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Observador. Começa agora o Jornal das 8, edição do jornalista Miguel Videira. E Miguel, o CDS pede uma investigação do Ministério Público ao negócio da nova sede do Banco de Portugal.

O líder parlamentar do partido, Paulo Núncio, acusa Mário Centeno de conluio com o grupo Fidelidade. Diz que o excedente de 2019, era Mário Centeno ministro das Finanças, só foi conseguido com a venda dos terrenos da antiga Feira Popular de Entrecampos ao grupo Fidelidade. Uma parcela desses terrenos foi comprada por Mário Centeno, governador do Banco de Portugal, mais tarde, para construir a nova sede. Ora, Paulo Núncio considera que há questões que têm que ser esclarecidas.

O valor pago pela Fidelidade, 274 milhões de euros, foi decisivo para que o ministro Mário Centeno tenha celebrado o primeiro excedente orçamental. Isto para dizer que sem Fidelidade não teria havido excedente orçamental. Seis anos depois, em 2025, Mário Centeno, agora governador do Banco de Portugal, decide comprar à mesma Fidelidade, uma pequena parcela do mesmíssimo terreno. Esta sucessão de negócios é suscetível de levantar gravíssimas suspeitas de conluio que têm que ser investigadas até às últimas consequências.

Ora, Mário Centeno, que esteve esta tarde a ser ouvido na Assembleia da República, rejeita a tese do líder parlamentar do CDS, fala em alucinações e inverdades. Centeno defende que foi um excelente negócio para o regulador do setor bancário.

A conjugação do edifício A2 com o edifício A3 era aquela que mais se aproximava das condições de trabalho do Banco de Portugal, em que hoje todos têm uma secretária. Podemos achar que isto é desperdício, porque há pessoas que estão fora, vão em viagens, estão em férias, estão doentes, fazem teletrabalho, e querer reduzir tudo isto, mas esse é outro conceito, não é o mesmo conceito. Se temos menos espaço e o espaço por metro quadrado é mais caro, eu já vos disse, nas minhas contas aqui rápidas, o que comprámos há um ano, hoje já vale mais 10 milhões de euros, quase 10 milhões de euros. É um excelente negócio.

É isso que diz o antigo governador do Banco de Portugal. Já sobre a poupança de até 40 milhões de euros, anunciada hoje pelo atual governador, Álvaro Santos Pereira, fruto da reformulação do projeto, Mário Centeno critica a decisão, diz que a poupança é feita à custa da diminuição de recursos.

Um T2 na Avenida da República custa muito menos do que aquele espaço. Quando poupamos, mas temos menos recursos, não é bem uma poupança, é outra coisa.

É a crítica do antigo governador do Banco de Portugal. Mário Centeno critica ainda o atual governador por ter revelado detalhes do projeto. Diz que Álvaro Santos Pereira perdeu poder de negociação junto ao mercado.

E antes do anterior governador do Banco de Portugal, foi ouvido na Comissão de Orçamento e Finanças o atual líder do regulador do setor bancário, Álvaro Santos Pereira, anunciou e explicou as alterações ao projeto inicial de construção da nova sede.

A localização é a mesma, os terrenos de Entrecampos, onde se situava a feira popular. Mas em vez de dois edifícios, o novo projeto prevê a construção de apenas um. Álvaro Santos Pereira prevê uma poupança, no mínimo, de 35 milhões de euros. Parte do investimento no projeto vai ser recuperada. Esta é a receita.

É igualmente importante referir que o investimento no novo edifício será, em larga medida, coberto pela venda das propriedades que o Banco de Portugal vai libertar, como o imóvel do Altos Moinhos e o edifício do Almirante Reis. Um banco central não pode manter imóveis que não sejam necessários para a sua atividade e, por isso, iremos aliená-los assim que seja possível. Estimamos que a concentração das equipas num só edifício permitirá poupar anualmente 11 milhões de euros. Ao fim de 20 anos, serão, portanto, 220 milhões de euros de poupanças só em custos operacionais.

As contas reveladas por Álvaro Santos Pereira, ouvido esta tarde na Assembleia da República.

O número foi avançado esta tarde pelo ministro da Presidência. 73% dos exames nacionais distribuídos aos professores já estão corrigidos.

Um número que compara com os 65% avançado ontem pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre. Uma evolução sublinhada por António Leitão Amaro, que garante todo o empenhamento para que seja possível cumprir o prazo de 17 de julho, é a data limite para a divulgação das notas.

Foco total dos responsáveis do Ministério da Educação, um crescimento significativo nas últimas horas das classificações concluídas. Vamos neste momento com 73% face a 65% ao final da tarde de ontem, noite de ontem. Há, por isso, a nossa demonstração de preocupação, de sensibilidade total para este tema e para a preocupação que os alunos e as suas famílias e os professores têm.

O ministro da Presidência, com este dado, 73% dos exames já estão corrigidos.

E o eurodeputado João Cotrim de Figueiredo considera que o ministro da Educação demorou a esclarecer os problemas registados no arranque da correção digital dos exames nacionais.

Uma posição assumida esta tarde. João Cotrim de Figueiredo, atual eurodeputado, antigo presidente da Iniciativa Liberal, foi convidado do Explicador da tarde política.

O ministro demorou algum tempo a vir falar e a tentar esclarecer. Depois, quando se perguntou quem eram as empresas envolvidas, também demorámos dias a saber. Depois, a empresa que estava envolvida, e que nem vou comentar o facto de ter sido criado num cavaleiro, que isso é mais um savoir viver do que outra coisa, mas também demonstra algum amadorismo destas coisas. Depois, afinal, já era o próprio Educa, o ex-IAAV, que tinha de pôr os pés pelas mãos No fim, estou mesmo a ver que não há ninguém que consiga dizer porque é que um teste que foi testado há um ano não foi, por certo motivo algum, sucedido, funcionando.

João Cotrim Figueiredo sobre a forma como o atual ministro da Educação, Fernando Alexandre, tem gerido esta questão da correção digital dos exames nacionais.

E sobre a falta de água, a presidente da Câmara de Almada rejeita responsabilidades pelas dificuldades de abastecimento de água no conselho. Inês de Medeiros diz que não era possível antecipar este problema.

Isso mesmo disse a autarca no final de uma reunião esta tarde com o ministro do Ambiente.

Independentemente das projeções que nós podíamos fazer, estamos, de facto, perante um aumento muitíssimo substancial e imprevisível.

Aumenta o consumo associado ao período de férias, com mais pessoas a correrem ao município. Apesar de reconhecer a gravidade do problema, Inês de Medeiros afasta-se de cenários mais catastrofistas.

Não há nenhuma zona do concelho que tenha estado sem água mais de 24 horas, até menos. Portanto, não é verdade.

Inês de Medeiros, a presidenta da Câmara Municipal de Almada, acompanhada pela ministra do Ambiente, Graça Carvalho, que deu conta que o problema deve ficar resolvido em duas a três semanas. Este fim de semana já deve ser possível captar água através de um furo entretanto feito. Há um outro que vai resolver em definitivo este problema de abastecimento de água no município de Almada.

E Miguel Oliveira, vamos agora muito rapidamente ao Mundial. E arrancam daqui a uma hora os quartos-final da competição.

Sim, num jogo que vai opor a seleção francesa a Marrocos, partida que vai ser acompanhada aqui na antena do Observador pelo Diogo Varela. Diogo, presumo que já sejam conhecidas a esta hora as duas formações que vão subir ao relvado deste encontro.

Afirmativo, Miguel. Duas equipas que vão reeditar essa meia-final da última edição do Campeonato do Mundo em 2022, no Qatar. Na altura, a França bateu por duas bolas a zero Marrocos, perdendo depois na final contra a atual campeã do mundo, a Argentina. Quanto a este jogo, começando pela equipa teoricamente mais favorita, pela França, a saída de Bradley Barcola para a entrada de Désiré Doué. É muito luxo do lado de Deschamps. Quanto a Marrocos, a saída de Ismael Sabari, que se lesionou, e é uma grande baixa contra a equipa marroquina. Já agora e por falar em arbitragem, toda ela é argentina.

E por falar em árbitro, é notícia de fecho desta edição das 19h aqui na antena do Observador. O árbitro português João Pinheiro foi escalado para apitar a partida também desta fase da competição, os quartos de final. A partida que vai opor a Argentina à Suíça.

É isso mesmo, e Miguel Videira está escalado já só para amanhã. O jornal das 19h termina por aqui. Está de regresso às 18h30 com a síntese informativa de Laura Figueiredo. Já a seguir, convidado extra.