nenhuma se opôs. Sublinha que esta secção de jornalismo foi a única que criticou. José Machado reitera também que os barris de cerveja eram uma solução a curto prazo e que foi assumido o compromisso de, a médio prazo, repor o dinheiro em falta.

Pessoas íntegras, os jornalistas. É assim que fechamos este jornal das 18h.